Histórias de Fábulas Invertidas

Desenvolvida por: Lilian… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Língua Portuguesa
Temática: Oralidade, Leitura e Produção de Textos

Nesta atividade, os alunos serão incentivados a criar novas versões de fábulas conhecidas, explorando a oralidade e a produção textual. Na primeira aula, os estudantes trabalharão em grupos, utilizando a Aprendizagem Baseada em Projetos e a Atividade Mão-na-massa, para escolha de uma fábula e modificação de seu enredo e desfecho. Na segunda aula, após leitura das versões originais em casa, participarão de uma Roda de Debate, onde apresentarão suas histórias reescritas, discutindo o impacto das mudanças nos valores e ensinamentos das fábulas. A atividade visa desenvolver a capacidade de leitura crítica, interpretação e discussão sobre valores culturais presentes nos textos, além de fomentar habilidades de escrita criativa.

Objetivos de Aprendizagem

A atividade tem como objetivo geral desenvolver a competência leitora e escritora dos alunos por meio da releitura e transformação de fábulas clássicas. Com isso, espera-se que os alunos ampliem suas habilidades de análise crítica, compreensão leitora, produção textual e oralidade. Além disso, a atividade propõe criar oportunidades para que os alunos pratiquem a empatia, reflitam criticamente sobre os ensinamentos das fábulas e exercitem suas habilidades de comunicação e argumentação em um debate estruturado.

  • Estimular a criatividade e capacidade de reescrita dos alunos.
  • Fomentar a leitura crítica e a interpretação de textos.
  • Incentivar a argumentação e participação em debates estruturados.
  • Desenvolver habilidades de comunicação oral e escrita.
  • Possibilitar a reflexão sobre valores e ensinamentos presentes nas fábulas.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF06LP05: Identificar os valores sociais e humanos presentes em textos literários, dialogando, refletindo e elaborando produções textuais que expressem opinião e crítica.
  • EF06LP08: Produzir textos narrativos e educativos que respeitem a organização tipológica do gênero, o público a que se destinam e seus efeitos de sentido.
  • EF06LP23: Compreender e aplicar a estrutura narrativa de fábulas e contos na produção de textos.

Conteúdo Programático

O conteúdo programático abrange a leitura e análise crítica de fábulas, textualização e interpretação, além dos processos de criação narrativa. Estão integradas práticas de análise literária dos textos escolhidos, identificação de suas estruturas e valores, e, em seguida, a produção de novas narrativas a partir de modificações nas histórias originais. Adicionalmente, a prática de leitura e debate em sala de aula está programada para fomentar a compreensão e discussão coletiva sobre o impacto das mudanças literárias feitas pelos alunos.

  • Leitura e interpretação de fábulas.
  • Análise estrutural e de conteúdo das fábulas.
  • Criação e reescrita de narrativas.
  • Debate e apreciação crítica textual.

Metodologia

As metodologias utilizadas incluem Aprendizagem Baseada em Projetos, Atividade Mão-na-massa, Sala de Aula Invertida e Roda de Debate. Estas abordagens incentivam a participação ativa dos alunos, a criatividade e a colaboração em grupo. A Aprendizagem Baseada em Projetos permite que os alunos trabalhem coletivamente, desenvolvendo soft skills e explorando diferentes perspectivas culturais. A Atividade Mão-na-massa coloca os alunos em prática com a produção textual, enquanto a Sala de Aula Invertida e a Roda de Debate proporciona espaço para discussão e reflexão, desenvolvendo habilidades de comunicação e pensamento crítico.

  • Aprendizagem Baseada em Projetos
  • Atividade Mão-na-massa
  • Sala de Aula Invertida
  • Roda de Debate

Aulas e Sequências Didáticas

O planejamento das aulas contempla duas sessões de 50 minutos cada. Na primeira aula, os alunos serão divididos em grupos para selecionar e modificar uma fábula, processo que fomenta tanto a cooperação quanto a criatividade. Na segunda aula será dedicada à Roda de Debate, oportunidade para que os alunos apresentem suas histórias reescritas e discutam, desenvolvendo a capacidade de argumentação e crítica. Essa organização do cronograma favorece o desenvolvimento contínuo das habilidades dos alunos, além de incentivar a troca de ideias entre eles.

  • Aula 1: Introdução às fábulas e escolha de histórias para reescrita em grupos.
  • Momento 1: Introdução às Fábulas (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula apresentando o conceito de fábula, destacando suas características principais, como a presença de animais com características humanas e a lição de moral. Ofereça exemplos de fábulas conhecidas, como 'A Cigarra e a Formiga' e 'O Tartaruga e a Lebre'. Permita que alunos compartilhem exemplos que conhecem. É importante que o professor estimule a participação, fazendo perguntas abertas.

    Momento 2: Análise Coletiva de uma Fábula (Estimativa: 15 minutos)
    Escolha uma fábula para leitura em voz alta. Após a leitura, conduza uma discussão guiada sobre os elementos da história: personagens, cenário, enredo, e a lição de moral. Pergunte aos alunos o que acharam mais interessante e quais valores foram retratados. Observe se todos estão participando e incentive comentários divergentes para enriquecer a análise.

    Momento 3: Formação de Grupos e Escolha de Fábula (Estimativa: 15 minutos)
    Divida a classe em grupos de 4 a 5 alunos. Entregue uma seleção de fábulas impressas e peça que cada grupo escolha uma história para reescrever. Oriente os alunos a discutirem em grupo, assegurando-se de que todos compartilhem suas opiniões. Circule pela sala para oferecer apoio e direcionamento, garantindo que todos os grupos escolham efetivamente uma fábula para trabalhar.

    Momento 4: Planejamento da Reescrita (Estimativa: 10 minutos)
    Cada grupo deve discutir e planejar as mudanças que farão na fábula escolhida. Incentive-os a alterar o enredo, os personagens ou o desfecho, sempre pensando no impacto dos novos valores e ensinamentos. O professor deve apoiar os grupos que enfrentarem dificuldades, oferecendo sugestões e perguntas que incentivem a criatividade. Explicar como será feita a avaliação: observação da participação nas discussões, capacidade de propor ideias e o planejamento estruturado dos grupos.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Para alunos com deficiência intelectual, simplifique as instruções e forneça exemplos visuais concretos. Considere ajustes no texto das fábulas, utilizando linguagem mais acessível e direta. Para alunos com TDAH, mantenha uma rotina clara e permita pausas curtas para que possam se movimentar. Direcione perguntas específicas para ajudá-los a focar na atividade presente. No caso de alunos com TEA, permita que eles escolham as fábulas com suporte visual e incentive interações sociais suaves, respeitando seu ritmo de interação. Reforce positivamente suas contribuições, fortalecendo seu engajamento com a turma.

  • Aula 2: Leitura das versões reescritas e Roda de Debate sobre o impacto e valores das histórias modificadas.
  • Momento 1: Apresentação das Histórias Reescritas (Estimativa: 15 minutos)
    Inicie a aula pedindo que cada grupo apresente sua versão reescrita da fábula. É importante que cada aluno do grupo tenha um papel ativo na apresentação. Peça para que leiam o texto em voz alta, destacando as principais mudanças que fizeram em relação à história original. O professor deve ouvir atentamente e fazer anotações sobre as mudanças na narrativa e nos ensinamentos, para utilizar posteriormente na roda de debate.

    Momento 2: Discussão em Grupo sobre os Impactos e Valores (Estimativa: 15 minutos)
    Após as apresentações, organize os alunos em pequenos grupos e solicite que discuta-se quais foram os impactos das mudanças feitas em cada fábula. Pergunte quais novos valores e ensinamentos foram introduzidos. Durante este momento, circule pela sala para observar as discussões, oferecendo suporte onde necessário. É importante que você pergunte aos alunos se todos entendem os novos valores e se aceitam as diferentes interpretações, promovendo o respeito à diversidade de pensamentos.

    Momento 3: Roda de Debate (Estimativa: 15 minutos)
    Organize uma roda de debate onde todos os grupos compartilham as conclusões sobre os impactos e valores discutidos. Cada grupo deve apresentar resumidamente suas reflexões e ouvir as observações dos demais. É importante criar um ambiente de respeito, onde todos os alunos se sintam à vontade para expor suas ideias e argumentações. Incentive a argumentação sobre os diferentes valores apresentados. Avalie a qualidade das participações com base na clareza das argumentações e no respeito às opiniões alheias.

    Momento 4: Reflexão Final e Feedback Didático (Estimativa: 5 minutos)
    Conclua a aula com uma reflexão coletiva, destacando os principais pontos abordados durante o debate. Reforce a importância da criatividade e do pensamento crítico ao reescrever as fábulas. Ofereça feedback positivo e construtivo, destacando exemplos de boas práticas observadas durante as apresentações e discussões. Encoraje os alunos a continuar desenvolvendo suas habilidades de escrita e argumentação.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Para alunos com deficiência intelectual, durante a apresentação das histórias, incentive o uso de imagens ou desenhos para ajudar na compreensão das fábulas reescritas. Ofereça suporte individualizado para ajudar a formular suas ideias durante a discussão em grupo. Para alunos com TDAH, mantenha uma rotina clara da aula e indique visualmente os momentos para facilitar a transição entre as atividades. Durante o debate, atribua a eles papéis específicos, como o de anotar pontos importantes, para mantê-los engajados. Para alunos com TEA, permita o uso de cartões de comunicação visual caso tenham dificuldades de verbalizar suas ideias. Dê-lhes tempo extra, se necessário, para formular respostas e apoie suas interações com colegas, garantindo um ambiente seguro e acolhedor.

Avaliação

O processo avaliativo incluirá diversas estratégias adaptadas às necessidades da turma e aos objetivos de aprendizagem. Uma avaliação formativa ocorrerá ao longo das atividades, com feedback contínuo sobre a participação e desenvolvimento dos estudantes. Para alunos com condições específicas, os critérios poderão ser adaptados para garantir inclusão e equidade. A avaliação final, de caráter qualitativo, destacará a criatividade, a qualidade de argumentação e o respeito ao gênero narrativo. Exemplos práticos incluem checklists de participação, autoavaliação e observações estruturadas durante as atividades.

  • Objetivo: Avaliar a reescrita das fábulas, participação no debate e habilidades de comunicação.
  • Critérios de Avaliação: Criatividade, coerência narrativa, qualidade argumentativa e participação ativa.
  • Exemplo Prático: Utilização de checklists, autoavaliação e observação estruturada durante debates e atividades em grupo.

Materiais e ferramentas:

Os materiais para a realização das atividades incluem fábulas impressas para leitura, cadernos ou folhas avulsas para escriba e reescrita, além de recursos visuais como cartazes para auxílio na organização das ideias durante as atividades de grupo. Estes materiais são simples e acessíveis, projetados para promover a interação dos alunos sem a dependência de tecnologia digital, e garantir que a atividade seja inclusiva e aproveitada por todos.

  • Fábulas impressas
  • Cadernos ou folhas avulsas
  • Cartazes e materiais para desenho e organização.

Inclusão e acessibilidade

Entendendo os desafios enfrentados por professores em salas de aula diversas, é fundamental implementar estratégias práticas para garantir a inclusão e acessibilidade para todos os alunos. Para alunos com deficiência intelectual, é recomendado utilizar material visual de apoio e linguagem simplificada. Para alunos com TDAH, deve-se evitar longas exposições verbais, preferindo atividades dinâmicas e oportunidades para pausas ativas. No caso de alunos com TEA, a sugestão é oferecer um cronograma visível e estabelecer rotinas claras, promovendo ambientes de interação social com suporte leve e monitoramento individual. Essas estratégias são desenhadas para promover igualdade e acolhimento, sem comprometer os objetivos pedagógicos ou sobrecarregar os educadores.

  • Adaptações curriculares para materiais de apoio visual e linguagem simplificada.
  • Atividades práticas curtas e pausas regulares para alunos com TDAH.
  • Uso de cronograma visível e rotinas claras para alunos com TEA.
  • Apoio social e monitoramento individualizado, promovendo interação segura e igualitária.

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