Esta atividade convida os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental a mergulhar no universo do folclore brasileiro por meio de parlendas tradicionais, como 'Uni Duni Tê' e 'Hoje é Domingo'. Ao longo de quatro aulas de 60 minutos, as crianças exploram esses textos cheios de ritmo e rima para desenvolver a consciência fonológica e a relação entre som e escrita, pilares fundamentais da alfabetização nessa fase. Utilizando materiais concretos e acessíveis, como cartazes ilustrados, fichas de papel, tiras com versos, lápis de cor e cola, a sequência didática cria um ambiente de aprendizagem alegre, participativo e culturalmente significativo, sem necessidade de recursos digitais.
As aulas são organizadas de forma progressiva: na primeira, os alunos conhecem as parlendas por meio de leitura coletiva, palmas e identificação de rimas; na segunda, realizam atividades de associação entre imagens e palavras escritas; na terceira, recortam e montam os versos em sequência lógica; e na quarta, ilustram sua parlenda favorita e a apresentam oralmente para a turma. Cada etapa contempla habilidades da BNCC, especialmente EF01LP08 e EF01LP16, e respeita o ritmo de aprendizagem de crianças de 6 e 7 anos, valorizando a cultura popular brasileira como ponto de partida para que os alunos descubram, com prazer, que a língua é repleta de sons, ritmos e significados a serem explorados.
Os objetivos dessa atividade estão diretamente ligados ao que os alunos precisam desenvolver no 1º ano: perceber os sons da língua e entender como eles se transformam em escrita. Usar as parlendas como ponto de partida é uma escolha intencional, porque esses textos têm ritmo marcado, rimas fáceis de identificar e vocabulário próximo do cotidiano das crianças. Cada aula avança um passo nesse processo, do ouvir e repetir até o ilustrar e apresentar. O protagonismo aparece quando o aluno escolhe sua parlenda favorita e compartilha com a turma, assumindo um papel ativo na própria aprendizagem.
Identificar rimas e sons que se repetem nas parlendas, reconhecendo padrões sonoros da língua portuguesa é um objetivo central desta atividade e será desenvolvido de forma progressiva ao longo das quatro aulas. Na Aula 1, durante a leitura coletiva com cartazes ilustrados, o professor lê as parlendas em voz alta com entonação rítmica e expressiva, prolongando intencionalmente os sons finais das palavras que rimam, como em 'têêê... cafêêê' ou 'minguêêê... vocêêê'. Em seguida, aponta para os pares de palavras nos cartazes e faz perguntas como 'Essas duas palavras terminam igual ou diferente?' e 'Que som você ouviu no final das duas?', convidando os alunos a perceberem, pela escuta ativa, que certas palavras compartilham o mesmo padrão sonoro no final. A brincadeira de palmas no ritmo também contribui para esse objetivo, pois ao bater palmas nas sílabas, as crianças começam a perceber que as palavras são formadas por unidades sonoras menores, desenvolvendo a consciência fonológica de forma lúdica e corporal.
Ao longo das aulas seguintes, esse objetivo é retomado e aprofundado por meio de diferentes estratégias. Na Aula 2, ao associar imagens a palavras escritas, os alunos são incentivados a observar as letras iniciais e finais das palavras, o que reforça a percepção dos padrões sonoros já trabalhados oralmente. Na Aula 3, ao montar os versos em sequência, muitos alunos utilizam as rimas como pista para identificar quais tiras pertencem ao final de cada estrofe, por exemplo, percebendo que 'tê' e 'café' devem estar próximos porque rimam. O professor pode reforçar isso perguntando: 'Esse verso faz sentido depois daquele? Eles rimam?'. Já na Aula 4, ao recitar a parlenda favorita para a turma, os alunos demonstram, pela fluência e pelo ritmo da recitação, que internalizaram os padrões sonoros do texto.
Para avaliar se esse objetivo está sendo alcançado, o professor pode observar durante as atividades se o aluno consegue identificar palavras que rimam quando questionado, se consegue sugerir outras palavras que rimem com as da parlenda (mesmo que não estejam no texto) e se utiliza as rimas como estratégia para organizar os versos na Aula 3. Por exemplo, se ao ser perguntado 'Que palavra rima com tê?', o aluno responde 'café', 'pé' ou 'você', demonstra que compreendeu o padrão sonoro. Essas observações podem ser registradas na lista simples de acompanhamento do professor, anotando quais alunos já identificam rimas com autonomia e quais ainda precisam de mais mediação, permitindo intervenções individuais e ajustes na condução das atividades coletivas.
O conteúdo dessa atividade gira em torno das parlendas como gênero textual do folclore brasileiro. Mais do que decorar textos, a ideia é que os alunos percebam como esses textos funcionam: por que rimam, por que têm ritmo, o que as palavras significam e como elas aparecem escritas. Cada aula trabalha um aspecto diferente, criando uma progressão natural que vai do reconhecimento auditivo até a produção e apresentação. Esse caminho respeita o tempo de aprendizagem das crianças e garante que nenhuma etapa fique solta.
A metodologia dessa atividade aposta na aprendizagem ativa e sensorial, sem depender de recursos digitais. O professor atua como mediador, apresentando os textos, conduzindo as rodas de conversa e circulando pela sala durante as atividades práticas. As crianças aprendem fazendo: repetindo em voz alta, manipulando fichas, recortando, montando e desenhando. Essa variedade de ações mantém o engajamento e atende diferentes formas de aprender. A apresentação final dá ao aluno um momento real de protagonismo, onde ele fala para uma audiência de verdade.
As quatro aulas foram pensadas em uma progressão clara: da escuta e repetição coletiva até a criação individual e apresentação. Cada aula tem um foco diferente, mas todas se conectam pelo fio das parlendas. Essa sequência garante que os alunos não cheguem à última aula sem ter passado pelas etapas anteriores, o que é importante para que a apresentação final faça sentido e não gere ansiedade.
Momento 1: Roda de conversa – O que é folclore? (Estimativa: 10 minutos)
Inicie a aula reunindo os alunos em roda no chão ou em suas cadeiras dispostas em círculo. Comece fazendo perguntas simples e acolhedoras, como: 'Vocês já ouviram alguma musiquinha ou brincadeira que a vovó ou o vovô ensinaram?' e 'Alguém conhece a brincadeira de Uni Duni Tê?'. Permita que as crianças falem livremente, respeitando o tempo de cada uma. É importante que você escute com atenção e valorize todas as respostas, mesmo que incompletas, pois esse momento ativa o conhecimento prévio e cria vínculo afetivo com o conteúdo. Após as falas, explique de forma simples que essas brincadeiras de palavras que passam de geração em geração fazem parte do folclore brasileiro e têm um nome especial: parlendas. Use um tom animado e curioso para despertar o interesse da turma.
Momento 2: Apresentação dos cartazes ilustrados (Estimativa: 10 minutos)
Fixe na lousa ou em um local bem visível os cartazes com as parlendas 'Uni Duni Tê' e 'Hoje é Domingo', escritas em letras grandes e acompanhadas de ilustrações coloridas. Aponte para cada verso enquanto lê em voz alta, de forma pausada e expressiva, para que os alunos possam acompanhar visualmente. Observe se os alunos estão olhando para o cartaz enquanto você lê, pois esse acompanhamento visual é fundamental para a relação entre som e escrita. Repita a leitura uma segunda vez, desta vez convidando a turma a acompanhar com você em voz alta. É importante que você use entonação rítmica e expressiva, ressaltando naturalmente as rimas e o ritmo de cada parlenda. Aponte com o dedo ou com uma régua as palavras no cartaz enquanto a turma recita junto, reforçando a correspondência entre o que é falado e o que está escrito.
Momento 3: Leitura coletiva com ritmo e palmas (Estimativa: 15 minutos)
Proponha uma nova leitura coletiva das parlendas, desta vez adicionando palmas no ritmo. Ensine primeiro batendo palmas você mesmo enquanto recita, e depois convide os alunos a repetirem junto com você. Comece com 'Uni Duni Tê', que tem um ritmo mais marcado e familiar para as crianças. Após algumas repetições, experimente variar: bata palmas apenas nas sílabas tônicas, bata no joelho, ou peça que as crianças se levantem e marquem o ritmo com os pés. Permita que os alunos sugiram outros movimentos corporais para acompanhar a parlenda, tornando o momento mais lúdico e participativo. Repita o mesmo processo com 'Hoje é Domingo'. É importante que você circule pela roda observando quem está acompanhando com facilidade e quem demonstra dificuldade em seguir o ritmo, pois isso é um indicador inicial de consciência fonológica. Faça intervenções pontuais e encorajadoras, como: 'Muito bem! Você percebeu que bateu palma certinho no ritmo?'.
Momento 4: Descobrindo as rimas (Estimativa: 15 minutos)
Com os cartazes ainda expostos, chame a atenção dos alunos para as palavras que rimam dentro de cada parlenda. Aponte para os pares de palavras que rimam e pergunte: 'Essas duas palavras terminam igual ou diferente?' e 'Que som você ouviu no final dessas duas palavras?'. Leia os pares em voz alta de forma exagerada e divertida, prolongando o som final: por exemplo, 'têêê... cafêêê'. Convide os alunos a repetirem junto e a identificarem outros pares de rimas nos cartazes. Em seguida, proponha uma pequena brincadeira oral: fale uma palavra retirada da parlenda e peça que a turma pense em outra palavra que rime, mesmo que não esteja no texto. Por exemplo: 'Tê rima com quê? Alguém sabe outra palavra que rima com tê?'. Observe se os alunos conseguem perceber a semelhança sonora entre as palavras, pois esse é um indicador direto do desenvolvimento da consciência fonológica. Valorize todas as tentativas, corrigindo com gentileza quando necessário: 'Quase! Vamos ouvir de novo o finalzinho...'.
Momento 5: Recitação em grupo e encerramento (Estimativa: 10 minutos)
Para finalizar a aula, proponha uma última recitação coletiva das duas parlendas, desta vez com mais autonomia dos alunos. Comece a recitar e, em alguns trechos, faça uma pausa proposital para que as crianças completem o verso, como em uma brincadeira de completar. Por exemplo: 'Uni duni tê, salamê... ___?' (esperando que a turma diga 'minguê'). Esse recurso estimula a memória, a atenção e o prazer de participar. Ao final, pergunte à turma qual das parlendas eles mais gostaram e por quê, incentivando a expressão oral e a escuta respeitosa entre os colegas. Encerre o momento reforçando que nas próximas aulas vão continuar brincando com essas palavras mágicas do folclore. Guarde os cartazes em local acessível, pois eles serão usados nas aulas seguintes.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as orientações a seguir têm caráter preventivo e visam garantir que todos os alunos participem com conforto e confiança. Lembre-se: pequenas adaptações no dia a dia fazem uma grande diferença para qualquer criança.
Para alunos que demonstrem timidez ou dificuldade em participar oralmente, evite chamá-los de forma individual sem aviso prévio. Prefira convidá-los com gentileza durante as atividades coletivas, dizendo algo como: 'Você quer tentar junto comigo?'. Isso reduz a pressão e aumenta a segurança emocional.
Para alunos que apresentem dificuldade em acompanhar o ritmo das palmas ou os movimentos corporais, permita que participem à sua própria maneira, seja apenas ouvindo, seja fazendo um movimento diferente. O importante é que se sintam incluídos no momento coletivo.
Certifique-se de que os cartazes estejam fixados em uma altura adequada para a visão das crianças e que as letras sejam grandes o suficiente para serem vistas de qualquer ponto da sala. Se possível, use cores contrastantes entre o fundo e o texto para facilitar a visualização.
Durante a roda de conversa, organize o espaço de forma que todas as crianças consigam ver o cartaz e o professor sem precisar se esticar ou se virar. Uma disposição em semicírculo costuma funcionar bem para essa faixa etária. Você está fazendo um trabalho incrível ao criar um ambiente de aprendizagem alegre e acolhedor — continue assim!
Momento 1: Retomada das parlendas com os cartazes (Estimativa: 10 minutos)
Inicie a aula reunindo os alunos em roda e retome os cartazes utilizados na Aula 1, fixando-os novamente em um local bem visível para toda a turma. Relembre coletivamente as parlendas 'Uni Duni Tê' e 'Hoje é Domingo', convidando as crianças a recitá-las junto com você, com palmas e ritmo, como fizeram anteriormente. Use um tom animado e diga algo como: 'Vocês lembram das nossas palavras mágicas? Vamos relembrar juntos!'. Esse momento serve para ativar a memória das crianças e criar uma ponte entre o que foi aprendido na aula anterior e o que será trabalhado agora. Observe se os alunos já demonstram mais familiaridade com os versos e as rimas, pois isso é um indicador de que a aprendizagem da aula anterior foi consolidada. Após a recitação, aponte para algumas palavras nos cartazes e pergunte: 'Alguém consegue me dizer qual é essa palavra aqui?' ou 'Que letra começa essa palavra?', estimulando o reconhecimento visual das palavras escritas.
Momento 2: Apresentação e explicação da atividade de associação (Estimativa: 10 minutos)
Explique à turma que nesta aula cada um vai receber um conjunto de fichas especiais com imagens e palavras retiradas das parlendas. Mostre um exemplo ampliado para a turma, segurando uma ficha com uma imagem e outra com a palavra correspondente, e demonstre como fazer a associação: 'Olha, aqui tem o desenho de uma estrela e aqui está escrito a palavra ESTRELA. Elas combinam, então eu coloco uma do lado da outra!'. Repita a demonstração com mais um exemplo, desta vez convidando um aluno voluntário a tentar fazer a associação na frente da turma. É importante que você fale de forma pausada e clara, certificando-se de que todas as crianças entenderam a proposta antes de distribuir os materiais. Reforce que não é uma competição e que cada um deve fazer no seu próprio ritmo. Organize as fichas de cada aluno em pequenos envelopes ou clipes separados para facilitar a distribuição e evitar mistura entre os conjuntos.
Momento 3: Atividade individual de associação com fichas (Estimativa: 20 minutos)
Distribua as fichas individuais para cada aluno. Cada conjunto deve conter imagens e palavras retiradas das parlendas trabalhadas, como ilustrações de elementos presentes nos textos (por exemplo, a figura de um domingo, de um café, de uma criança brincando) acompanhadas das palavras correspondentes escritas em letras grandes e legíveis. Oriente os alunos a observar com atenção cada imagem, pensar na palavra que ela representa e encontrar a ficha com a palavra escrita que combina. Circule pela sala durante toda a atividade, observando o processo de cada criança e fazendo intervenções pontuais quando necessário. Use perguntas mediadoras como: 'Que desenho é esse?' e 'Agora olha para as fichas de palavras... qual delas você acha que tem o nome desse desenho?'. Permita que os alunos olhem para os cartazes fixados na lousa como apoio visual durante a atividade, pois isso reforça a relação entre o que está escrito e o que foi memorizado oralmente. Observe se os alunos estão utilizando estratégias como comparar letras iniciais ou o tamanho das palavras para fazer as associações, pois esses são indicadores importantes do desenvolvimento da consciência fonológica e do reconhecimento de palavras.
Momento 4: Colagem e organização das fichas na folha (Estimativa: 10 minutos)
Após realizarem as associações, oriente os alunos a colar os pares encontrados em uma folha de papel sulfite, posicionando a imagem ao lado da palavra correspondente. Distribua a cola bastão e auxilie as crianças que demonstrarem dificuldade com o manuseio do material. É importante que você circule pela sala verificando se as associações estão corretas antes que os alunos colem, fazendo intervenções gentis quando necessário: 'Vamos olhar de novo juntos... essa imagem combina com essa palavra? Vamos ler devagar...'. Esse momento também desenvolve a coordenação motora fina e a organização espacial, habilidades importantes para a faixa etária. Incentive os alunos a escreverem o próprio nome na folha, reforçando a identidade e a autonomia.
Momento 5: Correção coletiva e encerramento (Estimativa: 10 minutos)
Reúna a turma novamente em roda e faça uma correção coletiva e participativa da atividade. Mostre cada par de imagem e palavra nos cartazes, lendo em voz alta e perguntando à turma: 'Quem colocou essa imagem com essa palavra? Vamos ver se combinam!'. Valorize os acertos com entusiasmo e, nos casos de erro, corrija de forma acolhedora, ajudando a turma a perceber a associação correta: 'Olha, essa palavra começa com a letra C... e esse desenho, o que é? Começa com C também? Vamos ver...'. Ao final, pergunte às crianças o que acharam da atividade e se conseguiram reconhecer as palavras das parlendas nas fichas. Reforce que nas próximas aulas vão continuar brincando com essas palavras de formas ainda mais divertidas. Guarde as folhas com as colagens para compor o portfólio individual de cada aluno.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as orientações a seguir têm caráter preventivo e visam garantir que todos os alunos participem com conforto e confiança. Pequenas adaptações no cotidiano fazem uma grande diferença para qualquer criança, e você já está no caminho certo ao criar um ambiente tão acolhedor!
Para alunos que demonstrem dificuldade em reconhecer palavras escritas, permita que utilizem os cartazes fixados na lousa como referência visual durante toda a atividade de associação. Isso não é 'cola', é um recurso legítimo de apoio à aprendizagem nessa fase da alfabetização.
Para crianças que apresentem dificuldade de concentração ou que terminem a atividade muito rapidamente, tenha fichas extras com outras palavras das parlendas ou proponha que tentem escrever, do jeito delas, o nome de alguma imagem no verso da folha, respeitando a escrita espontânea característica dessa faixa etária.
Certifique-se de que as fichas tenham imagens grandes, claras e com boa resolução, e que as palavras estejam escritas em letras de forma maiúscula e em tamanho adequado para a visualização de todas as crianças. Cores contrastantes entre o fundo e o texto das fichas também facilitam a leitura.
Durante a atividade individual, organize os alunos que demonstram mais dificuldade próximos à sua mesa ou ao local onde você circula com mais frequência, para que possam receber intervenções mais rápidas e discretas, sem expor a criança diante dos colegas.
Ao fazer a correção coletiva, evite apontar erros de alunos específicos de forma pública. Prefira generalizar as correções, dizendo 'Algumas pessoas colocaram assim...' em vez de identificar quem errou, preservando a autoestima e o vínculo de confiança com a turma.
Momento 1: Retomada das parlendas e apresentação da proposta (Estimativa: 10 minutos)
Inicie a aula reunindo os alunos em roda, preferencialmente no chão ou com as cadeiras dispostas em semicírculo. Retome os cartazes das parlendas 'Uni Duni Tê' e 'Hoje é Domingo', fixando-os em um local bem visível para toda a turma. Convide as crianças a recitarem as parlendas juntas, com palmas e ritmo, como fizeram nas aulas anteriores. Use um tom animado e diga algo como: 'Vocês já sabem essas parlendas de cor! Hoje vamos fazer uma brincadeira diferente com elas!'. Esse momento serve para ativar a memória das crianças e criar entusiasmo para a atividade que será proposta. Após a recitação coletiva, explique de forma simples e clara o que farão nesta aula: cada aluno vai receber tiras de papel com os versos da parlenda embaralhados e precisará descobrir a ordem correta para montar a parlenda do jeito certo. Mostre um exemplo ampliado para a turma, segurando as tiras e dizendo: 'Olha, aqui estão os pedacinhos da parlenda, mas estão todos misturados. Precisamos colocar cada um no lugar certo para ela fazer sentido!'. É importante que você se certifique de que todas as crianças entenderam a proposta antes de distribuir os materiais.
Momento 2: Demonstração coletiva da montagem (Estimativa: 10 minutos)
Antes de iniciar a atividade individual, faça uma demonstração coletiva utilizando tiras maiores, que possam ser vistas por toda a turma. Fixe as tiras embaralhadas na lousa com fita adesiva ou imã e convide a turma a ajudar a descobrir qual verso vem primeiro. Pergunte: 'Quem lembra como começa a parlenda Uni Duni Tê? Qual dessas tiras tem o começo?'. Leia cada tira em voz alta, apontando para as palavras, e peça que os alunos identifiquem qual vem primeiro, qual vem depois e qual é o final. Permita que voluntários se levantem e movam as tiras na lousa para montar a sequência. Valorize todas as tentativas, mesmo as incorretas, usando perguntas mediadoras como: 'Vamos recitar a parlenda e ver se essa ordem faz sentido?' ou 'Se colocarmos essa tira aqui, o que acontece com o ritmo?'. Esse momento de demonstração é fundamental para que as crianças compreendam a lógica da atividade antes de realizá-la sozinhas, reduzindo a ansiedade e aumentando a confiança. Observe se os alunos estão conseguindo relacionar o que sabem de memória com o que está escrito nas tiras, pois esse é um indicador importante da relação entre oralidade e escrita.
Momento 3: Atividade individual de montagem das tiras (Estimativa: 20 minutos)
Distribua para cada aluno um envelope ou clipe com as tiras de papel contendo os versos embaralhados de uma das parlendas trabalhadas. Certifique-se de que as tiras estejam escritas em letras grandes, legíveis e de forma maiúscula, facilitando o reconhecimento visual. Oriente os alunos a espalharem as tiras sobre a mesa, lerem cada uma com atenção e tentarem descobrir a ordem correta, recitando mentalmente ou em voz baixa a parlenda que já conhecem. Permita que os alunos que sentirem necessidade olhem para os cartazes fixados na lousa como apoio visual durante a atividade, reforçando que isso é um recurso de aprendizagem e não uma forma de 'copiar'. Circule pela sala durante toda a atividade, observando o processo de cada criança e fazendo intervenções pontuais e encorajadoras quando necessário. Use perguntas mediadoras como: 'Você lembra como começa essa parlenda? Tente recitar baixinho e veja qual tira combina com o começo' e 'Esse verso faz sentido depois daquele? Vamos ler os dois juntos?'. Observe se os alunos estão utilizando estratégias como recitar a parlenda de memória para comparar com as tiras, reconhecer palavras-chave ou identificar rimas para encontrar os versos finais. Esses são indicadores importantes do desenvolvimento da consciência fonológica e da compreensão textual. Anote em sua lista de observação quais alunos conseguem montar a sequência correta com autonomia e quais precisam de mais apoio, pois essa informação será valiosa para o acompanhamento individual.
Momento 4: Colagem das tiras na folha (Estimativa: 10 minutos)
Após os alunos organizarem as tiras na sequência correta, oriente-os a colar os versos em ordem em uma folha de papel sulfite, de cima para baixo, reproduzindo a estrutura da parlenda. Distribua a cola bastão e auxilie as crianças que demonstrarem dificuldade com o manuseio do material. É importante que você circule pela sala verificando se as sequências estão corretas antes que os alunos colem, fazendo intervenções gentis quando necessário: 'Vamos recitar juntos a parlenda e acompanhar com o dedo as tiras que você montou... está na ordem certa?'. Caso algum aluno tenha montado a sequência de forma incorreta, não aponte o erro diretamente, mas convide-o a recitar a parlenda em voz alta enquanto aponta para cada tira, para que ele mesmo perceba o equívoco. Esse momento também desenvolve a coordenação motora fina e a organização espacial, habilidades importantes para a faixa etária. Incentive os alunos a escreverem o próprio nome na folha antes de colar, reforçando a autonomia e a identidade.
Momento 5: Socialização e encerramento (Estimativa: 10 minutos)
Reúna a turma novamente em roda para um momento de socialização e encerramento. Peça que alguns voluntários mostrem suas folhas com as tiras coladas e recitem a parlenda montada para os colegas. Valorize cada apresentação com entusiasmo e incentive a turma a aplaudir ao final de cada recitação. Pergunte à turma: 'Foi fácil ou difícil descobrir a ordem certa? O que ajudou vocês a descobrirem qual verso vinha primeiro?'. Esse momento de reflexão oral é importante porque estimula a metacognição, ou seja, a capacidade de pensar sobre o próprio processo de aprendizagem, de forma adaptada à faixa etária. Ao final, reforce que conseguiram montar as parlendas porque já as conhecem bem, e que nas próximas aulas vão continuar brincando com elas de uma forma ainda mais especial: cada um vai escolher sua favorita, ilustrar e apresentar para a turma. Guarde as folhas com as tiras coladas para compor o portfólio individual de cada aluno, junto com os materiais produzidos nas aulas anteriores.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as orientações a seguir têm caráter preventivo e visam garantir que todas as crianças participem com conforto, confiança e alegria. Você já está fazendo um trabalho incrível ao criar um ambiente tão acolhedor e lúdico — continue assim!
Para alunos que demonstrem dificuldade em reconhecer palavras escritas nas tiras, permita e incentive que recitem a parlenda em voz alta enquanto apontam para cada tira, usando a memória oral como estratégia de apoio à leitura. Isso é completamente adequado para a fase de alfabetização e valoriza o conhecimento que a criança já possui.
Para crianças que apresentem dificuldade de concentração ou que terminem a atividade muito rapidamente, tenha tiras extras com a segunda parlenda trabalhada, propondo que tentem montar as duas. Você também pode sugerir que essas crianças tentem copiar, do jeito delas, um dos versos da parlenda no verso da folha, respeitando a escrita espontânea característica dessa faixa etária.
Certifique-se de que as tiras de papel tenham tamanho adequado para o manuseio de crianças de 6 e 7 anos, nem muito pequenas a ponto de dificultar o manuseio, nem tão grandes que ocupem toda a mesa. Letras grandes, em forma maiúscula e com bom contraste entre o texto e o fundo facilitam o reconhecimento visual e beneficiam toda a turma.
Durante a atividade individual, organize os alunos que demonstram mais dificuldade próximos ao local onde você circula com mais frequência, para que possam receber intervenções mais rápidas e discretas, sem expor a criança diante dos colegas. Uma intervenção gentil e em voz baixa faz toda a diferença para a autoestima da criança nessa fase.
Ao fazer a socialização final, evite constranger alunos que montaram a sequência de forma incorreta. Prefira generalizar os comentários e focar nos acertos coletivos, criando um ambiente seguro onde o erro é visto como parte natural do processo de aprendizagem.
Momento 1: Retomada das parlendas e apresentação da proposta final (Estimativa: 10 minutos)
Inicie a aula reunindo os alunos em roda, com as cadeiras dispostas em semicírculo ou sentados no chão, de forma que todos consigam se ver. Retome os cartazes das parlendas 'Uni Duni Tê' e 'Hoje é Domingo', fixando-os em um local bem visível para toda a turma. Convide as crianças a recitarem juntas as parlendas com palmas e ritmo, como fizeram nas aulas anteriores, criando um clima de celebração e alegria. Use um tom animado e diga algo como: 'Olha quanto tempo brincamos com essas palavras mágicas! Hoje é o nosso dia especial: cada um vai escolher a parlenda favorita, ilustrar do jeito que imagina e depois apresentar para os amigos!'. Esse momento serve para ativar a memória afetiva das crianças em relação ao conteúdo trabalhado ao longo das aulas e criar entusiasmo genuíno para a atividade final. Após a recitação coletiva, explique de forma simples e clara o que acontecerá nesta aula: primeiro cada aluno vai escolher sua parlenda preferida e fazer um desenho que represente ela; depois, todos vão se apresentar na roda para mostrar a ilustração e recitar a parlenda para a turma. É importante que você ressalte que não existe resposta certa ou errada na escolha da parlenda nem no desenho, pois cada criança pode imaginar e representar do seu jeito.
Momento 2: Escolha da parlenda favorita e início da ilustração (Estimativa: 20 minutos)
Distribua uma folha de papel sulfite branca para cada aluno, além dos lápis de cor e giz de cera. Oriente as crianças a escolherem qual parlenda preferem e a pensarem em como gostariam de ilustrá-la antes de começar a desenhar. Você pode fazer perguntas motivadoras como: 'O que você imagina quando ouve essa parlenda?' e 'Que personagens ou lugares aparecem na sua cabeça quando você recita?'. Permita que os alunos olhem para os cartazes fixados na lousa como referência durante a ilustração, tanto para lembrar os versos quanto para se inspirar nas imagens já presentes nos cartazes. Circule pela sala durante toda a atividade, observando o processo de cada criança e fazendo intervenções pontuais e encorajadoras. Use perguntas mediadoras como: 'Me conta o que você está desenhando aqui!' e 'Esse desenho representa qual parte da parlenda?'. É importante que você valorize todas as produções, independentemente do nível de elaboração do desenho, reconhecendo o esforço e a criatividade de cada aluno. Observe se os alunos conseguem estabelecer uma relação entre o conteúdo da parlenda e a ilustração que estão produzindo, pois esse é um indicador importante de compreensão textual. Incentive os alunos a escreverem o próprio nome na folha, reforçando a autonomia e a identidade. Se alguma criança terminar antes do tempo previsto, sugira que acrescente mais detalhes ao desenho ou que escreva, do jeito dela, o título ou alguma palavra da parlenda escolhida na folha.
Momento 3: Preparação para a apresentação oral (Estimativa: 5 minutos)
Avise a turma que em alguns minutos começará a roda de apresentações e que cada um terá seu momento especial para mostrar o desenho e recitar a parlenda para os colegas. Oriente os alunos a guardarem os materiais de desenho e a segurarem sua folha ilustrada com cuidado, pois ela será o apoio visual durante a apresentação. Explique de forma simples como funcionará a roda: cada criança vai se levantar, mostrar o desenho para a turma e recitar a parlenda que escolheu. Reforce combinados de convivência de forma positiva, dizendo algo como: 'Quando um amigo estiver apresentando, a gente ouve com atenção e respeito, porque depois será a nossa vez também!'. É importante que você crie um clima de segurança emocional nesse momento, deixando claro que todos serão aplaudidos e que não há forma errada de apresentar. Para as crianças que demonstrarem timidez ou insegurança, ofereça a opção de apresentar junto com você ou ao lado de um colega, reduzindo a pressão sem excluir a criança da atividade.
Momento 4: Roda de apresentações orais (Estimativa: 20 minutos)
Organize a turma em roda e inicie as apresentações. Comece convidando voluntários para se apresentarem primeiro, o que costuma encorajar as crianças mais tímidas a participarem em seguida. Ao chamar cada aluno, peça que ele mostre o desenho para a turma e recite a parlenda escolhida. Após cada apresentação, conduza um aplauso coletivo e faça um comentário positivo e específico sobre a apresentação, como: 'Que ilustração colorida e cheia de detalhes!' ou 'Você recitou com muito ritmo, parabéns!'. Use a ficha de avaliação simples que você preparou previamente para registrar, de forma discreta, os três critérios definidos: se o aluno recitou a parlenda, se a ilustração é coerente com o texto e se falou com clareza. Faça esse registro de forma rápida e sem interromper o fluxo das apresentações. Observe se os alunos que estão assistindo mantêm a atenção e o respeito durante as apresentações dos colegas, pois isso também é um indicador de desenvolvimento das habilidades sociais trabalhadas ao longo da atividade. Caso alguma criança demonstre dificuldade em lembrar os versos durante a apresentação, aponte gentilmente para o cartaz correspondente na lousa como apoio, sem expor a criança ou gerar constrangimento.
Momento 5: Encerramento e celebração da aprendizagem (Estimativa: 5 minutos)
Após todas as apresentações, reúna a turma em roda para um momento de encerramento e celebração. Parabenize a turma pelo trabalho realizado ao longo das quatro aulas, destacando o quanto cresceram e aprenderam juntos. Faça perguntas reflexivas e acolhedoras, como: 'O que vocês mais gostaram de aprender sobre as parlendas?' e 'Vocês já conheciam essas brincadeiras de palavras antes? E agora, o que descobriram de novo?'. Permita que as crianças falem livremente, valorizando todas as respostas. Reforce a importância do folclore brasileiro como parte da nossa cultura, dizendo algo como: 'Essas parlendas são brincadeiras que os avós dos nossos avós já conheciam e que a gente continua guardando com carinho!'. Encerre a aula com uma última recitação coletiva e animada das parlendas, como forma de celebrar o encerramento da sequência. Recolha as ilustrações para compor o portfólio individual de cada aluno, junto com os materiais produzidos nas aulas anteriores, e informe que elas serão guardadas com carinho para mostrar às famílias.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as orientações a seguir têm caráter preventivo e visam garantir que todas as crianças participem desta aula final com conforto, confiança e alegria. Você já percorreu um longo caminho com essa turma ao longo dessas quatro aulas — este é um momento de celebração para todos, incluindo você!
Para alunos que demonstrem timidez ou insegurança diante da apresentação oral, ofereça a possibilidade de apresentar ao lado do professor ou de um colega de confiança, ou ainda de mostrar apenas o desenho enquanto você recita a parlenda junto com a criança. O importante é que ela participe do momento coletivo de alguma forma, sem ser forçada a uma exposição que gere desconforto.
Para crianças que apresentem dificuldade em lembrar os versos durante a apresentação, mantenha os cartazes fixados na lousa durante toda a roda de apresentações e aponte gentilmente para eles quando necessário, sem destacar a dificuldade da criança diante dos colegas. Isso transforma o cartaz em um recurso natural de apoio para toda a turma.
Para alunos que terminem a ilustração muito rapidamente, sugira que acrescentem mais detalhes ao desenho, que escrevam do jeito deles o nome da parlenda escolhida ou que tentem copiar alguma palavra do cartaz na folha, respeitando a escrita espontânea característica dessa faixa etária.
Certifique-se de que todos os alunos tenham acesso a lápis de cor e giz de cera em quantidade suficiente e que os materiais estejam organizados de forma acessível sobre as mesas, evitando disputas ou frustrações durante a atividade de ilustração.
Durante a roda de apresentações, organize o espaço de forma que todas as crianças consigam ver o colega que está apresentando sem precisar se esticar ou se virar. Um semicírculo com o apresentador no centro costuma funcionar muito bem para essa faixa etária e garante que todos se sintam parte do momento. Lembre-se: o ambiente seguro e acolhedor que você criou ao longo dessas quatro aulas é o maior recurso de inclusão que existe!
A avaliação dessa atividade acontece de forma contínua ao longo das quatro aulas, observando como cada criança participa, responde e produz. O professor não precisa esperar a última aula para avaliar: cada momento traz informações sobre o que o aluno já sabe e o que ainda precisa de apoio. As estratégias abaixo são complementares e juntas dão um panorama completo do aprendizado de cada criança.
Todos os materiais escolhidos para essa atividade são de baixo custo e fáceis de preparar. A ausência de recursos digitais é intencional: nessa faixa etária, o contato físico com o material, o recorte, a colagem e o desenho são fundamentais para o desenvolvimento motor e cognitivo. Os cartazes precisam ter letras grandes e imagens coloridas para facilitar a leitura coletiva. As fichas de associação devem ser plastificadas ou impressas em papel mais grosso para aguentar o manuseio das crianças.
Toda turma tem alunos que aprendem em ritmos diferentes, e isso é completamente normal no 1º ano. Essa atividade já tem uma estrutura que favorece a inclusão: usa múltiplas linguagens (oral, visual, corporal e escrita), permite que cada criança avance no seu tempo e não exige leitura autônoma nas primeiras aulas. Fique atento a alunos que demonstrem dificuldade em acompanhar o ritmo coletivo ou que evitem participar das rodas de apresentação. Esses podem ser sinais de que precisam de um apoio mais individualizado. As sugestões abaixo são práticas e não exigem preparo extra significativo.
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