Artistas das Formas Geométricas!

Desenvolvida por: Kesia … (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Matemática – Geometria
Temática: Figuras geométricas planas e espaciais no mundo real

Nesta atividade, os alunos do 1º ano vão explorar figuras geométricas planas e espaciais de um jeito bem concreto: comparando formas com objetos do dia a dia e criando suas próprias obras de arte. A ideia é que aprender geometria não fique só no abstrato, mas que a criança consiga olhar para uma bola e pensar 'isso é uma esfera', ou ver uma caixa de sapato e reconhecer o bloco retangular.

Na primeira aula, o professor apresenta as formas usando um painel com fotos de objetos conhecidos ao lado de suas formas geométricas correspondentes. Essa comparação visual ajuda muito crianças de 6 e 7 anos a construírem o conceito. Depois, cada aluno recebe uma folha com silhuetas de objetos familiares, como bola, caixa, lata, chapéu de festa, porta e janela, e precisa cobrir cada silhueta com o molde da forma geométrica correta, recortado em papel colorido. O resultado é uma colagem artística que mistura arte e matemática de forma natural.

Na segunda aula, as obras criadas pelos alunos ficam expostas na lousa e servem de ponto de partida para retomar os conceitos. Em seguida, a turma joga o 'Quem Sou Eu das Formas': o professor descreve um objeto com pistas e os alunos levantam a plaquinha com a forma geométrica correspondente. Esse jogo trabalha a comparação de maneira participativa, estimula a escuta ativa e dá espaço para todos se expressarem.

As duas habilidades da BNCC trabalhadas são EF01MA13 e EF01MA14, que tratam exatamente de relacionar figuras espaciais a objetos reais e identificar figuras planas em diferentes contextos. A atividade foi pensada para ser acessível a alunos com TDAH e TEA nível 2, com materiais concretos, rotina clara e momentos de movimento.

Objetivos de Aprendizagem

O foco desta atividade é fazer com que os alunos consigam, de verdade, enxergar geometria no mundo ao redor deles. Não basta nomear as formas: a criança precisa relacionar o cone ao chapéu de festa, o cilindro à lata de leite, o círculo à tampa de garrafa. Esse processo de comparação entre objeto real e forma geométrica é o coração da aprendizagem aqui. A colagem e o jogo são os caminhos para chegar lá, porque envolvem o corpo, a fala e o raciocínio ao mesmo tempo. O professor vai perceber, ao longo das duas aulas, quais alunos já fazem essa conexão com facilidade e quais ainda precisam de mais apoio visual ou manipulação concreta.

  • Identificar figuras geométricas planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo) em objetos e imagens do cotidiano.
  • Relacionar figuras geométricas espaciais (esfera, cone, cilindro e bloco retangular) a objetos familiares, como bola, chapéu de festa, lata e caixa.
  • Comparar formas geométricas planas e espaciais, percebendo semelhanças e diferenças entre elas.
  • Expressar oralmente e por meio da colagem a correspondência entre objetos reais e suas formas geométricas.
  • Participar de atividade coletiva com jogo, respeitando a vez de falar e colaborando com os colegas.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF01MA14: Identificar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo) em desenhos apresentados em diferentes disposições ou em contornos de faces de sólidos geométricos. Conheça mais sobre a EF01MA14
  • EF01MA13: Relacionar figuras geométricas espaciais (cones, cilindros, esferas e blocos retangulares) a objetos familiares do mundo físico. Conheça mais sobre a EF01MA13

Conteúdo Programático

O conteúdo desta atividade parte do que os alunos já conhecem, os objetos do dia a dia, para chegar ao conceito matemático das formas geométricas. Essa progressão do concreto para o abstrato é essencial para crianças de 6 e 7 anos. A colagem trabalha as figuras planas de forma tátil, enquanto o painel e o jogo ampliam o repertório para as figuras espaciais. Os dois momentos se complementam e garantem que os alunos tenham contato com o conteúdo de mais de uma maneira.

  • Figuras geométricas planas: círculo, quadrado, retângulo e triângulo.
  • Figuras geométricas espaciais: esfera, cone, cilindro e bloco retangular.
  • Comparação entre objetos do mundo real e suas formas geométricas correspondentes.
  • Vocabulário geométrico básico aplicado à descrição de objetos cotidianos.
  • Noções de semelhanças e diferenças entre formas planas e espaciais.

Metodologia

A atividade combina quatro abordagens que se encaixam bem para essa faixa etária. A aula expositiva com painel visual garante que todos os alunos tenham o mesmo ponto de partida. A atividade mão-na-massa com colagem coloca o aluno como protagonista, porque ele precisa tomar decisões: qual molde encaixa nessa silhueta? O jogo 'Quem Sou Eu das Formas' traz movimento e interação, o que é especialmente importante para crianças com TDAH. A exposição das obras na segunda aula valoriza o que foi produzido e cria um contexto real para retomar os conceitos sem parecer repetição.

  • Aula expositiva com painel interativo: fotos de objetos cotidianos lado a lado com suas formas geométricas, promovendo comparação visual e discussão coletiva.
  • Atividade mão-na-massa: colagem artística em que o aluno cobre silhuetas de objetos com moldes de formas geométricas recortados em papel colorido.
  • Aprendizagem baseada em jogos: 'Quem Sou Eu das Formas', em que o professor descreve objetos com pistas e os alunos respondem levantando plaquinhas com a forma correta.
  • Exposição das produções: obras dos alunos usadas como recurso visual na segunda aula para retomada dos conceitos de forma contextualizada.

Aulas e Sequências Didáticas

As duas aulas foram organizadas para que a primeira construa o conceito com apoio visual e prática manual, e a segunda consolide e amplie esse aprendizado de forma lúdica. O tempo de 50 minutos em cada aula foi distribuído para equilibrar momentos de escuta, produção individual e participação coletiva, respeitando o ritmo de crianças de 6 e 7 anos.

  • Aula 1 (50 min): Apresentação das figuras geométricas planas e espaciais com painel interativo de fotos e discussão coletiva, seguida da atividade de colagem artística com silhuetas de objetos e moldes de formas geométricas coloridas.
  • Momento 1: Acolhida e Introdução ao Tema (Estimativa: 7 minutos)
    Inicie a aula reunindo os alunos em roda no chão ou em suas cadeiras organizadas em semicírculo, para que todos possam se ver e ver o painel. Antes de apresentar qualquer conceito, faça uma pergunta mobilizadora para despertar a curiosidade: 'Vocês já pararam para pensar que os objetos que usamos todo dia têm formas diferentes? Olhem ao redor da sala e me digam: o que vocês enxergam?' Permita que dois ou três alunos respondam livremente. Esse momento de escuta ativa é fundamental para ativar o conhecimento prévio da turma e criar um vínculo com o conteúdo. É importante que você mantenha um tom animado e acolhedor, pois crianças de 6 e 7 anos respondem muito bem ao entusiasmo do professor. Após as falas dos alunos, diga: 'Hoje vamos descobrir que esses objetos têm nomes especiais de formas geométricas, e no final da aula cada um de vocês vai criar uma obra de arte com essas formas!'

    Momento 2: Apresentação das Figuras Geométricas com Painel Interativo (Estimativa: 15 minutos)
    Fixe o painel na lousa ou em um mural visível a todos. O painel deve conter, lado a lado, a foto do objeto cotidiano e a imagem da forma geométrica correspondente — por exemplo: bola ao lado da esfera, caixa de sapato ao lado do bloco retangular, lata ao lado do cilindro, chapéu de festa ao lado do cone, janela ao lado do retângulo, porta ao lado do retângulo, moeda ao lado do círculo. Apresente cada par com uma fala simples e direta: 'Olha só, essa é uma bola. A bola tem o formato de uma esfera. Repitam comigo: ES-FE-RA.' Incentive a turma a repetir o nome em voz alta, pois a repetição oral ajuda na fixação do vocabulário geométrico. Após apresentar todas as formas, faça perguntas de verificação apontando para o painel: 'Qual é o formato da lata?' ou 'Onde na sala tem algo com formato de retângulo?' Observe se os alunos conseguem fazer a correspondência entre o objeto e a forma. É importante que você circule com o olhar pela turma durante as perguntas, garantindo que alunos mais tímidos também sejam convidados a participar. Caso algum aluno responda de forma incorreta, acolha a resposta e redirecione com gentileza: 'Que observação interessante! Vamos olhar juntos de novo...'

    Momento 3: Distribuição dos Materiais e Explicação da Colagem (Estimativa: 8 minutos)
    Distribua para cada aluno uma folha com as silhuetas dos objetos (bola, caixa, lata, chapéu de festa, porta e janela) e o conjunto de moldes de formas geométricas recortados em papel colorido. Entregue também a cola bastão. Antes de liberar para a atividade, explique o que será feito de forma clara e sequencial, usando no máximo três passos: '1. Olhe para a silhueta do objeto na folha. 2. Escolha o molde da forma geométrica que tem o mesmo formato. 3. Cole o molde em cima da silhueta.' Faça uma demonstração prática com um exemplo na lousa ou em uma folha ampliada: pegue a silhueta da bola, mostre os moldes, pense em voz alta — 'A bola é redonda... qual molde é redondo? O círculo! Então vou colocar o círculo em cima da bola e colar.' Essa modelagem é essencial para que os alunos entendam o que se espera deles antes de começar. Pergunte se alguém tem dúvida e responda com calma antes de liberar a turma para trabalhar.

    Momento 4: Atividade de Colagem Artística — Mão-na-Massa (Estimativa: 15 minutos)
    Libere os alunos para realizarem a colagem individualmente. Durante esse tempo, circule pela sala observando o processo de cada aluno. Observe se o aluno escolhe o molde correto para cada silhueta, se demonstra alguma estratégia de comparação — como sobrepor o molde antes de colar, virar o molde para testar o encaixe ou comparar com o painel — e se consegue trabalhar com autonomia. Anote mentalmente ou em uma lista simples quais alunos precisaram de apoio e em quais formas tiveram mais dificuldade. Intervenha de forma pontual quando necessário: em vez de dar a resposta diretamente, faça perguntas que guiem o raciocínio, como 'Esse objeto tem quinas ou é redondo?' ou 'Olha lá no painel, qual forma parece com essa?' É importante que você valorize o esforço de cada aluno durante a circulação, fazendo elogios específicos: 'Que legal que você testou antes de colar!' Permita que os alunos que terminarem mais cedo caprichem na decoração da folha com os moldes restantes, criando uma composição artística livre.

    Momento 5: Socialização e Fechamento da Aula (Estimativa: 5 minutos)
    Ao final da atividade, peça que dois ou três alunos mostrem sua colagem para a turma e expliquem uma das correspondências que fizeram: 'Me conta, por que você colocou esse molde aqui?' Esse momento de fala desenvolve a expressão oral e reforça o vocabulário geométrico de forma contextualizada. Recolha as colagens para expô-las na Aula 2. Finalize retomando os nomes das formas de maneira lúdica: aponte para o painel e pergunte rapidamente o nome de cada forma, deixando a turma responder em coro. Encerre com uma frase motivadora: 'Vocês foram artistas das formas hoje! Na próxima aula, vamos usar as obras de vocês para um jogo muito divertido.'

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos! Aqui vão algumas sugestões práticas para tornar essa aula ainda mais acessível para os alunos com TDAH e TEA nível 2, sem sobrecarregar sua rotina.

    Para os alunos com TDAH: Posicione esses alunos próximos à lousa e ao painel durante a apresentação, reduzindo distrações visuais ao redor. Durante a colagem, ofereça os moldes em pequenas quantidades — entregue dois ou três de cada vez em vez de todos juntos, para evitar a dispersão causada pelo excesso de estímulos sobre a mesa. Se perceber que o aluno está se agitando, permita que ele se levante brevemente para buscar um material ou ajudar a distribuir algo — esse pequeno movimento pode ajudar a regular a atenção. Ao dar as instruções da colagem, use cartões visuais com os três passos desenhados (1, 2, 3) fixados na mesa do aluno, para que ele possa retomar a sequência sem precisar perguntar toda hora. Considere válidas as respostas e produções feitas com pequeno atraso ou com alguma impulsividade, focando no acerto e não na forma como chegou a ele.

    Para os alunos com TEA nível 2: Antecipe a rotina da aula para esse aluno antes de começar — um cartão visual com os momentos da aula (painel, colagem, mostrar para a turma) pode ajudar muito a reduzir a ansiedade. Durante a apresentação do painel, permita que o aluno segure um dos moldes enquanto você fala sobre aquela forma, pois o estímulo tátil pode facilitar a compreensão. Na atividade de colagem, aceite como indicador válido de aprendizagem a correspondência feita com apoio do professor ou de um colega — o processo de comparação já demonstra compreensão do conceito. Se o aluno tiver dificuldade com a cola ou com o manuseio dos materiais, ofereça a opção de apenas posicionar os moldes sobre as silhuetas sem colar, ou use fita adesiva de dupla face, que é mais fácil de manusear. No momento de socialização final, não obrigue esse aluno a falar para a turma; permita que ele mostre a colagem em silêncio ou aponte com o dedo, valorizando qualquer forma de participação. Pequenas adaptações como essas fazem uma grande diferença no dia a dia!

  • Aula 2 (50 min): Retomada dos conceitos com as obras dos alunos expostas na lousa, seguida do jogo 'Quem Sou Eu das Formas' com plaquinhas de formas geométricas.
  • Momento 1: Acolhida e Retomada com as Obras Expostas (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula com as colagens dos alunos já fixadas na lousa ou no mural antes de eles entrarem na sala, criando um elemento surpresa e de valorização das produções. Ao receber a turma, reúna os alunos em semicírculo de frente para as obras e diga com entusiasmo: 'Olhem só! As obras de arte de vocês estão expostas! Hoje somos uma galeria de formas geométricas!' Esse momento de reconhecimento é muito importante para engajar as crianças e criar um vínculo afetivo com o conteúdo. Em seguida, conduza uma observação coletiva das colagens: aponte para algumas obras e pergunte à turma: 'Quem consegue me dizer que forma geométrica está colada em cima da bola aqui?' ou 'Nessa obra, qual forma foi usada para cobrir a janela?' Permita que dois ou três alunos respondam livremente, incentivando a participação voluntária antes de direcionar perguntas a alunos mais tímidos. É importante que você use esse momento para retomar os nomes das formas geométricas planas e espaciais de maneira contextualizada, apontando para as obras como referência visual concreta. Caso algum aluno tenha feito uma correspondência incorreta na colagem, evite expor o erro publicamente; redirecione com gentileza dizendo: 'Que interessante essa escolha! O que vocês acham, turma? Vamos pensar juntos...' Finalize esse momento fazendo uma síntese oral rápida: 'Então, lembrando: a bola tem formato de esfera, a lata tem formato de cilindro, o chapéu de festa tem formato de cone e a caixa tem formato de bloco retangular. E as formas planas: círculo, quadrado, retângulo e triângulo!'

    Momento 2: Apresentação e Explicação do Jogo 'Quem Sou Eu das Formas' (Estimativa: 8 minutos)
    Distribua para cada aluno o conjunto de plaquinhas com as formas geométricas desenhadas — círculo, quadrado, retângulo, triângulo, esfera, cone, cilindro e bloco retangular. Dê um momento para que os alunos explorem as plaquinhas, nomeando cada uma em voz alta junto com a turma: 'Levante a plaquinha do círculo! Agora o triângulo!' Esse aquecimento serve para familiarizar todos com o material antes de começar o jogo de verdade. Em seguida, explique as regras de forma clara, simples e sequencial: 'Eu vou dar pistas sobre um objeto. Vocês vão ouvir com atenção e, quando eu disser 'Quem sou eu?', vocês levantam a plaquinha com a forma geométrica desse objeto. Quem levantar a plaquinha certa ganha um ponto.' Faça uma rodada de demonstração com uma pista bem fácil para garantir que todos entenderam: 'Eu sou redondo, você me usa para brincar no parque, eu rola pelo chão... Quem sou eu?' Observe se os alunos levantam a plaquinha correta (esfera) e celebre a participação: 'Isso mesmo! Sou uma bola, que tem formato de esfera!' É importante que você reforce que o objetivo não é ganhar, mas aprender juntos, criando um clima de colaboração e não de competição acirrada. Antes de iniciar o jogo oficial, pergunte se alguém tem dúvida sobre as regras e responda com calma.

    Momento 3: Jogo 'Quem Sou Eu das Formas' — Rodadas Coletivas (Estimativa: 20 minutos)
    Inicie as rodadas do jogo com pistas progressivas: comece com descrições mais simples e vá aumentando gradualmente a complexidade. Para cada objeto, ofereça de duas a três pistas antes de fazer a pergunta final 'Quem sou eu?', dando tempo para que os alunos processem as informações. Exemplos de pistas que você pode usar: 'Eu tenho quatro lados iguais, sou uma figura plana, você me vê nas janelas de algumas casas... Quem sou eu?' (quadrado); 'Eu sou uma figura espacial, tenho uma ponta no topo e uma base redonda, me usam nas festas de aniversário... Quem sou eu?' (cone); 'Eu sou uma figura plana, tenho três lados e três pontas, me usam para fazer telhados... Quem sou eu?' (triângulo). Durante o jogo, circule com o olhar pela turma para verificar se todos estão participando. Observe se o aluno levanta a plaquinha correta, se demonstra atenção às pistas antes de responder e se consegue aguardar o momento certo para levantar a plaquinha. Após cada rodada, confirme a resposta apontando para as obras expostas na lousa como referência: 'Olhem aqui na obra da turma, onde tem o cone?' Isso mantém a conexão com a atividade da aula anterior. Inclua pelo menos duas rodadas em que você descreve objetos presentes na própria sala de aula, incentivando os alunos a olharem ao redor: 'Eu estou aqui na sala, sou plano, tenho quatro lados, dois maiores e dois menores... Quem sou eu?' (retângulo — porta ou quadro). Ao longo das rodadas, faça pausas breves para retomar os nomes das formas e reforçar o vocabulário geométrico de maneira natural e contextualizada.

    Momento 4: Rodada Especial — Alunos Criam as Pistas (Estimativa: 7 minutos)
    Proponha uma rodada especial em que os alunos assumem o papel do professor: convide dois ou três voluntários para criar e dar as pistas para a turma. Oriente o aluno que vai criar a pista a pensar em um objeto que conheça e a descrever como ele é, sem falar o nome. Se necessário, ajude com perguntas de apoio sussurradas: 'Como é o formato dele? Tem pontas? É redondo? Para que serve?' Esse momento é muito rico para o desenvolvimento da expressão oral e para a consolidação do vocabulário geométrico, pois exige que o aluno organize o pensamento e comunique características das formas. É importante que você valorize todas as tentativas, mesmo que a pista criada pelo aluno seja simples ou imprecisa, complementando com entusiasmo: 'Que pista criativa! Vamos ajudar nosso colega?' Observe se os alunos conseguem identificar atributos das formas geométricas ao criar as pistas, pois isso é um indicador importante de aprendizagem. Ao final dessa rodada, aplauda os alunos que criaram as pistas e celebre a participação de toda a turma.

    Momento 5: Fechamento e Síntese Final (Estimativa: 5 minutos)
    Reúna a turma novamente em semicírculo de frente para as obras expostas. Faça uma síntese rápida e lúdica dos conceitos trabalhados nas duas aulas: aponte para o painel ou para as obras e pergunte em coro o nome de cada forma, deixando a turma responder junta. Em seguida, faça uma pergunta reflexiva para encerrar: 'Agora que vocês conhecem as formas geométricas, quando chegarem em casa hoje, o que vocês vão procurar? Que objetos têm formato de esfera? E de cilindro?' Permita que dois ou três alunos respondam, estimulando a conexão entre o conteúdo aprendido e o cotidiano fora da escola. Encerre com uma frase de valorização: 'Vocês foram incríveis nessas duas aulas! Agora vocês já são verdadeiros artistas e conhecedores das formas geométricas!' Se possível, envie as colagens para casa com uma mensagem para a família sobre o que foi aprendido, reforçando o vínculo entre escola e família.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está fazendo um trabalho maravilhoso ao pensar em todos os seus alunos! Aqui vão sugestões práticas e viáveis para tornar essa aula ainda mais acessível, sem sobrecarregar sua rotina.

    Para os alunos com TDAH: Durante a retomada com as obras expostas, posicione esses alunos próximos à lousa para reduzir distrações visuais laterais e facilitar o foco no que está sendo discutido. No jogo, considere válidas as respostas dadas com pequeno atraso ou aquelas em que o aluno levantou a plaquinha por impulso e depois corrigiu — o processo de autocorreção já demonstra aprendizagem. Para ajudar na regulação da atenção durante as rodadas do jogo, permita que o aluno segure as plaquinhas na mão em vez de deixá-las sobre a mesa, pois o estímulo tátil pode ajudar a manter o foco. Se perceber que o aluno está se agitando entre as rodadas, ofereça uma função ativa, como ser o responsável por distribuir as plaquinhas de uma rodada ou apontar a forma correta no painel após cada resposta — esse pequeno movimento ajuda a regular a atenção sem excluir o aluno da atividade. Na rodada especial em que os alunos criam pistas, esse aluno pode se beneficiar muito da atividade, pois o protagonismo tende a aumentar o engajamento; esteja pronto para apoiá-lo com perguntas guias sussurradas se ele travar na hora de criar a pista.

    Para os alunos com TEA nível 2: Antes de iniciar a aula, apresente para esse aluno um cartão visual com a sequência dos momentos do dia — retomada das obras, explicação do jogo, jogo em grupo, fechamento — para que ele saiba o que esperar e reduza a ansiedade frente ao novo. Durante o jogo, permita que esse aluno segure a plaquinha correspondente à forma que está sendo discutida enquanto você dá as pistas, pois o estímulo tátil e visual simultâneo pode facilitar a compreensão. Aceite como participação válida levantar a plaquinha com apoio de um colega ou do professor, ou mesmo apontar para a plaquinha correta em vez de levantá-la. Na rodada especial, não pressione esse aluno a criar pistas oralmente; ofereça a alternativa de ele mostrar um objeto da sala ou apontar para uma das obras como forma de participação. Ao final, valorize qualquer forma de engajamento demonstrada, seja levantar a plaquinha, apontar, sorrir ou observar com atenção — tudo isso é participação e aprendizagem acontecendo. Pequenas adaptações como essas fazem uma diferença enorme no dia a dia e mostram para esse aluno que ele é bem-vindo e capaz!

Avaliação

A avaliação desta atividade é principalmente formativa, ou seja, acontece enquanto os alunos estão fazendo as atividades. O professor observa, faz perguntas e registra o que percebe, sem precisar de prova formal. Para essa faixa etária, o mais importante é ver se a criança consegue fazer a conexão entre o objeto e a forma, não se ela sabe o nome técnico de cor. Duas abordagens avaliativos se encaixam bem aqui: a observação durante a colagem e o desempenho no jogo. Ambas permitem adaptações simples para alunos com TDAH e TEA.

  • Observação da colagem artística: O professor circula pela sala durante a atividade e observa se o aluno escolhe o molde correto para cada silhueta. Critérios: associa corretamente pelo menos 4 das 6 silhuetas; demonstra alguma estratégia de comparação (sobrepõe, vira o molde, testa antes de colar). Exemplo prático: anotar em uma lista simples quais alunos precisaram de apoio e em quais formas tiveram mais dificuldade. Para alunos com TEA nível 2, aceitar a correspondência feita com apoio do professor ou de um colega como indicador válido.
  • Participação no jogo 'Quem Sou Eu das Formas': O professor observa se o aluno levanta a plaquinha correta após as pistas. Critérios: acerta a forma em pelo menos metade das rodadas; demonstra atenção às pistas antes de responder. Exemplo prático: fazer uma rodada de aquecimento com pistas mais fáceis para todos se familiarizarem. Para alunos com TDAH, considerar respostas dadas com pequeno atraso como válidas, sem penalizar a impulsividade nas primeiras rodadas.

Materiais e ferramentas:

Os materiais escolhidos são simples, baratos e fáceis de preparar. O painel pode ser montado com impressões em preto e branco ou coloridas, ou até com recortes de revistas. Os moldes de formas geométricas podem ser feitos pelo professor com antecedência em papel cartão ou cartolina. As plaquinhas do jogo podem ser laminadas para durar mais e reutilizadas em outras atividades. A ideia é que tudo que for produzido nessa atividade possa ser guardado e usado novamente.

  • Painel impresso ou montado com fotos de objetos cotidianos (bola, caixa, lata, chapéu de festa, porta, janela) ao lado de suas formas geométricas.
  • Folhas com silhuetas dos objetos para cada aluno (uma por aluno).
  • Moldes de formas geométricas recortados em papel colorido (círculo, quadrado, retângulo, triângulo, e representações planas de esfera, cone, cilindro e bloco retangular).
  • Cola bastão ou cola branca, tesoura com ponta arredondada.
  • Plaquinhas individuais com as formas geométricas desenhadas para o jogo (uma plaquinha por forma, por aluno).
  • Lousa ou mural para expor as obras dos alunos na Aula 2.
  • Fita adesiva ou pregadores para fixar as obras na lousa.

Inclusão e acessibilidade

Trabalhar com alunos com TDAH e TEA nível 2 na mesma turma exige atenção, mas não precisa ser complicado. Pequenos ajustes na rotina e nos materiais já fazem muita diferença. Para alunos com TDAH, o maior desafio costuma ser manter o foco durante a explicação e esperar a vez no jogo. Para alunos com TEA nível 2, a transição entre atividades e as instruções verbais longas podem ser pontos de dificuldade. Vale observar sinais de sobrecarga sensorial durante a colagem (barulho de tesoura, textura da cola) e ter um cantinho mais calmo disponível se necessário. O jogo com plaquinhas é ótimo porque permite participar sem precisar falar, o que ajuda alunos com dificuldades de comunicação verbal.

  • Para alunos com TDAH: dividir as instruções da colagem em no máximo 2 passos por vez, mostrando visualmente o que fazer antes de pedir que o aluno execute.
  • Para alunos com TDAH: permitir que o aluno se levante brevemente entre uma silhueta e outra, ou oferecer uma almofada de assento para reduzir a inquietação.
  • Para alunos com TEA nível 2: apresentar a sequência da aula com antecedência usando um cartaz visual com ícones (ex: 'olhar painel', 'recortar', 'colar', 'jogar'), para que o aluno saiba o que vem a seguir.
  • Para alunos com TEA nível 2: oferecer os moldes já recortados, eliminando a etapa de recorte se ela gerar sobrecarga, e manter os materiais organizados em pequenas bandejas individuais.
  • Para toda a turma: usar moldes com bordas levemente espessas para facilitar o manuseio por crianças com dificuldade motora fina.
  • No jogo, aceitar que o aluno aponte para a plaquinha em vez de levantá-la, garantindo participação mesmo para quem tem dificuldade motora ou de comunicação.
  • Evitar expor o trabalho do aluno sem sua permissão ou de seu responsável, respeitando a privacidade e o conforto de cada criança.

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