Contando, Movendo e Brincando: Jogos que Ensinam Muito!

Desenvolvida por: Ivan S… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Educação Física – Brincadeiras e Jogos
Temática: Jogos e brincadeiras populares como contexto para aprender contagem, adição e subtração simples

Essa atividade une Educação Física e Matemática de um jeito bem concreto: os alunos aprendem a contar, somar e subtrair enquanto pulam, arremessam e se movimentam. A ideia central é usar brincadeiras que as crianças já conhecem, como amarelinha e boliche, e transformá-las em situações reais de aprendizagem matemática. Nada de ficha sentado na carteira. Aqui, o número está no chão, na garrafa, na ficha de pontuação.

Ao longo das cinco aulas, os alunos passam por experiências progressivas. Primeiro, eles exploram e experimentam as brincadeiras. Depois, começam a registrar e calcular pontos. Em seguida, planejam estratégias em grupo. Na quarta aula, criam os próprios desafios matemáticos dentro da amarelinha. Na última, explicam com o corpo e com a fala o que aprenderam.

Essa progressão é intencional. Ela respeita o ritmo de crianças de 6 e 7 anos, que precisam de repetição, movimento e concretude para construir conceitos. Cada aula tem um papel claro nesse caminho.

Os materiais são simples: giz para desenhar no chão, garrafas PET numeradas, fichas de papel com espaço para registrar pontos. Sem tecnologia, sem complicação. O foco está na experiência corporal e na conversa entre os colegas.

A atividade também cuida da turma como um todo. Alunos com TDAH se beneficiam do movimento constante e das instruções curtas. Alunos com TEA Nível 1 têm a rotina visual das brincadeiras como apoio. Alunos com dificuldades motoras recebem adaptações nas regras e nos materiais, sem perder a participação.

No final, o que fica não é só a soma de pontos do boliche. Fica a experiência de brincar junto, de criar regras, de explicar para o colega, de perceber que matemática está em todo lugar, inclusive no próprio corpo em movimento.

Objetivos de Aprendizagem

O grande objetivo dessas aulas é fazer com que os alunos vivenciem a matemática de forma corporal e coletiva. A contagem não aparece num livro, ela aparece nos quadradinhos da amarelinha, nas garrafas que caem, nos pontos anotados na ficha. Essa experiência concreta é o que ancora o aprendizado para crianças dessa faixa etária. Ao mesmo tempo, as brincadeiras criam situações reais de interação social: esperar a vez, respeitar o colega, planejar junto. Esses momentos são tão importantes quanto o conteúdo matemático em si.

  • Associar números a movimentos corporais durante a amarelinha, reconhecendo a sequência numérica até 100.
  • Registrar pontos em fichas usando números e desenhos, praticando a representação escrita de quantidades.
  • Realizar adições simples a partir dos pontos marcados no boliche, usando os dedos ou fichas como apoio concreto.
  • Criar desafios matemáticos dentro das brincadeiras, como pular nos números pares ou ímpares da amarelinha.
  • Explicar oralmente e com o corpo as regras e estratégias das brincadeiras vivenciadas nas aulas.
  • Respeitar as diferenças de desempenho dos colegas durante as brincadeiras, reconhecendo que cada um tem seu ritmo.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF12EF01: Experimentar, fruir e recriar diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional, reconhecendo e respeitando as diferenças individuais de desempenho dos colegas. Conheça mais sobre a EF12EF01
  • EF12EF02: Explicar, por meio de múltiplas linguagens (corporal, visual, oral e escrita), as brincadeiras e os jogos populares do contexto comunitário e regional, reconhecendo e valorizando a importância desses jogos e brincadeiras para suas culturas de origem. Conheça mais sobre a EF12EF02
  • EF12EF03: Planejar e utilizar estratégias para resolver desafios de brincadeiras e jogos populares do contexto comunitário e regional, com base no reconhecimento das características dessas práticas. Conheça mais sobre a EF12EF03

Conteúdo Programático

O conteúdo programático dessa atividade não está separado por disciplina. Matemática e Educação Física aparecem juntas o tempo todo, porque é assim que faz sentido para uma criança de 6 ou 7 anos. A sequência numérica surge no chão da amarelinha. A adição aparece na soma dos pinos derrubados. O planejamento de estratégias acontece em roda, antes de jogar. Essa integração não é forçada: ela emerge naturalmente das brincadeiras escolhidas.

  • Sequência numérica de 1 a 100 aplicada na amarelinha desenhada com giz.
  • Contagem e registro de pontos usando fichas de papel com números e desenhos.
  • Adição simples com base nos pontos do boliche artesanal com garrafas numeradas.
  • Identificação de números pares e ímpares dentro das brincadeiras.
  • Planejamento de estratégias em grupo para vencer o boliche.
  • Brincadeiras e jogos populares da cultura brasileira: amarelinha e boliche.
  • Expressão oral, corporal e visual para comunicar regras e aprendizagens.

Metodologia

A abordagem dessa atividade é totalmente prática e corporal. Os alunos aprendem fazendo, errando, tentando de novo e conversando com os colegas. O professor atua como mediador: faz perguntas, organiza os grupos, propõe desafios e observa. Não há aula expositiva longa. As instruções são curtas, diretas e acompanhadas de demonstração. A progressão entre as aulas é pensada para que cada nova etapa faça sentido a partir do que já foi vivido. O uso de materiais concretos e acessíveis garante que todos participem, independentemente do nível de leitura ou escrita.

  • Aprendizagem experiencial: os alunos constroem o conhecimento a partir da vivência direta com as brincadeiras.
  • Instrução direta curta: o professor demonstra a brincadeira antes de os alunos praticarem, com no máximo 3 regras por vez.
  • Trabalho em pequenos grupos: favorece a troca entre os alunos e permite que o professor circule e apoie quem precisa.
  • Protagonismo estudantil: na Aula 4, os próprios alunos criam os desafios matemáticos da amarelinha.
  • Registro concreto: fichas de papel com espaço para números e desenhos substituem cadernos nessa atividade.
  • Roda de conversa ao final de cada aula: momento breve para os alunos falarem o que aprenderam ou sentiram.

Aulas e Sequências Didáticas

As cinco aulas seguem uma lógica de progressão: experimentar, registrar, planejar, criar e compartilhar. Cada etapa prepara o aluno para a próxima. As aulas de 40 minutos são suficientes para essa faixa etária, desde que a transição entre os momentos seja ágil e as instruções sejam curtas. O professor deve reservar os últimos 5 minutos de cada aula para uma roda rápida de conversa, que ajuda a consolidar o que foi vivido.

  • Aula 1 (40 min): Apresentação e vivência da amarelinha numérica desenhada com giz no chão. Os alunos pulam associando cada casa a um número, contando em voz alta. O professor propõe variações simples, como contar de 2 em 2.
  • Momento 1: Roda de apresentação e combinados (Estimativa: 7 minutos)
    Reúna os alunos em roda no pátio ou na quadra, sentados no chão. Apresente a proposta da aula de forma simples e animada: diga que hoje a turma vai brincar de amarelinha, mas de um jeito especial, porque os números vão fazer parte da brincadeira. Mostre o espaço onde a amarelinha será desenhada e explique, com no máximo 3 regras, como a brincadeira funciona: pular de casa em casa, dizer o número em voz alta ao pousar e esperar a vez do colega. Use gestos e demonstrações ao falar, pois crianças de 6 e 7 anos compreendem melhor quando veem o que está sendo descrito. É importante que os combinados sejam curtos, claros e repetidos mais de uma vez. Pergunte se alguém já conhece a amarelinha e permita que um ou dois alunos falem brevemente sobre suas experiências. Esse momento cria vínculo, ativa conhecimentos prévios e prepara a turma para a atividade.

    Momento 2: Desenho da amarelinha e exploração livre (Estimativa: 8 minutos)
    Com o giz colorido, desenhe a amarelinha no chão junto com os alunos. Se possível, convide dois ou três deles para ajudar a escrever os números nas casas, do 1 ao 10 inicialmente. Esse envolvimento na construção do espaço aumenta o senso de pertencimento e a atenção para a atividade. Após o desenho, permita que os alunos explorem livremente a amarelinha por alguns minutos, pulando sem regras fixas, apenas para sentir o espaço e os números. Observe se os alunos reconhecem os números nas casas e se conseguem associar o símbolo ao valor. Circule pelo espaço, faça perguntas como 'que número é esse?' ou 'qual vem depois do 5?' de forma leve e curiosa, sem pressionar. Esse momento de exploração é fundamental para crianças dessa faixa etária, pois reduz a ansiedade e aumenta a disposição para as atividades mais estruturadas que virão.

    Momento 3: Vivência da amarelinha numérica com contagem em voz alta (Estimativa: 15 minutos)
    Organize os alunos em duas ou três filas, dependendo do tamanho da turma, cada uma com sua própria amarelinha desenhada no chão. Explique que agora cada aluno vai pular de casa em casa dizendo o número em voz alta ao pousar. Demonstre você mesmo antes de pedir que os alunos façam. Inicie com a sequência de 1 a 10 e, conforme a turma avança com segurança, amplie para 1 a 20. É importante que a contagem seja feita em voz alta por todos, inclusive pelos que estão na fila esperando, criando um coro de contagem que reforça a aprendizagem coletiva. Após algumas rodadas na sequência convencional, proponha a primeira variação: contar de 2 em 2, pulando as casas ímpares. Demonstre novamente antes de pedir que os alunos tentem. Observe se os alunos conseguem identificar quais casas pular e se reconhecem o padrão. Intervenha com perguntas como 'depois do 2 vem qual número par?' para estimular o raciocínio. Permita que os alunos errem e tentem novamente sem constrangimento. Valorize as tentativas com frases como 'quase lá, vamos tentar de novo juntos!'.

    Momento 4: Roda de conversa e fechamento (Estimativa: 10 minutos)
    Reúna a turma novamente em roda, sentados no chão próximos à amarelinha. Conduza uma breve conversa sobre o que foi vivenciado. Faça perguntas simples e abertas como 'o que vocês aprenderam hoje?', 'qual número foi mais difícil de lembrar?' e 'o que acharam de contar de 2 em 2?'. Permita que os alunos respondam livremente, respeitando o tempo de cada um para falar. É importante que você valorize todas as respostas, mesmo as que pareçam fora do contexto, pois isso fortalece a confiança da criança para se expressar. Ao final, faça uma síntese coletiva e oral do que foi aprendido: 'hoje brincamos de amarelinha e aprendemos a contar os números em ordem e de 2 em 2'. Esse fechamento consolida a aprendizagem e prepara os alunos para as próximas aulas. Como indicador de aprendizagem, observe se os alunos conseguem citar ao menos um número que lembram da brincadeira e se demonstram compreensão da ideia de sequência numérica, mesmo que parcialmente.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você já está fazendo algo incrível ao planejar uma aula tão rica em movimento e experiência! Aqui vão algumas sugestões práticas para garantir que todos os alunos participem com conforto e segurança.

    Para os alunos com TDAH, o movimento constante da amarelinha já é um grande aliado, pois atende à necessidade de atividade física e reduz a inquietação. Posicione esses alunos no início da fila para que não precisem esperar muito tempo parados. Use instruções curtas e diretas, de preferência acompanhadas de gestos, e repita-as com calma sempre que necessário. Durante a roda de conversa, permita que esses alunos se sentem em posições que lhes sejam confortáveis, como de joelhos ou levemente afastados, sem forçar a imobilidade.

    Para os alunos com TEA Nível 1, a rotina visual da amarelinha é um apoio natural, pois as casas numeradas no chão funcionam como um guia concreto e previsível. Antes de iniciar, mostre o percurso completo da brincadeira para que o aluno saiba o que esperar. Se possível, deixe que esse aluno observe uma rodada completa antes de participar. Durante a roda de conversa, não o pressione a falar na frente de todos; aceite respostas curtas, gestos ou até o silêncio como formas válidas de participação.

    Para os alunos com dificuldades motoras, adapte as regras sem excluir a participação. Em vez de pular, o aluno pode caminhar pelas casas da amarelinha, pisar com os dois pés em cada casa ou percorrer o trajeto com apoio de um colega ao lado. Se necessário, reduza o número de casas para que o percurso seja mais curto e acessível. O importante é que esse aluno vivencie a sequência numérica e conte em voz alta junto com os colegas, mesmo que o movimento seja diferente. Nunca deixe de incluir esse aluno na contagem coletiva, pois a voz também é uma forma de participação ativa.

  • Aula 2 (40 min): Jogo de boliche artesanal com garrafas PET numeradas. Os alunos arremessam a bola, identificam quais garrafas caíram e registram os números nas fichas de papel usando desenhos e algarismos.
  • Momento 1: Roda de apresentação e combinados do boliche (Estimativa: 7 minutos)
    Reúna os alunos em roda no pátio ou na quadra, sentados no chão. Apresente a proposta da aula de forma animada e direta: diga que hoje a turma vai jogar boliche, mas de um jeito especial, porque as garrafas têm números e os alunos vão registrar os pontos em fichas de papel. Mostre as garrafas PET numeradas e a bola de borracha, deixando que os alunos observem e toquem os materiais por alguns instantes. Explique as regras com no máximo 3 combinados claros: arremessar a bola da linha demarcada, contar em voz alta quais garrafas caíram e anotar os números na ficha. Use gestos e demonstrações ao falar, mostrando fisicamente como segurar a bola, como arremessar e como olhar para as garrafas que caíram. Pergunte se alguém já conhece o boliche e permita que um ou dois alunos compartilhem brevemente suas experiências. É importante que os combinados sejam repetidos mais de uma vez e que os alunos confirmem que entenderam antes de iniciar a atividade.

    Momento 2: Demonstração e exploração inicial do boliche (Estimativa: 8 minutos)
    Organize as garrafas PET numeradas em formação triangular a uma distância adequada para crianças de 6 e 7 anos, aproximadamente 2 a 3 metros da linha de arremesso demarcada com fita adesiva ou barbante. Demonstre você mesmo como arremessar a bola, dizendo em voz alta os números das garrafas que caíram. Em seguida, convide dois ou três alunos voluntários para fazer uma rodada de demonstração antes de toda a turma participar. Durante essa rodada demonstrativa, incentive os demais alunos a observarem quais garrafas caíram e a tentarem identificar os números em voz alta coletivamente. Pergunte à turma 'qual garrafa caiu?' e 'que número está escrito nela?' de forma leve e curiosa. Esse momento de exploração inicial reduz a ansiedade, familiariza os alunos com os materiais e cria expectativa positiva para a atividade. Observe se os alunos reconhecem os números nas garrafas e se conseguem associar o símbolo ao valor correspondente.

    Momento 3: Jogo de boliche com identificação e registro de pontos (Estimativa: 18 minutos)
    Divida a turma em pequenos grupos de 4 a 5 alunos, cada grupo com seu próprio conjunto de garrafas e ficha de registro. Distribua as fichas de papel A5 com os espaços 'rodada 1', 'rodada 2' e 'total', além de lápis de cor e canetinhas. Explique que cada aluno vai arremessar a bola, observar quais garrafas caíram, dizer os números em voz alta e registrar na ficha usando algarismos ou desenhos, da forma que conseguir. Inicie as rodadas e circule entre os grupos, observando e intervindo quando necessário. Faça perguntas como 'quantas garrafas caíram?', 'qual o número da garrafa que caiu primeiro?' e 'como você vai registrar esse número na ficha?' para estimular o raciocínio e a representação. Permita que os alunos usem os dedos ou as fichas numéricas plastificadas como apoio concreto para identificar e registrar os números. Valorize todas as tentativas de registro, sejam elas numéricas, pictóricas ou mistas, com frases como 'que jeito interessante de registrar!' ou 'você está conseguindo, continue assim!'. É importante que cada aluno tenha ao menos duas rodadas de arremesso para garantir experiência suficiente com o registro. Enquanto os alunos jogam, observe especialmente se conseguem identificar os números nas garrafas com autonomia e se fazem alguma tentativa de registrar os pontos na ficha.

    Momento 4: Roda de conversa e fechamento (Estimativa: 7 minutos)
    Reúna a turma novamente em roda, sentados no chão. Peça que cada grupo mostre sua ficha de registro para os colegas e compartilhe como foi a experiência. Conduza a conversa com perguntas simples e abertas como 'o que vocês escreveram na ficha?', 'qual garrafa foi mais difícil de derrubar?' e 'como vocês fizeram para saber quantos pontos ganharam?'. Permita que os alunos respondam livremente, respeitando o tempo de cada um para falar. Valorize todas as formas de registro presentes nas fichas, mostrando à turma que tanto os números quanto os desenhos são formas válidas de representar quantidades. Ao final, faça uma síntese coletiva e oral do que foi aprendido: 'hoje jogamos boliche, identificamos os números nas garrafas e registramos nossos pontos nas fichas'. Esse fechamento consolida a aprendizagem e prepara os alunos para a próxima aula, quando vão somar os pontos das fichas. Como indicador de aprendizagem, observe se os alunos conseguem citar ao menos um número que identificaram durante o jogo e se demonstram alguma compreensão sobre a ideia de registrar quantidades, mesmo que de forma parcial.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você já está criando uma aula riquíssima em movimento, concretude e experiência! Aqui vão sugestões práticas e viáveis para garantir que todos os alunos participem com conforto e pertencimento.

    Para os alunos com TDAH, o dinamismo do boliche já é um grande aliado, pois o arremesso e o movimento constante atendem à necessidade de atividade física e reduzem a inquietação. Posicione esses alunos nos primeiros lugares da sequência de arremesso dentro do grupo para que não precisem esperar muito tempo parados. Use instruções curtas, diretas e acompanhadas de gestos ao explicar o registro na ficha, e repita-as com calma sempre que necessário. Durante a roda de conversa, permita que esses alunos se sentem em posições que lhes sejam confortáveis, sem forçar a imobilidade. Se perceber que um aluno com TDAH está se dispersando durante a espera, convide-o para ajudar a recolocar as garrafas no lugar, mantendo-o ativo e engajado.

    Para os alunos com TEA Nível 1, a estrutura previsível do boliche, com sequência clara de arremessar, observar e registrar, funciona como um apoio natural à rotina. Antes de iniciar, mostre o percurso completo da atividade para que o aluno saiba exatamente o que esperar em cada etapa. Se possível, deixe que esse aluno observe uma rodada completa antes de participar. Durante o registro na ficha, aceite qualquer forma de representação, seja um número, um desenho ou um risco, como participação válida. Na roda de conversa, não pressione esse aluno a falar na frente de todos; aceite respostas curtas, gestos ou o silêncio como formas legítimas de participação.

    Para os alunos com dificuldades motoras, adapte as regras sem excluir a participação. Em vez de arremessar a bola com força, o aluno pode rolar a bola pelo chão com as duas mãos, chutar suavemente ou empurrar com apoio de um colega ao lado. Reduza a distância da linha de arremesso se necessário, aproximando as garrafas para que o arremesso seja acessível. Para o registro na ficha, permita que o aluno dite oralmente os números para um colega escriba ou para o professor, garantindo que a experiência de identificar e comunicar os pontos seja preservada mesmo que a escrita seja difícil. O importante é que esse aluno vivencie a identificação dos números e participe ativamente da contagem coletiva, pois a voz e o gesto também são formas plenas de participação.

  • Aula 3 (40 min): Em pequenos grupos, os alunos somam os pontos das fichas da aula anterior e planejam estratégias para derrubar mais garrafas. O professor media as discussões e incentiva o uso dos dedos ou fichas para calcular.
  • Momento 1: Retomada da aula anterior e distribuição das fichas (Estimativa: 7 minutos)
    Reúna os alunos em roda no pátio ou na quadra, sentados no chão. Comece resgatando a memória da aula anterior com perguntas simples e animadas, como 'quem lembra o que fizemos na última aula?' e 'alguém lembra quantas garrafas derrubou?'. Permita que dois ou três alunos compartilhem brevemente suas lembranças, valorizando todas as respostas com entusiasmo. Em seguida, distribua as fichas de registro da Aula 2 para cada grupo, devolvendo-as já organizadas por equipe. Mostre uma ficha de exemplo e relembre coletivamente o que está registrado nela: os números das garrafas derrubadas em cada rodada. Explique, com linguagem simples e gestos, o que a turma vai fazer nesta aula: juntar os pontos das duas rodadas para descobrir o total de cada jogador e, depois, conversar em grupo sobre como derrubar mais garrafas da próxima vez. É importante que essa retomada seja breve e envolvente, pois ela ativa os conhecimentos prévios e cria motivação para a atividade que virá. Certifique-se de que todos os alunos estejam com suas fichas em mãos antes de avançar para o próximo momento.

    Momento 2: Soma dos pontos em pequenos grupos com apoio concreto (Estimativa: 15 minutos)
    Organize a turma nos mesmos pequenos grupos da Aula 2, com 4 a 5 alunos cada. Distribua as fichas numéricas plastificadas (cartões de 1 a 20) e deixe-as no centro de cada grupo como apoio concreto para os cálculos. Explique que cada aluno vai olhar para sua ficha, identificar os pontos da rodada 1 e da rodada 2 e tentar descobrir o total somando os dois valores. Incentive o uso dos dedos, dos cartões numéricos ou de objetos do ambiente, como pedrinhas ou tampinhas, como apoio para realizar a adição. Demonstre um exemplo antes de os grupos começarem: mostre uma ficha fictícia com os números 3 e 4 e diga em voz alta 'na rodada 1 derrubei 3 garrafas, na rodada 2 derrubei 4, então vou contar: 3... 4, 5, 6, 7. Total: 7 pontos!'. Circule entre os grupos durante toda essa etapa, observando e intervindo com perguntas como 'quantos pontos você teve na primeira rodada?', 'e na segunda?' e 'como você pode juntar esses dois números?'. Permita que os alunos ajudem uns aos outros dentro do grupo, pois a troca entre pares é uma estratégia poderosa de aprendizagem nessa faixa etária. Valorize todas as tentativas de cálculo, sejam elas feitas com dedos, com cartões ou com contagem oral, com frases como 'que boa estratégia!' ou 'você está no caminho certo, continue!'. Observe se os alunos conseguem identificar os dois valores a serem somados e se fazem alguma tentativa concreta de adição, mesmo que com apoio.

    Momento 3: Planejamento de estratégias para derrubar mais garrafas (Estimativa: 12 minutos)
    Após a soma dos pontos, conduza uma breve discussão em grupo sobre estratégias para melhorar o desempenho no boliche. Antes de liberar os grupos para conversar, faça uma pergunta motivadora para toda a turma: 'o que vocês acham que pode ajudar a derrubar mais garrafas?'. Permita que dois ou três alunos respondam livremente, acolhendo todas as ideias com curiosidade. Em seguida, oriente cada grupo a conversar entre si sobre três perguntas simples, que você pode escrever no chão com giz ou repetir oralmente: 'onde você estava quando arremessou?', 'como você jogou a bola?' e 'o que você faria diferente?'. Circule entre os grupos, mediando as discussões com perguntas como 'você acha que chegar mais perto ajudaria?' e 'o que acontece se você jogar mais devagar?'. É importante que você não dê as respostas, mas sim faça perguntas que estimulem o raciocínio e a argumentação das crianças. Incentive que cada grupo chegue a pelo menos uma ideia de estratégia para compartilhar com a turma. Observe se os alunos conseguem relacionar suas ações durante o jogo com os resultados obtidos nas fichas, pois esse é um indicador importante de pensamento estratégico e compreensão numérica.

    Momento 4: Compartilhamento das estratégias e fechamento (Estimativa: 6 minutos)
    Reúna toda a turma novamente em roda. Peça que um representante de cada grupo compartilhe a estratégia que o grupo pensou para derrubar mais garrafas. Incentive que o representante demonstre com o corpo a estratégia, como simular o arremesso ou mostrar a posição que o grupo escolheu, tornando o momento mais concreto e divertido. Valorize todas as ideias apresentadas, mesmo as que pareçam improváveis, com frases como 'que ideia criativa!' ou 'vamos testar isso na próxima aula!'. Ao final, faça uma síntese coletiva e oral do que foi aprendido: 'hoje somamos os pontos das nossas fichas e descobrimos o total de cada um, e também pensamos em estratégias para jogar melhor no boliche'. Esse fechamento consolida tanto a aprendizagem matemática quanto o pensamento estratégico desenvolvido durante a aula. Como indicador de aprendizagem, observe se os alunos conseguem citar o total de pontos que somaram, mesmo que com apoio, e se conseguem explicar ao menos uma ideia de estratégia para o boliche.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está desenvolvendo uma aula muito rica em colaboração, movimento e raciocínio concreto! Aqui vão sugestões práticas e viáveis para garantir que todos os alunos participem com conforto e pertencimento.
    Para os alunos com TDAH, o formato em pequenos grupos já é um grande aliado, pois reduz o tempo de espera e aumenta o engajamento. Durante o Momento 2, permita que esses alunos manipulem livremente os cartões numéricos e usem os dedos para contar, pois o movimento das mãos ajuda a manter o foco. Se perceber que um aluno com TDAH está se dispersando durante a discussão de estratégias, convide-o diretamente com uma pergunta simples e específica, como 'e você, o que acha que ajudaria?', trazendo-o de volta à conversa de forma positiva e sem constrangimento. Durante a roda de fechamento, permita que esse aluno se sente em uma posição confortável, sem forçar a imobilidade, e valorize qualquer contribuição que ele faça, por menor que pareça.
    Para os alunos com TEA Nível 1, a estrutura previsível da aula, com etapas claras de somar, conversar e compartilhar, funciona como um apoio natural à rotina. Antes de iniciar cada momento, explique brevemente o que vai acontecer para que o aluno saiba o que esperar. Durante o Momento 2, aceite qualquer forma de participação no cálculo, seja apontar para os cartões numéricos, contar em voz baixa ou simplesmente observar o colega. No Momento 3, não pressione esse aluno a liderar a discussão do grupo; permita que ele contribua com uma ideia no próprio ritmo, aceitando respostas curtas ou gestos como participação válida. Na roda de fechamento, não o obrigue a falar na frente de todos; aceite que ele aponte para a ficha ou para o colega que vai falar em nome do grupo.
    Para os alunos com dificuldades motoras, adapte o registro da soma sem excluir a participação. Se a escrita na ficha for difícil, permita que o aluno dite oralmente os números para um colega escriba ou para o professor, garantindo que a experiência de calcular e comunicar os pontos seja preservada. Durante o Momento 3, incentive esse aluno a participar ativamente da discussão de estratégias, pois sua contribuição verbal é tão valiosa quanto a dos demais. Se necessário, posicione esse aluno em um lugar confortável dentro do grupo, com apoio postural adequado, para que possa participar da conversa sem desconforto. Lembre-se de que a voz, o gesto e o pensamento também são formas plenas e legítimas de participação matemática.

  • Aula 4 (40 min): A turma recria a amarelinha com desafios matemáticos inventados pelos próprios alunos, como pular só nos números pares, nos ímpares ou nos múltiplos de 5. Cada grupo desenha e propõe um desafio.
  • Momento 1: Roda de retomada e apresentação do desafio do dia (Estimativa: 7 minutos)
    Reúna os alunos em roda no pátio ou na quadra, sentados no chão. Comece resgatando as experiências das aulas anteriores com perguntas animadas e simples, como 'quem lembra o que fizemos na amarelinha da primeira aula?' e 'alguém lembra o que são números pares?'. Permita que dois ou três alunos compartilhem brevemente suas memórias, valorizando todas as respostas com entusiasmo e sem corrigir de forma brusca. Em seguida, apresente a proposta da aula de forma clara e empolgante: diga que hoje a turma vai ser a inventora dos desafios da amarelinha, ou seja, cada grupo vai criar uma regra especial para brincar. Explique, com linguagem simples e gestos, o que são números pares e ímpares, usando exemplos concretos: mostre dois dedos e diga 'dois é par porque formam um par, um casal', depois mostre três dedos e diga 'três é ímpar porque sobra um sem par'. Se a turma já trabalhou múltiplos de 5, faça uma breve revisão mostrando a sequência 5, 10, 15 com os dedos ou batendo palmas. É importante que essa introdução seja curta, visual e cheia de movimento, pois crianças de 6 e 7 anos precisam de exemplos concretos e corporais para compreender conceitos matemáticos abstratos. Certifique-se de que todos os alunos estejam atentos antes de avançar para o próximo momento.

    Momento 2: Formação dos grupos e planejamento do desafio matemático (Estimativa: 10 minutos)
    Organize a turma em pequenos grupos de 4 a 5 alunos, preferencialmente os mesmos grupos das aulas anteriores para manter o vínculo já estabelecido. Distribua para cada grupo uma folha de papel A5, giz colorido e lápis de cor. Explique que cada grupo vai inventar um desafio matemático para a amarelinha, escolhendo uma das três opções que você apresentará: pular só nos números pares, pular só nos números ímpares ou pular nos múltiplos de 5. Escreva ou desenhe as três opções no chão com giz para que os grupos possam visualizar enquanto conversam. Oriente cada grupo a decidir juntos qual desafio querem propor e a desenhar na folha de papel como seria a amarelinha com esse desafio, marcando com uma cor diferente as casas onde se deve pular. Circule entre os grupos durante todo esse momento, mediando as discussões com perguntas como 'qual desafio o grupo escolheu?', 'quais números vocês vão marcar?' e 'como vocês vão explicar a regra para os colegas?'. É importante que você não escolha o desafio pelo grupo, mas sim faça perguntas que estimulem a tomada de decisão coletiva. Observe se os alunos conseguem identificar quais números pertencem à categoria escolhida e se demonstram alguma compreensão do padrão numérico, mesmo que parcialmente. Valorize todas as tentativas com frases como 'que ideia criativa!' e 'vocês estão pensando muito bem juntos!'.

    Momento 3: Desenho da amarelinha e vivência do desafio criado (Estimativa: 17 minutos)
    Após o planejamento, convide cada grupo a desenhar sua própria amarelinha no chão da quadra ou pátio usando o giz colorido. Oriente que escrevam os números de 1 a 10 nas casas e marquem com uma cor diferente as casas do desafio escolhido, por exemplo, circulando os números pares com giz vermelho. Permita que os alunos se revezem na tarefa de desenhar e escrever os números, garantindo que todos participem da construção do espaço. Após o desenho, cada grupo vivencia o próprio desafio: os alunos se organizam em fila e pulam a amarelinha seguindo a regra inventada pelo grupo, dizendo em voz alta apenas os números das casas onde devem pousar. Incentive os alunos que estão na fila a contar junto com o colega que está pulando, criando um coro de contagem que reforça a aprendizagem coletiva. Após algumas rodadas no próprio desafio, proponha uma troca: cada grupo visita a amarelinha de outro grupo e tenta descobrir a regra observando as marcações coloridas no chão, antes de o grupo criador explicar. Essa troca estimula o raciocínio lógico e a comunicação matemática de forma lúdica. Circule entre os grupos durante toda essa etapa, fazendo perguntas como 'por que você pulou nesse número?' e 'o que esse número tem de especial?' para estimular a verbalização do raciocínio. Observe se os alunos conseguem seguir a regra do desafio com autonomia e se conseguem identificar o padrão numérico durante a vivência.

    Momento 4: Roda de apresentação dos desafios e fechamento (Estimativa: 6 minutos)
    Reúna toda a turma novamente em roda, sentados no chão. Peça que um representante de cada grupo apresente o desafio criado pelo grupo, mostrando o desenho da folha de papel e explicando a regra com suas próprias palavras. Incentive que o representante demonstre com o corpo como se pula na amarelinha do grupo, tornando o momento mais concreto e divertido. Valorize todas as apresentações com entusiasmo, destacando o que cada grupo trouxe de especial, como 'que desafio interessante, vocês escolheram os números pares e marcaram de vermelho, ficou muito claro!'. Após as apresentações, faça uma síntese coletiva e oral do que foi aprendido: 'hoje vocês foram os inventores dos desafios da amarelinha, escolheram números pares, ímpares ou múltiplos de 5 e ensinaram os colegas a brincar com as regras que criaram'. Permita que os alunos respondam livremente à pergunta final 'o que foi mais difícil: inventar o desafio ou seguir o desafio do outro grupo?', respeitando o tempo de cada um para falar. Esse fechamento consolida tanto a aprendizagem matemática quanto o protagonismo estudantil desenvolvido durante a aula. Como indicador de aprendizagem, observe se os alunos conseguem explicar ao menos uma característica do padrão numérico escolhido pelo grupo e se demonstram compreensão da diferença entre números pares e ímpares, mesmo que de forma parcial e com apoio.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está desenvolvendo uma aula incrível, que coloca os alunos como protagonistas da própria aprendizagem! Aqui vão sugestões práticas e viáveis para garantir que todos participem com conforto, pertencimento e alegria.

    Para os alunos com TDAH, o formato ativo desta aula já é um grande aliado, pois o movimento constante entre planejar, desenhar e pular atende à necessidade de atividade física e reduz a inquietação. Durante o Momento 2, permita que esses alunos manipulem o giz e o papel enquanto o grupo conversa, pois o movimento das mãos ajuda a manter o foco sem atrapalhar a discussão. No Momento 3, posicione esses alunos nos primeiros lugares da fila de cada rodada para reduzir o tempo de espera. Se perceber que um aluno com TDAH está se dispersando durante a vivência, convide-o diretamente com uma tarefa específica, como 'você pode ser o contador oficial do grupo agora?', trazendo-o de volta ao engajamento de forma positiva. Durante a roda de fechamento, permita que esse aluno se sente em uma posição confortável, sem forçar a imobilidade, e valorize qualquer contribuição que ele faça, por menor que pareça.

    Para os alunos com TEA Nível 1, a estrutura previsível desta aula, com etapas claras de planejar, desenhar, vivenciar e apresentar, funciona como um apoio natural à rotina. Antes de iniciar cada momento, explique brevemente o que vai acontecer para que o aluno saiba o que esperar. No Momento 1, use exemplos muito concretos e visuais para apresentar pares e ímpares, como mostrar objetos físicos agrupados em pares. No Momento 2, permita que esse aluno contribua com o planejamento do grupo da forma que lhe for mais confortável, seja apontando para a opção escolhida, desenhando um número na folha ou simplesmente concordando com a decisão do grupo. No Momento 3, deixe que esse aluno observe uma rodada completa antes de participar da vivência, pois a observação prévia reduz a ansiedade diante do novo. Na roda de apresentação, não pressione esse aluno a falar na frente de todos; aceite que ele aponte para o desenho do grupo ou que um colega de confiança apresente em nome da dupla.

    Para os alunos com dificuldades motoras, adapte a participação sem excluir o protagonismo. No Momento 2, permita que esse aluno dite oralmente as ideias do grupo enquanto um colega escreve ou desenha na folha, garantindo que sua contribuição intelectual seja preservada. No Momento 3, adapte a vivência da amarelinha conforme necessário: em vez de pular, o aluno pode caminhar pelas casas, pisar com os dois pés em cada casa ou percorrer o trajeto com apoio de um colega ao lado. Reduza o número de casas se necessário para tornar o percurso mais acessível. O mais importante é que esse aluno participe da contagem em voz alta e da identificação dos padrões numéricos, pois a voz e o pensamento também são formas plenas e legítimas de participação matemática. Lembre-se de que pequenas adaptações nas regras nunca significam exclusão, mas sim inclusão real e respeitosa.

  • Aula 5 (40 min): Cada grupo apresenta oralmente e com o corpo as regras e estratégias das brincadeiras vivenciadas. Os alunos mostram o que aprenderam sobre números e movimentos, usando as fichas como apoio visual.
  • Momento 1: Roda de retomada e preparação para as apresentações (Estimativa: 8 minutos)
    Reúna os alunos em roda no pátio ou na quadra, sentados no chão. Comece resgatando as memórias das quatro aulas anteriores com perguntas animadas e simples, como 'quem lembra o que fizemos nas últimas aulas?', 'alguém lembra como foi o boliche?' e 'o que vocês inventaram na amarelinha?'. Permita que dois ou três alunos compartilhem brevemente suas lembranças, valorizando todas as respostas com entusiasmo e sem corrigir de forma brusca. Em seguida, distribua para cada grupo as fichas de registro das aulas anteriores, devolvendo-as já organizadas por equipe. Explique, com linguagem simples e gestos, o que a turma vai fazer nesta aula: cada grupo vai apresentar para os colegas as brincadeiras que vivenciaram, mostrando com o corpo e com a fala o que aprendeu sobre números e movimentos. Diga que as fichas vão servir de apoio para lembrar os pontos registrados e os desafios criados. É importante que essa retomada seja breve, envolvente e cheia de movimento, pois ela ativa os conhecimentos prévios e cria motivação para as apresentações. Certifique-se de que todos os grupos estejam com suas fichas em mãos e saibam o que vão apresentar antes de avançar para o próximo momento.

    Momento 2: Preparação em grupo para a apresentação (Estimativa: 10 minutos)
    Organize a turma nos mesmos pequenos grupos das aulas anteriores, com 4 a 5 alunos cada. Explique que cada grupo terá alguns minutos para combinar entre si como vai apresentar o que aprendeu. Oriente que cada grupo escolha pelo menos dois elementos para mostrar: uma brincadeira vivenciada, como a amarelinha ou o boliche, e um aprendizado matemático, como a sequência numérica, a soma dos pontos ou o desafio dos números pares e ímpares. Incentive que os alunos decidam juntos quem vai falar, quem vai demonstrar com o corpo e quem vai segurar a ficha como apoio visual. Circule entre os grupos durante todo esse momento, mediando as discussões com perguntas como 'o que o grupo vai mostrar primeiro?', 'quem vai explicar a regra da brincadeira?' e 'como vocês vão mostrar os números que aprenderam?'. É importante que você não organize a apresentação pelo grupo, mas sim faça perguntas que estimulem a tomada de decisão coletiva e o protagonismo de cada criança. Permita que os alunos ensaiem brevemente a demonstração corporal dentro do espaço disponível. Observe se os grupos conseguem identificar ao menos um aprendizado matemático para compartilhar e se demonstram alguma compreensão sobre as brincadeiras vivenciadas. Valorize todas as ideias com frases como 'que apresentação incrível vai ser essa!' e 'vocês estão se organizando muito bem!'.

    Momento 3: Apresentações dos grupos com o corpo e com a fala (Estimativa: 17 minutos)
    Reúna toda a turma em semicírculo no pátio ou na quadra, deixando um espaço central livre para as apresentações. Explique que cada grupo terá cerca de 3 a 4 minutos para apresentar, e que os colegas devem ouvir e observar com atenção, pois ao final poderão fazer uma pergunta ou comentar algo que gostaram. Inicie com o grupo que se sentir mais à vontade para começar, evitando pressionar nenhum grupo específico. Durante cada apresentação, incentive os alunos a usarem as fichas como apoio visual, mostrando os números registrados e os pontos somados para os colegas. Valorize especialmente os momentos em que os alunos demonstram com o corpo as regras das brincadeiras, como simular o arremesso do boliche ou pular na amarelinha mostrando os números pares. Após cada apresentação, conduza uma breve rodada de comentários positivos da turma, pedindo que um ou dois colegas digam algo que gostaram na apresentação do grupo. Use frases como 'o que vocês acharam mais interessante na apresentação desse grupo?' para estimular a escuta ativa e o respeito. Circule pelo espaço durante as apresentações, fazendo perguntas de apoio aos grupos que estiverem apresentando, como 'pode mostrar para a gente como se pula na amarelinha dos pares?' ou 'qual foi o total de pontos que o grupo somou?', para enriquecer as falas e demonstrações. Observe se os alunos conseguem explicar ao menos uma regra de brincadeira, mencionar algum número ou operação e participar da apresentação de alguma forma, seja falando, demonstrando com o corpo ou apontando na ficha.

    Momento 4: Roda de fechamento e celebração das aprendizagens (Estimativa: 5 minutos)
    Reúna toda a turma novamente em roda, sentados no chão. Conduza uma breve conversa de fechamento com perguntas simples e abertas, como 'o que vocês aprenderam nessas cinco aulas?', 'qual foi a brincadeira favorita de cada um?' e 'onde mais vocês acham que podem encontrar números fora da escola?'. Permita que os alunos respondam livremente, respeitando o tempo de cada um para falar e valorizando todas as respostas com entusiasmo. Faça uma síntese coletiva e oral do percurso vivenciado pela turma ao longo das cinco aulas: 'nas nossas aulas, brincamos de amarelinha e boliche, contamos números, somamos pontos, inventamos desafios e hoje mostramos tudo isso para os colegas. Matemática está em todo lugar, até no nosso corpo quando a gente pula e arremessa!'. Encerre o momento com uma celebração coletiva, como um aplauso da turma para todos os grupos, reforçando o sentimento de conquista e pertencimento. Como indicador de aprendizagem final, observe se os alunos conseguem citar ao menos uma aprendizagem matemática vivenciada nas aulas e se demonstram, mesmo que parcialmente, compreensão de que os números estão presentes nas brincadeiras e no cotidiano.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você chegou à última aula de uma sequência incrível, cheia de movimento, criação e aprendizagem real! Aqui vão sugestões práticas e viáveis para garantir que todos os alunos participem desta aula de encerramento com conforto, pertencimento e alegria.

    Para os alunos com TDAH, o formato ativo desta aula já é um grande aliado, pois a alternância entre preparar, apresentar e assistir mantém o engajamento e reduz a inquietação. Durante o Momento 2, permita que esses alunos manipulem as fichas e o giz enquanto o grupo conversa, pois o movimento das mãos ajuda a manter o foco sem atrapalhar a organização coletiva. No Momento 3, considere posicionar esses alunos como os responsáveis pela demonstração corporal da apresentação do grupo, pois o papel ativo de mostrar com o corpo canaliza a energia de forma positiva e produtiva. Se perceber que um aluno com TDAH está se dispersando durante a apresentação dos outros grupos, aproxime-se com calma e sussurre uma pergunta simples, como 'o que você está achando da apresentação deles?', trazendo-o de volta à atenção de forma positiva e sem constrangimento. Durante a roda de fechamento, permita que esse aluno se sente em uma posição confortável, sem forçar a imobilidade, e valorize qualquer contribuição que ele faça, por menor que pareça.

    Para os alunos com TEA Nível 1, a estrutura previsível desta aula, com etapas claras de preparar, apresentar e celebrar, funciona como um apoio natural à rotina. Antes de iniciar cada momento, explique brevemente o que vai acontecer para que o aluno saiba o que esperar. No Momento 2, permita que esse aluno contribua com o planejamento do grupo da forma que lhe for mais confortável, seja escolhendo qual ficha segurar, apontando para o elemento que o grupo vai mostrar ou simplesmente concordando com a decisão dos colegas. No Momento 3, não pressione esse aluno a falar na frente de toda a turma; aceite que ele apresente em dupla com um colega de confiança, que segure a ficha como apoio visual enquanto o colega fala, ou que demonstre com o corpo enquanto outro aluno explica verbalmente. Lembre-se de que qualquer forma de participação é válida e deve ser celebrada com o mesmo entusiasmo. Na roda de fechamento, aceite respostas curtas, gestos ou o silêncio como formas legítimas de participação, sem pressionar.

    Para os alunos com dificuldades motoras, adapte a participação nas apresentações sem excluir o protagonismo intelectual. No Momento 2, incentive esse aluno a assumir o papel de narrador ou explicador do grupo, ficando responsável por contar com palavras o que o grupo aprendeu enquanto os colegas demonstram com o corpo. Se a escrita na ficha for difícil, permita que o aluno aponte para os registros feitos nas aulas anteriores por um colega escriba, usando a ficha como apoio visual durante a apresentação. No Momento 3, adapte a demonstração corporal conforme necessário: em vez de pular na amarelinha, o aluno pode caminhar, apontar para as casas no chão ou descrever verbalmente o percurso. O importante é que esse aluno tenha um papel claro e valorizado na apresentação do grupo, pois sua voz e seu pensamento são contribuições tão importantes quanto qualquer demonstração física. Lembre-se de que pequenas adaptações nas formas de participação nunca significam exclusão, mas sim inclusão real, respeitosa e celebrada por toda a turma.

Avaliação

A avaliação nessa atividade é principalmente formativa, acontecendo durante as aulas, enquanto os alunos brincam, registram e conversam. O professor observa, faz perguntas e anota o que percebe. Não há prova ou teste. A ideia é entender o que cada aluno já sabe fazer e o que ainda está construindo, respeitando o ritmo de cada um. Para alunos com TDAH, TEA ou dificuldades motoras, os critérios são os mesmos, mas a forma de observar e registrar pode ser adaptada.

  • Observação participante durante as brincadeiras: o professor observa se o aluno reconhece a sequência numérica na amarelinha, se identifica os números nas garrafas e se consegue registrar pontos na ficha. Critérios: reconhece números de 1 a 20 com autonomia, conta os pontos com ou sem apoio concreto, registra ao menos um número na ficha. Exemplo prático: enquanto os alunos jogam boliche, o professor circula e pergunta 'quantas garrafas caíram?' e 'qual o número da garrafa maior?'.
  • Análise das fichas de registro: ao final das Aulas 2 e 3, o professor recolhe as fichas e verifica se o aluno registrou números, desenhos ou ambos. Critérios: presença de algum registro numérico ou pictórico, tentativa de somar dois valores, legibilidade mínima. Adaptação: alunos com dificuldades motoras podem registrar oralmente para o professor ou para um colega escriba.
  • Apresentação oral e corporal na Aula 5: cada grupo explica uma brincadeira e um desafio matemático. Critérios: o aluno participa da apresentação de alguma forma (fala, demonstra com o corpo ou aponta na ficha), consegue explicar ao menos uma regra, menciona algum número ou operação. Adaptação: alunos com TEA Nível 1 podem apresentar em dupla com um colega de confiança.

Materiais e ferramentas:

Todos os materiais dessa atividade são simples, baratos e fáceis de preparar. A escolha por giz, garrafas e fichas de papel é intencional: esses recursos são concretos, manipuláveis e acessíveis para todos os alunos, incluindo aqueles com dificuldades motoras ou de atenção. O professor pode preparar as garrafas com antecedência, colando etiquetas com os números. As fichas podem ser feitas à mão ou fotocopiadas.

  • Giz colorido para desenhar a amarelinha no chão da quadra ou pátio.
  • 10 a 15 garrafas PET pequenas numeradas de 1 a 15, com etiquetas coladas ou números escritos com tinta.
  • Bola de borracha leve para o boliche (tamanho adequado para crianças de 6 e 7 anos).
  • Fichas de papel A5 com espaço dividido em 'rodada 1', 'rodada 2' e 'total', para registro de pontos.
  • Lápis de cor e canetinhas para os registros nas fichas.
  • Fita adesiva ou barbante para demarcar a linha de arremesso no boliche.
  • Fichas numéricas plastificadas (cartões com números de 1 a 20) como apoio concreto para as adições.

Inclusão e acessibilidade

Trabalhar com uma turma diversa é um desafio real, mas essa atividade já foi pensada para facilitar a sua vida nisso. As brincadeiras têm regras flexíveis por natureza, o que abre espaço para adaptações sem expor nenhum aluno. Para alunos com TDAH, o movimento constante é um aliado, não um problema. Para alunos com TEA Nível 1, a rotina visual das brincadeiras ajuda na previsibilidade. Para alunos com dificuldades motoras, pequenos ajustes nas regras garantem participação plena. Fique atento a sinais de frustração ou isolamento, especialmente nas atividades em grupo. Se algum aluno parecer perdido nas instruções, repita de forma individual e com demonstração.

  • Para alunos com TDAH: divida as instruções em no máximo 2 passos por vez e use demonstração corporal. Posicione esses alunos perto de você durante as explicações. O movimento das brincadeiras ajuda a canalizar a energia.
  • Para alunos com TDAH: combine um sinal visual ou tátil (como um tapinha no ombro) para indicar que é a vez deles, evitando a impulsividade de sair na frente dos colegas.
  • Para alunos com TEA Nível 1: apresente a sequência da aula de forma visual antes de começar, desenhando no quadro os 3 momentos principais (ex: 'vamos ver', 'vamos jogar', 'vamos conversar'). Isso reduz a ansiedade com o novo.
  • Para alunos com TEA Nível 1: permita que o aluno observe a brincadeira por um ou dois turnos antes de participar. Não force a entrada imediata. Respeite o tempo de adaptação.
  • Para alunos com dificuldades motoras finas: ofereça fichas com espaços maiores para registro e lápis mais grossos. Se necessário, o aluno pode ditar os números para um colega ou para o professor.
  • Para alunos com dificuldades motoras grossas: adapte a distância de arremesso no boliche, aproximando a linha de lançamento. Na amarelinha, o aluno pode caminhar em vez de pular, ou apontar os números em vez de pisá-los.
  • Sinal de alerta: se um aluno se recusar a participar repetidamente ou demonstrar angústia nas atividades em grupo, converse em particular e ofereça uma função diferente, como ser o 'anotador oficial' do grupo.

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