O Relógio do Sol e as Aventuras do Dia e da Noite!

Desenvolvida por: Thais … (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Ciências da Natureza
Temática: A passagem do tempo: dia e noite

Essa sequência de três aulas foi pensada para crianças de 6 e 7 anos explorarem, de forma concreta e divertida, como o tempo passa ao longo do dia. A ideia central é conectar o que os alunos já vivem na rotina deles com os conceitos científicos de manhã, tarde, noite, dias, semanas e meses.

Na primeira aula, a turma constrói um painel coletivo grande, colando imagens de atividades típicas de cada período do dia. Os alunos trazem ou recortam figuras de crianças acordando, animais noturnos, pôr do sol, entre outras. Esse painel fica exposto na sala durante toda a sequência, servindo de referência visual constante.

Na segunda aula, cada aluno cria um relógio do sol artesanal usando papel cartão e um lápis como gnômon. Se a escola tiver área externa, a turma vai ao pátio para observar sombras reais. Caso não seja possível, o professor usa uma lanterna para simular o movimento do sol. As crianças registram as sombras em diferentes horários desenhados no papel e discutem por que as sombras mudam.

Na terceira aula, cada criança monta um mini livro de quatro páginas: capa, manhã, tarde e noite. Elas desenham e escrevem (ou ditam para o professor) o que fazem em cada período. Quem tem dificuldade motora pode usar carimbos, colagem ou gravuras prontas. O mini livro vai para casa, funcionando como um material de comunicação com a família.

Durante toda a sequência, o professor aproveita para trabalhar vocabulário, sequência temporal e o ritmo de vida de diferentes animais, conectando Ciências com Língua Portuguesa e com as experiências pessoais de cada criança. A proposta respeita diferentes ritmos de aprendizagem e inclui adaptações para alunos com deficiência intelectual, TDAH e dificuldades motoras, garantindo que todos participem de forma ativa e significativa.

Objetivos de Aprendizagem

O foco dessa sequência é fazer com que os alunos consigam, de verdade, identificar os períodos do dia e perceber que eles organizam a vida de todo mundo, não só dos humanos. A construção do painel, do relógio do sol e do mini livro não são atividades isoladas: cada uma apoia a seguinte, criando uma progressão natural do concreto para o representado. O professor vai perceber que, ao final das três aulas, as crianças já conseguem usar os termos manhã, tarde e noite com mais segurança e associá-los a exemplos reais do cotidiano delas e de outros seres vivos.

  • Identificar e nomear os períodos do dia: manhã, tarde e noite, relacionando cada um a atividades cotidianas.
  • Reconhecer que a sucessão de dias e noites organiza a rotina de humanos e de outros seres vivos, como animais diurnos e noturnos.
  • Compreender de forma inicial a sequência temporal: dia, semana e mês.
  • Registrar observações sobre sombras e a posição do sol por meio de desenho e escrita simples.
  • Participar de atividades coletivas e individuais, respeitando a vez dos colegas e colaborando na construção do painel.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF01CI05: Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão de dias, semanas, meses e anos. Conheça mais sobre a EF01CI05
  • EF01CI06: Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos. Conheça mais sobre a EF01CI06

Conteúdo Programático

Os conteúdos dessa sequência partem do que as crianças já conhecem, a rotina do dia a dia, e avançam para conceitos mais abstratos como semanas e meses. A observação do sol e das sombras traz o conteúdo científico de forma sensorial, enquanto o painel e o mini livro garantem o registro e a organização das ideias. A conexão com animais diurnos e noturnos amplia o olhar das crianças para além da própria experiência, desenvolvendo empatia e curiosidade científica.

  • Períodos do dia: manhã, tarde e noite, com exemplos de atividades humanas em cada período.
  • Sucessão temporal: dias, semanas e meses, apresentados de forma visual e sequencial.
  • O sol como referência natural para medir o tempo: posição, luz e sombras.
  • Animais diurnos e noturnos: exemplos de como diferentes seres vivos organizam suas atividades conforme a luz do dia.
  • Rotina e ritmo biológico: conexão entre os ciclos naturais e os hábitos cotidianos.

Metodologia

As três aulas usam materiais concretos e manipuláveis porque, para crianças de 6 e 7 anos, aprender fazendo é muito mais eficaz do que só ouvir. O painel coletivo estimula a colaboração e a escuta. O relógio do sol traz observação e investigação, mesmo que simples. O mini livro garante que cada criança tenha um produto próprio, o que reforça a autoestima e o senso de autoria. O professor atua como mediador, fazendo perguntas que provocam o pensamento, como 'por que a sombra mudou?' ou 'o que os morcegos fazem enquanto você dorme?', em vez de apenas transmitir informações.

  • Construção coletiva de painel com imagens recortadas ou impressas, organizadas por período do dia.
  • Observação direta de sombras no pátio ou simulação com lanterna em sala, seguida de registro em papel.
  • Produção individual do mini livro ilustrado com sequência dia e noite, com opção de colagem para quem tem dificuldade motora.
  • Roda de conversa ao início e ao fim de cada aula para ativar conhecimentos prévios e consolidar aprendizagens.
  • Uso do livro didático como apoio para identificar imagens de rotinas de humanos e animais.
  • Perguntas mediadoras do professor para estimular observação, comparação e raciocínio sequencial.

Aulas e Sequências Didáticas

As três aulas foram pensadas em sequência crescente de complexidade. A primeira é mais coletiva e exploratória. A segunda exige mais atenção e observação individual. A terceira é o momento de síntese, onde cada criança registra o que aprendeu de forma pessoal. Manter o painel da primeira aula visível nas aulas seguintes ajuda muito, especialmente para alunos com deficiência intelectual ou TDAH, que se beneficiam de referências visuais constantes.

  • Aula 1 (50 min): Roda de conversa sobre o que os alunos fazem de manhã, à tarde e à noite. Apresentação de imagens de rotinas humanas e de animais. Construção coletiva do painel com três colunas (manhã, tarde, noite), onde cada criança cola ou posiciona uma imagem. Fechamento com leitura do painel e registro oral.
  • Momento 1: Roda de Conversa – O que você faz durante o dia? (Estimativa: 12 minutos)
    Inicie a aula reunindo os alunos em roda no chão ou em suas cadeiras dispostas em círculo. Comece com uma pergunta simples e acolhedora: 'O que você fez hoje de manhã antes de vir para a escola?' Permita que cada criança fale brevemente, respeitando a vez dos colegas. É importante que você conduza a conversa de forma leve, sem pressa, valorizando todas as respostas. Após ouvir alguns alunos, amplie as perguntas: 'E à tarde, o que vocês costumam fazer?' e 'E à noite, antes de dormir?'. Anote no quadro ou em um papel grande as palavras-chave que as crianças disserem, como 'tomar café', 'brincar', 'jantar', 'dormir'. Esse momento serve para ativar os conhecimentos prévios dos alunos e criar um vínculo afetivo com o tema. Observe se os alunos já conseguem diferenciar os períodos do dia espontaneamente, pois isso será um indicador importante para acompanhar a aprendizagem ao longo da sequência.

    Momento 2: Apresentação de Imagens – Rotinas de Humanos e Animais (Estimativa: 13 minutos)
    Apresente as imagens impressas ou recortadas de revistas que mostram atividades humanas e de animais em diferentes períodos do dia. Mostre uma imagem de cada vez e pergunte à turma: 'Isso acontece de manhã, à tarde ou à noite?' Incentive as crianças a justificarem suas respostas: 'Como você sabe que é de noite nessa imagem?' Inclua imagens de animais diurnos, como borboletas e pássaros, e animais noturnos, como corujas e morcegos, para ampliar o repertório dos alunos e conectar Ciências com o cotidiano. É importante que você nomeie cada animal e explique de forma simples por que ele aparece em determinado período do dia. Use frases curtas e vocabulário acessível. Permita que os alunos façam perguntas e expressem curiosidades. Esse momento prepara as crianças para a atividade coletiva seguinte, garantindo que todos compreendam os três períodos antes de manipular as imagens.

    Momento 3: Construção Coletiva do Painel (Estimativa: 18 minutos)
    Fixe o papel kraft ou a cartolina grande em uma parede ou no chão, já dividido em três colunas com os títulos 'Manhã', 'Tarde' e 'Noite', escritos com letras grandes e acompanhados de um símbolo visual: um sol nascente para a manhã, um sol alto para a tarde e uma lua para a noite. Distribua as imagens entre os alunos, garantindo que cada criança receba pelo menos uma figura. Chame as crianças uma a uma ou em pequenos grupos para colar ou posicionar sua imagem na coluna correta. Enquanto cada aluno se aproxima do painel, faça perguntas mediadoras como: 'Onde você vai colocar essa imagem? Por quê?' Isso estimula o raciocínio e a comunicação oral. É importante que você circule pela sala durante a atividade, apoiando quem tiver dúvidas e incentivando a autonomia. Observe se os alunos conseguem associar as imagens ao período correto sem ajuda, com ajuda parcial ou com apoio total, registrando mentalmente ou em sua lista de observação. Valorize cada participação com elogios específicos, como 'Muito bem, você percebeu que a coruja aparece à noite!'

    Momento 4: Leitura do Painel e Fechamento Oral (Estimativa: 7 minutos)
    Com o painel completo, reúna a turma novamente em roda e faça a 'leitura coletiva' do painel. Aponte para cada coluna e pergunte: 'O que acontece de manhã?' Deixe os alunos responderem observando as imagens coladas. Repita para tarde e noite. Finalize com uma pergunta de síntese: 'Então, como o dia é dividido?' Espere que as crianças respondam 'manhã, tarde e noite' e reforce essa sequência com entusiasmo. Explique que o painel ficará exposto na sala durante as próximas aulas e que eles poderão olhar para ele sempre que precisar lembrar. Esse fechamento consolida a aprendizagem do dia e prepara os alunos para as próximas aulas da sequência. É importante que você encerre o momento de forma positiva, celebrando a construção coletiva da turma.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos! Aqui vão algumas sugestões práticas e viáveis para tornar essa aula ainda mais inclusiva:

    Para alunos com deficiência intelectual: Durante a roda de conversa, faça perguntas ainda mais simples e diretas, como 'Você toma café de manhã ou à noite?' para facilitar a compreensão. Na hora de colar a imagem no painel, ofereça apenas duas opções de coluna em vez de três, se necessário, reduzindo a complexidade da escolha. Use imagens grandes, coloridas e com alto contraste para facilitar a identificação. Sente esse aluno próximo a você ou a um colega que possa ajudá-lo com gentileza.

    Para alunos com TDAH: Posicione esses alunos próximos a você durante a roda de conversa para facilitar o redirecionamento do foco quando necessário. Dê a eles uma função ativa durante a apresentação das imagens, como segurar a próxima figura a ser mostrada, pois a responsabilidade ajuda a manter o engajamento. Na construção do painel, permita que sejam um dos primeiros a colar sua imagem, evitando longos períodos de espera. Use toques suaves no ombro ou sinais combinados previamente para ajudá-los a se reorganizar sem constrangimento.

    Para alunos com dificuldades motoras: Prepare a cola bastão com antecedência, deixando-a já aberta e pronta para uso. Se necessário, use fita adesiva dupla-face nas imagens para que o aluno precise apenas pressionar o papel no painel, sem precisar manusear o bastão de cola. Permita que o aluno aponte para a coluna onde quer colocar a imagem e um colega ou você mesmo realize a colagem, garantindo que a escolha e a participação intelectual sejam sempre do aluno. O mais importante é que ele se sinta protagonista da atividade, independentemente do suporte motor recebido.

  • Aula 2 (50 min): Retomada do painel. Apresentação do conceito de relógio do sol. Saída ao pátio (ou uso de lanterna) para observar sombras. Cada aluno recebe um papel com círculo desenhado e marca a sombra do lápis em diferentes posições simuladas. Discussão sobre por que as sombras mudam e como isso ajuda a saber a hora.
  • Momento 1: Retomada do Painel e Ativação de Conhecimentos Prévios (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula reunindo os alunos em roda e direcione o olhar de todos para o painel construído na aula anterior. Aponte para cada coluna e faça perguntas rápidas e animadas: 'Quem lembra o que colocamos aqui na coluna da manhã?' e 'Que animal aparece à noite no nosso painel?'. Permita que as crianças respondam livremente, valorizando cada participação. Em seguida, introduza a pergunta motivadora da aula: 'Vocês sabiam que, muito antes de existir relógio de parede ou de pulso, as pessoas usavam o sol para saber que horas eram?'. Deixe as crianças reagirem com curiosidade e expressarem o que já sabem ou imaginam sobre o assunto. É importante que você mantenha esse momento leve e dialogado, sem pressa, pois ele serve para criar conexão emocional com o tema e preparar os alunos para a atividade prática que virá. Observe se os alunos conseguem retomar os conceitos de manhã, tarde e noite com facilidade, pois isso indicará o quanto foi consolidado na aula anterior.

    Momento 2: Apresentação do Conceito de Relógio do Sol (Estimativa: 10 minutos)
    Com os alunos ainda reunidos, explique de forma simples e visual o que é um relógio do sol. Use frases curtas como: 'O sol se move pelo céu ao longo do dia. De manhã ele está aqui, mais baixinho' — aponte para um lado da sala — 'e de tarde ele está lá, do outro lado. Quando o sol muda de lugar, a sombra dos objetos também muda!'. Se possível, use um objeto simples, como uma caneta ou lápis, e uma lanterna para demonstrar rapidamente como a sombra muda de posição conforme a luz se move. Mostre duas ou três posições diferentes da lanterna e peça que os alunos observem para onde a sombra aponta. Faça perguntas mediadoras como: 'O que aconteceu com a sombra quando eu movi a lanterna?' e 'Vocês acham que de manhã a sombra é igual à sombra da tarde?'. É importante que você use vocabulário acessível e repita as ideias centrais mais de uma vez, pois crianças de 6 e 7 anos precisam de reforço para internalizar conceitos abstratos. Valorize todas as hipóteses levantadas pelos alunos, mesmo as incorretas, tratando-as como ponto de partida para a investigação.

    Momento 3: Observação de Sombras no Pátio ou com Lanterna (Estimativa: 15 minutos)
    Distribua para cada aluno uma folha de papel cartão A4 com um círculo pré-desenhado no centro e um lápis grafite que servirá de gnômon. Explique que cada criança vai colocar o lápis em pé no centro do círculo e observar a sombra que ele faz. Se a escola permitir saída ao pátio, leve a turma para um espaço aberto e ensolarado. Peça que cada aluno posicione seu papel no chão, segure o lápis em pé no centro e observe a sombra formada. Oriente que marquem com um traço onde a sombra aparece. Caso a atividade seja realizada em sala, use uma lanterna posicionada em diferentes ângulos para simular o movimento do sol: primeiro de um lado, depois de cima e depois do outro lado, pedindo que os alunos marquem a sombra em cada posição. Circule entre os alunos durante toda a atividade, fazendo perguntas como: 'Para onde está apontando a sombra agora?' e 'O que aconteceu quando eu movi a lanterna?'. É importante que você incentive a observação atenta antes de cada marcação, evitando que as crianças registrem sem prestar atenção. Observe quais alunos conseguem fazer a marcação de forma autônoma e quais precisam de apoio para segurar o lápis em pé ou para identificar a sombra.

    Momento 4: Discussão Coletiva — Por que as Sombras Mudam? (Estimativa: 10 minutos)
    Reúna os alunos novamente em roda, cada um segurando sua folha com as marcações das sombras. Conduza uma discussão coletiva a partir das observações feitas. Comece perguntando: 'O que vocês perceberam? As sombras ficaram sempre no mesmo lugar?'. Deixe que as crianças comparem suas folhas entre si e percebam que as sombras apontam em direções diferentes dependendo da posição da luz. Explique, com linguagem simples, que de manhã o sol está em um lado do céu e a sombra aponta para o outro lado, e que à tarde o sol muda de posição e a sombra também muda. Conecte essa ideia ao painel da aula anterior: 'Então, olhando para a sombra, as pessoas antigamente conseguiam saber se era manhã ou tarde, assim como nós organizamos o nosso painel!'. Finalize perguntando: 'Vocês acham que um relógio do sol funciona à noite? Por quê?'. Permita que as crianças raciocinem e respondam livremente. É importante que você valorize o raciocínio do processo, não apenas a resposta correta, estimulando a curiosidade científica desde cedo.

    Momento 5: Fechamento e Registro Oral (Estimativa: 5 minutos)
    Encerre a aula retomando as ideias principais de forma animada e participativa. Faça três perguntas rápidas para a turma: 'O que é um relógio do sol?', 'Por que a sombra muda durante o dia?' e 'Em que período do dia o sol está mais alto?'. Permita que diferentes crianças respondam cada pergunta. Reforce as respostas corretas com entusiasmo e corrija gentilmente as incorretas, sempre explicando o porquê. Informe aos alunos que as folhas com as marcações das sombras serão guardadas para que eles possam usá-las como referência na próxima aula, quando montarão o mini livro. Celebre o trabalho da turma com uma frase motivadora, como: 'Hoje vocês foram verdadeiros cientistas!'. É importante que você encerre o momento de forma positiva, garantindo que os alunos saiam da aula com a sensação de que aprenderam algo novo e significativo.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos! Aqui vão sugestões práticas e viáveis para tornar essa aula ainda mais inclusiva para as diferentes necessidades da sua turma:

    Para alunos com deficiência intelectual: Durante a retomada do painel, faça perguntas ainda mais diretas e com opções de escolha, como 'A coruja aparece de manhã ou de noite?', reduzindo a demanda de recuperação espontânea da memória. Na apresentação do relógio do sol, use sempre o objeto concreto — o lápis e a lanterna — para que o conceito seja percebido de forma sensorial antes de ser verbalizado. Durante a atividade de marcação das sombras, sente esse aluno próximo a você ou a um colega de confiança, e oriente passo a passo: 'Segura o lápis aqui, olha a sombra, agora faz um traço'. Reduza para duas posições de sombra em vez de três, se necessário, para não sobrecarregar a atenção. O mais importante é que ele participe ativamente da observação, mesmo que o registro seja parcialmente apoiado.

    Para alunos com TDAH: Posicione esses alunos próximos a você durante os momentos de roda e discussão, facilitando o redirecionamento do foco com um toque suave no ombro ou um sinal combinado previamente. Durante a apresentação do conceito, atribua a eles uma função ativa, como segurar a lanterna ou o lápis-gnômon durante a demonstração, pois a responsabilidade ajuda a manter o engajamento. Na atividade de observação no pátio ou com lanterna, permita que esses alunos sejam os primeiros a marcar a sombra em cada posição, evitando longos períodos de espera que aumentam a agitação. Divida as instruções em um passo de cada vez, evitando dar todas as orientações de uma só vez. Permita pequenas pausas de movimento entre os momentos, como pedir que eles entreguem os materiais ou organizem as folhas da turma.

    Para alunos com dificuldades motoras: Prepare as folhas com o círculo já desenhado e com uma pequena fita adesiva dupla-face no verso para fixar o papel no chão ou na carteira sem que ele se mova durante a atividade, facilitando o manuseio. Para a marcação da sombra, ofereça um lápis mais grosso ou um canetão, que exige menos pressão e precisão motora fina. Se o aluno tiver dificuldade em manter o lápis-gnômon em pé, cole o lápis com fita adesiva em um pequeno pedaço de isopor ou borracha para que ele fique estável sem precisar ser segurado. Permita que o aluno indique verbalmente onde está a sombra e um colega ou você mesmo faça a marcação no papel, garantindo que a observação e o raciocínio sejam sempre protagonizados por ele. Lembre-se: o que importa é que ele pense, observe e participe — o suporte motor não diminui o valor da aprendizagem.

  • Aula 3 (50 min): Retomada das aulas anteriores com perguntas rápidas. Montagem do mini livro de quatro páginas: capa com nome, e uma página para manhã, tarde e noite. Os alunos desenham, escrevem palavras ou colam imagens. Socialização em duplas antes do fechamento coletivo. Mini livros vão para casa.
  • Momento 1: Retomada das Aulas Anteriores – Perguntas Rápidas e Animadas (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula reunindo os alunos em roda, preferencialmente no chão ou com as cadeiras dispostas em círculo. Direcione o olhar de todos para o painel construído na Aula 1, que deve continuar exposto na sala. Comece com perguntas rápidas e animadas para ativar a memória: 'Quem lembra como o dia é dividido?' e 'Que animal aparece à noite no nosso painel?'. Permita que diferentes crianças respondam, valorizando cada participação com entusiasmo. Em seguida, retome brevemente a experiência do relógio do sol da Aula 2: 'Quem lembra o que acontecia com a sombra quando o sol mudava de lugar?'. Deixe as crianças se expressarem livremente, sem cobrar respostas exatas. É importante que você mantenha esse momento leve e dialogado, pois ele serve para consolidar os aprendizados anteriores e criar uma ponte afetiva com a atividade que será realizada hoje. Observe se os alunos conseguem retomar os conceitos de manhã, tarde e noite com facilidade, pois isso indicará o quanto foi internalizado ao longo da sequência. Finalize esse momento apresentando a proposta do dia com entusiasmo: 'Hoje cada um de vocês vai criar o seu próprio mini livro sobre o dia e a noite para levar para casa e contar para a família!'.

    Momento 2: Apresentação do Mini Livro e Organização dos Materiais (Estimativa: 8 minutos)
    Mostre um modelo pronto do mini livro para a turma, folheando cada página lentamente enquanto explica sua estrutura. Diga: 'Olha, o nosso livro tem quatro páginas: a capa, onde vocês vão escrever o nome e desenhar o que quiserem; a página da manhã, onde vão mostrar o que fazem de manhã; a página da tarde; e a página da noite'. Aponte para cada página enquanto fala, garantindo que todos visualizem a estrutura antes de começar. Distribua as folhas A4 já dobradas em quatro, formando o mini livro, e explique que cada criança pode desenhar, escrever palavras, colar imagens ou usar carimbos — o importante é que cada página conte o que acontece naquele período do dia. É importante que você reforce que não existe resposta certa ou errada, e que cada livro será único porque cada criança tem uma rotina diferente. Distribua os materiais de forma organizada: lápis de cor, canetinhas, carimbos, figuras para colagem e cola bastão. Permita que os alunos escolham como preferem registrar, respeitando os diferentes estilos e habilidades. Observe se todos compreenderam a estrutura do livro antes de iniciar a produção individual.

    Momento 3: Produção Individual do Mini Livro (Estimativa: 17 minutos)
    Oriente os alunos a começarem pela capa, escrevendo o nome e fazendo um desenho livre que represente o tema do livro. Circule pela sala durante toda a produção, fazendo perguntas mediadoras individuais como: 'O que você costuma fazer de manhã?' e 'Que animal você vai desenhar na página da noite?'. Essas perguntas ajudam as crianças que travam diante da folha em branco a encontrar um ponto de partida. É importante que você não faça o trabalho pelo aluno, mas ofereça suporte verbal e emocional para que ele se sinta capaz de produzir. Valorize cada escolha com elogios específicos, como 'Que ideia criativa colocar o café da manhã aqui!' ou 'Você lembrou da coruja que vimos no painel, que legal!'. Observe quais alunos conseguem produzir de forma autônoma, quais precisam de mediação verbal e quais precisam de apoio mais direto, registrando mentalmente ou em sua lista de observação. Permita que os alunos que terminarem mais rápido enriqueçam as páginas com mais detalhes ou escrevam uma frase curta em cada página, aproveitando o tempo de forma produtiva.

    Momento 4: Socialização em Duplas (Estimativa: 8 minutos)
    Ao sinal do professor, peça que os alunos se organizem em duplas com o colega ao lado. Oriente que cada criança mostre o seu mini livro para o parceiro e conte o que desenhou ou colou em cada página. Diga: 'Agora vocês vão ser leitores um do outro! Mostre seu livro para o colega e conte o que você fez em cada página'. Circule pelas duplas durante esse momento, ouvindo as trocas e fazendo perguntas que estimulem a comparação: 'Vocês fazem as mesmas coisas de manhã ou coisas diferentes?'. É importante que você incentive a escuta ativa, lembrando as crianças de esperar a vez do colega falar antes de responder. Esse momento de socialização é fundamental para desenvolver a oralidade, a sequência temporal e o respeito às diferenças de rotina entre as crianças. Observe se os alunos conseguem explicar oralmente o conteúdo de cada página, pois essa é uma forma valiosa de avaliação para aqueles que têm dificuldade com a escrita ou o desenho.

    Momento 5: Fechamento Coletivo e Envio para Casa (Estimativa: 7 minutos)
    Reúna a turma novamente em roda para o fechamento coletivo. Convide duas ou três crianças voluntárias para mostrar seu mini livro para a turma e contar o que fizeram em cada página. Valorize cada apresentação com aplausos e comentários positivos. Em seguida, faça uma roda de perguntas orais rápidas para a avaliação final: 'O que você faz de manhã?', 'Que animal aparece à noite?' e 'Como o dia é dividido?'. Permita que diferentes crianças respondam cada pergunta, garantindo que todos tenham a oportunidade de participar. Registre as respostas mentalmente ou em sua lista de observação, especialmente para os alunos que têm dificuldade com escrita mas demonstram compreensão oral. Finalize a sequência celebrando o trabalho da turma ao longo das três aulas: 'Vocês aprenderam sobre manhã, tarde e noite, fizeram um painel juntos, criaram um relógio do sol e agora têm um livro para contar tudo isso para a família. Que turma incrível!'. Oriente os alunos a guardarem o mini livro na mochila com cuidado para levar para casa e compartilhar com a família.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos! Aqui vão sugestões práticas e viáveis para tornar essa aula ainda mais inclusiva para as diferentes necessidades da sua turma:

    Para alunos com deficiência intelectual: Durante a retomada inicial, faça perguntas com opções de escolha, como 'A manhã ou a noite? Quando você toma café?' para facilitar a participação sem exigir recuperação espontânea da memória. Na produção do mini livro, reduza a demanda se necessário: em vez de três páginas de conteúdo, foque em uma ou duas, garantindo que o aluno conclua a atividade com qualidade e sem frustração. Ofereça figuras prontas para colagem em vez de exigir o desenho, e sente esse aluno próximo a você ou a um colega que possa ajudá-lo com gentileza. O mais importante é que ele se sinta autor do próprio livro, mesmo que o suporte tenha sido maior.

    Para alunos com TDAH: Posicione esses alunos próximos a você durante a roda de conversa e o fechamento coletivo, facilitando o redirecionamento do foco com um toque suave no ombro ou um sinal combinado previamente. Durante a produção individual, divida a tarefa em etapas verbais curtas: 'Agora só a capa', depois 'Agora a página da manhã', evitando que a visão do livro inteiro gere dispersão. Atribua a eles uma função ativa durante a socialização, como ser o primeiro da dupla a apresentar o livro, pois a responsabilidade ajuda a manter o engajamento. Permita pequenas pausas de movimento entre os momentos, como pedir que entreguem materiais para os colegas ou organizem as canetinhas da mesa.

    Para alunos com dificuldades motoras: Prepare o mini livro já dobrado e com as páginas identificadas com etiquetas escritas pelo professor, para que o aluno não precise dobrar ou organizar o material. Ofereça carimbos, figuras prontas para colagem com fita adesiva dupla-face e canetinhas mais grossas, que exigem menos pressão e precisão motora fina. Se o aluno tiver dificuldade em escrever o nome na capa, permita que ele dite e você escreva com letra pontilhada para que ele passe por cima, ou use um carimbo com o nome. Lembre-se: o valor da atividade está na expressão das ideias e na compreensão da sequência temporal, não na perfeição do traço. Celebre cada página concluída com entusiasmo genuíno!

Avaliação

A avaliação dessa sequência é principalmente formativa, acontecendo ao longo das três aulas. O professor observa a participação na construção do painel, a capacidade de identificar os períodos do dia e a qualidade dos registros no mini livro. Não se trata de nota, mas de perceber quem já compreendeu a sequência temporal e quem ainda precisa de mais apoio. Para alunos com deficiência intelectual, o critério é adaptado: basta identificar pelo menos dois períodos do dia com apoio visual. Para alunos com TDAH, considera-se a participação em pelo menos uma etapa de cada aula. O mini livro funciona também como avaliação somativa, sendo um registro concreto do aprendizado de cada criança.

  • Observação participante durante o painel coletivo: o professor registra em uma lista simples quais alunos conseguiram associar imagens ao período correto do dia (manhã, tarde ou noite) sem ajuda, com ajuda parcial ou com apoio total.
  • Análise do mini livro ilustrado: verificar se a criança representou atividades coerentes com cada período do dia, se usou os termos corretos (mesmo que oralmente) e se demonstrou compreensão da sequência manhã-tarde-noite. Para alunos com dificuldades motoras, considerar colagens e carimbos como registros válidos.
  • Roda de perguntas orais ao final da aula 3: o professor faz perguntas simples como 'o que você faz de manhã?' ou 'que animal aparece à noite?', registrando as respostas para acompanhar a evolução individual. Essa estratégia é especialmente útil para alunos que têm dificuldade com escrita mas demonstram compreensão oral.

Materiais e ferramentas:

Os materiais escolhidos são simples, baratos e fáceis de encontrar. A ideia é que o professor não precise gastar muito tempo preparando, mas que os recursos sejam suficientemente concretos para engajar crianças de 6 e 7 anos. O uso de imagens impressas ou recortadas de revistas garante acesso mesmo em escolas com poucos recursos tecnológicos. A lanterna é uma alternativa prática para simular o sol em dias nublados ou em salas sem acesso ao pátio.

  • Papel kraft ou cartolina grande para o painel coletivo (1 por turma).
  • Imagens impressas ou recortadas de revistas com atividades de manhã, tarde e noite, incluindo animais diurnos e noturnos.
  • Cola bastão e tesoura com ponta arredondada.
  • Papel cartão A4 para o relógio do sol (1 por aluno), com círculo pré-desenhado pelo professor.
  • Lápis grafite para servir de gnômon no relógio do sol.
  • Lanterna (caso a atividade seja feita em sala).
  • Folhas A4 dobradas em quatro para o mini livro (1 por aluno).
  • Canetinhas, lápis de cor, carimbos e figuras para colagem.
  • Livro didático de Ciências do 1º ano para apoio visual nas imagens de rotinas.
  • Lista de observação simples para o professor registrar o desempenho de cada aluno.

Inclusão e acessibilidade

Trabalhar com uma turma que tem alunos com deficiência intelectual, TDAH e dificuldades motoras pode parecer desafiador, mas essa sequência já foi pensada para facilitar sua vida. As atividades são visuais, concretas e permitem diferentes formas de participação, o que naturalmente reduz barreiras. Fique atento a sinais de frustração, especialmente na aula do mini livro: se uma criança está travada na escrita, ofereça logo a opção de colagem ou ditado. Para os alunos com TDAH, dividir cada aula em blocos curtos com uma mudança de atividade ajuda muito a manter o foco. Não force a participação oral de quem está em um dia difícil; o painel e o mini livro já são formas válidas de expressão.

  • Para alunos com deficiência intelectual: use imagens grandes e com contraste claro no painel. Reduza o número de períodos trabalhados de uma vez, focando primeiro em manhã e noite antes de incluir a tarde. Ofereça apoio individual durante a montagem do mini livro, fazendo perguntas simples como 'o que você faz quando acorda?'.
  • Para alunos com TDAH: posicione esses alunos próximos ao professor durante a roda de conversa. Dê instruções uma de cada vez, de forma curta e direta. Na aula do relógio do sol, permita que se movimentem durante a observação no pátio, pois o ambiente externo favorece o foco desses alunos.
  • Para alunos com dificuldades motoras finas: disponibilize carimbos de sol, lua e estrelas para o mini livro, além de figuras prontas para colagem. No relógio do sol, o professor ou um colega pode segurar o lápis enquanto a criança marca a posição da sombra. Tesouras adaptadas ou pré-recortadas também facilitam a participação no painel.
  • Estratégia geral de comunicação: use sempre referências visuais fixas na sala, como o painel da aula 1. Isso beneficia todos os alunos, mas é especialmente importante para quem tem deficiência intelectual ou dificuldades de memória de trabalho.
  • Respeito à diversidade cultural: ao selecionar imagens para o painel, inclua famílias e rotinas diversas, com diferentes composições familiares, etnias e contextos (campo e cidade). Isso garante que todas as crianças se vejam representadas na atividade.

Todos os planos de aula são criados e revisados por professores como você, com auxílio da Inteligência Artificial

Crie agora seu próprio plano de aula
Você ainda tem 1 plano de aula para ler esse mês
Cadastre-se gratuitamente
e tenha livre acesso a mais de 30.000 planos de aula sem custo