Detetive das Palavras: Caça aos Conectivos!

Desenvolvida por: Erival… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Linguagens - Língua Portuguesa
Temática: Recursos de coesão referencial e sequencial em textos narrativos

Essa atividade usa o formato de Sala de Aula Invertida para trabalhar os recursos de coesão textual com alunos do 6º ano de um jeito mais dinâmico e investigativo. Antes da aula, os alunos assistem a um vídeo curto e divertido — com duração de até 8 minutos — que apresenta de forma visual e acessível o que são pronomes, sinônimos e conectivos, mostrando exemplos do cotidiano deles, como mensagens de WhatsApp, trechos de histórias em quadrinhos e textos de jogos. A ideia é que eles cheguem à sala já com uma noção básica do conteúdo, prontos para colocar a mão na massa. Em sala, a turma se divide em grupos de 3 a 4 alunos. Cada grupo recebe um texto narrativo incompleto — com lacunas marcadas — e um envelope com fichas coloridas contendo diferentes recursos de coesão: pronomes, sinônimos, expressões retomadoras e conectivos variados. Os alunos precisam analisar o contexto de cada lacuna e escolher qual ficha encaixa melhor, justificando a escolha por escrito. Essa etapa funciona como uma investigação: o grupo discute, testa opções e chega a um consenso. Na parte final da aula, cada grupo apresenta suas escolhas para a turma, explicando o raciocínio. O professor conduz um debate coletivo comparando as diferentes soluções encontradas pelos grupos — porque nem sempre há uma única resposta certa, e isso é parte do aprendizado. A turma então reescreve colaborativamente um trecho do texto, incorporando as melhores escolhas discutidas. Essa sequência desenvolve a habilidade EF67LP36 de forma concreta, conectando o conteúdo gramatical à produção textual real. Os alunos percebem que coesão não é uma regra abstrata, mas uma ferramenta que torna a escrita mais clara e fluida. A atividade também estimula a escuta ativa, o respeito às opiniões dos colegas e a capacidade de argumentar sobre escolhas linguísticas.

Objetivos de Aprendizagem

O foco principal aqui é fazer com que os alunos deixem de ver pronomes, sinônimos e conectivos como itens isolados de gramática e passem a enxergá-los como ferramentas reais de escrita. Quando eles precisam escolher entre uma ficha e outra para preencher uma lacuna, estão exercitando o raciocínio linguístico de verdade — não só memorizando regras. A justificativa escrita e a apresentação oral reforçam esse processo, porque obrigam o aluno a organizar o pensamento e comunicar uma escolha com clareza.

  • Identificar recursos de coesão referencial (pronomes e sinônimos) e sequencial (conectivos) em textos narrativos.
  • Selecionar o recurso de coesão mais adequado para cada contexto textual, com base na análise do trecho.
  • Justificar oralmente e por escrito as escolhas feitas durante a atividade de preenchimento de lacunas.
  • Reescrever trechos narrativos usando os recursos de coesão de forma consciente e intencional.
  • Colaborar com o grupo para chegar a decisões linguísticas fundamentadas e respeitosas.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF67LP36: Utilizar, ao produzir texto, recursos de coesão referencial (léxica e pronominal) e sequencial e outros recursos expressivos adequados ao gênero textual. Conheça mais sobre a EF67LP36

Conteúdo Programático

O conteúdo gira em torno dos mecanismos que mantêm um texto coeso — ou seja, que fazem as partes se conectarem e fazerem sentido juntas. O ponto de partida é o texto narrativo, que os alunos já conhecem bem, o que facilita a compreensão dos recursos sem precisar aprender um gênero novo ao mesmo tempo. A análise de lacunas contextualizadas é o que ancora o conteúdo gramatical na prática textual real.

  • Coesão textual: conceito e função na construção do sentido do texto.
  • Coesão referencial léxica: uso de sinônimos, hiperônimos e expressões nominais para retomar elementos do texto.
  • Coesão referencial pronominal: uso de pronomes pessoais, demonstrativos e relativos como elementos de retomada.
  • Coesão sequencial: conectivos e expressões que organizam a progressão temporal, causal e lógica do texto narrativo.
  • Reescrita textual com foco na adequação dos recursos de coesão ao contexto.

Metodologia

A Sala de Aula Invertida é a base dessa proposta porque libera o tempo em sala para o que realmente importa: a prática colaborativa e a discussão. O vídeo enviado antes da aula cumpre o papel de apresentar os conceitos de forma leve, sem o peso de uma aula expositiva longa. Em sala, a dinâmica de grupos com fichas físicas torna o processo mais concreto e manipulável — especialmente útil para alunos com TDAH e TEA, que se beneficiam de atividades com objetos reais. A apresentação e o debate final transformam a sala em um espaço de argumentação linguística, onde os alunos são os protagonistas das decisões.

  • Sala de Aula Invertida: vídeo enviado com antecedência para apresentar os conceitos de coesão referencial e sequencial.
  • Aprendizagem baseada em análise textual: grupos recebem textos com lacunas e fichas com recursos de coesão para preencher e justificar.
  • Discussão coletiva orientada: o professor media a comparação entre as soluções dos grupos, valorizando diferentes escolhas justificadas.
  • Reescrita colaborativa: a turma reescreve um trecho do texto incorporando as melhores decisões discutidas no debate.
  • Registro escrito individual: cada aluno anota suas justificativas durante a atividade, criando um registro pessoal do raciocínio desenvolvido.

Aulas e Sequências Didáticas

A aula de 60 minutos está organizada em blocos claros, com transições bem marcadas para ajudar os alunos a acompanharem o ritmo — o que é especialmente importante para quem tem TDAH ou ansiedade. O tempo foi pensado para que nenhuma etapa se arraste: o início é rápido, o meio é ativo e o final tem espaço para síntese e fechamento.

  • Aula 1: Abertura com retomada do vídeo (5 min) — o professor faz 2 ou 3 perguntas rápidas sobre o vídeo assistido em casa para ativar o que os alunos já viram. Em seguida, formação dos grupos e distribuição dos textos com lacunas e fichas de coesão (5 min). Trabalho em grupo: análise das lacunas, escolha das fichas e registro das justificativas (20 min). Apresentação dos grupos e debate coletivo mediado pelo professor (20 min). Reescrita colaborativa de um trecho no quadro com participação da turma (8 min). Fechamento: o professor destaca os principais aprendizados do dia e orienta sobre como aplicar esses recursos nas próximas produções textuais (2 min).
  • Momento 1: Retomada do Vídeo e Ativação de Conhecimentos Prévios (Estimativa: 5 minutos)
    Inicie a aula de forma dinâmica e acolhedora, posicionando-se de frente para a turma e criando um clima de curiosidade investigativa. Faça 2 ou 3 perguntas rápidas e diretas sobre o vídeo que os alunos assistiram em casa, como: 'Quem lembra o que é um conectivo? Me dá um exemplo!' ou 'Qual a diferença entre pronome e sinônimo? Alguém consegue explicar com suas palavras?' Permita que os alunos respondam voluntariamente, sem pressão, valorizando todas as contribuições. É importante que você registre no quadro as palavras-chave mencionadas pelos alunos (pronome, sinônimo, conectivo, coesão), criando um mapa mental rápido e visual que servirá de apoio durante toda a aula. Observe se há alunos que não assistiram ao vídeo e, sem expô-los, faça uma brevíssima síntese oral de 1 minuto retomando os conceitos centrais, garantindo que todos partam de um ponto comum. Esse momento funciona como aquecimento cognitivo e também como diagnóstico informal do que a turma absorveu.

    Momento 2: Formação dos Grupos e Distribuição dos Materiais (Estimativa: 5 minutos)
    Organize a turma em grupos de 3 a 4 alunos. Prefira grupos já definidos por você com antecedência, considerando o perfil da turma — misture alunos com diferentes níveis de habilidade para favorecer a troca entre pares. Distribua para cada grupo um texto narrativo impresso com lacunas numeradas (fonte tamanho 14, espaçamento 1,5 para facilitar a leitura) e um envelope com fichas coloridas contendo os recursos de coesão: pronomes pessoais, demonstrativos e relativos em fichas de uma cor; sinônimos e expressões retomadoras em outra cor; e conectivos em uma terceira cor. Essa diferenciação por cores ajuda os alunos a categorizar visualmente os recursos antes mesmo de escolhê-los. Distribua também a folha de registro de justificativas, uma por aluno. Explique rapidamente a dinâmica: 'Vocês são detetives das palavras. Cada lacuna é uma pista. Analisem o contexto, escolham a ficha certa e anotem por que fizeram essa escolha.' É importante que as instruções sejam breves, claras e, se possível, também estejam escritas no quadro ou em um cartaz visível para todos.

    Momento 3: Trabalho em Grupo — Investigação das Lacunas (Estimativa: 20 minutos)
    Este é o coração da aula. Os grupos trabalham de forma colaborativa para analisar cada lacuna do texto, selecionar a ficha mais adequada e registrar a justificativa por escrito na folha individual. Circule pelos grupos de forma ativa, observando o processo de discussão e tomada de decisão. Intervenha com perguntas mediadoras quando perceber dúvidas ou escolhas sem fundamentação, como: 'Por que vocês escolheram esse conectivo e não aquele outro?' ou 'O que acontece com o sentido da frase se usarmos um pronome aqui em vez do nome completo?' Evite dar as respostas diretamente — o objetivo é que os alunos desenvolvam o raciocínio linguístico. Observe se os grupos estão conseguindo identificar o tipo de recurso usado, escolher com base no contexto e justificar com coerência. Registre em sua lista de observação quais alunos demonstram maior autonomia e quais precisam de mais suporte. É importante que você dedique atenção especial aos grupos com alunos que apresentam mais dificuldade, oferecendo pistas contextuais sem resolver a atividade por eles. Lembre os grupos de que nem sempre há uma única resposta certa — o que importa é a justificativa ser coerente com o contexto do texto.

    Momento 4: Apresentação dos Grupos e Debate Coletivo (Estimativa: 20 minutos)
    Convide cada grupo a compartilhar suas escolhas para pelo menos duas ou três lacunas do texto. Organize as apresentações de forma que grupos diferentes comentem lacunas diferentes, garantindo variedade e ritmo. Conduza um debate coletivo comparando as soluções encontradas: quando dois grupos escolheram recursos diferentes para a mesma lacuna, explore isso como oportunidade de aprendizado — 'O Grupo 1 escolheu o pronome 'ele' e o Grupo 3 escolheu 'o menino'. Os dois funcionam? Qual fica mais natural nesse contexto? Por quê?' Valorize a argumentação fundamentada, independentemente de qual escolha foi feita. É importante que você mantenha um tom investigativo e não punitivo, reforçando que a língua tem flexibilidade e que o contexto é quem determina a melhor escolha. Anote no quadro as principais conclusões do debate, especialmente quando a turma chegar a um consenso sobre qual recurso funciona melhor em determinado contexto. Esse registro visual reforça o aprendizado e serve de referência para a próxima etapa.

    Momento 5: Reescrita Colaborativa no Quadro (Estimativa: 8 minutos)
    Selecione um trecho do texto trabalhado — de preferência aquele que gerou mais discussão no debate — e escreva-o no quadro com as lacunas ainda em aberto. Conduza a turma em uma reescrita coletiva, pedindo sugestões e discutindo cada escolha antes de registrá-la. Permita que diferentes alunos venham ao quadro escrever as palavras escolhidas, tornando o momento mais participativo e concreto. Reforce a metalinguagem durante esse processo: nomeie os recursos à medida que são inseridos no texto ('Aqui usamos um conectivo de causa', 'Aqui substituímos o nome por um pronome para evitar repetição'). Esse momento consolida o aprendizado de forma visual e coletiva, mostrando que coesão é uma ferramenta real de escrita, não uma regra abstrata.

    Momento 6: Fechamento e Orientações Finais (Estimativa: 2 minutos)
    Encerre a aula destacando os principais aprendizados do dia de forma breve e objetiva. Você pode dizer algo como: 'Hoje vocês descobriram que conectivos, pronomes e sinônimos não são apenas nomes de gramática — são ferramentas que usamos para deixar nossos textos mais claros e fluidos. E vocês já sabem usá-las!' Oriente os alunos sobre como aplicar esses recursos nas próximas produções textuais: 'Na próxima vez que escreverem um texto, revisem se estão repetindo muito o mesmo nome — talvez um pronome ou sinônimo resolva. E verifiquem se as ideias estão bem conectadas.' Recolha as folhas de registro de justificativas para avaliação posterior. Finalize com uma frase motivadora que reforce a identidade de 'detetives das palavras' construída ao longo da aula.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você fez um trabalho incrível ao planejar uma aula tão rica e participativa! Agora, veja algumas adaptações práticas e viáveis para garantir que todos os seus alunos possam aproveitar ao máximo essa experiência:

    Para alunos com TDAH: Ao formar os grupos, posicione esses alunos próximos a você durante a circulação pela sala, facilitando intervenções rápidas e discretas. As fichas coloridas já são um excelente recurso, pois oferecem estímulo visual e tátil que favorece o foco. Se perceber que o aluno está disperso durante o trabalho em grupo, aproxime-se e faça uma pergunta direta e curta sobre a lacuna que o grupo está analisando — isso redireciona a atenção sem expor o aluno. Durante o debate coletivo, considere convidar esse aluno para vir ao quadro escrever uma palavra — a movimentação pode ajudar na regulação da atenção. Divida as instruções em etapas curtas e, se possível, escreva no quadro os passos da atividade para que o aluno possa consultar quando perder o fio da meada.

    Para alunos com transtornos de ansiedade: Evite chamar esses alunos de surpresa para responder perguntas ou apresentar para a turma. Antes do debate coletivo, aproxime-se discretamente e pergunte se gostariam de compartilhar alguma escolha do grupo — dando a eles a opção de participar sem obrigatoriedade. A folha de registro escrito de justificativas é especialmente importante para esses alunos, pois permite que expressem seu raciocínio sem a pressão da fala pública. Valorize as contribuições escritas tanto quanto as orais. Certifique-se de que o ambiente do grupo seja acolhedor — se perceber tensão ou conflito no grupo, intervenha rapidamente com mediação gentil.

    Para alunos com Transtorno do Espectro Autista (Nível 2): Antecipe a estrutura da aula para esse aluno sempre que possível — uma breve explicação no início ('Hoje vamos fazer três coisas: trabalhar em grupo, apresentar para a turma e reescrever um texto juntos') reduz a ansiedade gerada pelo imprevisível. As fichas coloridas e o texto impresso são ótimos apoios visuais — certifique-se de que esse aluno tenha seu próprio conjunto de materiais para manipular. Durante o trabalho em grupo, observe se ele está conseguindo participar das discussões; se necessário, atribua a ele uma função clara dentro do grupo, como 'responsável por anotar as justificativas', o que facilita a participação estruturada. Para a etapa de apresentação oral, permita que esse aluno contribua mostrando a ficha escolhida ou apontando no texto, sem necessidade de elaborar uma fala extensa. Evite mudanças abruptas de atividade — sinalize as transições com antecedência ('Daqui a dois minutos vamos parar o trabalho em grupo e começar as apresentações').

Avaliação

A avaliação dessa atividade é predominantemente formativa, acompanhando o processo de raciocínio dos alunos em vez de cobrar apenas o produto final. O professor observa como cada grupo discute e toma decisões durante a atividade, e os registros escritos de justificativa servem como evidência do nível de compreensão de cada aluno. Para alunos com TDAH, a avaliação pode considerar a participação oral como equivalente ao registro escrito. Alunos com TEA Nível 2 podem ter um roteiro de justificativa com estrutura guiada (ex.: 'Escolhi ___ porque ___'). A reescrita coletiva também funciona como avaliação processual, mostrando se a turma consegue aplicar os conceitos discutidos.

  • Avaliação formativa por observação: o professor circula pelos grupos durante a atividade e registra em uma lista simples se o aluno consegue identificar o tipo de recurso, escolher com base no contexto e justificar a escolha. Critérios: participação ativa na discussão, coerência entre a escolha e o contexto do texto, clareza na justificativa oral. Exemplo: o professor anota em uma folha simples com os nomes dos grupos quais alunos demonstraram raciocínio mais autônomo e quais precisam de mais suporte.
  • Avaliação pelo registro escrito de justificativas: cada aluno entrega ao final da aula a folha com as justificativas das escolhas feitas pelo grupo. Critérios: identificação correta do tipo de recurso usado, justificativa coerente com o contexto textual, uso adequado da metalinguagem trabalhada (pronome, sinônimo, conectivo). Adaptação: alunos com dificuldade de escrita podem justificar oralmente enquanto o professor ou um colega registra. Exemplo prático: 'Escolhemos o pronome ele porque já mencionamos o nome do personagem na frase anterior e ficaria repetitivo escrever o nome de novo.'
  • Avaliação pela participação no debate e na reescrita coletiva: observação da qualidade das contribuições durante a discussão final. Critérios: capacidade de argumentar sobre escolhas linguísticas, abertura para considerar as soluções dos colegas, contribuição para a reescrita do trecho coletivo. Adaptação para alunos ansiosos: a participação pode ser voluntária, sem pressão para falar na frente da turma — o professor pode convidar individualmente com antecedência.

Materiais e ferramentas:

Os recursos foram escolhidos para equilibrar o uso de tecnologia com materiais físicos manipuláveis. O vídeo pré-aula pode ser enviado via grupo de WhatsApp da turma, plataforma escolar ou e-mail dos responsáveis — sem necessidade de login ou conta específica dos alunos. Em sala, as fichas físicas coloridas são o recurso central: baratas, fáceis de produzir e muito mais acessíveis para alunos com TDAH e TEA do que atividades apenas no papel ou na tela.

  • Vídeo curto (até 8 minutos) sobre coesão referencial e sequencial — pode ser produzido pelo professor ou selecionado no YouTube com antecedência.
  • Textos narrativos impressos com lacunas numeradas — um por grupo, com fonte legível (tamanho 14, espaçamento 1,5).
  • Fichas coloridas com os recursos de coesão (pronomes, sinônimos, conectivos) — impressas ou escritas à mão em cartões de papel.
  • Folha de registro de justificativas — uma por aluno, com espaço para anotar a escolha e o motivo de cada lacuna.
  • Quadro branco e marcadores para a etapa de reescrita coletiva.
  • Lista de observação simples para o professor registrar o desempenho dos grupos durante a atividade.

Inclusão e acessibilidade

Trabalhar com uma turma que tem alunos com TDAH, ansiedade e TEA Nível 2 ao mesmo tempo exige atenção, mas essa atividade já tem uma estrutura que favorece todos eles. As fichas físicas ajudam alunos com TDAH a manterem o foco com as mãos ocupadas. A previsibilidade das etapas (vídeo antes, grupo em sala, apresentação, reescrita) reduz a ansiedade de não saber o que vem a seguir. Para alunos com TEA Nível 2, o roteiro visual da aula e a estrutura clara das justificativas são suportes essenciais. Fique atento a sinais de sobrecarga sensorial durante o debate coletivo — se necessário, o aluno pode contribuir por escrito em vez de falar.

  • Para alunos com TDAH: posicionar esses alunos em grupos com colegas que têm perfil mais calmo e organizado. As fichas físicas funcionam como âncora de atenção — deixe que manipulem os cartões durante a discussão. Divida o tempo da atividade em blocos visíveis no quadro (ex.: '20 min para os grupos', '20 min para apresentação').
  • Para alunos com transtorno de ansiedade: enviar o vídeo com antecedência já reduz a ansiedade de chegar sem saber o que vai acontecer. Avise com antecedência quais grupos vão apresentar primeiro — evite surpresas. A participação no debate pode ser voluntária, sem chamada aleatória.
  • Para alunos com TEA Nível 2: entregar um roteiro visual impresso com as etapas da aula e os ícones de cada momento. Oferecer uma ficha de justificativa com estrutura guiada: 'Escolhi ___ porque ___. Esse recurso é um ___.' Permitir que o aluno trabalhe com um parceiro fixo de confiança dentro do grupo.
  • Adaptação do texto: para alunos com maior dificuldade de leitura, oferecer uma versão do texto com as lacunas reduzidas (menos itens para preencher) sem alterar o conteúdo central da atividade.
  • Uso ético do vídeo: o professor deve verificar se o vídeo selecionado ou produzido não expõe dados ou imagens de alunos. Se produzido pelo próprio professor, evitar mencionar nomes de alunos reais. O compartilhamento deve ser feito por canal oficial da escola, respeitando a LGPD.

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