Essa aula foi pensada para dar o primeiro passo com os alunos do 6º ano no mundo da língua inglesa de um jeito que faça sentido para eles. A ideia central é simples: aprender a falar sobre si mesmo em inglês. Quem sou eu? O que eu faço no dia a dia? Quem é minha família? Onde eu estudo?
Para isso, o professor vai usar slides coloridos e cheios de exemplos do cotidiano dos alunos, tornando o conteúdo visual e acessível. Os pronomes pessoais (I, you, he, she, we, they) e o verbo to be são a base da aula, junto com o present simple para descrever rotinas. Não é uma aula de decorar regras — é uma aula de começar a usar o inglês de verdade.
O vocabulário trabalhado gira em torno de temas que os alunos já conhecem: hobbies, esportes, atividades do dia a dia, membros da família e rotina escolar. Isso reduz a barreira de entrada e aumenta a confiança para falar.
Durante os 60 minutos, o professor vai intercalar explicações curtas com pausas práticas. Nessas pausas, os alunos respondem perguntas simples em inglês sobre si mesmos — em voz alta, em duplas ou individualmente. Não há cobrança de perfeição gramatical nesse momento. O foco é a iniciativa de comunicar.
As habilidades da BNCC trabalhadas são EF06LI01 (interação oral em inglês), EF06LI02 (coletar e compartilhar informações sobre si e o grupo) e EF06LI17 (construir repertório lexical sobre temas familiares). Cada parte da aula está conectada a pelo menos uma dessas habilidades.
Para os alunos com TDAH, a aula foi estruturada em blocos curtos de atividade, com mudanças de ritmo frequentes para manter o engajamento. Os slides funcionam como âncoras visuais que ajudam a acompanhar o raciocínio sem depender só da escuta.
O grande objetivo dessa aula é que os alunos saiam sabendo usar estruturas básicas do inglês para falar sobre si mesmos. Não é só memorizar palavras — é conseguir montar uma frase simples e usá-la numa situação real. O professor vai perceber isso acontecendo nas pausas práticas, quando os alunos começam a arriscar respostas em inglês sem precisar de tradução imediata. Esse momento de iniciativa comunicativa é o coração da aula.
O conteúdo foi escolhido porque parte do que os alunos já vivem. Falar de família, escola e hobbies não é abstrato para eles — é o dia a dia. Isso torna o aprendizado mais natural e menos intimidador. A gramática entra como ferramenta para comunicar essas experiências, não como fim em si mesma. O professor vai apresentar as estruturas de forma gradual, sempre com exemplos concretos antes de qualquer explicação formal.
A aula expositiva aqui não significa o professor falando sozinho por 60 minutos. A ideia é que cada bloco de explicação seja curto — no máximo 10 minutos — e seguido de uma prática oral imediata. Os slides funcionam como guia visual da aula, com imagens, exemplos e pequenas atividades embutidas. O professor faz perguntas diretas para a turma, chama alunos pelo nome e cria um ambiente onde errar faz parte. Essa dinâmica mantém o ritmo e ajuda especialmente os alunos com TDAH a não perderem o fio da meada.
A aula de 60 minutos foi dividida em blocos temáticos curtos para manter o engajamento da turma. Cada bloco tem um foco claro e termina com uma prática rápida antes de passar para o próximo conteúdo. Essa estrutura ajuda os alunos a perceberem o progresso ao longo da aula e evita a sensação de que tudo é muito de uma vez.
Momento 1: Abertura com Pergunta Motivadora (Estimativa: 5 minutos)
Inicie a aula em português, criando um clima de curiosidade e descontração. Faça a pergunta motivadora para a turma: 'O que você conseguiria falar sobre você mesmo em inglês agora?' Permita que os alunos respondam livremente, sem julgamentos. Anote no quadro branco algumas palavras que eles já conhecem em inglês — como 'name', 'age', 'school' — para mostrar que já sabem mais do que imaginam. É importante que esse momento seja leve e acolhedor, pois muitos alunos podem sentir insegurança com o idioma. Observe se há alunos que demonstram entusiasmo ou resistência, pois isso orientará sua postura ao longo da aula. Use esse levantamento prévio como ponto de partida para conectar o que os alunos já sabem com o que será aprendido.
Momento 2: Introdução dos Pronomes Pessoais (Estimativa: 10 minutos)
Projete o slide com os pronomes pessoais: I, you, he, she, it, we, they. Use imagens ilustrativas para cada pronome — por exemplo, uma foto de uma criança para 'I', dois amigos para 'you', um menino para 'he', uma menina para 'she', um grupo de alunos para 'we' e 'they'. Apresente cada pronome apontando para a imagem e pronunciando claramente. Em seguida, conduza uma repetição coral controlada: diga o pronome em voz alta e peça que a turma repita junto. Repita o processo duas vezes, variando o ritmo — uma vez mais devagar, outra mais rápido, para tornar a atividade dinâmica. Após a repetição, faça perguntas rápidas apontando para alunos da turma: aponte para si mesmo e pergunte 'Who am I?' esperando a resposta 'You!', aponte para um aluno e diga 'He or she?'. É importante que esse momento seja visual e participativo, pois a associação entre imagem e palavra facilita a memorização, especialmente para alunos com TDAH. Observe se os alunos estão acompanhando o ritmo e ajuste a velocidade conforme necessário.
Momento 3: Verbo To Be — Explicação e Prática Oral (Estimativa: 12 minutos)
Avance para o slide do verbo to be, apresentando as formas no presente: I am, you are, he/she/it is, we are, they are. Use exemplos diretamente ligados à turma, como 'I am your teacher', 'You are students', 'She is Maria' (referindo-se a uma aluna real da turma). Projete também as formas negativa e interrogativa de maneira simples: 'I am not...' e 'Are you...?'. Após a explicação, conduza uma prática oral rápida: faça perguntas diretas para alunos voluntários, como 'Are you 11 years old?', 'Is he your friend?'. Permita que respondam com 'Yes, I am' ou 'No, I am not', sem exigir frases completas nesse primeiro momento. Escreva no quadro branco as estruturas que surgirem durante a prática para reforço visual. É importante que você circule pela sala durante as perguntas para criar proximidade e encorajar alunos mais tímidos. Sugestão de intervenção: se um aluno errar, corrija de forma gentil repetindo a forma correta em voz alta sem destacar o erro individualmente, por exemplo: 'Very good! We say: I am 12 years old.'
Momento 4: Present Simple para Rotinas (Estimativa: 12 minutos)
Projete os slides com imagens de rotina diária — um despertador, um prato de café da manhã, uma mochila escolar, uma bola de futebol. Para cada imagem, apresente uma frase no present simple: 'I wake up at 7am', 'I eat breakfast', 'I go to school', 'She plays football'. Explique de forma breve a estrutura: sujeito + verbo + complemento. Destaque que para he/she/it o verbo recebe um 's' no final, usando um exemplo visual no slide. Realize uma nova rodada de repetição coral com as frases apresentadas. Em seguida, proponha uma pausa de prática oral: peça que cada aluno pense em uma coisa que faz todos os dias e tente dizer em inglês. Dê 30 segundos de reflexão e depois chame dois ou três voluntários para compartilhar com a turma. Observe se os alunos conseguem identificar o padrão da estrutura, mesmo que com vocabulário limitado. É importante que você valorize qualquer tentativa, reforçando positivamente com expressões como 'Great!', 'Very good!', 'Nice try!'.
Momento 5: Vocabulário Temático — Família, Hobbies e Escola (Estimativa: 10 minutos)
Projete os slides com o vocabulário temático dividido em três grupos: família (mother, father, brother, sister, grandmother), hobbies e esportes (football, swimming, reading, gaming, dancing) e rotina escolar (teacher, class, homework, school, friend). Para cada palavra, aponte para a imagem correspondente no slide e pronuncie claramente, pedindo que a turma repita em coral. Use gestos sempre que possível — por exemplo, imite nadar ao dizer 'swimming' ou abra um livro imaginário ao dizer 'reading'. Após apresentar os três grupos, faça uma associação rápida: diga uma palavra em português e peça que os alunos respondam em inglês. Por exemplo: 'Como se diz irmão em inglês?' — espere a resposta 'brother'. Permita que respondam em voz alta de forma espontânea, sem a necessidade de levantar a mão, criando um clima de jogo. É importante que esse momento seja ágil e visual para manter o engajamento. Observe quais palavras geraram mais dificuldade para retomá-las no fechamento.
Momento 6: Atividade de Apresentação Oral (Estimativa: 8 minutos)
Explique à turma que cada aluno vai dizer duas frases sobre si mesmo em inglês, usando tudo o que foi aprendido na aula. Projete no slide um modelo de apoio: 'My name is ___. I like ___ / I am ___ years old / My brother is ___.' Deixe o slide visível durante toda a atividade para que os alunos possam consultá-lo. Dê um minuto para que cada um organize mentalmente o que vai dizer. Em seguida, chame os alunos de forma sequencial ou por voluntários, conforme o clima da turma. Permita que alunos que se sentirem inseguros façam a apresentação em dupla com um colega, dividindo as frases entre os dois. Não corrija erros gramaticais durante as apresentações — o foco é a iniciativa comunicativa. Após cada apresentação, reforce positivamente com um 'Well done!' ou 'Excellent!'. Observe quais alunos demonstraram maior autonomia e quais precisarão de mais suporte nas próximas aulas. Esse momento é também uma avaliação informal: registre mentalmente ou em uma lista rápida quem conseguiu formar frases reconhecíveis e quem ainda precisa de apoio.
Momento 7: Fechamento e Reflexão Final (Estimativa: 3 minutos)
Projete o slide final com um resumo visual de tudo o que foi trabalhado na aula: pronomes pessoais, verbo to be, present simple e vocabulário temático. Faça uma pergunta rápida para a turma em português: 'O que vocês aprenderam hoje que não sabiam antes?' Permita que dois ou três alunos respondam brevemente. Em seguida, retome a pergunta inicial da abertura: 'Agora, o que você consegue falar sobre você mesmo em inglês?' Espere respostas espontâneas e celebre o progresso da turma. Encerre com uma frase motivadora em inglês, como 'You did great today! See you next class!' e peça que a turma repita junto. É importante que esse fechamento seja breve e positivo, deixando os alunos com a sensação de conquista e motivação para a próxima aula.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em uma aula tão bem estruturada e acolhedora! Para os alunos com TDAH da sua turma, aqui vão algumas estratégias práticas e viáveis que podem fazer uma grande diferença sem sobrecarregar sua rotina:
1. Blocos curtos e mudanças de ritmo: A aula já está organizada em blocos de 5 a 12 minutos, o que é excelente para alunos com TDAH. Sempre que perceber que um aluno está se dispersando, use uma mudança de estímulo — como passar para o próximo slide, fazer uma pergunta direta ou propor a repetição coral — para reconectar a atenção sem precisar interromper a aula.
2. Posicionamento estratégico: Se possível, posicione os alunos com TDAH nas primeiras fileiras ou próximos ao projetor. Isso reduz distrações visuais e facilita o acompanhamento dos slides, que funcionam como âncoras visuais ao longo de toda a aula.
3. Instruções curtas e diretas: Ao dar orientações, use frases curtas e objetivas. Evite instruções longas de uma só vez. Se necessário, repita a instrução individualmente para o aluno com TDAH antes de iniciar a atividade.
4. Apresentação em dupla: Durante a atividade de apresentação oral do Momento 6, permita que alunos com TDAH façam a apresentação em dupla com um colega de confiança. Isso reduz a ansiedade e o tempo de exposição individual, mantendo a participação ativa.
5. Reforço positivo frequente: Alunos com TDAH respondem muito bem ao reforço positivo imediato. Sempre que um aluno com TDAH participar — mesmo que de forma parcial — reconheça o esforço com um 'Great!', um aceno ou um sorriso. Isso fortalece o engajamento e a autoconfiança.
6. Uso dos slides como suporte visual: Mantenha os slides projetados durante as atividades práticas para que os alunos com TDAH possam retomar o conteúdo visualmente sempre que perderem o fio da meada, sem precisar pedir ajuda ou se sentir constrangidos.
Lembre-se: pequenas adaptações já fazem uma enorme diferença na experiência desses alunos. Você não precisa transformar toda a aula — basta estar atento e flexível nos momentos certos.
A avaliação dessa aula é principalmente formativa — o professor observa e registra o que os alunos conseguem fazer durante a própria aula, sem aplicar prova. O foco está em perceber quem está se arriscando a falar, quem reconhece o vocabulário e quem consegue montar uma frase simples. Para alunos com TDAH, o critério de participação leva em conta a qualidade do engajamento nos momentos em que estão focados, não a constância ao longo de toda a aula.
Os recursos foram escolhidos para tornar o conteúdo visual e acessível, especialmente para alunos que têm dificuldade de manter o foco só na fala do professor. Os slides são o recurso central — eles estruturam a aula e funcionam como apoio visual constante. O uso de imagens reais e familiares (fotos de esportes, famílias, rotinas) ajuda a conectar o vocabulário novo com algo que os alunos já conhecem.
Trabalhar com alunos com TDAH numa aula expositiva pede atenção ao ritmo. O maior risco é a aula virar um monólogo longo — e aí a atenção vai embora rápido. A boa notícia é que a estrutura em blocos curtos já ajuda muito. Fique de olho nos alunos que começam a se mexer demais, olhar para o lado ou parecer desconectados: esses são sinais de que é hora de uma pausa ou de uma pergunta direta para reconectar. Sentar esses alunos mais próximos ao professor e ao projetor também faz diferença. Não é punição — é estratégia de foco.
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