Essa atividade parte de uma pergunta simples: o que os números de uma tabela têm a dizer? Os alunos vão trabalhar com dados reais — tarifas de energia elétrica, variação de preços ao longo do tempo, crescimento populacional — e descobrir que, por trás desses números, existe uma estrutura matemática que pode ser representada graficamente e expressa por uma fórmula.
Na primeira aula, os estudantes recebem tabelas com dados reais e precisam identificar padrões, perceber regularidades e construir conjecturas. Eles vão plotar os pontos no plano cartesiano e observar o que acontece visualmente. A ideia é que o aluno chegue à função antes de receber a definição formal dela.
Na segunda aula, o grupo generaliza o que encontrou: escreve expressões algébricas para os padrões, discute quando uma relação pode ser chamada de função linear e conecta esse modelo com decisões reais — como comparar planos de internet, entender reajustes salariais ou analisar o consumo de água de uma cidade.
A atividade trabalha diretamente a habilidade EM13MAT501 da BNCC, mas também abre espaço para conversar sobre leitura crítica de dados e representação gráfica, tocando em EM13MAT510 e EM13MAT511. Os alunos saem da aula sabendo não só o que é uma função de 1º grau, mas por que ela importa e onde ela aparece no mundo.
Toda a atividade foi pensada para turmas do 3º ano do Ensino Médio, com alunos que já têm maturidade para debater, questionar e construir argumentos matemáticos com autonomia. Há adaptações previstas para alunos com deficiência auditiva, garantindo que todos participem com equidade.
O foco dessa atividade não é só ensinar a fórmula da função afim. A ideia é que os alunos desenvolvam a capacidade de ler uma tabela de dados e enxergar matemática nela — um raciocínio essencial tanto para o ENEM quanto para a vida. Ao construir conjecturas antes de receber respostas prontas, os estudantes exercitam o pensamento analítico e a argumentação. Quando debatem as aplicações reais dos modelos que criaram, eles conectam matemática com economia, ciências e tomada de decisão. Esse percurso fortalece a autonomia intelectual e prepara o aluno para situações em que os dados não vêm organizados e precisam ser interpretados.
O conteúdo dessa atividade parte do concreto — dados reais em tabelas — e caminha em direção à abstração algébrica. Antes de falar em coeficiente angular ou linear, os alunos precisam perceber que existe uma variação constante entre os valores. Esse caminho indutivo é intencional: ele respeita o processo de construção do conhecimento matemático e torna a formalização mais significativa. A leitura de gráficos e a interpretação de dados também entram como conteúdo, porque no ENEM e na vida real, a matemática raramente aparece já organizada em forma de exercício.
A atividade usa uma abordagem investigativa: os alunos trabalham com os dados antes de receber definições. Isso exige que o professor atue como mediador, fazendo perguntas que orientem sem entregar respostas. O trabalho em duplas ou trios na primeira aula favorece a troca de hipóteses. Na segunda aula, a discussão coletiva permite que diferentes grupos compartilhem as expressões que encontraram e comparem os resultados. O uso de papel quadriculado ou de ferramentas digitais como GeoGebra enriquece a representação gráfica e permite que os alunos testem suas conjecturas rapidamente. A conexão com situações reais não é decorativa — ela é o ponto de partida e o ponto de chegada da atividade.
As duas aulas foram organizadas de forma que a primeira seja de exploração e a segunda de consolidação. Na primeira, o aluno ainda não sabe o nome do que está descobrindo — e isso é intencional. Na segunda, ele nomeia, formaliza e aplica. Esse ritmo respeita o tempo de maturação das ideias e evita que a formalização matemática chegue antes da compreensão. O professor deve reservar os últimos minutos de cada aula para uma síntese coletiva, garantindo que ninguém saia com dúvidas estruturais sem ao menos ter tido a chance de verbalizá-las.
Momento 1: Abertura e apresentação do desafio (Estimativa: 8 minutos)
Inicie a aula projetando na TV ou projetor uma imagem de uma conta de energia elétrica, uma etiqueta de preço de mercado e um gráfico de crescimento populacional. Pergunte à turma, de forma aberta: 'O que esses três elementos têm em comum?' Permita que os alunos respondam livremente, sem julgamento, estimulando a curiosidade. Em seguida, explique que a aula de hoje vai partir de dados reais para descobrir uma estrutura matemática que está escondida nesses números. É importante que você não antecipe o conceito de função neste momento — o objetivo é gerar expectativa e mobilizar o conhecimento prévio dos alunos sobre tabelas e variações numéricas. Distribua as fichas de registro para cada dupla e oriente que elas serão usadas ao longo de toda a aula para anotar observações, cálculos e hipóteses.
Momento 2: Distribuição das tabelas e exploração inicial em duplas (Estimativa: 15 minutos)
Organize a turma em duplas ou trios e distribua as três tabelas impressas com dados reais: uma com tarifas de energia elétrica por faixa de consumo, uma com a variação de preço de um produto ao longo de meses e uma com dados de crescimento populacional de uma cidade ao longo de anos. Oriente que cada dupla deve, primeiro, ler os dados com atenção e tentar responder na ficha de registro: 'O que está sendo medido? Como os valores mudam de uma linha para outra?' Circule pela sala observando se os alunos estão conseguindo identificar a variação entre valores consecutivos. Observe se algum grupo está apenas descrevendo os dados sem tentar calcular as diferenças — nesses casos, intervenha com perguntas orientadoras como: 'Quanto aumentou de uma linha para a outra? Esse aumento é sempre o mesmo?' É importante que você não forneça respostas prontas, mas conduza o raciocínio por meio de perguntas. Anote mentalmente ou em um caderno quais grupos demonstram facilidade e quais apresentam dificuldade, pois isso orientará suas intervenções nas próximas etapas.
Momento 3: Cálculo das diferenças e formulação de hipóteses (Estimativa: 12 minutos)
Após a exploração inicial, oriente as duplas a calcularem explicitamente as diferenças entre valores consecutivos nas tabelas e a registrarem esses valores na ficha. Peça que respondam por escrito: 'O que você percebe sobre essas diferenças? Existe alguma regularidade?' Permita que os alunos formulem suas hipóteses com liberdade, mesmo que ainda não usem linguagem matemática formal. Frases como 'parece que sempre aumenta 12' ou 'a diferença é sempre a mesma' são exatamente o tipo de conjectura esperada neste momento. Intervenha nos grupos que tiverem dificuldade em perceber a constância da variação, sugerindo que organizem os cálculos em uma coluna separada na ficha. Para os grupos mais avançados, desafie-os com a pergunta: 'Se você soubesse o valor de x, conseguiria prever o valor de y? Como?' Esse é o momento central de construção do raciocínio indutivo que sustentará toda a atividade.
Momento 4: Construção dos gráficos no plano cartesiano (Estimativa: 10 minutos)
Oriente cada dupla a escolher uma das três tabelas e plotar os pares ordenados no papel quadriculado. Se houver acesso a computadores ou tablets, ofereça o GeoGebra como alternativa. Explique brevemente como organizar os eixos — qual variável vai no eixo x e qual vai no eixo y — mas permita que os alunos tomem essa decisão com autonomia, discutindo entre si. Observe se os pontos estão sendo plotados corretamente e se os alunos conseguem perceber visualmente o alinhamento dos pontos. Intervenha com perguntas como: 'O que você vê quando olha para os pontos juntos? Eles formam alguma figura?' Não confirme nem negue as observações neste momento — registre as respostas que surgirem para usar na roda de compartilhamento. É importante que todos os grupos consigam ao menos iniciar o gráfico neste tempo, mesmo que não o finalizem completamente.
Momento 5: Roda rápida de compartilhamento de conjecturas (Estimativa: 5 minutos)
Conduza uma roda rápida em que cada dupla compartilha, em até um minuto, a principal hipótese que formulou sobre os dados. Projete ou escreva no quadro as expressões ou descrições que os grupos trouxerem, organizando-as de forma visível para toda a turma. Valorize todas as contribuições, destacando os elementos matemáticos presentes mesmo nas formulações mais informais. Encerre a aula sinalizando que na próxima aula o grupo vai generalizar essas hipóteses e chegar a uma expressão algébrica que representa o padrão encontrado. Deixe a pergunta aberta: 'Será que conseguimos escrever uma fórmula que descreva o comportamento de qualquer uma dessas tabelas?'
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Para os alunos com deficiência auditiva, algumas adaptações simples podem fazer uma grande diferença na participação e no aprendizado ao longo desta aula. No Momento 1, certifique-se de que todas as instruções orais estejam também disponíveis por escrito — um slide projetado ou um cartão impresso com o enunciado do desafio já é suficiente para garantir o acesso à proposta. Sempre que fizer perguntas à turma em voz alta, repita-as também de forma escrita no quadro ou na projeção, para que o aluno com deficiência auditiva acompanhe o fluxo da discussão sem depender exclusivamente da leitura labial ou do intérprete. Nos Momentos 2 e 3, as fichas de registro escritas já funcionam como um recurso naturalmente inclusivo, pois toda a atividade é mediada pela escrita e pelos dados visuais das tabelas. Se houver intérprete de LIBRAS disponível, posicione-o de forma que o aluno possa ver simultaneamente o intérprete e o material projetado, sem precisar alternar o olhar entre fontes distantes. No Momento 4, o uso do papel quadriculado e do GeoGebra são recursos visuais que favorecem diretamente a participação do aluno com deficiência auditiva, já que a construção do gráfico é uma atividade essencialmente visual e manual. No Momento 5, a roda de compartilhamento pode ser adaptada pedindo que cada dupla escreva sua conjectura em um papel ou post-it antes de falar, o que permite ao aluno com deficiência auditiva acompanhar as contribuições dos colegas pela leitura, mesmo que não consiga captar tudo pela fala. Lembre-se: você não precisa ter todos os recursos disponíveis para fazer a diferença — pequenas adaptações na comunicação, como escrever mais no quadro e garantir que as instruções estejam sempre visíveis, já tornam a aula muito mais acessível e acolhedora para esse aluno.
Momento 1: Retomada e apresentação das expressões algébricas pelos grupos (Estimativa: 12 minutos)
Inicie a aula pedindo que cada dupla ou trio compartilhe, em até dois minutos, a expressão algébrica que formulou na aula anterior para descrever o padrão identificado em uma das tabelas. À medida que os grupos apresentam, registre as expressões no quadro de forma organizada, separando-as por tabela (energia elétrica, variação de preços, crescimento populacional). Valorize todas as contribuições, mesmo aquelas que ainda estejam em linguagem informal, como 'o valor aumenta 12 a cada mês'. É importante que você não corrija imediatamente as expressões incorretas, mas faça perguntas que levem o próprio grupo a revisitar o raciocínio: 'Como você chegou a esse número? Esse valor se repete em todas as linhas da tabela?' Observe se os alunos conseguem relacionar os coeficientes que encontraram com os dados concretos da tabela. Esse momento é essencial para que a formalização que virá a seguir parta do que os próprios alunos construíram, e não de uma definição imposta externamente.
Momento 2: Formalização do conceito de função polinomial de 1º grau (Estimativa: 12 minutos)
A partir das expressões registradas no quadro, conduza a turma para a formalização do conceito de função polinomial de 1º grau. Escolha duas ou três expressões que os grupos trouxeram e mostre como elas se encaixam na forma geral f(x) = ax + b. Explique o significado de cada coeficiente a partir dos dados reais: o coeficiente 'a' representa a taxa de variação constante que os alunos identificaram ao calcular as diferenças consecutivas, e o coeficiente 'b' representa o valor inicial da relação. Use os próprios exemplos das tabelas para ilustrar: 'Quando vocês perceberam que a tarifa aumentava R$ 0,85 a cada kWh, estavam identificando exatamente o coeficiente angular dessa função.' Projete ou escreva no quadro a definição formal de forma clara e visual, com a expressão geral, a identificação dos coeficientes e um exemplo numérico completo retirado das tabelas trabalhadas. Permita que os alunos façam perguntas e intervenha com paciência sempre que perceber que algum conceito não ficou claro. É importante que você conecte cada elemento da definição formal com algo que os alunos já vivenciaram na aula anterior, evitando que a formalização pareça desconectada da investigação que realizaram.
Momento 3: Debate — quais tabelas representam funções lineares? (Estimativa: 10 minutos)
Proponha à turma um debate estruturado: retome as três tabelas trabalhadas e pergunte abertamente 'Todas essas tabelas representam funções lineares? Como podemos saber?' Organize a discussão de forma que diferentes grupos defendam posições e justifiquem matematicamente suas escolhas. Incentive os alunos a usarem os critérios que acabaram de aprender — variação constante, coeficiente angular definido, representação gráfica em linha reta — para fundamentar seus argumentos. Observe se os alunos conseguem distinguir situações em que a variação é constante daquelas em que ela não é, e intervenha com contraexemplos quando necessário: 'E se a diferença entre os valores fosse diferente a cada linha? Ainda seria uma função linear?' Permita que os alunos questionem uns aos outros e construam argumentos matemáticos com autonomia. Esse momento trabalha diretamente a habilidade de reconhecer quando uma relação pode ser modelada por uma função linear e justificar essa escolha, um dos objetivos centrais da atividade.
Momento 4: Conexão com decisões reais — onde essa função aparece no mundo? (Estimativa: 10 minutos)
Conduza uma discussão coletiva sobre como o modelo de função linear aparece em situações concretas do cotidiano dos alunos. Apresente dois ou três exemplos rápidos projetados na TV ou projetor: a comparação entre planos de internet com franquias e tarifas por excesso, o cálculo de reajuste salarial ao longo de meses, a leitura de um gráfico de notícia sobre variação de preços. Para cada exemplo, pergunte: 'Você consegue identificar o coeficiente angular aqui? O que ele representa nesse contexto?' Estimule os alunos a trazerem exemplos próprios — conta de água, recarga de celular, passagem de ônibus — e a verbalizarem como identificariam se a relação é linear. É importante que você valorize a leitura crítica dos dados, mostrando que compreender funções lineares não é apenas um exercício matemático, mas uma ferramenta para tomar decisões mais conscientes no dia a dia. Esse momento também serve como ponte para a tarefa de aplicação que será proposta na avaliação.
Momento 5: Registro individual e encerramento (Estimativa: 6 minutos)
Peça que cada aluno realize individualmente, em silêncio, o registro escrito de avaliação previsto no plano: escolher uma das tabelas trabalhadas, escrever a expressão algébrica correspondente, explicar com suas próprias palavras o que representam os coeficientes 'a' e 'b' naquele contexto real e indicar se a relação é ou não uma função linear, justificando a resposta. Circule pela sala observando os registros e intervenha discretamente nos casos em que perceber dificuldade na escrita da expressão ou na justificativa. Recolha as fichas ao final. Nos últimos dois minutos, encerre a aula retomando a pergunta inicial da Aula 1 — 'O que os números de uma tabela têm a dizer?' — e convide os alunos a perceberem o quanto avançaram: saíram de uma observação intuitiva de padrões e chegaram a uma expressão algébrica capaz de modelar situações reais. Apresente brevemente a tarefa de aplicação para casa: escolher uma situação do cotidiano, construir uma tabela com pelo menos cinco pares de valores, verificar se a relação é linear e, se for, escrever a função correspondente.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Você está conduzindo uma aula com alunos com deficiência auditiva, e algumas adaptações simples podem fazer uma diferença enorme na participação e no aprendizado deles ao longo desta sequência. Não se preocupe em ter todos os recursos ideais disponíveis — o que está ao seu alcance já é muito valioso.
No Momento 1, quando os grupos apresentarem suas expressões, escreva no quadro ou projete cada expressão à medida que ela é dita em voz alta. Isso garante que o aluno com deficiência auditiva acompanhe o conteúdo das apresentações sem depender exclusivamente da fala dos colegas ou da leitura labial. Se houver intérprete de LIBRAS disponível, posicione-o de forma que o aluno possa ver simultaneamente o intérprete e o quadro, sem precisar alternar o olhar entre fontes distantes.
No Momento 2, durante a formalização do conceito, certifique-se de que toda a explicação oral esteja acompanhada de registro visual no quadro ou na projeção — a definição formal, os coeficientes identificados e os exemplos numéricos devem estar sempre visíveis enquanto você fala. Evite apagar o quadro antes que o aluno tenha tido tempo de registrar as informações. Uma dica prática: deixe um slide ou cartão impresso com a forma geral f(x) = ax + b e a explicação dos coeficientes disponível para o aluno com deficiência auditiva consultar durante toda a aula.
No Momento 3, o debate pode ser desafiador para o aluno com deficiência auditiva, pois envolve muitas falas simultâneas. Uma adaptação simples é pedir que os alunos escrevam sua posição em um papel ou post-it antes de falar — isso permite que o aluno com deficiência auditiva acompanhe os argumentos pela leitura, mesmo que não capte tudo pela fala. Você também pode registrar no quadro os principais argumentos que surgirem durante o debate, criando um registro visual coletivo da discussão.
No Momento 4, ao apresentar os exemplos de aplicação real, utilize sempre recursos visuais — gráficos, tabelas e textos projetados — em vez de descrições exclusivamente orais. Isso beneficia não apenas o aluno com deficiência auditiva, mas toda a turma.
No Momento 5, o registro individual escrito já é um recurso naturalmente inclusivo para o aluno com deficiência auditiva. Certifique-se de que o enunciado da atividade esteja disponível por escrito — impresso ou projetado — e que o aluno possa responder também por escrito ou com auxílio do intérprete. Ao apresentar a tarefa de casa, distribua o enunciado impresso ou envie por escrito, para que o aluno tenha acesso completo às instruções sem depender da comunicação oral. Lembre-se: pequenas ações como escrever mais no quadro, projetar as instruções e garantir que nada fique apenas no oral já tornam sua aula muito mais acessível e acolhedora para esse aluno.
A avaliação dessa atividade precisa capturar tanto o processo quanto o produto. Não basta saber se o aluno chegou à fórmula certa — é importante observar se ele consegue explicar por que aquela relação é uma função de 1º grau e onde ela aparece fora da sala de aula. Por isso, as estratégias avaliativas combinam observação durante a atividade, registro escrito e uma tarefa de aplicação. Para alunos com deficiência auditiva, todas as instruções avaliativas devem estar disponíveis por escrito ou em LIBRAS, e o feedback pode ser dado por escrito ou com apoio do intérprete.
Os recursos foram escolhidos para equilibrar o que a escola geralmente tem disponível com o que potencializa a aprendizagem. O papel quadriculado garante que todos os alunos possam construir gráficos mesmo sem acesso a computador. O GeoGebra entra como opção para quem tem acesso a dispositivos — ele permite testar conjecturas em segundos e visualizar o efeito de mudar os coeficientes. As tabelas impressas com dados reais são o coração da atividade e precisam ser preparadas com antecedência pelo professor. Para alunos com deficiência auditiva, todos os recursos visuais devem ser projetados com clareza e as instruções orais precisam ter suporte escrito ou de intérprete.
Ter alunos com deficiência auditiva na turma pede atenção, mas não exige transformar tudo. Pequenos ajustes fazem grande diferença. O mais importante é garantir que nenhuma instrução relevante seja dada apenas oralmente: tudo que o professor falar durante as explicações coletivas deve estar visível — projetado, escrito no quadro ou em ficha impressa. Se houver intérprete de LIBRAS, combine com ele os momentos-chave da aula com antecedência. Fique atento a sinais de que o aluno está perdendo o fio da discussão: olhar desorientado, não registrar nada na ficha ou copiar do colega sem engajamento próprio são alertas. A atividade em si já favorece a inclusão porque é visual e prática — tabelas, gráficos e registros escritos são acessíveis. O debate oral da segunda aula é o ponto que merece mais cuidado.
Todos os planos de aula são criados e revisados por professores como você, com auxílio da Inteligência Artificial
Crie agora seu próprio plano de aula