Caça ao Tesouro das Palavras: Descobrindo Cognatos em Inglês!

Desenvolvida por: Janyso… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Língua Inglesa - Gramática
Temática: Cognatos e Falsos Cognatos entre Português e Inglês

Essa atividade foi pensada para ajudar os alunos do 6º ano a perceberem que já sabem muito mais inglês do que imaginam. A ideia central é trabalhar com cognatos, aquelas palavras que são parecidas em português e inglês e têm o mesmo significado, como 'animal', 'music' e 'hospital'. Junto com isso, os alunos vão conhecer os falsos cognatos, palavras que parecem iguais mas enganam, como 'push' e 'puxar'.

Na primeira aula, o professor apresenta o conceito de forma expositiva, usando exemplos que os alunos já conhecem do dia a dia: letras de músicas, nomes de filmes, emojis e posts de redes sociais. Essa conexão com o cotidiano é intencional. Os alunos de 11 e 12 anos já estão imersos em inglês sem perceber, e trazer isso para a sala de aula torna o aprendizado muito mais significativo. Serão usados textos curtos e áudios simples para que eles pratiquem a identificação de cognatos com apoio do contexto.

Na segunda aula, a turma entra em ação com uma caça ao tesouro em duplas. Cada dupla recebe cartões com pequenos textos e trechos de áudio. A missão é encontrar os cognatos escondidos e registrar tudo em uma tabela bilíngue, com a palavra em inglês, o equivalente em português e uma frase de exemplo. Essa parte da atividade é lúdica e colaborativa, o que favorece a troca entre os alunos e o desenvolvimento do vocabulário de forma natural.

O trabalho em duplas também foi escolhido com cuidado. Para os alunos com Transtorno do Espectro Autista (Nível 1), a dupla fixa e as instruções claras ajudam a reduzir a ansiedade e tornam a participação mais confortável. As atividades têm estrutura visual clara, com cartões organizados e tabela com campos definidos.

Ao longo das duas aulas, os alunos desenvolvem as habilidades EF06LI04, EF06LI09 e EF06LI10, aprendendo a usar o contexto para entender textos, localizar informações específicas e explorar o dicionário bilíngue como ferramenta de pesquisa. O resultado esperado é que eles saiam com mais confiança para enfrentar textos em inglês no cotidiano.

Objetivos de Aprendizagem

O foco dessa atividade é mostrar para os alunos que o inglês não é um idioma completamente estranho. Quando eles percebem que palavras como 'natural', 'hospital' ou 'popular' existem nos dois idiomas com o mesmo sentido, a barreira com a língua diminui bastante. A partir daí, eles passam a usar o contexto como aliado na leitura e na escuta, em vez de travar toda vez que encontram uma palavra desconhecida. O trabalho com falsos cognatos também é importante: ensina os alunos a não confiar só na aparência das palavras e a desenvolver um olhar mais crítico para o texto.

  • Identificar palavras cognatas entre o português e o inglês em textos escritos e orais.
  • Distinguir cognatos de falsos cognatos usando o contexto como pista.
  • Localizar informações específicas em textos curtos em inglês.
  • Registrar vocabulário novo em uma tabela bilíngue organizada.
  • Usar o dicionário bilíngue (impresso ou online) para verificar significados e ampliar o repertório.

Habilidades Específicas BNCC

Conteúdo Programático

O conteúdo dessa atividade parte do que os alunos já conhecem para chegar ao que ainda precisam aprender. Começamos pelos cognatos porque são a porta de entrada mais acessível para o inglês. Depois, introduzimos os falsos cognatos para desenvolver o pensamento crítico sobre a língua. O uso do dicionário bilíngue entra como ferramenta prática, não como obrigação, e os alunos aprendem a consultá-lo de forma funcional durante a caça ao tesouro.

  • Conceito de cognatos: palavras com forma e significado semelhantes em português e inglês.
  • Exemplos de cognatos do cotidiano: palavras presentes em músicas, filmes, redes sociais e embalagens.
  • Falsos cognatos mais comuns no nível do 6º ano (ex: 'push/puxar', 'pretend/pretender', 'actually/atualmente').
  • Estratégias de leitura: uso do contexto discursivo para inferir significados.
  • Organização e uso do dicionário bilíngue impresso e/ou online.
  • Registro de vocabulário em tabela bilíngue (palavra em inglês, tradução, exemplo de uso).

Metodologia

A primeira aula usa exposição dialogada, com o professor apresentando os conceitos e os alunos participando com exemplos que eles mesmos trazem do dia a dia. Não é uma aula só de explicação: o professor provoca, pergunta e usa materiais visuais e sonoros para manter o engajamento. A segunda aula muda completamente o formato. Os alunos assumem o protagonismo na caça ao tesouro, tomando decisões sobre como organizar as descobertas e colaborando com o colega de dupla. Essa alternância entre aula expositiva e atividade prática é intencional e ajuda a consolidar o aprendizado de formas diferentes.

  • Aula expositiva dialogada com uso de exemplos reais tirados de músicas, filmes e redes sociais conhecidos pelos alunos.
  • Exibição de textos curtos e reprodução de áudios simples para prática de identificação de cognatos em contexto.
  • Caça ao tesouro em duplas com cartões contendo textos escritos e trechos de áudio para análise.
  • Preenchimento colaborativo de tabela bilíngue com cognatos encontrados durante a atividade.
  • Consulta orientada ao dicionário bilíngue (impresso ou online) para verificar e ampliar o vocabulário descoberto.
  • Momento de socialização ao final da caça ao tesouro, com cada dupla compartilhando um cognato favorito com a turma.

Aulas e Sequências Didáticas

As duas aulas foram organizadas de forma progressiva. A primeira prepara os alunos conceitualmente e a segunda coloca esse conhecimento em prática de forma lúdica. O tempo de 50 minutos em cada aula foi distribuído para equilibrar momentos de instrução, prática e reflexão, sem sobrecarregar os alunos com conteúdo excessivo.

  • Aula 1 (50 min): O professor inicia perguntando quais palavras em inglês os alunos já conhecem e de onde as aprenderam (10 min). Em seguida, apresenta o conceito de cognatos e falsos cognatos com exemplos visuais e sonoros do cotidiano (20 min). Os alunos praticam identificando cognatos em dois textos curtos e um áudio curto, com apoio do professor (20 min).
  • Momento 1: O que você já sabe em inglês? (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula de forma descontraída e acolhedora, perguntando aos alunos: 'Quais palavras em inglês vocês já conhecem? De onde aprenderam?' Permita que os alunos respondam livremente, sem julgamentos, valorizando cada contribuição. É importante que você registre no quadro branco as palavras citadas pelos alunos, organizando-as em uma lista visível para toda a turma. Espere que surjam palavras como 'music', 'game', 'animal', 'hospital', 'pizza', 'video', entre outras vindas de músicas, jogos, filmes e redes sociais. Esse levantamento de conhecimentos prévios serve como diagnóstico informal: observe se os alunos já percebem a semelhança entre algumas palavras em inglês e português, pois isso indicará o ponto de partida para a explicação. Incentive a participação de todos, inclusive dos alunos mais tímidos, fazendo perguntas diretas e gentis como 'E você, já viu alguma palavra em inglês hoje?'. Esse momento cria um clima de confiança e pertencimento, fundamental para o engajamento nas etapas seguintes.

    Momento 2: Apresentando cognatos e falsos cognatos (Estimativa: 20 minutos)
    Com as palavras já registradas no quadro, apresente o conceito de cognatos de forma expositiva e dialogada, utilizando o projetor ou TV. Explique que cognatos são palavras que têm forma parecida em português e inglês e compartilham o mesmo significado, como 'animal', 'music', 'hospital' e 'natural'. Mostre exemplos visuais: imagens de capas de filmes, prints de redes sociais, embalagens de produtos e trechos de letras de músicas populares entre os jovens. Reproduza um áudio curto, como um trecho de música ou fala de personagem de animação, e peça que os alunos levantem a mão quando ouvirem uma palavra parecida com o português. É importante que os exemplos sejam reais e próximos do cotidiano dos alunos de 11 e 12 anos, pois isso torna o aprendizado significativo e desperta o interesse naturalmente.

    Em seguida, introduza o conceito de falsos cognatos com exemplos simples e bem contextualizados. Explique que algumas palavras parecem iguais, mas enganam: 'push' não significa 'puxar', mas sim 'empurrar'; 'pretend' não significa 'pretender', mas 'fingir'; e 'actually' não significa 'atualmente', mas 'na verdade'. Use imagens ou pequenas situações ilustrativas para cada falso cognato, tornando a distinção mais concreta e memorável. Permita que os alunos façam perguntas e expressem surpresa, pois esse estranhamento é parte do processo de aprendizagem. Observe se os alunos estão conseguindo acompanhar o raciocínio e, se necessário, retome um exemplo com mais calma antes de avançar.

    Momento 3: Prática orientada — identificando cognatos em textos e áudio (Estimativa: 20 minutos)
    Distribua dois textos curtos impressos ou projete-os na tela — podem ser um parágrafo de descrição de um animal, uma legenda de post de rede social ou um trecho de sinopse de filme, todos em inglês com nível acessível ao 6º ano. Oriente os alunos a lerem individualmente e a circularem ou sublinharem as palavras que reconhecem como cognatos. Após a leitura individual (cerca de 5 minutos), promova uma correção coletiva oral, pedindo que voluntários compartilhem o que encontraram. Registre as respostas no quadro e valide as identificações corretas, explicando brevemente os casos de dúvida.

    Em seguida, reproduza um áudio curto em inglês — pode ser um trecho de podcast infantil, uma fala de personagem ou uma música simples — e peça que os alunos anotem em um papel as palavras que conseguirem identificar como cognatos. É importante que o áudio seja reproduzido pelo menos duas vezes, para que todos tenham a oportunidade de acompanhar. Após a escuta, promova uma roda rápida de respostas: 'Quem conseguiu identificar algum cognato? Qual?' Anote as respostas no quadro e aproveite para reforçar a diferença entre cognatos e falsos cognatos caso algum exemplo relevante apareça.

    Ao longo desse momento, circule pela sala observando quais alunos conseguem identificar os cognatos com autonomia e quais demonstram mais dificuldade, fazendo anotações informais para ajustar sua mediação na Aula 2. Encerre o momento retomando brevemente o que foi aprendido e antecipando a caça ao tesouro da próxima aula, gerando expectativa positiva na turma.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Para os alunos com Transtorno do Espectro Autista (Nível 1), algumas adaptações simples podem fazer uma grande diferença na participação e no conforto durante a aula. No Momento 1, se o aluno tiver dificuldade em responder oralmente de forma espontânea, ofereça a opção de escrever a palavra em um papel e entregar para você registrar no quadro — isso reduz a pressão da exposição oral sem excluir o aluno da atividade. No Momento 2, sempre que possível, mantenha os exemplos visuais projetados na tela por tempo suficiente para que o aluno possa processar as informações no seu próprio ritmo. Avisos antecipados sobre mudanças de atividade, como 'Daqui a dois minutos vamos ouvir um áudio', ajudam a reduzir a ansiedade diante do inesperado. No Momento 3, considere entregar ao aluno uma versão impressa dos textos com fonte um pouco maior e espaçamento generoso, facilitando a leitura e a marcação das palavras. Durante o áudio, permita que o aluno acompanhe com uma versão impressa da transcrição, caso disponível, para apoiar a compreensão auditiva com suporte visual. Lembre-se: pequenas adaptações de rotina e clareza nas instruções já são suficientes para tornar a aula muito mais acessível para esses alunos, sem demandar recursos extras ou preparação elaborada. Você já está no caminho certo ao planejar com atenção e cuidado!

  • Aula 2 (50 min): O professor explica as regras da caça ao tesouro e organiza as duplas (5 min). As duplas recebem os cartões com textos e áudios e iniciam a atividade, preenchendo a tabela bilíngue e consultando o dicionário quando necessário (30 min). Ao final, cada dupla compartilha um cognato encontrado e a turma discute brevemente os falsos cognatos que surgiram (15 min).
  • Momento 1: Organização das duplas e explicação das regras da Caça ao Tesouro (Estimativa: 5 minutos)
    Inicie a aula de forma organizada e animada, anunciando que chegou o momento da Caça ao Tesouro das Palavras. Antes de distribuir os materiais, explique as regras com clareza, de preferência projetando-as na tela ou escrevendo no quadro branco para que todos possam acompanhar visualmente. As regras são simples: cada dupla receberá um conjunto de cartões com textos curtos em inglês e QR codes que dão acesso a trechos de áudio; a missão é encontrar o maior número possível de cognatos nesses materiais e registrá-los na tabela bilíngue impressa, preenchendo os três campos — palavra em inglês, tradução em português e um exemplo de uso. Explique também que, ao encontrar uma palavra que parece cognato mas gera dúvida, a dupla deve consultar o dicionário bilíngue antes de registrar. Organize as duplas com antecedência, preferencialmente já definidas por você, levando em conta o perfil de cada aluno. É importante que as duplas sejam equilibradas, misturando alunos com diferentes níveis de familiaridade com o inglês, para que haja troca e colaboração genuína. Distribua os materiais — cartões, tabela bilíngue e dicionários — de forma ágil para não perder tempo. Certifique-se de que todos entenderam as instruções antes de liberar o início da atividade, perguntando: 'Alguém tem alguma dúvida sobre o que precisa ser feito?'

    Momento 2: Caça ao Tesouro em duplas — identificação e registro de cognatos (Estimativa: 30 minutos)
    Com as duplas organizadas e os materiais em mãos, libere o início da atividade. Cada dupla deve explorar os cartões com textos curtos em inglês — podem ser sinopses de filmes, descrições de animais, legendas de posts ou trechos de letras de músicas — e ouvir os trechos de áudio acessados pelos QR codes, identificando palavras que reconhecem como cognatos. À medida que encontram os cognatos, os alunos preenchem a tabela bilíngue com a palavra em inglês, a tradução em português e um exemplo de uso criado por eles mesmos ou retirado do próprio cartão. Oriente as duplas a consultarem o dicionário bilíngue sempre que tiverem dúvida sobre um significado, reforçando que essa é uma ferramenta de pesquisa, não de cola. Circule pela sala durante toda essa etapa, observando o andamento de cada dupla. Observe se os alunos estão conseguindo identificar os cognatos com autonomia ou se estão confundindo com falsos cognatos — esse é um dado valioso para a discussão final. Faça intervenções pontuais e discretas quando necessário: se uma dupla estiver travada, faça perguntas orientadoras como 'Essa palavra se parece com alguma palavra em português que você conhece?' ou 'Tente ler a frase inteira — o contexto ajuda a entender'. Permita que as duplas trabalhem no próprio ritmo, mas fique atento para que todas consigam preencher ao menos cinco entradas na tabela antes do encerramento dessa etapa. Anote mentalmente ou em um papel os cognatos e falsos cognatos mais interessantes que surgirem nas duplas, pois eles serão úteis na discussão coletiva do próximo momento. É importante que você valorize o processo de investigação dos alunos, elogiando as estratégias utilizadas — como usar o contexto da frase ou comparar com palavras do português — e não apenas os acertos.

    Momento 3: Socialização e discussão coletiva dos cognatos e falsos cognatos (Estimativa: 15 minutos)
    Encerre a caça ao tesouro com um aviso antecipado de dois minutos antes do tempo acabar, para que as duplas possam concluir o preenchimento da tabela. Em seguida, promova um momento de socialização: peça que cada dupla escolha um cognato favorito encontrado durante a atividade e o compartilhe com a turma, dizendo a palavra em inglês, a tradução e o exemplo de uso que registraram. Registre os cognatos compartilhados no quadro branco, criando uma lista coletiva visível para todos. Esse momento é lúdico e celebratório — valorize cada contribuição com entusiasmo genuíno. Após a rodada de compartilhamento, conduza uma breve discussão sobre os falsos cognatos que surgiram durante a atividade. Pergunte: 'Alguém encontrou uma palavra que parecia cognato mas não era? O que aconteceu?' Aproveite os exemplos reais trazidos pelos alunos para reforçar a diferença entre cognatos e falsos cognatos de forma contextualizada e significativa. Se nenhum falso cognato tiver surgido espontaneamente, retome um dos exemplos trabalhados na Aula 1 — como 'push', 'pretend' ou 'actually' — e pergunte se alguém os encontrou nos cartões. Encerre o momento com a autoavaliação breve: peça que cada aluno responda, oralmente ou por escrito em um papel entregue a você, duas perguntas simples — 'Qual cognato você achou mais interessante?' e 'O que ainda te deixa em dúvida sobre cognatos?' Recolha as tabelas bilíngues preenchidas para avaliação formativa posterior. Finalize a aula reforçando a mensagem central: os alunos já sabiam muito mais inglês do que imaginavam, e agora têm ferramentas para continuar descobrindo.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está fazendo um trabalho incrível ao planejar com atenção e cuidado para todos os alunos da sua turma. Para os alunos com Transtorno do Espectro Autista (Nível 1), algumas adaptações simples e viáveis podem tornar essa aula muito mais confortável e produtiva, sem demandar recursos extras ou preparação elaborada.

    No Momento 1, defina a dupla do aluno com TEA com antecedência e comunique a ele antes da aula ou no início dela, evitando surpresas. Alunos com TEA Nível 1 geralmente se saem melhor quando sabem o que esperar. Se possível, entregue a esse aluno uma versão impressa das regras da caça ao tesouro com linguagem simples e direta, para que ele possa consultar durante a atividade sem precisar depender apenas da memória auditiva.

    No Momento 2, mantenha os cartões organizados em uma ordem clara e sugerida — por exemplo, numerados de 1 a 5 — para que o aluno saiba por onde começar e como avançar, reduzindo a sensação de sobrecarga diante de muitas opções simultâneas. A tabela bilíngue já estruturada com campos definidos é, por si só, um recurso de acessibilidade excelente para esse perfil de aluno, pois oferece previsibilidade e organização visual. Se o aluno tiver dificuldade com o áudio, permita que ele acesse a transcrição escrita do trecho, caso disponível, ou que trabalhe prioritariamente com os cartões de texto escrito. Avise com antecedência quando o tempo estiver acabando — um aviso verbal gentil como 'Faltam cinco minutos para encerrarmos' ajuda a evitar a ansiedade da transição abrupta.

    No Momento 3, se o aluno tiver dificuldade em compartilhar oralmente na frente da turma, ofereça a opção de mostrar a tabela preenchida para você em particular ou de escrever o cognato favorito em um papel que você mesmo lê em voz alta para a turma. Isso garante a participação sem expor o aluno a uma situação de desconforto. Para a autoavaliação final, prefira a versão escrita para esse aluno, pois ela oferece mais tempo de processamento e menos pressão social. Lembre-se: pequenos ajustes de rotina, clareza nas instruções e previsibilidade já são suficientes para fazer uma grande diferença na experiência desse aluno. Você já está no caminho certo!

Avaliação

A avaliação dessa atividade acontece em dois momentos principais. O primeiro é formativo, durante as duas aulas, com o professor observando a participação, as respostas orais e o processo de preenchimento da tabela. O segundo é baseado no produto final da caça ao tesouro. Essa combinação permite acompanhar tanto o processo quanto o resultado, e dá espaço para adaptar o suporte conforme a necessidade de cada aluno. Para os alunos com TEA Nível 1, a avaliação pode focar mais na tabela preenchida do que na participação oral, respeitando o ritmo e o estilo de cada um.

  • Observação formativa durante a Aula 1: o professor observa quais alunos conseguem identificar cognatos nos textos e áudios com autonomia e quais precisam de mais apoio, anotando informalmente para ajustar a mediação na Aula 2. Critérios: participação na discussão, acerto na identificação de pelo menos 3 cognatos nos textos trabalhados.
  • Tabela bilíngue da caça ao tesouro (produto final da Aula 2): avalia se o aluno conseguiu identificar cognatos corretamente, registrá-los com a tradução adequada e incluir um exemplo de uso. Critérios: mínimo de 5 cognatos registrados corretamente, distinção de pelo menos 1 falso cognato, organização e legibilidade da tabela. Para alunos com TEA Nível 1, o critério de quantidade pode ser flexibilizado conforme o desempenho observado.
  • Autoavaliação breve ao final da Aula 2: cada aluno responde oralmente ou por escrito a duas perguntas simples — 'Qual cognato você achou mais interessante?' e 'O que ainda te deixa em dúvida sobre cognatos?' Isso ajuda o professor a planejar revisões futuras e dá ao aluno um momento de reflexão sobre o próprio aprendizado.

Materiais e ferramentas:

Os recursos escolhidos para essa atividade são simples e acessíveis, mas pensados para criar uma experiência variada. O uso de áudio e imagem na Aula 1 atende diferentes estilos de aprendizagem. Os cartões da caça ao tesouro são materiais concretos que os alunos podem manipular, o que ajuda especialmente quem aprende melhor com atividades práticas. O dicionário bilíngue, seja impresso ou online, entra como ferramenta real de pesquisa, não apenas como recurso didático.

  • Projetor ou TV para exibição de imagens, textos e vídeos curtos na Aula 1.
  • Caixinha de som ou computador com acesso a áudios curtos em inglês (músicas, trechos de filmes ou podcasts infantis).
  • Cartões impressos com textos curtos em inglês para a caça ao tesouro (um conjunto por dupla).
  • QR codes ou links para trechos de áudio acessíveis via celular ou tablet, para uso durante a caça ao tesouro.
  • Tabela bilíngue impressa para preenchimento durante a Aula 2 (uma por aluno).
  • Dicionários bilíngues impressos e/ou acesso a dicionários online (ex: WordReference, Cambridge Dictionary).
  • Quadro branco ou flip chart para registro coletivo dos cognatos durante as discussões.

Inclusão e acessibilidade

Trabalhar com alunos com TEA Nível 1 não precisa ser complicado. Pequenos ajustes na organização da aula já fazem muita diferença. Esses alunos costumam se sair bem quando sabem exatamente o que vai acontecer e o que se espera deles. Por isso, vale apresentar a sequência da aula no início, seja no quadro ou em um cartão individual. Durante a caça ao tesouro, a dupla fixa e as instruções escritas nos cartões ajudam a reduzir a ansiedade. Fique atento a sinais de sobrecarga sensorial, como o aluno se isolar ou demonstrar agitação, especialmente durante a reprodução de áudios. Nesses casos, fones de ouvido individuais podem ajudar. Evite mudanças bruscas na rotina sem aviso prévio.

  • Apresentar a sequência das duas aulas no início de cada encontro, usando o quadro ou um cartão visual individual para alunos com TEA Nível 1.
  • Manter a dupla fixa durante a caça ao tesouro, preferencialmente com um colega que tenha perfil colaborativo e paciente.
  • Disponibilizar fones de ouvido individuais para os momentos de escuta de áudio, reduzindo possível desconforto sensorial.
  • Fornecer a tabela bilíngue já com os campos claramente identificados e um exemplo preenchido na primeira linha, como modelo de referência.
  • Flexibilizar a quantidade mínima de cognatos na avaliação para alunos que demonstrarem dificuldade, valorizando a qualidade do registro em vez da quantidade.
  • Avisar com antecedência qualquer mudança na rotina da aula, como troca de atividade ou uso de um recurso novo.
  • Ao usar ferramentas digitais como dicionários online ou QR codes, garantir que os dados dos alunos não sejam coletados pelas plataformas, optando por ferramentas que não exijam cadastro ou login.

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