Loud or Quiet? A Turma dos Sons Malucões!

Desenvolvida por: Yasmim… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Língua Inglesa
Temática: Sons, volume e onomatopeias em inglês: loud, quiet, buzz, clap, tap, roar, whisper

Essa atividade foi pensada para crianças do 1º ano que estão começando a ter contato com o inglês de forma lúdica e significativa. A ideia central é trabalhar a percepção auditiva e o vocabulário de sons usando os conceitos loud (barulhento) e quiet (silencioso), além de onomatopeias como buzz, clap, tap, roar e whisper. Tudo isso sem tela, sem tablet, sem computador — só com o corpo, a voz, materiais concretos e muita criatividade.

Na primeira aula, os alunos entram no universo dos 'monstros dos sons'. O professor apresenta cartões ilustrados com dois tipos de monstro: um bravo e barulhento (loud monster) e um dormindo, bem quietinho (quiet monster). A turma ouve sons produzidos ao vivo — palmas, sussurros, batidas na mesa — e levanta o cartão que corresponde ao volume do som. Depois, cada criança cria o seu próprio Sound Monster usando papel, tinta e materiais de sucata, escrevendo a palavra loud ou quiet no boneco que fez. É uma atividade que mistura inglês com arte, escuta ativa com expressão criativa.

Na segunda aula, o trabalho fica ainda mais colaborativo. Em grupos pequenos, os alunos criam uma Sound Story — uma história ilustrada com personagens que fazem sons. Cada grupo escolhe os sons que os personagens emitem, desenha as cenas e apresenta para a turma com efeitos sonoros ao vivo usando os instrumentos que criaram. A aula termina com o jogo Sound Simon Says, onde o professor dá comandos em inglês e os alunos precisam ouvir com atenção e reagir corretamente.

O que torna essa atividade especial é a combinação entre escuta, fala, criação e colaboração. Os alunos não ficam sentados ouvindo o professor falar inglês — eles produzem sons, tomam decisões, trabalham em grupo e apresentam o que criaram. Isso faz com que o vocabulário faça sentido de verdade, dentro de uma experiência que eles viveram. A atividade respeita o ritmo da faixa etária, usa materiais simples e acessíveis, e ainda abre espaço para que cada criança coloque a sua personalidade no que produz.

Objetivos de Aprendizagem

O foco principal dessa atividade é que os alunos consigam reconhecer e usar as palavras loud e quiet de forma funcional, não só repetindo, mas identificando esses conceitos em situações reais de escuta. A ideia é que o inglês apareça como uma ferramenta para nomear experiências que eles já conhecem — o barulho de uma palma, o sussurro de um segredo. Trabalhar com onomatopeias reforça essa conexão entre som e palavra, tornando o vocabulário mais fácil de lembrar. A criação do Sound Monster e da Sound Story garante que cada aluno tenha uma produção concreta, o que ajuda a fixar o conteúdo de forma muito mais eficaz do que exercícios escritos tradicionais nessa faixa etária.

  • Identificar e diferenciar sons loud e quiet em situações de escuta ao vivo.
  • Reconhecer e usar as onomatopeias buzz, clap, tap, roar e whisper em inglês.
  • Associar as palavras loud e quiet a imagens, sons e produções artísticas próprias.
  • Participar de jogos e atividades em inglês seguindo instruções simples do professor.
  • Colaborar com colegas na criação de uma história sonora ilustrada (Sound Story).
  • Apresentar oralmente para a turma usando vocabulário trabalhado nas aulas.

Habilidades Específicas BNCC

Conteúdo Programático

O conteúdo dessa atividade foi organizado para que os alunos avancem de forma gradual: primeiro reconhecendo os conceitos de volume em inglês, depois aplicando esse vocabulário em produções próprias. A progressão entre as duas aulas é intencional — a primeira constrói a base (vocabulário, percepção auditiva, criação individual) e a segunda expande para o trabalho coletivo e a comunicação oral. Tudo o que aparece no conteúdo programático foi pensado para ser vivenciado, não apenas memorizado.

  • Vocabulário de volume em inglês: loud e quiet.
  • Onomatopeias em inglês: buzz, clap, tap, roar, whisper.
  • Percepção auditiva: identificação e classificação de sons por volume.
  • Produção artística integrada ao inglês: criação do Sound Monster.
  • Narrativa visual e sonora: construção da Sound Story em grupo.
  • Comunicação oral em inglês: apresentação para a turma com efeitos sonoros.
  • Escuta ativa e seguimento de instruções em inglês: jogo Sound Simon Says.

Metodologia

A escolha das metodologias foi feita pensando no perfil de crianças de 6 e 7 anos, que aprendem muito mais pelo fazer do que pelo ouvir. O jogo coloca os alunos em situação de uso real do vocabulário, a atividade mão-na-massa garante que cada criança tenha uma produção concreta para se orgulhar, e o trabalho em projeto na segunda aula desenvolve colaboração e comunicação. As três abordagens se complementam e garantem que o inglês apareça em contextos diferentes ao longo das duas aulas, reforçando o vocabulário de formas variadas.

  • Aprendizagem Baseada em Jogos (Aulas 1 e 2): os alunos usam o vocabulário em inglês dentro de jogos com regras claras, o que torna a prática natural e motivadora.
  • Atividade Mão-na-massa (Aulas 1 e 2): criação do Sound Monster com materiais de sucata e da Sound Story com desenhos, integrando arte e inglês.
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (Aula 2): os grupos desenvolvem uma história sonora do início ao fim, com escolhas, criação e apresentação — o aluno é protagonista do processo.
  • Escuta ativa guiada: o professor produz sons ao vivo e os alunos respondem com cartões ou ações, treinando atenção e vocabulário ao mesmo tempo.
  • Apresentação oral em grupo: cada equipe apresenta sua Sound Story para a turma usando efeitos sonoros ao vivo, praticando fala e escuta em inglês.

Aulas e Sequências Didáticas

As duas aulas foram planejadas com uma progressão clara: a primeira constrói o vocabulário e a percepção auditiva de forma individual e lúdica, e a segunda expande tudo isso para um trabalho coletivo mais elaborado. Com 240 minutos cada, há tempo suficiente para que as crianças vivenciem cada etapa sem pressa, o que é fundamental nessa faixa etária. O ritmo das aulas alterna momentos de movimento e agitação com momentos de concentração e criação.

  • Aula 1 (240 min): Apresentação dos cartões de Loud Monster e Quiet Monster; jogo de classificação de sons ao vivo com os cartões; introdução das onomatopeias buzz, clap, tap, roar e whisper com demonstrações corporais; criação individual do Sound Monster com papel, tinta e materiais de sucata; escrita da palavra loud ou quiet no monstro criado.
  • Momento 1: Boas-vindas e Apresentação dos Monstros dos Sons (Estimativa: 25 minutos)
    Inicie a aula criando um clima de curiosidade e encantamento. Antes de os alunos entrarem na sala, organize os cartões ilustrados do Loud Monster e do Quiet Monster em um lugar visível, como o quadro ou uma mesa central. Ao receber as crianças, fale em voz bem alta e animada: 'Good morning, everyone! Today we have special visitors!' e, em seguida, sussurre bem baixinho: 'They are monsters... sound monsters!' Essa variação de volume já desperta a atenção e introduz intuitivamente os conceitos de loud e quiet antes mesmo de nomeá-los.

    Apresente os dois cartões um de cada vez. Mostre o Loud Monster — o monstro bravo e barulhento — e produza um som alto e exagerado, como um rugido ou uma palma forte. Depois mostre o Quiet Monster — o monstro dormindo — e faça um gesto de silêncio com o dedo nos lábios, sussurrando suavemente. Repita as palavras 'LOUD' e 'quiet' com entonação e expressão facial bem marcadas, para que as crianças associem a palavra ao volume e à imagem.

    Distribua um par de cartões para cada aluno. É importante que cada criança tenha os dois cartões em mãos desde o início, pois eles serão usados ao longo da aula. Permita que os alunos explorem os cartões por um ou dois minutos, olhando as ilustrações e conversando com o colega do lado. Observe se as crianças já conseguem identificar qual monstro é barulhento e qual é quieto apenas pelas imagens, sem precisar das palavras. Esse é um bom indicador inicial de compreensão visual.

    Momento 2: Jogo de Classificação de Sons ao Vivo com os Cartões (Estimativa: 35 minutos)
    Com os cartões em mãos, explique as regras do jogo de forma simples e demonstrada: você vai produzir um som e os alunos devem levantar o cartão que corresponde ao volume daquele som — Loud Monster para sons altos, Quiet Monster para sons baixos. Faça uma rodada de treino antes de começar de verdade, garantindo que todos entenderam a dinâmica.

    Produza sons variados ao vivo, alternando entre volumes altos e baixos. Use o próprio corpo e objetos da sala: bata palmas com força (clap!), bata suavemente com o dedo na mesa (tap!), faça um rugido exagerado (roar!), zumba como uma abelha (buzz!) e sussurre algo no ouvido de um aluno (whisper!). A cada som, aguarde que todos levantem o cartão antes de revelar a resposta correta. Diga sempre o nome do som em inglês após a rodada: 'That was a ROAR — loud or quiet? LOUD!'

    É importante que você varie o ritmo do jogo: ora faça sons muito óbvios, ora faça sons que exijam mais atenção. Isso mantém o engajamento e desafia as crianças de forma gradual. Observe quais alunos respondem com segurança e quais ainda hesitam ou levantam o cartão errado — anote mentalmente ou em sua ficha de observação para retomar individualmente depois. Ao longo do jogo, incentive os alunos a produzirem os sons junto com você, repetindo as onomatopeias em coro: 'Everyone: BUZZ! BUZZ! BUZZ!'

    Encerre o jogo com uma rodada especial onde você pede para um aluno voluntário produzir o som e a turma classifica. Isso transfere protagonismo para a criança e reforça o vocabulário de forma lúdica.

    Momento 3: Introdução das Onomatopeias com Demonstrações Corporais (Estimativa: 30 minutos)
    Agora que os alunos já vivenciaram os sons na prática, é hora de nomear e fixar as cinco onomatopeias: buzz, clap, tap, roar e whisper. Organize as crianças em semicírculo no chão ou em suas cadeiras, garantindo que todos consigam ver e ouvir bem.

    Apresente cada onomatopeia com uma demonstração corporal clara e exagerada. Para buzz, imite uma abelha voando com os braços e faça o zumbido. Para clap, bata palmas com entusiasmo. Para tap, bata levemente com os dedos na mesa ou no joelho. Para roar, faça garras com as mãos e solte um rugido dramático. Para whisper, curve-se levemente para o lado e sussurre algo misterioso. Repita cada uma pelo menos três vezes, pedindo que os alunos imitem junto com você.

    Após apresentar todas as cinco, faça uma sequência rápida: diga a palavra em inglês e espere a turma fazer o gesto e o som correspondente. Varie a ordem para que não seja mecânico. Em seguida, inverta: você faz o gesto e o som, e os alunos dizem a palavra em inglês. Permita que as crianças tentem, mesmo que a pronúncia não seja perfeita — o importante é a associação entre som, gesto e palavra.

    É importante que esse momento seja dinâmico e cheio de movimento, pois crianças de 6 e 7 anos aprendem muito pelo corpo. Se perceber que algum aluno está com dificuldade em lembrar uma onomatopeia específica, reforce com uma dica visual: desenhe rapidamente no quadro um ícone simples (uma abelha para buzz, duas mãos para clap) que sirva de apoio visual durante toda a aula.

    Momento 4: Preparação do Espaço e Distribuição dos Materiais para o Sound Monster (Estimativa: 20 minutos)
    Antes de iniciar a criação artística, organize o espaço da sala para a atividade com tinta e materiais de sucata. Peça a ajuda dos alunos para cobrir as mesas com jornal ou plástico, distribuir os aventais ou camisetas velhas e posicionar os materiais de forma acessível: papel sulfite ou cartão, tinta guache, pincéis, esponjas, materiais de sucata (rolos de papel higiênico, tampinhas, botões, retalhos, palitos), canetões, lápis de cor e giz de cera.

    Explique a proposta com entusiasmo: cada criança vai criar o seu próprio Sound Monster — um monstro dos sons completamente único! Antes de começar, faça uma pergunta para cada aluno: 'Is your monster going to be loud or quiet?' Incentive as crianças a pensarem e responderem em inglês, mesmo que seja apenas a palavra isolada. Esse momento de decisão é importante porque conecta a escolha criativa ao vocabulário trabalhado.

    Mostre exemplos de como podem construir o monstro: usando o rolo de papel higiênico como corpo, tampinhas como olhos, retalhos como cabelo, tinta para colorir. Deixe claro que não existe certo ou errado — cada monstro vai refletir a personalidade de quem o criou. É importante que você circule pela sala nesse momento, conversando com cada criança sobre o que está planejando fazer.

    Momento 5: Criação Individual do Sound Monster (Estimativa: 70 minutos)
    Este é o coração da aula. Com os materiais disponíveis, os alunos criam livremente seus Sound Monsters. Circule pela sala constantemente, fazendo perguntas em inglês de forma natural e acolhedora: 'Oh! Is your monster loud or quiet?', 'What sound does your monster make?', 'Buzz? Roar? Clap?' Essas interações breves e individuais são momentos preciosos de avaliação formativa — observe se o aluno consegue responder com a palavra correta e se a proposta do monstro está coerente com a escolha (loud ou quiet).

    Permita que as crianças usem os materiais de forma autônoma, fazendo escolhas sobre cores, formas e texturas. Incentive a criatividade: um monstro loud pode ter cores vibrantes e muitos detalhes chamativos; um monstro quiet pode ser feito com materiais macios e cores suaves. Essas associações sensoriais reforçam o conceito de forma não verbal.

    Se perceber que algum aluno está travado ou inseguro para começar, sente-se ao lado e faça perguntas abertas: 'What does your monster look like? Big eyes? Long arms?' Isso ajuda a criança a visualizar antes de executar. Observe também se há alunos que terminam muito rapidamente — incentive-os a adicionar mais detalhes ou a criar um segundo elemento para o monstro.

    Nos últimos 10 minutos desse momento, peça que os alunos comecem a finalizar suas criações e se preparem para a próxima etapa: a escrita.

    Momento 6: Escrita da Palavra Loud ou Quiet no Sound Monster (Estimativa: 25 minutos)
    Com os monstros prontos ou quase prontos, chegou o momento de registrar a palavra em inglês. Escreva as duas palavras no quadro com letras grandes e bem legíveis: LOUD e quiet. Leia cada uma em voz alta, apontando para a palavra, e peça que a turma repita junto. Isso serve como apoio visual para a escrita que virá a seguir.

    Oriente cada aluno a escrever a palavra correspondente ao seu monstro diretamente no boneco — pode ser na barriga, nas costas, em uma plaquinha colada ou em qualquer lugar que faça sentido para a criança. Para alunos que ainda estão desenvolvendo a escrita, aceite tentativas aproximadas e valorize o esforço. O foco não é a perfeição ortográfica, mas a associação entre a palavra e o conceito.

    Enquanto os alunos escrevem, continue circulando e fazendo a pergunta avaliativa: 'Is your monster loud or quiet?' Anote em sua ficha de observação quais crianças respondem com segurança e quais ainda confundem os conceitos. Esse registro será útil para planejar intervenções individuais na Aula 2.

    Ao final, peça que alguns voluntários mostrem seus monstros para a turma e digam a palavra escolhida. Celebre cada apresentação com entusiasmo: 'Wow! A LOUD monster! Let's hear it roar!' e incentive a turma a fazer o som correspondente junto.

    Momento 7: Encerramento e Organização da Sala (Estimativa: 35 minutos)
    Reserve os últimos momentos da aula para uma roda de conversa rápida e para a organização coletiva do espaço. Reúna os alunos em semicírculo com seus Sound Monsters e faça uma revisão lúdica do vocabulário: aponte para um monstro e pergunte 'Loud or quiet?', faça uma onomatopeia e pergunte 'What sound is this?', diga uma palavra e peça que façam o gesto correspondente. Esse fechamento reforça o que foi aprendido de forma descontraída e participativa.

    Em seguida, organize os alunos para ajudar na limpeza da sala: recolher materiais de sucata, lavar pincéis (se possível), dobrar jornais e guardar os aventais. Transforme a organização em uma atividade em inglês: 'Let's clean up — quietly! Shhh, quiet monsters!' Isso reforça o vocabulário de forma contextualizada e ainda desenvolve a responsabilidade coletiva.

    Guarde os Sound Monsters em um local seguro, pois eles serão usados ou expostos na Aula 2. Finalize a aula com uma despedida animada em inglês: 'Great work today, sound monsters! See you next time!' É importante que os alunos saiam da aula com a sensação de que criaram algo especial e que o inglês faz parte de uma experiência divertida e significativa.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as estratégias a seguir têm caráter preventivo e universal, garantindo que todos os alunos — independentemente de ritmo, estilo de aprendizagem ou nível de desenvolvimento — possam participar plenamente da aula.

    Para crianças que demonstrem dificuldade com a escrita das palavras loud e quiet, ofereça um modelo impresso ou escrito no papel do próprio monstro com pontinhos para que a criança trace por cima. Isso respeita o ritmo individual sem excluir ninguém da atividade.

    Para alunos mais agitados ou com dificuldade de concentração, o jogo de classificação de sons e as demonstrações corporais das onomatopeias são especialmente benéficos, pois canalizam a energia de forma produtiva. Se necessário, posicione esses alunos próximos a você durante as atividades coletivas para facilitar o redirecionamento gentil da atenção.

    Para crianças mais tímidas ou que hesitem em participar oralmente, aceite respostas gestuais (levantar o cartão, fazer o gesto da onomatopeia) como formas válidas de participação. Não force a fala em inglês — permita que a criança observe e participe no seu próprio ritmo, valorizando qualquer tentativa de comunicação.

    Durante a criação do Sound Monster, respeite as diferentes habilidades motoras finas dos alunos. Alguns podem ter mais dificuldade com o manuseio de materiais pequenos ou com o uso do pincel — ofereça esponjas ou dedos como alternativa para a pintura, e materiais maiores para quem precisar. O importante é que todos consigam criar e se expressar, independentemente da destreza manual.

    Lembre-se: você não precisa ter recursos especiais para incluir — muitas vezes, um olhar atento, uma palavra de encorajamento e uma pequena adaptação no material já fazem toda a diferença. Você está fazendo um trabalho incrível ao criar um ambiente de aprendizagem tão rico e acolhedor para seus alunos!

  • Aula 2 (240 min): Retomada do vocabulário com o jogo Sound Simon Says; formação de grupos e explicação da Sound Story; criação coletiva das cenas ilustradas com sons dos personagens; construção de instrumentos simples com materiais de sucata para os efeitos sonoros; apresentação das histórias para a turma com efeitos ao vivo; encerramento com nova rodada do Sound Simon Says.
  • Momento 1: Retomada do Vocabulário com o Jogo Sound Simon Says (Estimativa: 35 minutos)
    Inicie a aula reunindo os alunos em um espaço aberto, de preferência no centro da sala com as carteiras afastadas ou no chão em semicírculo. Antes de começar, resgate os Sound Monsters criados na Aula 1 e peça que cada criança segure o seu boneco durante o jogo — isso já cria um elo afetivo com o que foi produzido e retoma o vocabulário de forma natural. Apresente o jogo Sound Simon Says explicando as regras de forma simples e demonstrada: quando você disser 'Sound Simon Says' antes de um comando, os alunos devem obedecer; se você disser o comando sem essa frase, ninguém deve fazer nada. Faça uma rodada de treino com comandos simples antes de começar de verdade, garantindo que todos entenderam a dinâmica.

    Conduza o jogo utilizando os vocabulários trabalhados na Aula 1. Use comandos como 'Sound Simon Says: clap loud!', 'Sound Simon Says: whisper your name!', 'Sound Simon Says: roar like a loud monster!', 'Sound Simon Says: tap quietly on your knee!' e 'Sound Simon Says: buzz like a bee!'. Varie entre comandos com e sem a frase introdutória para manter o desafio. É importante que você demonstre cada ação junto com os alunos nas primeiras rodadas, especialmente para aqueles que ainda estão internalizando o vocabulário. Observe quais crianças reagem com segurança e quais ainda hesitam — esse é um momento valioso de avaliação formativa informal. Ao longo do jogo, celebre os acertos com entusiasmo e trate os erros com leveza, transformando-os em oportunidade de revisão coletiva: 'Oops! That was quiet — let's try again, quietly this time!'

    Momento 2: Apresentação da Proposta da Sound Story e Formação dos Grupos (Estimativa: 25 minutos)
    Com os alunos ainda reunidos, apresente a proposta da Sound Story de forma envolvente e visual. Mostre um exemplo simples que você mesmo preparou previamente: uma sequência de dois ou três desenhos em folhas de papel cartão, representando personagens que fazem sons diferentes. Ao mostrar cada cena, produza o som correspondente ao vivo — um rugido, um zumbido, um sussurro — para que as crianças entendam imediatamente o que é esperado delas. Diga com entusiasmo: 'Today, you are going to create your own Sound Story — a story with characters that make sounds!'

    Explique os passos da atividade de forma sequencial e clara: primeiro o grupo vai escolher os personagens e os sons que eles fazem; depois vai desenhar as cenas da história; em seguida vai construir um instrumento simples com materiais de sucata para produzir os efeitos sonoros; e por fim vai apresentar a história para a turma. Escreva ou desenhe esses passos no quadro como um guia visual que permanecerá visível durante toda a aula.

    Forme os grupos de três a quatro alunos de forma intencional, considerando o que você observou na Aula 1: misture crianças com diferentes níveis de desenvoltura oral e diferentes estilos de participação. Evite grupos em que todos sejam muito tímidos ou todos muito agitados. Após a formação dos grupos, permita que as crianças se sentem juntas e conversem brevemente sobre quais personagens gostariam de criar. Circule pelos grupos fazendo perguntas motivadoras em inglês: 'Who is in your story? Is your character loud or quiet? What sound does it make?'

    Momento 3: Planejamento Coletivo da Sound Story (Estimativa: 20 minutos)
    Antes de iniciar os desenhos, oriente cada grupo a fazer um planejamento rápido da sua história. Distribua uma folha de rascunho para cada grupo e peça que decidam juntos: quantas cenas a história vai ter (sugira entre duas e quatro cenas para respeitar o tempo disponível), quais personagens vão aparecer e quais sons cada personagem vai fazer. Incentive os alunos a usarem as onomatopeias trabalhadas — buzz, clap, tap, roar e whisper — e a classificarem cada som como loud ou quiet.

    É importante que você circule ativamente pelos grupos nesse momento, ajudando a mediar as decisões coletivas. Algumas crianças podem ter dificuldade em chegar a um consenso — intervenha com gentileza, sugerindo que cada membro do grupo escolha um elemento da história. Observe se os grupos conseguem usar o vocabulário em inglês durante o planejamento, mesmo que de forma misturada com o português — isso é completamente natural e esperado para a faixa etária. Valorize qualquer uso espontâneo das palavras em inglês: 'Oh, your monster is LOUD? Great choice!'

    Momento 4: Criação das Cenas Ilustradas da Sound Story (Estimativa: 45 minutos)
    Com o planejamento definido, distribua os materiais para a criação das cenas: papel sulfite ou papel cartão, lápis de cor, canetões, giz de cera e cola. Cada grupo vai ilustrar as cenas da sua história em folhas separadas, que depois serão organizadas em sequência para a apresentação. Oriente os alunos a escreverem ou ditarem para você a onomatopeia correspondente em cada cena — por exemplo, escrever ROAR ao lado do personagem que ruge, ou BUZZ ao lado da abelha. Você pode circular e escrever as palavras para os grupos que ainda não dominam a escrita, ou oferecer cartões com as palavras impressas para que colem nas cenas.

    Permita que os alunos trabalhem com autonomia, fazendo escolhas sobre cores, formas e personagens. Circule constantemente, fazendo perguntas que estimulem o pensamento criativo e o uso do vocabulário: 'What is happening in this scene?', 'Is this character loud or quiet?', 'What sound does it make?' Observe se os grupos estão colaborando de forma equilibrada — se algum aluno estiver dominando todas as decisões, incentive a participação dos demais: 'Let's hear what your friend thinks!' Se algum grupo terminar antes do tempo, incentive-o a adicionar mais detalhes nas cenas ou a criar um título para a história.

    Momento 5: Construção dos Instrumentos Sonoros com Materiais de Sucata (Estimativa: 35 minutos)
    Esta etapa é especialmente empolgante para as crianças e integra de forma concreta a arte, a criatividade e o inglês. Distribua os materiais de sucata disponíveis — rolos de papel higiênico, caixinhas, tampinhas, botões, retalhos, papel amassado, palitos — e explique que cada grupo vai construir pelo menos um instrumento simples para produzir os efeitos sonoros durante a apresentação da história. Mostre exemplos rápidos: um rolo com grãos de arroz dentro vira um chocalho (para buzz ou tap), duas tampinhas batem uma na outra (para clap), um papel amassado e chacoalhado faz um som interessante.

    Oriente os grupos a pensarem nos sons que precisam produzir na sua história e a escolherem ou criarem o instrumento mais adequado para cada som. É importante que a construção seja feita de forma colaborativa — cada membro do grupo pode ter uma função: um segura, outro cola, outro testa o som. Circule pelos grupos testando os instrumentos junto com as crianças e fazendo perguntas: 'Does this sound loud or quiet?', 'Is this a buzz or a tap?' Esse momento também é uma oportunidade de avaliação formativa: observe se os alunos conseguem associar o som produzido pelo instrumento à onomatopeia correspondente em inglês.

    Momento 6: Ensaio das Apresentações (Estimativa: 20 minutos)
    Antes das apresentações para a turma, reserve um tempo para que cada grupo ensaie a sua Sound Story. Oriente os alunos a decidirem quem vai segurar cada cena, quem vai produzir os efeitos sonoros e se alguém vai narrar ou falar durante a apresentação. Não é necessário que a narração seja em inglês — aceite o português com naturalidade, valorizando o uso das onomatopeias e das palavras loud e quiet sempre que aparecerem.

    Circule pelos grupos durante o ensaio, oferecendo sugestões práticas: 'Try to hold the picture up so everyone can see!', 'Make the sound when the character appears in the story!' Observe se os grupos estão conseguindo coordenar as cenas com os efeitos sonoros — se houver dificuldade, sugira que um aluno seja o 'diretor' e dê o sinal para cada efeito sonoro. Esse momento de ensaio é fundamental para que as crianças se sintam seguras e confiantes antes de se apresentar para a turma.

    Momento 7: Apresentação das Sound Stories para a Turma (Estimativa: 35 minutos)
    Organize a sala para as apresentações: posicione as cadeiras em semicírculo formando uma pequena plateia, e defina um espaço à frente como o palco. Chame os grupos um de cada vez para apresentar a sua Sound Story. Antes de cada apresentação, crie expectativa na turma: 'Are you ready to listen? Let's be a great audience — quiet and attentive!' Durante as apresentações, observe ativamente o uso do vocabulário: anote em sua ficha de observação quais onomatopeias cada grupo utilizou, se os efeitos sonoros corresponderam às cenas desenhadas e como cada aluno participou da apresentação.

    Após cada apresentação, conduza uma breve apreciação coletiva: pergunte à plateia 'Was the story loud or quiet?', 'What sounds did you hear?' e incentive os alunos a identificarem as onomatopeias que ouviram. Celebre cada grupo com entusiasmo genuíno, destacando elementos específicos da apresentação: 'I loved the ROAR in scene two! So loud!' Isso reforça o vocabulário de forma contextualizada e valoriza o trabalho de cada equipe. É importante que você gerencie o tempo de forma que todos os grupos consigam se apresentar dentro do tempo disponível.

    Momento 8: Encerramento com Nova Rodada do Sound Simon Says e Fechamento da Aula (Estimativa: 25 minutos)
    Encerre a aula com uma rodada final e animada do Sound Simon Says, desta vez incorporando vocabulário e situações que surgiram durante as apresentações dos grupos. Use comandos que referenciem as histórias criadas: 'Sound Simon Says: roar like the monster from Group 1!', 'Sound Simon Says: buzz quietly like a tiny bee!', 'Sound Simon Says: clap loud for your friends!' Essa retomada final consolida o vocabulário aprendido e cria um fechamento afetivo e significativo para as duas aulas.

    Após o jogo, reúna os alunos em roda e faça uma breve reflexão coletiva em linguagem acessível: pergunte quais sons eles mais gostaram de fazer, qual história acharam mais divertida e o que aprenderam em inglês nas duas aulas. Escreva no quadro as palavras-chave trabalhadas — loud, quiet, buzz, clap, tap, roar, whisper — e peça que a turma leia em coro uma última vez. Finalize a aula com uma despedida calorosa em inglês: 'You were amazing sound monsters today! Great work, everyone! See you next time!' Guarde as Sound Stories em um local visível da sala para que possam ser expostas ou revisitadas futuramente.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as estratégias a seguir têm caráter universal e preventivo, garantindo que todos os alunos participem plenamente, independentemente do ritmo, estilo de aprendizagem ou nível de desenvolvimento. Você já está fazendo um trabalho incrível ao criar um ambiente tão rico e acolhedor — essas dicas são apenas para potencializar ainda mais o que você já faz com tanto cuidado.

    Para crianças com dificuldade de concentração ou que se agitam com facilidade, o jogo Sound Simon Says no início e no encerramento da aula é especialmente benéfico, pois canaliza a energia de forma produtiva e estruturada. Durante as atividades de criação em grupo, posicione esses alunos próximos a você ou em grupos com colegas que ajudem a manter o foco, e ofereça tarefas específicas e concretas dentro do grupo para que tenham um papel claro e definido.

    Para alunos mais tímidos ou que hesitem em participar das apresentações, aceite formas alternativas de participação: segurar as cenas ilustradas enquanto outro colega narra, operar o instrumento sonoro ou simplesmente estar presente no palco com o grupo já é uma forma válida e corajosa de participação. Nunca force a fala em inglês — valorize qualquer tentativa de comunicação, seja gestual, seja em português com uma palavra em inglês.

    Durante a criação das cenas ilustradas, respeite as diferentes habilidades motoras finas dos alunos. Para quem tiver dificuldade com o desenho, ofereça a possibilidade de recortar imagens de revistas ou usar carimbos feitos com esponjas para criar os personagens. O importante é que todos consigam contribuir com a história do grupo de alguma forma significativa.

    Na construção dos instrumentos de sucata, ofereça materiais de diferentes tamanhos e texturas para atender a diferentes habilidades motoras. Para crianças que tenham dificuldade com materiais muito pequenos, disponibilize peças maiores e mais fáceis de manusear. Lembre-se: uma pequena adaptação no material, um olhar atento e uma palavra de encorajamento já fazem toda a diferença para que cada criança se sinta capaz e pertencente ao grupo.

Avaliação

A avaliação dessa atividade precisa ser coerente com a faixa etária: crianças de 6 e 7 anos não são avaliadas por provas escritas, mas sim pela observação do que fazem, falam e produzem. O professor vai acompanhar o processo ao longo das duas aulas, registrando o que cada aluno demonstra durante os jogos, as criações e as apresentações. Três formas de avaliação se complementam aqui: a observação durante os jogos, a análise das produções concretas e a escuta das apresentações em grupo.

  • Observação formativa durante os jogos (Loud or Quiet Monster e Sound Simon Says): Objetivo — verificar se o aluno reconhece e diferencia loud e quiet em situações de escuta ao vivo. Critérios: levanta o cartão correto na maioria das rodadas; reage ao comando certo no Simon Says; demonstra atenção durante a escuta. Exemplo prático: o professor anota em uma lista simples quais alunos respondem com segurança e quais ainda confundem os conceitos, para retomar individualmente se necessário.
  • Análise da produção do Sound Monster (avaliação de produto): Objetivo — verificar se o aluno associa corretamente a palavra loud ou quiet à proposta do seu monstro. Critérios: a palavra escrita corresponde ao tipo de monstro criado; o aluno consegue explicar oralmente por que escolheu aquela palavra. Exemplo prático: o professor conversa brevemente com cada criança enquanto ela finaliza o monstro, perguntando 'Is your monster loud or quiet?' e observando a resposta.
  • Apresentação da Sound Story em grupo (avaliação de desempenho oral): Objetivo — avaliar o uso do vocabulário em contexto comunicativo real. Critérios: o grupo usa pelo menos duas onomatopeias durante a apresentação; os efeitos sonoros correspondem ao que foi desenhado nas cenas; os alunos se envolvem ativamente na apresentação. Exemplo prático: o professor usa uma ficha simples com os nomes dos alunos e marca quais vocabulários apareceram durante a apresentação de cada grupo.

Materiais e ferramentas:

Todos os materiais escolhidos para essa atividade são de baixo custo e fáceis de encontrar. A proposta intencional é usar sucata e materiais simples, o que também tem um valor pedagógico: mostra para as crianças que é possível criar coisas incríveis com o que já existe ao redor delas. Os cartões do Loud Monster e Quiet Monster podem ser feitos pelo próprio professor antes da aula, com papel cartão e canetão. Nenhum recurso digital é necessário — toda a experiência sonora é produzida ao vivo, com o corpo e com objetos.

  • Cartões ilustrados de Loud Monster (monstro bravo/barulhento) e Quiet Monster (monstro dormindo/quieto) — um conjunto por aluno.
  • Papel sulfite, papel cartão colorido e cartolina para a criação dos Sound Monsters e das cenas da Sound Story.
  • Tinta guache, pincéis e esponjas para a produção artística.
  • Materiais de sucata: rolos de papel higiênico, caixinhas, tampinhas, botões, retalhos de tecido, palitos, papel amassado.
  • Canetões, lápis de cor e giz de cera para escrita e ilustração.
  • Cola, fita adesiva e tesoura com ponta arredondada.
  • Avental ou camiseta velha para proteger a roupa durante as atividades com tinta.
  • Ficha de observação simples para o professor registrar o desempenho durante os jogos.

Inclusão e acessibilidade

Mesmo sem nenhuma condição específica relatada na turma, vale estar atento a diferenças de ritmo, timidez e dificuldades de coordenação motora fina que são comuns nessa faixa etária. Essa atividade já tem uma estrutura naturalmente inclusiva: os jogos permitem participação no próprio ritmo, a criação artística não tem resposta certa ou errada, e o trabalho em grupo distribui as responsabilidades. O professor pode ajustar o nível de exigência oral para cada criança sem que isso fique evidente para a turma. Fique de olho em alunos que se isolam durante o trabalho em grupo ou que demonstram frustração com a escrita — nesses casos, o professor pode oferecer apoio direto ou permitir que a criança desenhe em vez de escrever a palavra.

  • Para alunos com dificuldade de coordenação motora fina: ofereça pincéis mais grossos, esponjas ou carimbos para a criação do Sound Monster, sem exigir precisão no traço.
  • Para alunos mais tímidos ou com dificuldade de fala: permita que participem do jogo levantando o cartão sem precisar falar em voz alta, e vá aumentando a participação oral gradualmente.
  • Para alunos com dificuldade na escrita: aceite que a criança diga a palavra em voz alta para o professor, que escreve junto com ela no monstro, ou que copie de um modelo visível na lousa.
  • Durante o trabalho em grupo, distribua os papéis de forma que todos tenham uma função acessível — quem não quer falar pode ser o responsável pelos efeitos sonoros na apresentação.
  • Mantenha os cartões de Loud Monster e Quiet Monster visíveis durante toda a aula como apoio visual constante para alunos que precisam de referência concreta.
  • Respeite diferentes ritmos de criação: alguns alunos vão terminar o Sound Monster rapidamente, outros vão precisar de mais tempo — tenha atividades extras prontas (como colorir cenas adicionais) para quem terminar antes.

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