Manifesto em Ação: Nossa Voz, Nossas Regras!

Desenvolvida por: Bianca… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Linguagens e suas Tecnologias
Temática: Modernismo Português e Produção de Manifesto

Essa atividade parte do poema 'Ultimatum', de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, para conectar análise literária com produção autoral real. A ideia central é simples: os alunos vão entender como um texto literário pode funcionar como manifesto político e social, e depois vão criar o próprio manifesto da turma ou da escola.

Na primeira parte da aula, o professor apresenta o contexto do Modernismo português, com foco no Futurismo e na postura provocativa de Álvaro de Campos. O 'Ultimatum' é um texto denso, fragmentado e cheio de crítica social. Entender sua estrutura ajuda os alunos a perceberem como forma e conteúdo se articulam para produzir efeito de impacto.

Depois dessa introdução, os grupos recebem trechos selecionados do poema e fazem uma análise orientada: identificam recursos estilísticos, tom discursivo, argumentos e marcas do contexto histórico. Essa análise não é um fim em si mesma. Ela serve de base para a produção coletiva.

Com o repertório construído, cada grupo redige um manifesto real, com direitos e deveres que consideram essenciais para a vida escolar hoje. O tema é livre dentro desse recorte: pode ser sobre uso de celular, respeito entre colegas, qualidade do ensino, protagonismo estudantil, entre outros.

No fechamento, os manifestos são lidos em voz alta e debatidos pela turma. Esse momento de compartilhamento é fundamental: os alunos praticam escuta ativa, argumentação oral e respeito à diversidade de opiniões. A atividade trabalha de forma integrada leitura crítica, análise literária, produção textual e comunicação oral, alinhando-se às habilidades EM13LP52, EM13LP49 e EM13LP54 da BNCC.

Objetivos de Aprendizagem

O principal objetivo aqui é que os alunos saiam da aula sabendo fazer algo concreto: analisar um texto literário com ferramentas críticas e usar essa análise para produzir um texto autoral com intenção discursiva clara. Não basta ler o poema e responder perguntas. A ideia é que a leitura do 'Ultimatum' abra caminho para uma escrita com posicionamento real. Ao longo da aula, os alunos vão perceber que literatura e vida social não estão separadas, e que um texto pode ser um instrumento de transformação.

  • Compreender o contexto histórico e estético do Modernismo português, especialmente o Futurismo e a figura de Álvaro de Campos.
  • Analisar o 'Ultimatum' identificando recursos estilísticos, tom argumentativo e marcas discursivas do gênero manifesto.
  • Relacionar as críticas sociais presentes no poema com questões do mundo contemporâneo e da realidade escolar.
  • Produzir coletivamente um manifesto com linguagem adequada ao gênero, posicionamento claro e argumentos consistentes.
  • Apresentar e defender oralmente o manifesto produzido, praticando argumentação e escuta ativa.

Habilidades Específicas BNCC

  • EM13LP52: Analisar obras significativas das literaturas brasileiras e de outros países e povos, em especial a portuguesa, a indígena, a africana e a latino-americana, com base em ferramentas da crítica literária (estrutura da composição, estilo, aspectos discursivos) ou outros critérios relacionados a diferentes matrizes culturais, considerando o contexto de produção (visões de mundo, diálogos com outros textos, inserções em movimentos estéticos e culturais etc.) e o modo como dialogam com o presente. Conheça mais sobre a EM13LP52
  • EM13LP49: Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes ângulos de apreensão do indivíduo e do mundo pela literatura. Conheça mais sobre a EM13LP49
  • EM13LP54: Criar obras autorais, em diferentes gêneros e mídias - mediante seleção e apropriação de recursos textuais e expressivos do repertório artístico -, e/ou produções derivadas (paródias, estilizações, fanfics, fanclipes etc.), como forma de dialogar crítica e/ou subjetivamente com o texto literário. Conheça mais sobre a EM13LP54

Conteúdo Programático

O conteúdo programático dessa aula transita entre história literária, análise textual e produção escrita. O ponto de partida é o Modernismo português, mas o foco não é decorar datas e características. É entender como aquele momento histórico gerou textos com forma e tom específicos. O 'Ultimatum' é o texto-âncora que conecta tudo: serve como objeto de análise e como modelo para a produção autoral dos alunos.

  • Modernismo português: contexto histórico, rupturas estéticas e principais vozes.
  • Futurismo: características do movimento e influência na obra de Álvaro de Campos.
  • Fernando Pessoa e seus heterônimos: foco em Álvaro de Campos e sua postura provocativa.
  • O gênero manifesto: estrutura, tom argumentativo, função discursiva e marcas linguísticas.
  • Análise literária do 'Ultimatum': estilo fragmentado, crítica social, recursos retóricos e contexto de produção.
  • Produção textual: escrita coletiva de manifesto com tema relacionado à realidade escolar contemporânea.

Metodologia

A aula combina exposição dialogada com trabalho em grupo e produção autoral. A aula expositiva não é uma palestra: o professor apresenta o contexto e o texto, mas provoca os alunos com perguntas durante a explicação. Depois, a atividade mão na massa coloca os alunos como protagonistas da análise e da escrita. Essa sequência garante que o conteúdo teórico tenha função prática imediata, e não fique solto como informação sem uso.

  • Aula expositiva dialogada: apresentação do Modernismo português e do 'Ultimatum' com perguntas intercaladas para ativar o repertório dos alunos.
  • Leitura em voz alta de trechos selecionados do poema, com paradas para comentários coletivos sobre tom, estilo e intenção.
  • Trabalho em grupos pequenos (3 a 4 alunos): análise orientada por roteiro com perguntas sobre recursos estilísticos, argumentos e contexto.
  • Produção coletiva do manifesto: cada grupo escolhe um tema relacionado à vida escolar e redige o texto com base nos elementos estudados.
  • Apresentação oral dos manifestos com debate mediado pelo professor, estimulando argumentação e escuta respeitosa.

Aulas e Sequências Didáticas

Com apenas 60 minutos, o tempo precisa ser bem distribuído. A ideia é que nenhuma etapa se prolongue demais: a exposição abre o caminho, a análise em grupo consolida o entendimento e a produção do manifesto coloca tudo em prática. O debate final, mesmo que breve, é essencial para dar sentido ao que foi produzido.

  • Aula 1 (60 min): Abertura com apresentação do contexto do Modernismo português e do Futurismo (10 min) → leitura comentada de trechos do 'Ultimatum' com análise coletiva (15 min) → trabalho em grupos: análise orientada por roteiro e produção do manifesto (25 min) → apresentação oral dos manifestos e debate mediado (10 min).
  • Momento 1: Abertura e Contextualização do Modernismo Português e do Futurismo (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula projetando ou escrevendo na lousa o título da atividade: 'Manifesto em Ação: Nossa Voz, Nossas Regras!'. Antes de entrar no conteúdo histórico, faça uma pergunta provocativa à turma: 'Vocês já sentiram vontade de gritar algo para o mundo, de exigir uma mudança? Como fariam isso?' Permita que dois ou três alunos respondam brevemente, pois esse movimento inicial ativa o repertório pessoal e cria uma ponte afetiva com o tema do manifesto.

    Em seguida, apresente de forma expositiva e dialogada o contexto do Modernismo português, destacando o início do século XX, a crise das instituições tradicionais e o desejo de ruptura com o passado. Apresente o Futurismo como movimento que celebrava a velocidade, a máquina e a provocação estética. É importante que você conecte esses elementos ao momento histórico atual, perguntando: 'O que hoje nos parece ultrapassado e precisa ser questionado?' Isso mantém os alunos engajados e prepara o terreno para a análise do poema.

    Apresente Fernando Pessoa e seus heterônimos com foco em Álvaro de Campos: sua postura irreverente, sua linguagem excessiva e sua vocação para o manifesto. Use imagens, fragmentos de citações ou uma linha do tempo projetada para tornar a apresentação visual e dinâmica. Observe se os alunos demonstram curiosidade ou estranhamento diante do conceito de heterônimo — esse é um excelente indicador de engajamento inicial e pode render uma pergunta rápida de verificação: 'Alguém consegue explicar com suas palavras o que é um heterônimo?'

    Momento 2: Leitura Comentada de Trechos do 'Ultimatum' e Análise Coletiva (Estimativa: 15 minutos)
    Distribua os trechos selecionados do poema 'Ultimatum' impressos ou projete-os para toda a turma. Faça a leitura em voz alta com entonação expressiva, respeitando o tom imperativo e provocativo do texto. É importante que você pause em momentos estratégicos — após frases de impacto ou imagens incomuns — e convide os alunos a comentarem o que sentiram ou entenderam.

    Conduza uma análise coletiva orientada por perguntas como: 'Que tom o autor usa para se dirigir ao leitor?', 'Quais palavras ou expressões indicam uma exigência, uma ordem?', 'O que Álvaro de Campos está criticando neste trecho?' e 'Como a fragmentação do texto contribui para o efeito de urgência?'. Anote as respostas na lousa em dois blocos: 'Recursos Estilísticos' e 'Críticas Sociais'. Essa organização visual ajuda os alunos a perceberem a articulação entre forma e conteúdo.

    Permita que os alunos levantem dúvidas sobre vocabulário ou referências históricas sem interromper o fluxo da análise. Esclareça rapidamente e siga em frente. Observe se a turma consegue identificar o tom argumentativo do texto — esse é um indicador fundamental para a etapa de produção que virá a seguir. Ao final deste momento, sintetize na lousa os elementos centrais do gênero manifesto: posicionamento explícito, argumentos, linguagem imperativa e chamada à ação.

    Momento 3: Trabalho em Grupos — Análise Orientada e Produção do Manifesto (Estimativa: 25 minutos)
    Organize a turma em grupos de 3 a 4 alunos e distribua o roteiro de análise orientada. Cada grupo recebe um trecho diferente do 'Ultimatum' e deve responder às perguntas do roteiro: identificar recursos estilísticos, reconhecer o argumento central do trecho, apontar a crítica social presente e relacioná-la com alguma questão da realidade escolar atual.

    Após aproximadamente 10 minutos de análise orientada, instrua os grupos a iniciarem a produção coletiva do manifesto. Cada grupo escolhe um tema relacionado à vida escolar — uso de celular, respeito entre colegas, qualidade do ensino, protagonismo estudantil, entre outros — e redige o texto com base nos elementos estudados. Disponibilize o modelo opcional de estrutura de manifesto (título, reivindicação central, argumentos, chamada à ação) para grupos que precisarem de apoio, sem impor seu uso como obrigatoriedade.

    Circule entre os grupos durante toda essa etapa. É importante que você faça intervenções pontuais e não diretivas: em vez de corrigir, faça perguntas como 'Qual é a reivindicação principal de vocês?', 'Esse argumento sustenta a ideia central?' ou 'O tom do texto está condizente com um manifesto?'. Essas perguntas estimulam o pensamento crítico e a autonomia dos alunos sem substituir o raciocínio deles.

    Observe se os grupos estão conseguindo articular a análise literária com a produção autoral — esse é o principal indicador de aprendizagem desta etapa. Grupos que demonstrarem dificuldade em definir um tema podem ser orientados com um exemplo concreto: 'Imaginem que vocês querem exigir mais respeito nas relações entre alunos e professores. Como começariam esse manifesto?'

    Momento 4: Apresentação Oral dos Manifestos e Debate Mediado (Estimativa: 10 minutos)
    Peça que cada grupo apresente brevemente seu manifesto em voz alta — um representante lê o texto enquanto os demais podem complementar oralmente. Oriente os grupos a lerem com expressividade, respeitando o tom imperativo e propositivo do gênero. É importante que você valorize cada apresentação com um comentário positivo e específico antes de abrir para o debate.

    Após as leituras, conduza um debate mediado com perguntas como: 'Algum grupo trouxe uma reivindicação que vocês consideram urgente para a escola de vocês?', 'Houve algum argumento que chamou a atenção de vocês pela força ou pela originalidade?' e 'O que os manifestos produzidos hoje têm em comum com o 'Ultimatum' de Álvaro de Campos?'. Estimule a escuta ativa e o respeito às opiniões divergentes, reforçando que o debate é um espaço de argumentação, não de disputa.

    Encerre a aula com uma síntese rápida dos aprendizados: o que é o gênero manifesto, como ele aparece na literatura modernista e como ele pode ser uma ferramenta real de expressão e transformação. Como autoavaliação, peça que cada grupo responda oralmente ou por escrito a três perguntas rápidas: o que funcionou bem na produção, o que foi difícil e o que fariam diferente. Esse fechamento reflexivo consolida o aprendizado e desenvolve a metacognição dos alunos.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as orientações a seguir têm caráter preventivo e inclusivo, garantindo que todos os perfis de aprendizagem sejam contemplados. Lembre-se: pequenas adaptações fazem grande diferença sem demandar recursos extras.

    Para alunos com perfil mais introvertido ou com dificuldade de participação oral espontânea, permita que contribuam por escrito durante a análise coletiva — eles podem anotar suas respostas e compartilhá-las quando se sentirem prontos. Durante o debate final, evite chamar alunos individualmente de forma surpresa; prefira perguntas abertas à turma e aguarde voluntários.

    Para garantir que todos acompanhem a leitura do 'Ultimatum', projete o texto em tamanho de fonte adequado e, se possível, disponibilize cópias impressas. Isso beneficia alunos com diferentes ritmos de leitura e garante que ninguém fique para trás por dificuldade visual ou de atenção.

    Na formação dos grupos, evite agrupamentos por afinidade espontânea, que tendem a excluir alunos mais tímidos ou com menor integração social. Forme os grupos de forma intencional, equilibrando perfis diferentes de habilidade e participação. Isso também enriquece a produção coletiva e desenvolve as habilidades sociais da turma.

    Para alunos que demonstrarem dificuldade em iniciar a escrita do manifesto, o modelo opcional de estrutura é um recurso valioso — ofereça-o de forma natural, sem estigmatizar quem precisar dele. Você pode dizer: 'Esse modelo está disponível para qualquer grupo que queira usá-lo como ponto de partida.' Isso reduz a ansiedade e democratiza o acesso à produção textual.

Avaliação

A avaliação dessa aula pode acontecer de duas formas complementares. A primeira é a avaliação do manifesto produzido pelo grupo, observando se o texto apresenta posicionamento claro, argumentos consistentes e marcas do gênero trabalhado. A segunda é a observação da participação oral durante o debate, verificando se os alunos conseguem defender suas ideias e ouvir as dos colegas. As duas formas se complementam: uma avalia o produto escrito, a outra avalia o processo comunicativo.

  • Avaliação do manifesto escrito — Objetivo: verificar se o grupo compreendeu o gênero e produziu um texto com intenção discursiva clara. Critérios: presença de posicionamento explícito, uso de linguagem adequada ao manifesto, coerência argumentativa e diálogo com elementos estudados no 'Ultimatum'. Exemplo prático: o professor lê o manifesto e verifica se há uma reivindicação central, argumentos que a sustentam e tom condizente com o gênero.
  • Avaliação da participação oral — Objetivo: observar se os alunos conseguem comunicar e defender suas ideias no debate. Critérios: clareza na apresentação, capacidade de argumentar sob questionamento, escuta respeitosa das opiniões divergentes. Exemplo prático: durante o debate, o professor anota brevemente quais alunos participaram, como responderam a perguntas e se demonstraram respeito às falas dos colegas.
  • Autoavaliação em grupo — Objetivo: estimular a reflexão sobre o processo colaborativo. Critérios: percepção sobre a própria contribuição, dificuldades encontradas e aprendizados. Exemplo prático: ao final da aula, cada grupo responde oralmente ou por escrito a três perguntas rápidas: o que funcionou bem, o que foi difícil e o que fariam diferente.

Materiais e ferramentas:

Os recursos dessa aula são simples e acessíveis. O mais importante é ter os trechos do 'Ultimatum' impressos ou projetados de forma legível, com espaço para anotações. O roteiro de análise em grupo precisa ser claro e objetivo, com perguntas que guiem sem engessar. Para a produção do manifesto, papel e caneta já bastam, mas o professor pode oferecer um modelo visual de estrutura se achar necessário.

  • Trechos selecionados do poema 'Ultimatum', de Álvaro de Campos, impressos ou projetados.
  • Roteiro de análise em grupo com perguntas orientadoras sobre estilo, argumentação e contexto.
  • Projetor ou lousa para apresentação do contexto histórico e do movimento futurista.
  • Papel e caneta ou folhas de rascunho para a produção coletiva do manifesto.
  • Modelo opcional de estrutura de manifesto (título, reivindicação central, argumentos, chamada à ação) para grupos que precisarem de apoio.

Inclusão e acessibilidade

Toda turma tem diversidade, mesmo quando não há laudos formais. Alguns alunos têm mais dificuldade com leitura em voz alta, outros com escrita coletiva, outros com falar em público. O trabalho em grupo já ajuda muito nisso: distribui as responsabilidades e permite que cada um contribua de onde se sente mais seguro. O professor pode circular pelos grupos durante a produção e oferecer apoio pontual sem expor ninguém. Vale ficar atento a alunos que ficam em silêncio durante o debate: uma pergunta direta e gentil pode ser o convite que faltava.

  • Permitir que alunos com dificuldade de leitura em voz alta contribuam de outra forma no grupo, como na escrita ou na apresentação oral do manifesto.
  • Disponibilizar o roteiro de análise com linguagem clara e perguntas curtas, facilitando a compreensão para alunos com diferentes ritmos de leitura.
  • Garantir que os trechos do poema estejam em fonte legível (mínimo 12pt) e com espaçamento adequado, beneficiando alunos com dificuldades visuais ou de processamento textual.
  • Formar grupos heterogêneos, misturando alunos com diferentes perfis, para que a colaboração seja real e não apenas formal.
  • Durante o debate, mediar ativamente para que todas as vozes sejam ouvidas, evitando que apenas os alunos mais extrovertidos dominem a discussão.
  • Valorizar manifestos com diferentes estilos e abordagens, deixando claro que não há um único jeito certo de escrever o texto, desde que haja posicionamento e argumentação.

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