Então e Agora: Desenhando a História do Nosso Jeito de Viver!

Desenvolvida por: Rita D… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: História
Temática: A vida no campo e na cidade em diferentes épocas

Nesta aula, os alunos vão criar um pequeno livro ilustrado comparando a vida no campo e na cidade em dois momentos: o passado e o presente. A ideia é simples e concreta: cada aluno recebe uma folha A4 dobrada ao meio, formando quatro quadros. Em cada quadro, o aluno desenha uma cena e escreve uma legenda curta. Os quatro quadros representam: campo no passado, cidade no passado, campo no presente e cidade no presente.

Antes de começar a produção, o professor conduz uma roda de conversa com perguntas que ativam o que os alunos já sabem. Perguntas como 'O que as pessoas faziam para se divertir antes de existir televisão?' ou 'Como era plantar sem trator?' ajudam a turma a pensar antes de desenhar. Esse momento de conversa é essencial porque muitas crianças têm referências de avós ou de histórias ouvidas em casa, e trazer isso para a aula valoriza o conhecimento que elas já carregam.

A atividade conecta História com Língua Portuguesa, já que os alunos precisam escrever legendas com clareza. Também toca em Geografia ao falar de campo e cidade, e em Arte ao usar o desenho como forma de expressão e comunicação. Essa integração acontece de forma natural, sem forçar.

Ao final, os livrinhos são compartilhados em duplas. Os alunos comparam as produções, percebem semelhanças e diferenças nas escolhas dos colegas e trocam ideias sobre o que cada um representou. Esse momento de troca é tão importante quanto a produção em si, porque os alunos aprendem a ouvir e a explicar o próprio trabalho.

Toda a atividade é feita sem recursos digitais, usando apenas papel, lápis e canetinhas. Isso garante que o foco esteja na reflexão, na escrita e no desenho, sem distrações. É uma proposta acessível, criativa e muito adequada para o 3º ano.

Objetivos de Aprendizagem

O principal objetivo dessa aula é fazer com que os alunos consigam perceber que a vida das pessoas mudou ao longo do tempo, tanto no campo quanto na cidade. Mais do que memorizar datas ou nomes, a ideia é que eles desenvolvam a capacidade de comparar situações, identificar o que mudou e o que permaneceu igual. Ao produzir o livrinho, cada aluno precisa tomar decisões: o que desenhar, o que escrever, como organizar as informações nos quatro quadros. Esse processo de escolha é, em si, um exercício de pensamento histórico. A roda de conversa inicial e a troca em duplas ao final reforçam a escuta ativa e o respeito às diferentes percepções dos colegas, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades sociais importantes para essa faixa etária.

  • Comparar modos de vida no campo e na cidade em dois momentos históricos: passado e presente.
  • Identificar mudanças e permanências nas formas de trabalho, moradia e lazer ao longo do tempo.
  • Produzir legendas escritas curtas e claras para acompanhar os desenhos de cada quadro.
  • Organizar informações em sequência lógica dentro dos quatro quadros do livrinho.
  • Expressar oralmente, na roda de conversa e na troca em duplas, o que foi representado na produção.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF03HI08: Identificar modos de vida na cidade e no campo no presente, comparando-os com os do passado. Conheça mais sobre a EF03HI08
  • EF03HI11: Identificar diferenças entre formas de trabalho realizadas na cidade e no campo, considerando também o uso da tecnologia nesses diferentes contextos. Conheça mais sobre a EF03HI11
  • EF03HI12: Comparar as relações de trabalho e lazer do presente com as de outros tempos e espaços, analisando mudanças e permanências. Conheça mais sobre a EF03HI12

Conteúdo Programático

O conteúdo dessa aula gira em torno das transformações e continuidades na vida cotidiana das pessoas ao longo do tempo. O professor não precisa apresentar um conteúdo extenso antes da atividade, porque a roda de conversa já cumpre esse papel de forma dialogada. O que importa é que os alunos consigam relacionar o que já sabem, seja por histórias de família, seja por imagens que já viram, com as categorias trabalhadas nos quadros do livrinho. A atividade também abre espaço para falar de diversidade: nem todo campo é igual, nem toda cidade é igual, e as experiências dos alunos podem ser muito diferentes entre si.

  • Modos de vida no campo e na cidade: moradia, trabalho e lazer no passado e no presente.
  • Mudanças tecnológicas no trabalho rural: do trabalho manual às máquinas agrícolas.
  • Transformações no lazer: brincadeiras e entretenimento antes e depois da televisão e da internet.
  • Diferenças e semelhanças entre vida urbana e rural em diferentes períodos históricos.
  • Noção de tempo histórico: passado e presente como categorias para organizar a história.

Metodologia

A aula começa com uma roda de conversa conduzida pelo professor, que faz perguntas abertas para ativar o conhecimento prévio dos alunos. Depois, cada aluno produz seu livrinho de forma individual, com autonomia para escolher o que desenhar e escrever em cada quadro. O professor circula pela sala, fazendo perguntas que ajudam quem está com dificuldade de começar, como 'O que seu avô te contou sobre como ele trabalhava?' ou 'Você já viu foto antiga de cidade?'. Ao final, a troca em duplas permite que os alunos expliquem suas escolhas e ouçam as do colega, exercitando comunicação oral e respeito às diferentes perspectivas. Toda a metodologia é pensada para que o aluno seja o protagonista da produção, e não apenas receptor de informações.

  • Roda de conversa inicial com perguntas norteadoras para ativar conhecimentos prévios sobre vida no campo e na cidade.
  • A roda de conversa inicial é o ponto de partida da atividade e tem como função principal ativar o que os alunos já sabem sobre a vida no campo e na cidade, tanto no passado quanto no presente. Para organizar esse momento, peça que os alunos se sentem em círculo, seja no chão ou com as cadeiras reorganizadas, criando um ambiente de escuta coletiva. Inicie com perguntas abertas e acolhedoras, como 'Quem já visitou uma fazenda ou sítio? Como era?', 'O que as pessoas faziam para se divertir antes de existir televisão?' ou 'Como vocês acham que era plantar sem trator?'. À medida que os alunos respondem, registre as ideias no quadro organizadas em duas colunas — 'Passado' e 'Presente' — para que a turma visualize as categorias que serão usadas no livrinho. Esse registro visual é fundamental para que os alunos internalizem a diferença entre os dois momentos históricos antes de começar a produção.

    Durante a conversa, valorize especialmente as contribuições que vêm de experiências familiares, como histórias contadas por avós ou parentes que vivem no campo. Quando um aluno diz 'minha avó falou que antes lavava roupa no rio', esse relato deve ser acolhido com entusiasmo e usado como exemplo concreto para toda a turma, pois conecta o conteúdo histórico à realidade da criança. Conduza a conversa de forma que os quatro eixos da atividade apareçam naturalmente — campo no passado, cidade no passado, campo no presente e cidade no presente — sem precisar forçar a estrutura. Se perceber que os alunos estão confundindo os dois espaços geográficos ou os dois momentos históricos, use comparações simples e próximas da realidade deles, como 'campo é onde tem plantação, animais e estrada de terra; cidade é onde tem prédios, ônibus e supermercado'.

    Para alunos mais tímidos ou que raramente se expressam em grupo, adote estratégias acolhedoras sem criar pressão, como fazer perguntas diretas e gentis — 'Você já ouviu alguma história em casa sobre como era a vida antes?' — ou permitir que contribuam apontando para algo que o colega disse ou escrevendo uma palavra no quadro. O objetivo desse momento não é avaliar, mas criar um repertório coletivo de ideias que sirva de apoio para a produção individual que virá a seguir. Quanto mais rica for essa conversa, mais confiantes os alunos se sentirão para desenhar e escrever nos quatro quadros do livrinho.

  • Produção individual do livrinho ilustrado com quatro quadros: campo no passado, cidade no passado, campo no presente e cidade no presente.
  • A produção individual do livrinho ilustrado é o momento central da atividade, em que os alunos transformam em imagem e escrita tudo o que foi discutido na roda de conversa. Cada aluno recebe uma folha A4 dobrada ao meio, formando quatro quadros. O professor deve indicar claramente a organização dos espaços, preferencialmente escrevendo no quadro: quadro 1 — campo no passado; quadro 2 — cidade no passado; quadro 3 — campo no presente; quadro 4 — cidade no presente. Antes de começar, é recomendável mostrar um exemplo simples esboçado no quadro, como um desenho de uma pessoa plantando com enxada no quadro 1 e um trator no quadro 3, para que os alunos entendam visualmente o que se espera em cada espaço. Oriente-os a iniciarem sempre pelo esboço a lápis grafite antes de usar as canetinhas, o que permite corrigir sem dificuldade e favorece alunos com insegurança no traço.

    Durante a produção, o professor deve circular pela sala de forma ativa, observando o andamento de cada aluno sem interferir diretamente no conteúdo das escolhas. O papel do professor nesse momento é de mediador: se um aluno travar diante do papel em branco, perguntas de apoio como 'O que você lembra da roda de conversa sobre como as pessoas trabalhavam antes?' ou 'Pensa em algo que seu avô ou avó já contou sobre a vida no campo' ajudam a destravar sem dar a resposta pronta. É importante também verificar se os alunos estão distinguindo corretamente os dois eixos — tempo (passado e presente) e espaço (campo e cidade) — pois confundir esses elementos compromete a coerência do livrinho. Caso perceba essa confusão, use comparações concretas e próximas da realidade da criança, como 'Campo é onde tem plantação, animais e estrada de terra; cidade é onde tem prédios, ônibus e supermercado'.

    Ao final da produção, cada livrinho deve conter quatro quadros com desenho e legenda, formando uma narrativa visual simples sobre as transformações ao longo do tempo. As legendas não precisam ser longas: frases curtas como 'Antes, as crianças brincavam na rua' ou 'Hoje, o fazendeiro usa trator' já demonstram compreensão do conteúdo histórico e cumprem o objetivo de integrar escrita e história. Para alunos que terminarem antes do tempo, incentive a revisão das legendas — verificando se estão claras e completas — e o cuidado com os detalhes dos desenhos. Essa atividade, feita apenas com papel, lápis e canetinhas, garante que o foco esteja na reflexão e na expressão, tornando a proposta acessível a todos os alunos independentemente de recursos tecnológicos disponíveis.

  • Escrita de legendas curtas em cada quadro, integrando expressão escrita ao conteúdo histórico.
  • Circulação do professor pela sala com perguntas de apoio para alunos com dificuldade de iniciar.
  • Troca em duplas ao final para comparar os livrinhos e conversar sobre as escolhas feitas por cada um.

Aulas e Sequências Didáticas

A aula está organizada em uma sequência que respeita o ritmo dos alunos de 8 e 9 anos. O tempo foi pensado para que nenhuma etapa seja apressada: a roda de conversa precisa de espaço para que os alunos se expressem, e a produção do livrinho exige concentração. A troca em duplas no final, mesmo que breve, é fundamental para fechar o ciclo de aprendizagem de forma colaborativa.

  • Aula 1: Roda de conversa inicial (15 min) com perguntas sobre vida no campo e na cidade no passado e no presente; distribuição das folhas e explicação dos quatro quadros (5 min); produção individual do livrinho ilustrado com desenhos e legendas (20 min); troca em duplas para comparar as produções e conversar sobre as escolhas (10 min).
  • Momento 1: Roda de Conversa — Ativando os Conhecimentos Prévios (Estimativa: 15 minutos)
    Inicie a aula reunindo os alunos em roda, seja no chão ou com as cadeiras organizadas em círculo. Esse arranjo favorece a participação de todos e cria um clima de escuta coletiva. Comece com perguntas abertas e acolhedoras, como: 'Quem aqui já visitou uma fazenda ou sítio? Como era?', 'O que as pessoas faziam para se divertir antes de existir televisão?', 'Como vocês acham que era plantar sem trator?', 'O que mudou na cidade desde que os avós de vocês eram crianças?'. Registre no quadro ou flip chart as respostas mais relevantes, organizando-as em duas colunas: 'Passado' e 'Presente'. Isso ajuda os alunos a visualizarem as categorias que vão usar no livrinho.

    É importante que você valorize todas as contribuições, especialmente aquelas que vêm de experiências familiares, como histórias de avós ou de parentes que vivem no campo. Permita que os alunos falem livremente, mas conduza a conversa para que os quatro eixos apareçam naturalmente: campo no passado, cidade no passado, campo no presente e cidade no presente. Observe se os alunos conseguem distinguir os dois momentos históricos e os dois espaços geográficos, pois essa percepção será fundamental para a produção do livrinho. Caso perceba confusão entre passado e presente, use exemplos concretos e próximos da realidade deles, como comparar uma carroça com um carro ou uma brincadeira de rua com um videogame.

    Momento 2: Apresentação da Proposta e Distribuição dos Materiais (Estimativa: 5 minutos)
    Após a roda de conversa, explique com clareza o que os alunos vão produzir. Mostre uma folha A4 dobrada ao meio e demonstre como ela forma quatro quadros. Indique no quadro ou no flip chart a organização dos quatro espaços: quadro 1 — campo no passado; quadro 2 — cidade no passado; quadro 3 — campo no presente; quadro 4 — cidade no presente. Se possível, esboce um exemplo simples no quadro para que todos visualizem o que se espera em cada espaço.

    Explique que cada quadro deve ter um desenho e uma legenda curta escrita abaixo ou ao lado da ilustração. Diga que a legenda é uma frase pequena que explica o que está sendo mostrado no desenho, como 'Antes, as pessoas plantavam com enxada' ou 'Hoje, as crianças brincam de videogame'. Distribua as folhas A4 dobradas, os lápis grafite e as canetinhas ou lápis de cor. É importante que você garanta que todos os alunos entenderam a proposta antes de iniciar a produção. Faça uma pergunta rápida de verificação, como: 'Quem pode me dizer o que vai desenhar no primeiro quadro?'.

    Momento 3: Produção Individual do Livrinho Ilustrado (Estimativa: 20 minutos)
    Oriente os alunos a iniciarem pelo esboço a lápis antes de usar as canetinhas. Circule pela sala durante toda a produção, observando o andamento de cada aluno e oferecendo apoio quando necessário. Para alunos que demonstrarem dificuldade em começar, faça perguntas de apoio como: 'O que você viu na roda de conversa que poderia desenhar aqui?', 'Pensa no que seu avô ou avó contou sobre como era a vida antes. O que você consegue imaginar?'. Evite dar respostas prontas; prefira perguntas que estimulem o aluno a buscar a própria resposta.

    Observe se os alunos estão organizando os quadros de forma coerente, distinguindo passado e presente, campo e cidade. Verifique também se as legendas têm relação com os desenhos e se ao menos uma mudança histórica está sendo representada, como o trabalho manual sendo substituído por máquinas ou as brincadeiras de rua sendo trocadas pela televisão. Caso algum aluno termine antes do tempo, incentive-o a revisar as legendas, verificar se estão claras, e a caprichar nos detalhes dos desenhos. É importante que o ambiente esteja tranquilo e focado durante esse momento, com música instrumental suave se possível, para favorecer a concentração.

    Momento 4: Troca em Duplas — Compartilhando as Produções (Estimativa: 10 minutos)
    Ao final da produção, organize os alunos em duplas. Oriente-os a mostrarem seus livrinhos um ao outro e a explicarem o que desenharam em cada quadro. Sugira que cada aluno fale sobre pelo menos uma escolha que fez: por que desenhou aquilo, de onde veio a ideia, o que a legenda quer dizer. Estimule também que os alunos observem as semelhanças e diferenças entre as produções dos colegas, com perguntas como: 'Vocês desenharam a mesma coisa no campo no passado ou coisas diferentes? Por quê?'.

    Durante esse momento, circule pelas duplas e faça escuta ativa. Observe se os alunos conseguem explicar oralmente o que representaram e se demonstram interesse pela produção do colega. Esse é um momento rico de avaliação formativa: perceba se o aluno usa os termos 'passado' e 'presente' com clareza, se consegue identificar mudanças históricas na fala do colega e se respeita a vez de ouvir. Encerre a aula reunindo brevemente a turma e destacando duas ou três observações positivas que você fez durante a troca, valorizando a diversidade de representações e reforçando a ideia central de que a vida mudou ao longo do tempo, tanto no campo quanto na cidade.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Como a turma não apresenta condições ou deficiências específicas identificadas, as orientações a seguir têm caráter preventivo e inclusivo, garantindo que todos os alunos participem com conforto e segurança. Durante a roda de conversa, esteja atento a alunos mais tímidos ou que raramente se expressam em grupo. Uma estratégia simples é fazer perguntas diretas e acolhedoras para esses alunos, como 'Fulano, você já ouviu alguma história em casa sobre como era a vida antes?', criando uma abertura sem pressão. Permita também que alunos que não queiram falar em voz alta contribuam escrevendo uma palavra no quadro ou apontando para algo que o colega disse. Durante a produção do livrinho, alguns alunos podem ter dificuldade com a escrita das legendas. Nesses casos, aceite legendas com uma única palavra ou com apoio de símbolos desenhados ao lado do texto, valorizando o esforço e o conteúdo comunicado. Se perceber que algum aluno tem dificuldade motora fina para desenhar, incentive-o a usar formas simples e esquemáticas, reforçando que o importante é a ideia representada, não a perfeição do traço. Na troca em duplas, organize as duplas de forma intencional, pareando alunos com perfis complementares quando necessário, para que alunos mais comunicativos possam ajudar os mais reservados a se expressarem. Lembre-se: pequenas adaptações no tom de voz, na proximidade física e na forma de fazer perguntas já fazem uma grande diferença para que todos se sintam parte da aula. Você não precisa de recursos extras para isso, apenas de atenção e sensibilidade, que você já demonstra ao planejar com tanto cuidado.

Avaliação

A avaliação dessa atividade pode ser feita de duas formas complementares. A primeira é a observação durante a produção: o professor acompanha se o aluno consegue organizar as informações nos quatro quadros de forma coerente, se as legendas têm relação com os desenhos e se demonstra compreensão da diferença entre passado e presente. A segunda é a análise do livrinho finalizado, verificando se o aluno comparou campo e cidade, se identificou pelo menos uma mudança relacionada ao trabalho ou ao lazer e se a escrita está legível e com sentido. O momento de troca em duplas também pode ser observado: o professor presta atenção em como os alunos explicam suas escolhas e se conseguem identificar diferenças entre as produções. Não é necessário atribuir nota nessa atividade; o feedback pode ser dado oralmente, de forma individual, durante a circulação pela sala.

  • Observação formativa durante a produção: verificar se o aluno organiza os quatro quadros com coerência, distinguindo passado e presente, campo e cidade.
  • Análise do livrinho finalizado: checar se as legendas escritas têm relação com os desenhos e se ao menos uma mudança histórica foi identificada (ex: trabalho manual x máquinas, brincadeiras x televisão).
  • Escuta ativa durante a troca em duplas: observar se o aluno consegue explicar oralmente o que representou e se demonstra interesse pela produção do colega.

Materiais e ferramentas:

Todos os materiais usados nessa aula são simples e de baixo custo. A escolha por materiais físicos é intencional: sem tablets ou computadores, os alunos ficam mais focados no processo de pensar, desenhar e escrever. O professor pode preparar as folhas com antecedência, já dobradas e com os títulos dos quadros escritos levemente a lápis, para facilitar a organização dos alunos que têm mais dificuldade com autonomia.

  • Folhas A4 dobradas ao meio (uma por aluno), formando quatro quadros para o livrinho.
  • Lápis grafite para esboço dos desenhos e escrita das legendas.
  • Canetinhas coloridas ou lápis de cor para finalizar os desenhos.
  • Quadro ou flip chart para o professor registrar as respostas da roda de conversa inicial.
  • Giz ou caneta para quadro, usados pelo professor durante a roda de conversa.

Inclusão e acessibilidade

Toda turma tem sua diversidade, e essa atividade já é bastante flexível por natureza. O aluno que tem mais facilidade com escrita pode caprichar nas legendas; o que tem mais facilidade com desenho pode se expressar mais pelas imagens. Nenhum dos dois formatos é mais válido que o outro. O professor pode sentar ao lado de alunos que demonstram insegurança para iniciar e fazer perguntas simples e diretas, como 'O que você acha que as pessoas comiam no campo antigamente?', para ajudá-los a começar. A roda de conversa inicial também é um momento de acolhimento: valorizar as histórias que os alunos trazem de casa, especialmente de famílias que vivem ou viveram no campo, enriquece a aula e faz com que todos se sintam representados.

  • Para alunos com dificuldade na escrita, o professor pode aceitar legendas com uma ou duas palavras-chave em vez de frases completas, sem penalizar a produção.
  • Durante a roda de conversa, valorizar explicitamente as histórias de alunos que têm família no campo ou em contextos rurais, promovendo representatividade.
  • Oferecer apoio individual e discreto aos alunos que ficarem travados na produção, fazendo perguntas orais que ajudem a desbloquear o pensamento.
  • Permitir que alunos com ritmo mais lento concluam apenas dois ou três quadros, sem que isso seja tratado como falha.
  • Na troca em duplas, o professor pode organizar as duplas de forma estratégica, pareando alunos com perfis complementares para que a troca seja enriquecedora para os dois.

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