Lata Adestrada: Ciência em Movimento

Desenvolvida por: Wallac… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Ciências
Temática: Matéria e Energia

A atividade proposta tem como objetivo central permitir que os alunos compreendam a estrutura e interação das moléculas através da construção e análise de uma 'lata adestrada'. Durante a primeira aula, os alunos serão introduzidos aos princípios de energia e movimento. Eles irão construir a 'lata adestrada', documentando detalhadamente todo o processo, o que lhes permitirá correlacionar os fenômenos observados com conceitos teóricos. Já na segunda aula, a discussão se centrará em como a organização molecular e o movimento de energia influenciam no comportamento dinâmico dessa lata, ampliando a compreensão dos alunos sobre a aplicação desses conceitos em tecnologias e processos naturais. Por meio dessa experiência prática, espera-se que os alunos desenvolvam uma compreensão aprofundada desses conceitos físicos e químicos, utilizando a investigação prática e a reflexão como ferramentas de aprendizado, e sendo estimulados a fazer conexões com desafios contemporâneos, como a sustentabilidade e a inovação tecnológica.

Objetivos de Aprendizagem

Os objetivos de aprendizagem deste plano de aula são focalizados em aprofundar o entendimento dos alunos sobre a estrutura molecular e suas interações energéticas, promovendo a capacidade de aplicar esse conhecimento em contextos reais e tecnológicos. Incentivamos uma abordagem prática e integrada que não só esclarece conceitos teóricos, mas também desafia os alunos a pensar criticamente sobre como esses princípios se aplicam em situações cotidianas e tecnológicas. Ao final da atividade, os alunos deverão ser capazes de não apenas montar e explicar o funcionamento da 'lata adestrada', mas também refletir sobre o impacto desse conhecimento em inovações científicas e tecnológicas.

  • Compreender a interação entre energia e matéria através de experimentos práticos.
  • Aplicar conceitos de organização molecular em contextos tecnológicos.
  • Desenvolver habilidades de documentação científica durante atividades experimentais.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF09CI01: Investigar as mudanças de estado físico da matéria e explicar essas transformações com base no modelo de constituição submicroscópica.
  • EF09CI03: Identificar modelos que descrevem a estrutura da matéria (constituição do átomo e composição de moléculas simples) e reconhecer sua evolução histórica.

Conteúdo Programático

O conteúdo programático desta atividade está centrado na interação entre energia e matéria, proporcionando uma abordagem prática aos alunos que os prepara para examinar fenômenos de mudança de estado físico e organização molecular. A atividade está estruturada para oferecer uma visão integrada dos princípios teóricos com experimentos práticos, permitindo que os alunos experimentem direta e indiretamente os processos de constituição submicroscópica da matéria. Além disso, o desenvolvimento da atividade é concebido para fazer os alunos correlacionarem o conhecimento científico adquirido com suas aplicações tecnológicas, proporcionando uma compreensão ampliada e aplicada.

  • Princípios de energia e movimento.
  • Estrutura e interação molecular.
  • Processos de organização molecular em tecnologias.

Metodologia

A metodologia desta atividade integra a Aprendizagem Baseada em Projetos como o principal vetor para engajar os alunos, proporcionando-lhes a oportunidade de aprender por meio da prática e da interação direta com o fenômeno estudado. Acreditamos que essa abordagem não só desperta o interesse dos alunos, mas também promove o desenvolvimento de uma série de habilidades essenciais como a resolução de problemas, trabalho em equipe e pensamento crítico. A utilização de metodologias ativas moverá os alunos para um papel mais protagonista, nutrindo um ambiente de aprendizado onde a curiosidade é incentivada e a colaboração é fundamental.

  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL).
  • Trabalho em equipe.
  • Documentação e reflexão crítica.

Aulas e Sequências Didáticas

O cronograma foi projetado para ser implementado em duas aulas de 50 minutos cada, permitindo uma exploração e discussão aprofundadas dos conceitos. Na primeira aula, os alunos serão engajados em uma atividade prática de construção de uma 'lata adestrada', enquanto na segunda aula será promovida uma discussão reflexiva sobre os processos observados. Este formato não apenas acomoda diferentes estilos de aprendizagem, mas também amplia o tempo dedicado à reflexão e análise crítica, uma vez que os alunos serão encorajados a explorar e discutir amplamente os conceitos estudados entre as duas sessões.

  • Aula 1: Introdução aos conceitos de energia e movimento, construção da 'lata adestrada'.
  • Momento 1: Introdução aos conceitos de energia e movimento (Estimativa: 15 minutos)
    Inicie a aula apresentando os conceitos básicos de energia e movimento. Use recursos visuais como slides ou vídeos curtos que exemplifiquem esses conceitos no dia a dia. É importante que você faça perguntas para estimular a participação dos alunos, como: 'Onde podemos observar energia e movimento no nosso cotidiano?'. Permita que os alunos compartilhem suas respostas. Observe se todos estão acompanhando e se necessário, faça breves explicações adicionais.

    Momento 2: Construção da 'lata adestrada' - Preparação e Planejamento (Estimativa: 15 minutos)
    Explique aos alunos que eles irão construir uma 'lata adestrada' como forma de compreender os conceitos aprendidos. Divida a turma em pequenos grupos e distribua os materiais necessários. Explique cada passo do processo de construção e incentive os alunos a planejarem suas ações, discutindo entre eles a melhor forma de realizar a atividade. Intervenha em caso de dúvidas e certifique-se de que todos os grupos estão entendendo as instruções.

    Momento 3: Construção e Observação (Estimativa: 15 minutos)
    Permita que os alunos iniciem a construção da 'lata adestrada'. Circule entre os grupos observando o progresso de cada um, oferecendo orientação e auxiliando na resolução de problemas práticos que possam surgir. Sugira que os alunos registrem suas observações e dificuldades encontradas durante a montagem em um diário de bordo.

    Momento 4: Compartilhamento e Reflexão (Estimativa: 5 minutos)
    Reserve os últimos minutos para que os grupos compartilhem brevemente suas experiências. Questione: 'Quais desafios enfrentaram?'. 'Quais descobertas fizeram sobre energia e movimento?'. Avalie a participação dos alunos e suas reflexões sobre o processo. Incentive-os a pensar em como esse experimento pode se relacionar com fenômenos e inovações presentes no mundo atual.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Para garantir inclusão e acessibilidade, conte com diferentes materiais de apoio, como vídeos legendados e texto em braille, se possível. Além disso, promova a utilização de linguagem clara e acessível durante as explicações. Nos grupos, encoraje o apoio mútuo entre os alunos para que eles possam compartilhar diferentes perspectivas e ajudar uns aos outros. Considere também adaptar o tamanho dos grupos e as tarefas de acordo com as capacidades de cada estudante, oferecendo suporte adicional quando necessário.

  • Aula 2: Discussão sobre a organização molecular e energia, aplicação dos conceitos em tecnologia e natureza.
  • Momento 1: Revisão dos Conceitos de Energia e Organização Molecular (Estimativa: 10 minutos)
    Comece a aula revisando brevemente os conceitos de energia e organização molecular abordados na aula anterior. Faça perguntas diretas aos alunos para confirmar a compreensão dos conceitos, e incentive a participação de todos. Utilize exemplos do cotidiano para explicar como esses conceitos se manifestam nas tecnologias e processos naturais.

    Momento 2: Discussão em Grupo sobre Aplicação de Conceitos (Estimativa: 15 minutos)
    Divida a turma em grupos de quatro a cinco alunos e atribua a cada grupo o desafio de discutir como os conceitos de energia e organização molecular são aplicados em uma tecnologia ou fenômeno natural específico. Dê a cada grupo um material visual de apoio que ilustre o seu tema. Movimente-se entre os grupos, oferecendo orientações e complementando as discussões com perguntas instigantes, como 'Como a tecnologia que vocês estão discutindo depende da organização molecular?' ou 'Quais impactos ambientais essa tecnologia pode ter?'.

    Momento 3: Apresentação e Debate (Estimativa: 20 minutos)
    Cada grupo deve apresentar sua discussão em um formato breve, de aproximadamente dois minutos. Após as apresentações, conduza um debate com a turma como um todo, incentivando os alunos a fazerem perguntas uns aos outros e a relacionarem os diferentes tópicos abordados nas apresentações. Intervenha para garantir que o debate se mantenha focado nos conceitos principais e para estimular alunos mais tímidos a participar. Avalie a capacidade dos alunos de relacionar os conceitos discutidos com cenários reais e sua habilidade em argumentar fundamentadamente.

    Momento 4: Reflexão Final e Conexões com Desafios Contemporâneos (Estimativa: 5 minutos)
    Conclua a aula pedindo aos alunos que reflitam individualmente por um minuto sobre como o que aprenderam pode ser aplicado para resolver problemas atuais, como questões de sustentabilidade ou inovação tecnológica. Em seguida, peça que compartilhem suas ideias com a turma. Observe a capacidade dos alunos de fazer conexões entre o aprendizado escolar e os desafios do mundo atual. Finalize reforçando a importância de entender as interações entre energia e matéria em um mundo em constante transformação.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Certifique-se de proporcionar diferentes formas de acesso ao conteúdo, utilizando materiais visuais e conteúdos em múltiplos formatos (textual, audiovisual). Dê atenção especial a alunos que possam ter dificuldade em seguir o ritmo das discussões, promovendo espaços de esclarecimento e apoio colaborativo entre pares. Estimule o uso de linguagem clara e acessível, e, se necessário, apresente os temas de forma mais granular para facilitar a compreensão. Lembre-se de incentivar o apoio mútuo nos grupos para assegurar que todos os alunos contribuam de forma equitativa. Considere a possibilidade de oferecer leituras complementares ou resumos em linguagem simplificada para reforçar o entendimento dos alunos.

Avaliação

A avaliação nesta atividade será diversificada e englobará tanto aspectos práticos quanto teóricos. Para avaliar o entendimento e a aplicação dos conceitos, utilizaremos uma combinação de observação prática, relatórios documentais e discussão em grupo. 1. Objetivo: Avaliar a compreensão prática e teórica dos conceitos de energia e organização molecular. Critérios de Avaliação: Clareza e precisão dos relatórios documentais, participação nas atividades práticas e qualidade das contribuições nas discussões. Exemplo Prático: Durante a prática da primeira aula, observar como os alunos aplicam os conceitos ao construir a 'lata adestrada'. Na segunda aula, será dada importância à capacidade dos alunos de conectar os conceitos com aplicações do mundo real, inclusive refletindo criticamente sobre suas descobertas. Essa abordagem de avaliação é flexível e poderá ser adaptada pelo professor para incluir feedback formativo, promovendo uma consciência da importância crítica da comunicação científica precisa e a importância do aprendizado contínuo.

  • Observação prática durante a construção da lata.
  • Relatórios detalhados sobre o processo.
  • Discussões em grupo sobre impacto e aplicações de conceitos.

Materiais e ferramentas:

Os recursos utilizados para esta atividade buscam complementar e enriquecer a experiência de aprendizado prático e conceitual dos alunos. A atividade exigirá materiais comuns e acessíveis, como latas e materiais de construção simples, que facilitam o engajamento e permitem que os alunos manipulem diretamente itens que são facilmente compreensíveis e manipuláveis. Também serão empregadas ferramentas tecnológicas, como ferramentas digitais para a documentação e apresentação dos achados e insights dos alunos. Essa combinação de recursos tangíveis e tecnológicos valoriza uma abordagem dialógica e colaborativa no aprendizado, nutrindo um ambiente onde os alunos podem se sentir parte ativa no processo de construção do conhecimento.

  • Latas e materiais para construção.
  • Ferramentas digitais para documentação.
  • Recursos visuais para apresentação dos princípios.

Inclusão e acessibilidade

Sabemos que os docentes enfrentam uma carga de trabalho considerável, mas é essencial implementar estratégias que garantem a inclusão e acessibilidade de todos os estudantes. Para esta atividade, recomendamos estratégias práticas e de baixo custo que envolvem ajustes no ambiente de aprendizado e métodos de interação. Empregar comunicação visual e verbal claramente e de modo interativo pode ajudar a garantir que todos os estudantes compreendam e participem plenamente. Além disso, o uso de tecnologias assistivas simples, como softwares de leitura de texto e aplicativos colaborativos de fácil manejo, pode enriquecer o aprendizado de todos, criando um ambiente inclusivo e estímulo à participação de forma mais equitativa. Por meio de boas práticas de comunicação aberta, o professor poderá apoiar não apenas as necessidades de aprendizagem individuais, mas também a cooperação entre alunos, promovendo a empatia e o respeito mútuo.

  • Comunicação visual e verbal clara.
  • Emprego de tecnologias assistivas simples.
  • Estratégias de interação colaborativa e inclusiva.

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