Vamos Contar Tudo que Tem na Sala!

Desenvolvida por: Julian… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Matemática – Grandezas e Medidas
Temática: Contagem de objetos do cotidiano e registro numérico

Nesta aula, os alunos vão transformar a própria sala de aula em um grande laboratório de matemática. A ideia é simples e concreta: cada dupla recebe uma folha com desenhos de objetos que estão espalhados pela sala, como cadeiras, lápis, livros, janelas e mochilas. Juntos, os dois parceiros percorrem o espaço, contam cada tipo de objeto e registram a quantidade encontrada usando números e pequenos desenhos na folha. Essa movimentação pela sala torna a contagem algo real, não apenas um exercício no papel. Os alunos precisam se organizar, combinar quem conta e quem anota, e checar se os dois concordam com o resultado. Isso exige comunicação, paciência e cooperação, habilidades importantes para essa faixa etária. Ao final, a turma se reúne em roda para comparar os resultados de cada dupla. O professor conduz uma conversa sobre as diferenças encontradas: por que uma dupla contou 18 lápis e outra contou 20? Será que alguém esqueceu de contar os lápis que estavam dentro das caixinhas? Esse momento coletivo é rico para desenvolver a linguagem matemática oral, a noção de maior e menor quantidade, e o respeito à vez de falar. A atividade se conecta diretamente com a habilidade EF01MA04 da BNCC, que pede que os alunos contem coleções de até 100 objetos e apresentem o resultado de forma verbal e simbólica. Tudo acontece com materiais simples, sem uso de tecnologia, e com adaptações pensadas para alunos com deficiência visual, deficiência intelectual e transtorno do espectro autista. O foco está em aprender matemática a partir do que já existe ao redor, tornando o conhecimento significativo desde os primeiros anos escolares.

Objetivos de Aprendizagem

O grande objetivo dessa aula é fazer com que os alunos percebam que a matemática está presente no espaço que eles habitam todos os dias. Contar objetos reais, anotar o resultado e depois conversar sobre ele com os colegas cria uma experiência de aprendizagem muito mais sólida do que apenas repetir números em voz alta. A atividade em dupla também é intencional: ela coloca os alunos em situação de negociação e verificação mútua, o que fortalece tanto o raciocínio lógico quanto a comunicação. O momento da roda final é onde o professor pode observar quem já domina a contagem com segurança e quem ainda precisa de apoio, tornando a avaliação natural e integrada à própria aula.

  • Contar coleções de objetos reais presentes na sala de aula, chegando a quantidades de até 100 unidades.
  • Registrar as quantidades contadas usando números escritos e desenhos na folha de registro.
  • Expressar oralmente os resultados da contagem, usando termos como 'tem mais', 'tem menos' e 'tem a mesma quantidade'.
  • Trabalhar em dupla, dividindo tarefas e verificando os resultados juntos.
  • Participar da roda de conversa respeitando a vez de falar e ouvindo os colegas.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF01MA04: Contar a quantidade de objetos de coleções até 100 unidades e apresentar o resultado por registros verbais e simbólicos, em situações de seu interesse, como jogos, brincadeiras, materiais da sala de aula, entre outros. Conheça mais sobre a EF01MA04

Conteúdo Programático

O conteúdo desta aula parte do que os alunos já conhecem, os objetos da sala, e usa isso como ponto de entrada para trabalhar conceitos matemáticos concretos. A contagem não aparece como um exercício isolado, mas como uma necessidade real dentro da atividade. Registrar o que foi contado exige que a criança faça a ponte entre a quantidade percebida e a representação simbólica, que é exatamente o que a BNCC espera para o 1º ano. A comparação entre coleções, feita na roda final, introduz de forma natural as noções de grandeza sem precisar de definições formais.

  • Contagem de objetos concretos em quantidades variadas, de pequenas coleções até grupos maiores.
  • Registro simbólico de quantidades por meio de numerais escritos.
  • Registro pictórico de quantidades por meio de desenhos e marcas na folha.
  • Linguagem matemática oral: uso de termos como 'mais', 'menos', 'igual', 'maior quantidade' e 'menor quantidade'.
  • Noções iniciais de comparação entre coleções de objetos.

Metodologia

A aula usa a exploração ativa do espaço como principal estratégia. Os alunos não ficam sentados esperando a instrução: eles se movimentam, investigam e registram. Trabalhar em duplas é uma escolha pedagógica deliberada, pois a criança de 6 e 7 anos aprende muito ao explicar para o colega o que está fazendo. O professor circula pela sala durante a exploração, fazendo perguntas curtas como 'como vocês vão contar sem perder a conta?' ou 'o que vocês já contaram?', sem dar as respostas prontas. A roda final transforma os registros individuais em conhecimento coletivo.

  • Exploração ativa: os alunos percorrem a sala em duplas para contar os objetos indicados na folha.
  • Registro em folha impressa com espaço para número e desenho, tornando a produção acessível para diferentes níveis de escrita.
  • Trabalho em duplas heterogêneas, com parceiros de diferentes níveis de contagem para favorecer a troca.
  • Roda de conversa coletiva ao final, com o professor mediando a comparação dos resultados entre as duplas.
  • Perguntas mediadoras feitas pelo professor durante a exploração, sem antecipar respostas.

Aulas e Sequências Didáticas

A aula de 50 minutos está dividida em três momentos encadeados. O primeiro é de apresentação e organização, onde o professor explica a proposta e forma as duplas. O segundo é a exploração ativa pela sala. O terceiro é a roda de conversa coletiva. Essa sequência garante que os alunos saibam o que vão fazer antes de começar, tenham tempo suficiente para a contagem e ainda participem da discussão final, que é onde boa parte da aprendizagem matemática se consolida.

  • Aula 1: Apresentação da proposta pelo professor com demonstração de como usar a folha de registro (10 min) → Exploração em duplas pela sala, contando e registrando os objetos (25 min) → Roda de conversa coletiva para comparar os resultados e discutir diferenças entre as contagens das duplas (15 min).
  • Momento 1: Apresentação da proposta e demonstração da folha de registro (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula reunindo os alunos em semicírculo no chão ou em suas cadeiras, de forma que todos consigam ver bem o que você vai mostrar. Apresente a folha de registro impressa, exibindo-a em tamanho ampliado ou desenhando no quadro um modelo semelhante. Explique com linguagem simples e direta: 'Hoje vamos virar detetives da matemática! Vamos caminhar pela sala, contar os objetos que estão aqui e anotar tudo nessa folha.' Mostre cada campo da folha: o desenho do objeto, o espaço para escrever o número e o espaço para fazer uma marca ou desenho. Faça uma demonstração prática escolhendo um objeto visível, como as janelas da sala. Conte em voz alta apontando para cada janela: 'Uma, duas, três... temos três janelas!' Em seguida, escreva o numeral 3 no campo correspondente da folha modelo no quadro e faça três tracinhos como marcas. Pergunte à turma: 'Alguém quer tentar comigo?' e convide uma criança para repetir o processo com outro objeto simples. É importante que você deixe claro como as duplas vão funcionar: um parceiro conta em voz alta enquanto o outro anota, e depois trocam. Explique que, ao final, a turma vai se reunir para comparar os resultados. Organize as duplas com antecedência, preferencialmente com parceiros de diferentes níveis de contagem para favorecer a troca. Distribua as folhas de registro e os lápis antes de liberar os alunos para a exploração.

    Momento 2: Exploração em duplas pela sala (Estimativa: 25 minutos)
    Libere as duplas para percorrer a sala e contar os objetos indicados na folha de registro. Circule pelo ambiente de forma ativa, observando o trabalho de cada dupla sem antecipar respostas. Use perguntas mediadoras para estimular o raciocínio: 'Vocês já contaram as cadeiras que estão embaixo da mesa?', 'Como vocês vão saber que não contaram o mesmo lápis duas vezes?', 'Vocês dois chegaram ao mesmo número? O que fizeram quando foi diferente?' Observe se os alunos fazem a correspondência um a um entre objeto e número, se mantêm a sequência numérica sem se perder e se registram alguma quantidade na folha. Anote em um caderninho quais duplas precisaram de apoio para não perder a contagem, quais tiveram dificuldade no registro e quais demonstraram autonomia. Permita que os alunos se movimentem com liberdade, mas mantenha combinados claros sobre o tom de voz e o respeito ao espaço dos colegas. Se uma dupla terminar antes do tempo, proponha que confiram novamente um dos objetos ou que tentem contar um objeto que não estava na lista, como as mesas. É importante que você valorize o processo de contagem e não apenas o resultado final: se uma dupla errou a quantidade, não corrija imediatamente, mas faça perguntas que levem à revisão. Ao perceber que a maioria das duplas está finalizando, avise com antecedência: 'Daqui a dois minutinhos vamos nos reunir em roda!'

    Momento 3: Roda de conversa coletiva e comparação dos resultados (Estimativa: 15 minutos)
    Reúna todos os alunos em roda no chão ou em semicírculo com as cadeiras. Utilize o quadro ou um cartaz para registrar os resultados das duplas à medida que forem sendo compartilhados. Comece com um objeto simples, como as janelas, e pergunte para cada dupla quantas encontraram. Anote os números no quadro ao lado do nome ou número de cada dupla. Conduza a conversa com perguntas que desenvolvam a linguagem matemática oral: 'Qual dupla encontrou mais janelas? Qual encontrou menos?', 'Essas duas duplas encontraram o mesmo número, o que isso significa?', 'Por que vocês acham que a dupla 1 contou 18 lápis e a dupla 2 contou 20? Será que esqueceram algum lugar?' Incentive os alunos a usarem os termos 'tem mais', 'tem menos' e 'tem a mesma quantidade' nas respostas. Permita que cada criança fale no seu tempo, reforçando a escuta respeitosa: 'Vamos ouvir o que o colega tem a dizer.' Observe se os alunos conseguem expressar oralmente os resultados e se utilizam os termos comparativos, mesmo que de forma simples. Encerre a roda valorizando o esforço coletivo: 'Hoje vocês foram ótimos detetives da matemática! Cada dupla contou com cuidado e agora sabemos muito sobre os objetos da nossa sala.' Recolha as folhas de registro para análise posterior, verificando se os numerais são reconhecíveis e se os registros correspondem às quantidades encontradas.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos! Aqui vão algumas sugestões práticas para tornar essa aula ainda mais acessível, sem sobrecarregar sua rotina.

    Para alunos com deficiência visual: Utilize a versão adaptada da folha de registro com contornos em relevo feitos com cola quente ou EVA, conforme já previsto nos recursos da atividade. Durante a exploração, organize para que esse aluno forme dupla com um colega que possa descrever em voz alta o que está sendo contado: 'Estou tocando a primeira cadeira, agora a segunda...' Permita que o aluno com deficiência visual realize a contagem por meio do tato, tocando cada objeto antes de registrar. Na roda de conversa, certifique-se de que o aluno esteja posicionado de forma a ouvir bem todos os colegas e descreva verbalmente o que está sendo escrito no quadro: 'Estou escrevendo o número 5 aqui no quadro para a dupla dois.' Se a escola dispuser de apoio especializado, solicite orientação prévia sobre os materiais em relevo disponíveis.

    Para alunos com deficiência intelectual: Reduza a quantidade de objetos a serem contados na folha de registro desse aluno, priorizando coleções menores e mais visíveis, como janelas e portas. Forme a dupla desse aluno com um colega paciente e comunicativo. Durante a exploração, aproxime-se com mais frequência, oferecendo apoio pontual com perguntas simples: 'Quantos você já contou? Me mostra.' Valorize qualquer tentativa de registro, seja um numeral, um tracinho ou um desenho, pois o critério de avaliação para esse aluno é a tentativa de comunicação simbólica ou pictórica. Na roda de conversa, faça perguntas diretas e simples para esse aluno, como: 'Você contou muitos ou poucos lápis?', facilitando a participação sem expô-lo a situações de constrangimento.

    Para alunos com transtorno do espectro autista (Nível 1): Antecipe a rotina da aula para esse aluno antes de começar, explicando brevemente o que vai acontecer em cada etapa: 'Primeiro eu vou mostrar a folha, depois vocês vão caminhar pela sala em dupla, e no final vamos conversar em roda.' Isso reduz a ansiedade diante do novo. Permita que esse aluno escolha um papel fixo na dupla, como sempre ser o anotador, caso a alternância de funções gere desconforto. Durante a exploração, respeite o ritmo e o estilo de movimentação dele. Na roda de conversa, posicione-o em um lugar que lhe dê segurança e não o pressione a falar se não quiser; aceite respostas curtas ou gestuais como formas válidas de participação. Se ele demonstrar interesse em um objeto específico, use esse interesse como ponto de entrada para a contagem.

Avaliação

A avaliação nessa aula é principalmente formativa, acontecendo durante a própria atividade. O professor observa e anota enquanto circula pela sala, prestando atenção em como cada dupla está conduzindo a contagem. Na roda final, é possível perceber quem consegue expressar os resultados oralmente com segurança. A folha de registro funciona como um produto concreto que pode ser analisado depois da aula. Para alunos com deficiência intelectual, o critério de avaliação pode ser adaptado, valorizando a participação e a tentativa de registro, mesmo que o numeral ainda não esteja correto. Para alunos com deficiência visual, o registro pode ser feito oralmente ou com apoio do professor escriba.

  • Observação durante a exploração: o professor verifica se o aluno consegue contar os objetos sem perder a sequência numérica, se faz correspondência um a um entre objeto e número, e se registra alguma quantidade na folha. Exemplo prático: anotar em um caderninho quais duplas precisaram de apoio para não perder a contagem.
  • Análise da folha de registro: verificar se o aluno escreveu numerais reconhecíveis e se os desenhos ou marcas correspondem à quantidade registrada. Critério adaptado para alunos com DI: valorizar qualquer tentativa de registro simbólico ou pictórico.
  • Participação na roda de conversa: observar se o aluno consegue dizer em voz alta quantos objetos contou e se usa termos comparativos como 'mais' ou 'menos'. Não é necessário que a resposta seja perfeita; o importante é a tentativa de comunicação matemática oral.

Materiais e ferramentas:

Os materiais escolhidos são simples e de baixo custo, o que facilita a preparação e garante que todos os alunos tenham acesso igual aos recursos. A folha de registro é o principal instrumento da atividade e precisa ser pensada com cuidado: espaço suficiente para escrever e desenhar, imagens claras dos objetos a serem contados e fonte legível. Para os alunos com deficiência visual, são necessários materiais táteis adicionais, que podem ser preparados com antecedência usando materiais simples como EVA e cola com relevo.

  • Folha de registro impressa com desenhos dos objetos a serem contados e espaço para numeral e desenho (uma por aluno).
  • Lápis grafite e lápis de cor para o registro.
  • Borracha.
  • Versão adaptada da folha de registro com contornos em relevo (EVA ou cola quente) para alunos com deficiência visual.
  • Quadro ou cartaz para o professor registrar os resultados das duplas durante a roda de conversa.
  • Giz ou caneta para quadro branco.

Inclusão e acessibilidade

Essa atividade tem um bom potencial inclusivo porque usa o espaço físico real e objetos concretos, o que facilita a participação de alunos com diferentes necessidades. Ainda assim, algumas adaptações fazem diferença. Para alunos com deficiência visual, a folha de registro com relevos e a possibilidade de contar tocando os objetos são essenciais. Para alunos com deficiência intelectual, simplificar a quantidade de objetos a contar e permitir o uso de fichas numéricas como apoio ajuda muito. Alunos com TEA nível 1 costumam se sair bem em atividades com rotina clara, então explicar a sequência da aula antes de começar e manter a dupla estável durante toda a exploração reduz a ansiedade. Um sinal de alerta importante: se o aluno com TEA demonstrar desconforto com o barulho ou a movimentação da turma, oferecer um espaço de contagem mais reservado dentro da própria sala é uma saída simples e eficaz.

  • Para alunos com deficiência visual: preparar uma versão da folha de registro com os contornos dos objetos feitos em relevo (cola quente seca ou EVA recortado colado sobre o papel). Permitir que o aluno conte os objetos tocando neles diretamente, com apoio do parceiro de dupla.
  • Para alunos com deficiência visual: o parceiro de dupla pode descrever em voz alta o que está vendo enquanto os dois contam juntos, praticando a audiodescrição de forma natural.
  • Para alunos com deficiência intelectual: reduzir o número de tipos de objetos a contar na folha (por exemplo, apenas 2 ou 3 categorias em vez de 5) e usar fichas numéricas de 1 a 10 como apoio para o registro.
  • Para alunos com deficiência intelectual: o professor pode sentar brevemente com a dupla no início da exploração para demonstrar como contar e registrar o primeiro objeto juntos.
  • Para alunos com TEA nível 1: apresentar a sequência da aula de forma visual antes de começar, usando um quadro simples com os três momentos desenhados ou escritos.
  • Para alunos com TEA nível 1: manter a mesma dupla durante toda a atividade, evitando trocas de parceiro no meio do percurso. Se o aluno demonstrar desconforto com o barulho, oferecer um canto mais tranquilo da sala para a contagem.
  • Para todos: a folha de registro aceita tanto numerais escritos quanto desenhos ou marcas de contagem (palitinhos, bolinhas), o que garante que alunos em diferentes estágios de alfabetização matemática possam participar com sucesso.

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