Essa atividade foi pensada para apresentar aos alunos do 2º ano a ideia de que textos estão em todo lugar — na rua, em casa, na escola. A proposta acontece em dois encontros de 120 minutos cada e mistura conversa em roda, leitura compartilhada e uma gincana divertida pela sala de aula.
No primeiro encontro, a professora organiza uma roda de debate e apresenta diferentes tipos de textos impressos: um cartaz colorido, um bilhete escrito à mão, uma lista de compras e um poema curto. A ideia é que os alunos olhem para cada texto, ouçam a leitura em voz alta e comecem a perceber que cada um tem uma cara diferente — o poema tem rima, a lista tem tópicos, o bilhete tem destinatário. A professora media a conversa fazendo perguntas simples: 'Onde você já viu um texto assim?' ou 'O que esse texto quer dizer pra gente?'. Esse momento também serve como acolhida da turma, com uma dinâmica de apresentação que ajuda a professora a conhecer os alunos e criar um ambiente de confiança desde o início.
No segundo encontro, a turma vira detetive. Textos são afixados em diferentes cantos da sala — embaixo da mesa, na janela, na porta, no quadro. Em pequenos grupos, os alunos circulam pela sala, localizam os textos, leem com apoio da professora e copiam trechos curtos no caderno de descobertas, que é personalizado por cada criança com desenhos e o próprio nome na capa.
A cópia não é mecânica: os alunos são orientados a manter as características do texto original, como a disposição das linhas do poema ou os marcadores da lista. Isso trabalha diretamente as habilidades EF12LP02 e EF12LP03, além de EF12LP18, que envolve a apreciação de poemas e a percepção de rimas e sonoridades.
A atividade também cuida do lado social: os grupos precisam se organizar, dividir tarefas e ajudar quem tiver dificuldade. Para alunos com TEA Nível 2, há adaptações específicas de comunicação e rotina que tornam a participação possível e confortável.
O grande objetivo dessas duas aulas é fazer com que os alunos percebam que ler e escrever têm função real na vida deles. Não se trata só de decodificar letras — é entender que um bilhete serve para avisar alguém, que uma lista ajuda a não esquecer nada, que um poema existe para encantar. Ao trabalhar com textos que circulam de verdade no cotidiano, a professora conecta o conteúdo escolar com o mundo fora da escola. A cópia com atenção às características do texto original treina a observação e a escrita com intenção. Já a roda de debate e a gincana em grupo estimulam a escuta, a colaboração e a autonomia para explorar o ambiente de aprendizagem.
O conteúdo dessas aulas gira em torno dos gêneros textuais que os alunos já encontram no dia a dia, mesmo antes de saber ler com fluência. Trabalhar com cartaz, bilhete, lista e poema ao mesmo tempo permite comparar estruturas, funções e linguagens diferentes. A análise linguística acontece de forma natural: ao copiar um poema e perceber que os versos ficam um embaixo do outro, o aluno está aprendendo sobre forma textual sem precisar de definição teórica. O mesmo vale para a pontuação do bilhete ou os marcadores da lista.
As duas aulas usam metodologias ativas que colocam os alunos no centro da ação. Na primeira, a roda de debate garante que todo mundo fale e ouça — a professora não é a única a falar, ela faz perguntas e organiza as falas das crianças. Na segunda, a gincana transforma a sala em um espaço de exploração: os alunos se movimentam, tomam decisões em grupo e usam o caderno de descobertas como registro pessoal. Essa combinação de escuta ativa, movimento e escrita cobre diferentes estilos de aprendizagem e mantém o engajamento ao longo dos 120 minutos de cada aula.
As duas aulas têm ritmos diferentes de propósito. A primeira é mais tranquila e coletiva — os alunos ficam sentados em roda, conversam e ouvem. Isso ajuda a criar vínculo e a estabelecer combinados antes da atividade mais dinâmica. A segunda aula exige mais movimento e organização em grupo, por isso é importante que os alunos já se conheçam um pouco e saibam o que se espera deles. Cada encontro tem 120 minutos, tempo suficiente para incluir momentos de acolhida, desenvolvimento e fechamento com reflexão.
Momento 1: Acolhida e Dinâmica de Apresentação (Estimativa: 20 minutos)
Receba os alunos na porta da sala com um sorriso e convide-os a se sentarem em roda no chão ou em cadeiras dispostas em círculo. Explique que essa será uma aula especial, diferente do habitual, e que todos vão se conhecer melhor antes de começar. Inicie a dinâmica de apresentação pedindo que cada aluno diga o próprio nome e, em seguida, mencione um texto que já viu em algum lugar — pode ser uma placa de rua, uma música que conhece, um bilhete que recebeu em casa, a embalagem de um alimento favorito ou qualquer coisa escrita que tenha chamado atenção. Comece você mesma, dando o exemplo: 'Meu nome é [nome da professora] e um texto que eu conheço é a lista de compras que minha mãe faz toda semana.' Isso ajuda a turma a entender o que se espera e cria um ambiente de confiança. É importante que você anote mentalmente ou em um bloco as respostas dos alunos, pois elas revelarão o repertório de cada criança e servirão como ponto de partida para a roda de debate. Permita que alunos mais tímidos apenas digam o nome se preferirem, sem pressão. Observe se há alunos que já demonstram familiaridade com diferentes tipos de texto — isso será útil para a mediação nos momentos seguintes.
Momento 2: Apresentação dos Quatro Tipos de Textos — Roda de Debate (Estimativa: 35 minutos)
Mantenha a organização em roda e apresente os quatro textos impressos um de cada vez: o cartaz colorido, o bilhete escrito à mão, a lista de compras e o poema curto. Para cada texto, mostre o material impresso de forma que todos possam ver — se possível, use versões ampliadas ou fixe cada texto no quadro enquanto fala sobre ele. Antes de ler, faça uma pergunta de ativação: 'O que vocês acham que está escrito aqui? Onde já viram um texto parecido?' Permita que os alunos respondam livremente e valorize todas as contribuições. Em seguida, leia o texto em voz alta com entonação expressiva, especialmente o poema, marcando bem as rimas e o ritmo. Após a leitura, conduza a conversa com perguntas simples e abertas: 'O que esse texto quer dizer pra gente?', 'Para que serve esse texto?', 'Quem você acha que escreveu isso e por quê?', 'O que você percebe de diferente entre esse texto e o anterior?'. É importante que você não dê as respostas diretamente, mas conduza os alunos a perceber as características por conta própria — o poema tem rima e versos em linhas separadas, a lista tem tópicos um abaixo do outro, o bilhete tem um destinatário e uma assinatura, o cartaz tem letras grandes e imagens para chamar atenção. Ao final da apresentação dos quatro textos, faça uma síntese coletiva oral: 'Então, descobrimos que cada texto tem uma cara diferente e serve para uma coisa diferente!' Observe quais alunos participaram oralmente, quais identificaram características dos textos e quais precisaram de mais apoio para se expressar — essas observações são parte da avaliação formativa desta aula.
Momento 3: Leitura Compartilhada em Voz Alta (Estimativa: 25 minutos)
Distribua para cada aluno uma cópia dos quatro textos impressos ou, se preferir, trabalhe com os textos fixados no quadro para que todos acompanhem ao mesmo tempo. Realize a leitura compartilhada de cada texto novamente, desta vez convidando os alunos a participar: leia uma parte e peça que a turma repita, ou convide voluntários para ler trechos curtos com você. Para o poema, explore a musicalidade lendo duas vezes — uma vez você sozinha, com expressividade, e outra vez com a turma em coro. Pergunte: 'Vocês ouviram as palavras que rimam? Quais foram?' e destaque as rimas apontando para as palavras no texto. Para a lista, peça que os alunos contem quantos itens há e observem como cada item está em uma linha diferente. Para o bilhete, pergunte: 'Para quem esse bilhete foi escrito? Como sabemos?' e aponte o nome do destinatário. Para o cartaz, chame atenção para o tamanho das letras e as cores. É importante que essa leitura seja prazerosa e dinâmica, não uma atividade mecânica. Permita que os alunos façam comentários espontâneos durante a leitura — esses momentos revelam compreensão e devem ser valorizados. Ao final, pergunte qual texto cada aluno achou mais interessante e por quê, promovendo uma breve troca de opiniões.
Momento 4: Conversa sobre Função e Características de Cada Texto (Estimativa: 25 minutos)
Retome os quatro textos e proponha uma conversa mais aprofundada sobre a função social de cada um — ou seja, para que serve na vida real e onde aparece. Use os cartões de referência plastificados (ou em papel firme) com as características visuais de cada tipo de texto, mostrando-os à turma enquanto conversa. Organize as informações no quadro de forma visual: escreva o nome de cada texto e, ao lado, uma característica principal ditada pelos próprios alunos. Por exemplo: 'Cartaz — letras grandes, serve para avisar muita gente'; 'Bilhete — tem nome de quem vai receber, serve para mandar um recado'; 'Lista — tem itens um abaixo do outro, serve para não esquecer nada'; 'Poema — tem rima, serve para brincar com as palavras e sentir emoções'. Permita que os alunos ditem as características e você escreva no quadro, valorizando o conhecimento que a turma construiu coletivamente. Esse registro visual ficará no quadro como referência para a próxima aula. Observe se os alunos conseguem nomear pelo menos um tipo de texto e fazer alguma relação com o cotidiano — esses são os critérios de avaliação formativa deste momento.
Momento 5: Combinados para a Próxima Aula (Estimativa: 15 minutos)
Encerre a aula criando expectativa para o próximo encontro. Explique que na próxima aula a turma vai virar detetive e sair em busca de textos escondidos pela sala. Conte que cada aluno vai ter um caderno especial — o Caderno de Descobertas — que poderá decorar com o próprio nome e desenhos na capa. Estabeleça os combinados coletivamente: como será a organização dos grupos, o que fazer quando encontrar um texto, como tratar os materiais da sala com cuidado. Escreva os combinados no quadro em linguagem simples e convide um aluno a lê-los em voz alta para a turma. Pergunte se alguém tem dúvida e responda com calma. Finalize pedindo que cada aluno pense, até a próxima aula, em mais um texto que vê no dia a dia e que ainda não foi mencionado — isso mantém o engajamento e conecta a aprendizagem ao cotidiano. Encerre com uma frase motivadora: 'Na próxima aula, vocês vão descobrir que textos estão em todo lugar — até embaixo da mesa!'
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos, inclusive aqueles com Transtorno do Espectro Autista Nível 2. Pequenas adaptações já fazem uma grande diferença na participação e no conforto dessas crianças. Veja algumas sugestões práticas e viáveis para esta aula:
Durante a dinâmica de apresentação (Momento 1), evite colocar o aluno com TEA em uma posição de surpresa. Se possível, avise-o com antecedência — antes de a aula começar — sobre o que será pedido, usando linguagem simples e direta: 'Hoje você vai dizer seu nome e falar de uma coisa escrita que você conhece.' Ter essa previsibilidade reduz a ansiedade. Se o aluno não quiser falar na frente da turma, aceite que ele mostre um objeto escrito que trouxe de casa ou aponte para algo escrito na sala — a participação pode ser não verbal.
Na roda de debate (Momento 2), posicione o aluno com TEA em um lugar fixo e confortável na roda, preferencialmente próximo a você. Evite mudanças bruscas de posição ou de atividade sem aviso prévio. Use os cartões de referência com as características dos textos como apoio visual concreto — alunos com TEA geralmente respondem muito bem a suportes visuais. Ao fazer perguntas, dirija-se ao aluno com TEA de forma direta e com frases curtas, dando tempo suficiente para a resposta.
Durante a leitura compartilhada (Momento 3), o ritmo e a repetição do poema em coro podem ser muito agradáveis para alunos com TEA, que frequentemente apreciam padrões sonoros. Permita que o aluno acompanhe com o dedo no texto impresso — isso ajuda na concentração e no rastreamento visual.
Para os combinados (Momento 5), entregue ao aluno com TEA um cartão visual com os combinados ilustrados por desenhos simples, além da versão escrita no quadro. Isso garante que ele possa consultar as regras de forma independente na próxima aula, reduzindo a necessidade de perguntar e aumentando sua autonomia. Lembre-se: você não precisa ter todos os recursos prontos de imediato — um desenho simples feito à mão já cumpre essa função com muito carinho e eficiência.
Momento 1: Retomada dos Tipos de Textos (Estimativa: 15 minutos)
Inicie a aula reunindo os alunos em roda, assim como na aula anterior, para criar uma sensação de continuidade e pertencimento. Retome rapidamente os quatro tipos de textos trabalhados no primeiro encontro — cartaz, bilhete, lista e poema — utilizando os cartões de referência plastificados que já foram apresentados anteriormente. Mostre cada cartão e faça perguntas curtas e diretas para ativar a memória da turma: 'Quem lembra como se chama esse tipo de texto?', 'O que tem de especial nele?', 'Onde a gente encontra esse texto no dia a dia?'. Permita que os alunos respondam livremente e valorize todas as contribuições, mesmo as incompletas. É importante que essa retomada seja ágil e dinâmica, funcionando como um aquecimento para a gincana que virá a seguir. Observe se os alunos já demonstram familiaridade com os conceitos trabalhados na aula anterior — isso indicará o nível de consolidação da aprendizagem e orientará o quanto de apoio você precisará oferecer durante a gincana. Ao final desse momento, crie expectativa: 'Hoje vocês vão virar detetives e sair em busca de textos escondidos pela sala. Estão prontos?'
Momento 2: Apresentação do Caderno de Descobertas e Personalização da Capa (Estimativa: 15 minutos)
Distribua os cadernos de descobertas — um para cada aluno — e explique que esse caderno será o registro pessoal de cada criança durante a gincana. Mostre como a capa está em branco e convide cada aluno a escrever o próprio nome e fazer um desenho que represente algo que gosta. Disponibilize giz de cera, canetinhas e lápis de cor sobre as mesas. Circule pela sala enquanto os alunos personalizam suas capas, aproveitando esse momento para conversar brevemente com cada criança, reforçar o vínculo e observar como cada uma segura o lápis e organiza o espaço na folha. É importante que esse momento seja leve e prazeroso — a personalização do caderno cria um senso de pertencimento e aumenta o engajamento com a atividade. Permita que os alunos que terminarem mais rápido ajudem os colegas a escrever o nome, se desejarem. Ao sinal de que o tempo está se encerrando, peça que todos guardem os materiais de colorir e peguem apenas o lápis grafite e a borracha, que serão usados na cópia.
Momento 3: Formação dos Grupos e Explicação da Gincana (Estimativa: 10 minutos)
Organize a turma em pequenos grupos de três a quatro alunos, preferencialmente misturando alunos com diferentes níveis de leitura para que possam se apoiar mutuamente. Explique as regras da gincana de forma clara, pausada e com linguagem simples: textos estão afixados em diferentes pontos da sala — embaixo das mesas, na janela, na porta, no quadro e em outros cantos — e cada grupo precisará localizar todos os textos, ler com atenção e copiar um trecho curto de cada um no caderno de descobertas, mantendo as características do texto original. Mostre no quadro os combinados estabelecidos na aula anterior e convide um aluno a lê-los em voz alta. Reforce que o grupo deve trabalhar junto: um pode localizar o texto, outro pode ler em voz alta e outro pode copiar, por exemplo. É importante que você explique que não é uma corrida — o objetivo não é terminar primeiro, mas ler e copiar com cuidado. Pergunte se alguém tem dúvida antes de começar e responda com calma. Certifique-se de que os cartões de referência com as características de cada tipo de texto estejam acessíveis para consulta durante a atividade.
Momento 4: Gincana de Caça aos Textos pela Sala (Estimativa: 35 minutos)
Libere os grupos para circularem pela sala em busca dos textos afixados. Circule entre os grupos, observando como cada um está se organizando, quem está liderando, quem está com dificuldade de leitura e quem precisa de apoio para a cópia. Aproxime-se de cada grupo pelo menos uma vez durante esse momento para fazer a leitura compartilhada do texto encontrado: leia em voz alta com expressividade, especialmente o poema, e faça perguntas rápidas — 'Que tipo de texto é esse?', 'Vocês ouviram a rima?', 'O que esse texto quer dizer?'. Para a cópia orientada, lembre os alunos de observar como o texto está organizado na folha: se o poema tem versos em linhas separadas, a cópia deve manter essa disposição; se a lista tem itens com marcadores, a cópia deve reproduzir essa estrutura. É importante que você não corrija a cópia durante a gincana, mas oriente antes de o aluno começar a escrever, apontando para o texto original e dizendo: 'Olha como está organizado aqui — tente fazer igual no seu caderno.' Observe se os alunos estão respeitando os espaços entre palavras, as maiúsculas e a pontuação presentes no original. Esses são os critérios de avaliação formativa deste momento. Permita que os grupos se ajudem mutuamente e valorize quando um aluno apoia o colega com dificuldade.
Momento 5: Roda Final de Socialização (Estimativa: 30 minutos)
Reúna todos os alunos novamente em roda e proponha que cada grupo compartilhe o que encontrou durante a gincana. Peça que um representante do grupo — ou todos, se quiserem — mostre o caderno de descobertas e leia um trecho copiado para a turma. Conduza a socialização com perguntas que estimulem a reflexão: 'Qual texto foi mais difícil de copiar e por quê?', 'Alguém percebeu algo novo no texto que não tinha notado antes?', 'Qual texto vocês acharam mais interessante?'. Valorize as respostas e faça conexões com o que foi trabalhado na aula anterior. É importante que esse momento seja de celebração da aprendizagem — elogie o esforço, a colaboração entre os colegas e a capricho na cópia. Ao final, proponha a autoavaliação oral: cada grupo conta o que achou mais difícil e o que aprendeu. Anote mentalmente ou em um bloco as respostas para ajustar o apoio nas próximas aulas. Encerre com uma frase motivadora que conecte a aprendizagem ao cotidiano: 'Agora que vocês já são detetives de textos, vão começar a perceber que textos estão em todo lugar — na rua, em casa, no mercado, em todo canto!'
Momento 6: Fechamento e Encerramento da Atividade (Estimativa: 15 minutos)
Reserve os minutos finais para um fechamento coletivo e organizado. Peça que os alunos guardem os cadernos de descobertas com cuidado — explique que eles poderão ser usados em outras aulas. Recolha os cartões de referência e os materiais utilizados. Faça uma síntese oral breve dos dois encontros: 'Em duas aulas, vocês aprenderam que existem diferentes tipos de textos, que cada um tem uma cara e uma função, e que textos estão em todo lugar ao nosso redor. Isso é muito importante para a vida de vocês!' Permita que os alunos façam comentários finais espontâneos. Se houver tempo, convide um ou dois alunos a dizer qual foi o momento favorito de toda a atividade. Encerre agradecendo a participação de todos e reforçando o quanto a turma foi colaborativa e curiosa durante os dois encontros.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos, inclusive aqueles com Transtorno do Espectro Autista Nível 2. Pequenas adaptações já fazem uma grande diferença na participação e no conforto dessas crianças, e muitas delas são simples de colocar em prática mesmo com a rotina intensa de um professor.
No Momento 1, durante a retomada dos tipos de textos, avise o aluno com TEA com antecedência sobre o que acontecerá na aula, usando linguagem direta e simples: 'Hoje vamos relembrar os textos da última aula e depois vamos procurá-los pela sala.' Essa previsibilidade reduz a ansiedade e facilita a participação. Se possível, entregue ao aluno um cartão visual com a sequência dos momentos da aula ilustrada por desenhos simples — isso pode ser feito à mão, sem necessidade de impressão elaborada.
No Momento 2, durante a personalização do caderno, permita que o aluno com TEA trabalhe em seu próprio ritmo, sem pressão de tempo. Se ele tiver dificuldade com a escrita do nome, ofereça um modelo para copiar. A atividade de personalizar a capa tende a ser muito agradável para alunos com TEA, pois é concreta, individual e com resultado visível — aproveite esse momento para fortalecer o vínculo.
No Momento 3, ao explicar as regras da gincana, dirija-se ao aluno com TEA de forma direta, com frases curtas e objetivas, após explicar para a turma toda. Entregue a ele um cartão com as etapas da gincana ilustradas: 1) Procurar o texto; 2) Ler com o grupo; 3) Copiar no caderno. Esse suporte visual reduz a dependência de instruções verbais e aumenta a autonomia da criança durante a atividade.
No Momento 4, durante a gincana, posicione o aluno com TEA em um grupo com colegas que já demonstraram paciência e colaboração. Defina uma função clara para ele dentro do grupo — por exemplo, ser o responsável por segurar o caderno ou apontar para as palavras durante a leitura. Funções definidas reduzem a incerteza e facilitam a participação. Se o aluno demonstrar desconforto com o movimento pela sala, permita que ele fique em um ponto fixo enquanto os colegas trazem os textos até ele. Lembre-se: a participação pode ser adaptada sem perder o sentido da atividade.
No Momento 5, durante a roda de socialização e a autoavaliação, utilize os cartões de escolha com expressões faciais — carinha feliz, carinha pensativa, carinha com dúvida — para que o aluno com TEA possa expressar como se sentiu durante a atividade sem precisar de fala espontânea. Isso garante sua participação na avaliação de forma confortável e respeitosa. Se o aluno quiser falar, acolha com entusiasmo; se preferir apenas mostrar o cartão, valorize igualmente essa forma de comunicação. Você não precisa ter todos os recursos prontos de imediato — um cartão desenhado à mão com três expressões simples já cumpre essa função com muito carinho e eficiência.
A avaliação nessas duas aulas é principalmente formativa — a professora observa, escuta e registra o que cada aluno demonstra durante as atividades, sem precisar de prova ou ficha formal. O caderno de descobertas funciona como um produto concreto que mostra o que o aluno conseguiu copiar e como ele organizou o texto na página. Para alunos com TEA Nível 2, a avaliação considera a participação dentro das possibilidades de cada um: um aluno que apontou o texto correto durante a gincana já demonstrou compreensão, mesmo que não tenha copiado o trecho completo.
Os materiais escolhidos são simples e de baixo custo, mas precisam ser preparados com cuidado antes das aulas. Os textos impressos para a roda e para a gincana devem ter fonte grande (mínimo 18pt), boa qualidade de impressão e, se possível, alguma imagem que ajude na compreensão. O caderno de descobertas pode ser um caderno comum que os alunos personalizam com giz de cera ou canetinha. Essa personalização já cria um senso de pertencimento ao material, o que aumenta o cuidado com ele durante a atividade.
Ter alunos com TEA Nível 2 na turma pede atenção especial à rotina e à comunicação, mas não significa que a atividade precisa ser completamente diferente para eles. Pequenas adaptações fazem uma diferença enorme. Antes da Aula 1, vale mostrar ao aluno com TEA a sequência do que vai acontecer usando um quadro visual simples com imagens ou ícones. Durante a gincana, esse aluno pode ter um parceiro fixo de confiança e um mapa visual da sala indicando onde os textos estão, reduzindo a ansiedade da busca. Fique atento a sinais de sobrecarga sensorial — barulho do grupo, movimento intenso — e tenha um cantinho mais calmo disponível caso o aluno precise de uma pausa. A comunicação por cartões é uma boa alternativa para momentos em que a fala fica difícil.
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