Sarau dos Talentos: Quando a Arte da Comunidade Vira Show!

Desenvolvida por: Tereza… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Artes — Música, Artes Integradas | Projeto Interdisciplinar: Talentos em Ação — Arte, Trabalho e Profissões da Comunidade
Temática: Diversidade artística e cultural da comunidade local: arte, trabalho e expressão criativa no cotidiano

Essa atividade parte de uma ideia simples e poderosa: a comunidade ao redor da escola é cheia de arte. O pedreiro que cria mosaicos nas calçadas, a artesã que tece cestarias, o músico que toca na feira do bairro — todos eles são artistas, mesmo que não se reconheçam assim. A proposta é que os alunos do 9º ano descubram isso, documentem e celebrem esses talentos num sarau comunitário.

Antes de chegar à aula, os estudantes já terão feito a parte de casa: assistir a vídeos e ler materiais sobre artes integradas e manifestações culturais populares brasileiras. Isso garante que a aula presencial seja mais rica, com os alunos chegando com repertório e perguntas na cabeça.

Na aula, o professor abre com uma exposição de 15 minutos conectando arte visual, música e trabalho manual. A ideia é mostrar como artistas brasileiros — de Portinari a Mestre Vitalino — retrataram o trabalhador e o cotidiano com dignidade e beleza. Esse gancho histórico e visual prepara os alunos para enxergar o mesmo na própria rua.

Depois, os grupos entram em ação. Cada equipe assume uma parte do projeto do sarau: define categorias artísticas para os talentos mapeados, cria cartazes visuais inspirados em estilos artísticos pesquisados e esboça a estrutura do evento. O trabalho é concreto — tem decisão, tem criação, tem responsabilidade coletiva.

O ponto alto da aula é a saída de campo pelo entorno da escola. Os alunos saem com o olhar treinado para registrar fotograficamente elementos artísticos no trabalho artesanal e arquitetônico local. Esse registro alimenta o repertório imagético que vai aparecer nos cartazes e na curadoria do sarau.

A culminância de todo esse processo é o sarau comunitário, onde os talentos mapeados se apresentam e os alunos assumem o papel de organizadores e curadores do evento. É aprendizagem que sai da sala de aula e chega na vida real.

Objetivos de Aprendizagem

O coração dessa aula é fazer os alunos perceberem que arte não está só nos museus. Ela está no trabalho, na rua, nas mãos de quem constrói e cria todo dia. Para isso, os objetivos foram pensados de forma que cada um leve a outro: observar com atenção, analisar com critério, criar com intenção e colaborar com responsabilidade. A saída de campo e o projeto em grupo não são apenas dinâmicas — são o caminho para que esse entendimento se torne real e pessoal para cada estudante.

  • Reconhecer manifestações artísticas presentes no trabalho cotidiano de profissionais da comunidade local, como artesãos, músicos e construtores.
  • Analisar obras de artistas brasileiros que retratam o trabalhador e o cotidiano, identificando estilos, contextos e intenções expressivas.
  • Relacionar diferentes linguagens artísticas — visual, musical e corporal — como formas integradas de expressão cultural.
  • Desenvolver um projeto colaborativo concreto: mapear talentos, criar cartazes e esboçar a estrutura do sarau comunitário.
  • Registrar fotograficamente elementos artísticos no entorno da escola, construindo repertório imagético próprio.
  • Valorizar a diversidade cultural e artística da comunidade como patrimônio coletivo digno de reconhecimento e celebração.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF69AR12: Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios. Conheça mais sobre a EF69AR12
  • EF69AR01: Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas e em diferentes matrizes estéticas e culturais, de modo a ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico-visuais e cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético. Conheça mais sobre a EF69AR01
  • EF69AR02: Pesquisar e analisar diferentes estilos visuais, contextualizando-os no tempo e no espaço. Conheça mais sobre a EF69AR02

Conteúdo Programático

O conteúdo dessa aula não é linear — ele se constrói em camadas. Começa com referências históricas e visuais de artistas brasileiros, passa pela observação direta do entorno e chega à criação coletiva. Cada conteúdo tem função prática dentro do projeto: conhecer estilos visuais serve para criar cartazes mais intencionais; entender manifestações culturais populares serve para mapear os talentos com mais sensibilidade; compreender a estrutura de um evento cultural serve para organizar o sarau com mais qualidade.

  • Artes integradas: conexões entre arte visual, música e trabalho manual na cultura brasileira.
  • Artistas brasileiros que retratam o trabalhador e o cotidiano: Cândido Portinari, Mestre Vitalino, Di Cavalcanti e outros.
  • Estilos visuais brasileiros: regionalismo, arte popular, muralismo e suas características formais e contextuais.
  • Manifestações culturais populares brasileiras: artesanato, música de rua, arquitetura vernacular e expressões do trabalho.
  • Fotografia como linguagem artística e ferramenta de registro e documentação cultural.
  • Planejamento e curadoria de evento cultural: categorias artísticas, estrutura de sarau e organização coletiva.
  • Criação de cartaz visual: composição, cor, tipografia e referências estéticas.

Metodologia

A combinação de metodologias dessa aula foi pensada para que cada momento tenha um propósito claro. A Sala de Aula Invertida garante que o tempo presencial seja usado para criar e discutir, não para transmitir conteúdo básico. A Aula Expositiva de 15 minutos funciona como ancoragem — conecta o que os alunos já viram em casa com o que vão fazer na sequência. A Aprendizagem Baseada em Projetos coloca os estudantes no papel de protagonistas reais: eles tomam decisões, dividem responsabilidades e produzem algo concreto. A Saída de Campo fecha o ciclo trazendo o mundo real para dentro do projeto.

  • Sala de Aula Invertida: os alunos chegam à aula tendo assistido a vídeos e lido materiais sobre artes integradas e cultura popular brasileira, indicados com antecedência pelo professor.
  • Aula Expositiva (15 minutos): o professor apresenta obras de artistas brasileiros que retratam o trabalhador, criando conexões visuais e históricas que servem de referência para o projeto.
  • Aprendizagem Baseada em Projetos: em grupos, os alunos definem categorias artísticas para o sarau, criam cartazes visuais e esboçam a estrutura do evento, com divisão clara de papéis dentro de cada equipe.
  • Saída de Campo: caminhada pelo entorno da escola com registro fotográfico de elementos artísticos presentes no trabalho artesanal e arquitetônico local, usando celular ou câmera disponível.
  • Curadoria coletiva: ao final, cada grupo apresenta brevemente suas escolhas e decisões para a turma, promovendo escuta e troca entre os grupos.

Aulas e Sequências Didáticas

A aula foi organizada para que os 60 minutos fluam de forma natural, sem saltos bruscos. O início ancora o que foi estudado em casa, o meio é o momento de maior criação e movimento, e o final traz os grupos de volta para compartilhar o que produziram. A saída de campo está posicionada no meio da aula justamente para quebrar o ritmo e trazer energia nova antes da etapa de criação dos cartazes.

  • Aula 1 (60 min) — Mapeando a Arte da Comunidade: O professor inicia com 5 minutos de retomada do material estudado em casa, levantando impressões e dúvidas dos alunos. Em seguida, conduz a exposição de 15 minutos com obras de artistas brasileiros que retratam o trabalhador e o cotidiano. Os grupos são formados e recebem suas tarefas no projeto do sarau (10 min). A turma realiza a saída de campo pelo entorno da escola, registrando fotograficamente elementos artísticos (15 min). De volta à sala, os grupos trabalham na criação dos cartazes e no esboço da estrutura do sarau (10 min). A aula encerra com uma rodada rápida em que cada grupo compartilha uma decisão que tomou e uma dúvida que ainda tem (5 min).
  • Momento 1: Retomada do Material Estudado em Casa (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula criando um clima de acolhimento e curiosidade. Pergunte à turma, de forma aberta e sem pressão: 'O que chamou mais a atenção de vocês nos vídeos e textos que assistiram em casa?' Permita que os alunos compartilhem livremente suas impressões, anotando no quadro as palavras-chave que surgirem — como 'artesanato', 'música popular', 'trabalho', 'arte de rua'. É importante que você valorize todas as contribuições, mesmo as mais simples, pois isso aquece o grupo e ativa o repertório construído individualmente. Se surgirem dúvidas conceituais relevantes, anote-as visivelmente no quadro para retomá-las ao longo da aula. Observe se os alunos conseguem fazer conexões entre o que estudaram e o cotidiano deles — esse é um bom indicador de que a sala de aula invertida funcionou. Evite transformar esse momento em uma cobrança sobre quem fez ou não a tarefa; o foco é ativar o conhecimento prévio de forma coletiva e acolhedora.

    Momento 2: Exposição Visual — Artistas Brasileiros e o Cotidiano (Estimativa: 15 minutos)
    Com o projetor ou TV ligado, apresente uma seleção de obras de Cândido Portinari, Mestre Vitalino, Di Cavalcanti e outros artistas que retratam o trabalhador e o cotidiano brasileiro. Para cada obra exibida, faça perguntas curtas e instigantes: 'O que essa pessoa está fazendo nessa imagem?', 'Isso parece arte ou trabalho para vocês?', 'Onde vocês já viram algo parecido na vida real?'. Conduza a exposição de forma dialogada, não apenas como uma apresentação unidirecional. É importante que você estabeleça conexões explícitas entre os estilos visuais — regionalismo, arte popular, muralismo — e as manifestações que os alunos poderão encontrar no entorno da escola. Finalize esse momento com uma síntese oral de dois a três minutos, destacando a ideia central: a arte está no trabalho cotidiano, e reconhecê-la é um ato de valorização cultural. Esse gancho prepara os alunos para o olhar que precisarão ter na saída de campo.

    Momento 3: Formação dos Grupos e Distribuição de Tarefas (Estimativa: 10 minutos)
    Organize a turma em grupos de quatro a cinco alunos, preferencialmente com perfis complementares — alunos mais organizados junto a alunos mais criativos, por exemplo. Distribua para cada grupo a ficha de planejamento do sarau impressa, explicando brevemente os campos que precisarão preencher ao longo da aula: categorias artísticas, talentos identificados, estrutura do evento e estilo visual escolhido. Atribua papéis dentro de cada grupo: um responsável pelo registro fotográfico, um pelo esboço do cartaz, um pelo preenchimento da ficha e um pelo porta-voz na rodada final. É importante que você explique com clareza o que se espera de cada grupo nessa aula — não o projeto completo do sarau, mas as entregas do dia. Permita que os grupos façam perguntas rápidas antes de saírem para a saída de campo. Observe se todos os grupos compreenderam suas responsabilidades antes de prosseguir.

    Momento 4: Saída de Campo — Registro Fotográfico no Entorno da Escola (Estimativa: 15 minutos)
    Conduza a turma para uma caminhada pelo entorno imediato da escola, orientando os alunos a registrarem fotograficamente elementos artísticos presentes no trabalho artesanal, arquitetônico e cotidiano local — um portão com ferragem trabalhada, um mural, uma calçada com mosaico, uma banca de feira com arranjos coloridos. Antes de sair, reforce o olhar que se espera: 'Vocês não estão procurando museus. Estão procurando arte onde ninguém costuma olhar.' Durante a caminhada, circule entre os grupos, fazendo perguntas que agucem a percepção: 'Por que você fotografou isso?', 'O que tem de artístico nesse detalhe?'. É importante que você estabeleça combinados claros de segurança e deslocamento antes de sair — defina o perímetro da caminhada e o tempo de retorno. Ao final dos 15 minutos, reúna todos de volta à sala. Esse momento é central para a construção do repertório imagético que alimentará os cartazes e a curadoria do sarau.

    Momento 5: Criação dos Cartazes e Esboço do Sarau (Estimativa: 10 minutos)
    De volta à sala, cada grupo utiliza os registros fotográficos feitos na saída de campo como referência para iniciar a criação do cartaz visual e o esboço da estrutura do sarau. Distribua os materiais — papel cartão ou cartolina, canetões, lápis de cor, cola e tesoura — e oriente os grupos a começarem pelo esboço antes de partir para o acabamento. Circule pelos grupos fazendo perguntas formativas: 'Por que vocês escolheram esse estilo visual?', 'Esse cartaz conversa com alguma obra que a gente viu hoje?', 'Quais categorias artísticas vocês pensaram para o sarau?'. É importante que você não corrija esteticamente as produções, mas estimule a coerência entre as escolhas visuais e os conteúdos estudados. Observe se os grupos estão conseguindo conectar a experiência da saída de campo com as referências artísticas apresentadas na exposição — essa conexão é o principal indicador de aprendizagem desse momento.

    Momento 6: Rodada de Compartilhamento — Uma Decisão e Uma Dúvida (Estimativa: 5 minutos)
    Encerre a aula com uma rodada rápida em que cada grupo compartilha oralmente: uma decisão que tomou durante a aula (sobre o cartaz, as categorias do sarau ou os registros fotográficos) e uma dúvida que ainda tem. Anote as dúvidas no quadro e, se possível, responda brevemente as mais urgentes. As que não couberem no tempo podem ser retomadas na próxima aula ou encaminhadas como reflexão para casa. É importante que você valorize as decisões compartilhadas, reforçando a autonomia e a responsabilidade coletiva dos grupos. Esse momento funciona também como avaliação formativa rápida: as decisões revelam o nível de compreensão e as dúvidas apontam onde o suporte precisará ser reforçado. Finalize com uma frase motivadora que conecte o trabalho do dia com o propósito maior do projeto: celebrar a arte que já existe na comunidade deles.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está conduzindo uma aula rica, dinâmica e cheia de movimento — e isso é ótimo para a maioria dos alunos. Com alguns cuidados simples, é possível garantir que todos participem com conforto e segurança.

    Para os alunos com TDAH, o maior aliado é a previsibilidade. Antes de começar, escreva no quadro a sequência dos momentos da aula com os tempos estimados — isso ajuda o aluno a se situar e reduz a ansiedade pela mudança de atividade. Durante a saída de campo, considere deixar esse aluno com um papel ativo e concreto, como responsável pelo registro fotográfico do grupo, pois tarefas com movimento e propósito claro favorecem o engajamento. O checklist individual impresso com as etapas da aula é um recurso valioso: entregue discretamente no início da aula, sem destacar o aluno perante a turma. Permita que ele se movimente levemente dentro da sala durante os momentos de criação, se necessário.

    Para os alunos com transtorno de ansiedade, evite chamadas surpresa ou exposições não combinadas. Na rodada de compartilhamento final, avise com antecedência que cada grupo vai falar — não cada aluno individualmente — e deixe claro que o porta-voz pode ser qualquer membro do grupo, sem obrigatoriedade. Durante a saída de campo, certifique-se de que o aluno sabe exatamente o percurso, o tempo e o que se espera dele: a imprevisibilidade de ambientes externos pode ser desconfortável. Se perceber sinais de tensão, ofereça uma função mais estruturada, como anotar as fotos tiradas pelo grupo em vez de fotografar diretamente.

    Para os alunos com TEA nível 1, a chave é a estrutura clara e antecipada. Entregue o roteiro estruturado para preenchimento da ficha de avaliação logo no Momento 3, com perguntas diretas e espaços definidos para resposta — isso reduz a sobrecarga cognitiva de lidar com campos abertos. Durante a saída de campo, oriente o grupo desse aluno a manter um ritmo mais previsível e evite mudanças de plano de última hora. Na criação do cartaz, permita que ele assuma uma função com escopo bem definido, como escolher as cores ou organizar os elementos visuais segundo um critério combinado. Lembre-se: pequenas adaptações no material e na comunicação já fazem uma diferença enorme — e você não precisa fazer tudo sozinho. Contar com o apoio do professor de apoio ou do AEE, quando disponível, potencializa muito o que você já está fazendo.

Avaliação

A avaliação dessa atividade precisa olhar para o processo, não só para o produto final. Os alunos estão aprendendo a observar, a tomar decisões coletivas e a criar com intenção — e isso não aparece só no cartaz pronto. Por isso, a proposta combina uma avaliação formativa contínua durante a aula com uma avaliação do produto do grupo. Para alunos com ansiedade, TDAH ou TEA nível 1, os critérios são os mesmos, mas a forma de demonstrar pode ser adaptada: um aluno pode registrar suas observações por escrito em vez de falar em voz alta, por exemplo. O feedback é dado de forma individual e discreta sempre que possível.

  • Avaliação Formativa — Observação durante a aula: Objetivo: acompanhar o engajamento, a participação e o raciocínio dos alunos ao longo da atividade. Critérios: o aluno contribui com ideias no grupo; demonstra conexão entre o material estudado em casa e as decisões do projeto; faz registros fotográficos com intencionalidade (não apenas clica aleatoriamente). Exemplo prático: o professor circula pelos grupos durante a criação dos cartazes e faz perguntas como 'Por que vocês escolheram esse estilo visual?' ou 'O que essa foto tem a ver com o que a gente viu do Portinari?'. Adaptação: alunos com TDAH podem receber um checklist simples com as etapas da tarefa para manter o foco; alunos com ansiedade não precisam responder em voz alta para a turma.
  • Avaliação do Produto — Cartaz e esboço do sarau: Objetivo: avaliar a qualidade da produção coletiva e a coerência entre as escolhas visuais e os conteúdos estudados. Critérios: o cartaz apresenta referência visual identificável a algum estilo artístico pesquisado; as categorias do sarau refletem diversidade de linguagens artísticas; o esboço do evento tem estrutura lógica com pelo menos três elementos definidos (abertura, apresentações, encerramento). Exemplo prático: cada grupo entrega o cartaz físico e uma ficha de uma página explicando as escolhas feitas — estilo visual escolhido, justificativa e como ele se conecta com os talentos mapeados. Adaptação: alunos com TEA nível 1 podem usar um roteiro estruturado para preencher a ficha, com perguntas diretas em vez de espaço aberto.

Materiais e ferramentas:

Os recursos foram escolhidos para equilibrar o que a escola já tem com o que os alunos carregam no bolso. O celular vira ferramenta pedagógica na saída de campo. O projetor serve para a exposição inicial. Papel, tinta e caneta são suficientes para os cartazes — não precisa de nada sofisticado. O material de leitura e os vídeos da Sala de Aula Invertida devem ser enviados com pelo menos dois dias de antecedência, de preferência via grupo de mensagens da turma ou plataforma escolar, para garantir acesso a todos.

  • Projetor ou TV com entrada HDMI para a apresentação de obras de artistas brasileiros.
  • Computador ou notebook do professor com imagens de obras de Portinari, Mestre Vitalino, Di Cavalcanti e outros artistas selecionados.
  • Celulares dos alunos (ou câmera da escola, se disponível) para registro fotográfico na saída de campo.
  • Papel cartão ou cartolina (1 folha por grupo), canetões coloridos, lápis de cor, cola e tesoura para criação dos cartazes.
  • Ficha de planejamento do sarau impressa (1 por grupo) com campos para: categorias artísticas, talentos identificados, estrutura do evento e estilo visual escolhido.
  • Checklist individual impresso para alunos com TDAH, com as etapas da aula descritas de forma simples e sequencial.
  • Vídeos e textos de referência sobre artes integradas e cultura popular brasileira, enviados com antecedência para estudo em casa.
  • Roteiro estruturado para preenchimento da ficha de avaliação, com perguntas diretas, destinado a alunos com TEA nível 1.

Inclusão e acessibilidade

Lidar com ansiedade, TDAH e TEA na mesma turma pode parecer desafiador, mas a boa notícia é que muitas adaptações funcionam para todos ao mesmo tempo. Estrutura clara, instruções objetivas e previsibilidade no roteiro da aula ajudam os três perfis. Fique atento a sinais de sobrecarga: o aluno que se isola do grupo, o que não consegue parar de mexer nos materiais sem produzir nada, o que demonstra rigidez diante de mudanças no plano. Nesses casos, uma conversa discreta e uma tarefa mais delimitada já fazem diferença. A saída de campo, por ser um momento mais aberto, merece atenção especial — vale combinar regras claras antes de sair e manter os grupos pequenos.

  • Para alunos com ansiedade: compartilhe o roteiro da aula no início, explicando o que vai acontecer em cada momento. Isso reduz a incerteza e ajuda o aluno a se preparar para as transições.
  • Para alunos com ansiedade: evite expô-los a falas para a turma toda sem aviso prévio. Na rodada final de compartilhamento, avise antes quem vai falar e dê a opção de apresentar o cartaz em vez de falar de improviso.
  • Para alunos com TDAH: entregue o checklist com as etapas da aula logo no início. Durante o trabalho em grupo, combine com o aluno uma tarefa específica dentro da equipe — ter um papel claro ajuda a manter o foco.
  • Para alunos com TDAH: na saída de campo, posicione o aluno próximo a você ou a um colega de referência. Defina um número específico de fotos a tirar (ex: 'tire pelo menos 5 fotos de elementos artísticos que você encontrar') para dar direção à atividade.
  • Para alunos com TEA nível 1: avise com antecedência sobre a saída de campo — mudanças de rotina podem gerar desconforto. Se possível, descreva o percurso brevemente antes de sair.
  • Para alunos com TEA nível 1: na formação dos grupos, considere colocá-los com colegas com quem já têm relação estabelecida. O roteiro estruturado para a ficha de avaliação reduz a ambiguidade e facilita a participação.
  • Para toda a turma: use linguagem visual na lousa ou em cartaz fixado na parede com as etapas da aula. Isso beneficia especialmente alunos com TDAH e TEA, mas ajuda todos a se situarem no tempo da aula.
  • Privacidade nas fotos da saída de campo: oriente os alunos a fotografar elementos arquitetônicos e artísticos, evitando registrar rostos de pessoas sem consentimento. Explique brevemente o motivo — é uma boa oportunidade para falar sobre ética no uso de imagens.

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