Essa aula foi pensada para apresentar às crianças do 1º ano as primeiras palavras em inglês relacionadas ao clima: sunny, rainy, cloudy, windy e snowy. A ideia é que o contato com o idioma aconteça de forma leve, divertida e cheia de movimento, respeitando o jeito que crianças de 6 e 7 anos aprendem melhor.
O professor vai usar cartazes coloridos com ilustrações grandes e claras, flashcards e gestos corporais para apresentar cada palavra. Quando falar sunny, por exemplo, pode abrir os braços como se fosse o sol. Para rainy, pode imitar chuva com os dedos. Esse tipo de associação entre palavra, imagem e gesto ajuda muito na memorização nessa faixa etária.
Durante a aula, os alunos vão repetir as palavras em voz alta, imitar os fenômenos climáticos com o corpo e apontar para o flashcard correto quando o professor pronunciar o termo. Essas atividades curtas e variadas mantêm a atenção da turma e garantem que todos participem, inclusive alunos com TDAH, deficiência visual ou TEA nível 1.
No fechamento, a turma se reúne em roda e cada criança tenta dizer como está o tempo naquele dia usando as palavras aprendidas. Esse momento é importante porque dá voz a cada aluno, conecta o vocabulário novo com a realidade do dia e cria um ambiente de confiança para falar em inglês sem medo de errar.
A aula tem 60 minutos e não exige materiais sofisticados. Os cartazes podem ser feitos à mão ou impressos, e os gestos não custam nada. O foco está na interação, na repetição significativa e na alegria de descobrir palavras novas em outro idioma.
O principal objetivo dessa aula é que os alunos saiam conhecendo pelo menos quatro das cinco palavras trabalhadas e consigam associá-las às imagens e situações reais. A oralidade é o centro da proposta: não se espera que as crianças escrevam ou leiam os termos, mas que os reconheçam quando ouvem e tentem usá-los na roda de conversa final. Trabalhar vocabulário de clima também abre espaço para conversar sobre o mundo ao redor, o que torna o aprendizado mais significativo para essa idade.
O conteúdo dessa aula gira em torno do vocabulário climático básico em inglês, mas vai além da simples memorização de palavras. Os alunos vão perceber que o inglês está presente no mundo deles e que é possível se comunicar nesse idioma sobre coisas que já conhecem, como o sol, a chuva e o vento. Essa conexão entre o novo vocabulário e a experiência real é o que torna o conteúdo relevante para crianças dessa faixa etária.
A aula usa a exposição dialogada como base, mas o professor não fica só falando: a turma participa o tempo todo, repetindo palavras, fazendo gestos e identificando imagens. Essa alternância entre escuta, fala e movimento é fundamental para crianças de 6 e 7 anos, que precisam de estímulos variados para manter o foco. Os flashcards e cartazes funcionam como âncoras visuais, e os gestos corporais criam uma memória muscular que ajuda muito na fixação do vocabulário.
A aula está organizada em blocos curtos e variados para manter o engajamento da turma. A transição entre as etapas é rápida e marcada por mudanças de atividade, o que ajuda especialmente os alunos com TDAH a se manterem presentes. O professor pode adaptar o tempo de cada bloco conforme a resposta da turma.
Momento 1: Abertura — Que tempo faz lá fora? (Estimativa: 5 minutos)
Inicie a aula reunindo os alunos em roda ou mantendo-os em seus lugares, mas de forma que todos possam se ver. Dirija-se à turma com entusiasmo e faça a pergunta em português: 'Que tempo está fazendo hoje?' Permita que as crianças respondam livremente, acolhendo todas as respostas com atenção e alegria. Após ouvir algumas respostas, diga algo como: 'Hoje vamos aprender a falar sobre o tempo em inglês! Vocês sabiam que em inglês o sol tem um nome diferente? Vamos descobrir juntos?' Esse momento serve para ativar o conhecimento prévio dos alunos e criar curiosidade genuína sobre o que virá. É importante que o professor demonstre entusiasmo real, pois crianças de 6 e 7 anos respondem muito bem ao estado emocional do adulto. Observe se os alunos já têm alguma palavra em inglês no repertório — isso pode ser um ponto de partida interessante para valorizar o que já sabem.
Momento 2: Apresentação dos cartazes e flashcards com as 5 palavras climáticas (Estimativa: 15 minutos)
Fixe os 5 cartazes coloridos na parede ou quadro, em local visível para toda a turma. Apresente cada palavra de forma pausada e expressiva, apontando para o cartaz correspondente: sunny, rainy, cloudy, windy e snowy. Ao pronunciar cada palavra, faça também o gesto corporal combinado — abra os braços para sunny, imite gotas de chuva com os dedos para rainy, faça movimentos ondulados com as mãos para cloudy, sopre e balance o corpo para windy, e esfregue os braços como se sentisse frio para snowy. Repita cada palavra pelo menos duas vezes antes de passar para a próxima, sempre associando palavra, imagem e gesto. Após apresentar as cinco palavras, mostre os flashcards individualmente, erguendo-os para a turma ver, e pergunte: 'Quem lembra o nome dessa em inglês?' Permita que as crianças tentem responder antes de confirmar a pronúncia correta. É importante que o professor modele a pronúncia de forma clara e levemente exagerada, sem pressa, pois a imitação é o principal mecanismo de aprendizagem de línguas nessa faixa etária. Observe se os alunos estão olhando para os cartazes e demonstrando reconhecimento visual das imagens.
Momento 3: Repetição oral e gestos corporais (Estimativa: 15 minutos)
Peça que os alunos se levantem e fiquem em pé ao lado das carteiras ou em um espaço aberto, se possível. Explique que agora vocês vão repetir as palavras juntos e fazer os gestos ao mesmo tempo. Conduza a atividade de forma coral: diga a palavra em voz alta, faça o gesto e espere que a turma repita junto. Comece devagar e vá aumentando o ritmo gradualmente, tornando a atividade mais dinâmica e divertida. Após algumas rodadas corais, experimente fazer apenas o gesto sem falar a palavra e pergunte: 'Qual é essa?' para que os alunos digam a palavra. Depois, inverta: fale a palavra sem fazer o gesto e peça que os alunos façam o gesto correspondente. Essa variação mantém a atenção da turma e trabalha diferentes formas de associação. É importante que o professor circule pelo espaço durante essa atividade, incentivando os alunos mais tímidos com um sorriso ou um aceno de aprovação. Permita que os alunos façam os gestos do jeito deles, sem exigir perfeição — o que importa é a participação e a associação entre palavra e movimento.
Momento 4: Jogo de identificação — Professor fala, alunos apontam ou gesticulam (Estimativa: 15 minutos)
Mantenha os cartazes fixados na parede e distribua os flashcards sobre as mesas ou no chão, em local acessível. Explique as regras do jogo de forma simples: 'Quando eu falar uma palavra em inglês, vocês vão apontar para o cartaz certo na parede ou fazer o gesto que aprendemos. Prontos?' Comece pronunciando as palavras em ordem, depois embaralhe a sequência para aumentar o desafio. Varie o ritmo — às vezes fale devagar, às vezes um pouco mais rápido — para manter o engajamento. Em um segundo momento, peça que os alunos apontem para o flashcard correto sobre a mesa. Observe quais crianças respondem com segurança e quais ainda demonstram hesitação — esse é um indicador valioso de aprendizagem. Inclua também o movimento inverso: faça o gesto sem falar e peça que apontem para o cartaz. Ao longo do jogo, elogie os acertos com frases curtas como 'Very good!' ou 'Ótimo!', introduzindo naturalmente mais um elemento do inglês. É importante que o professor não corrija erros de forma negativa — prefira repetir a palavra correta com entusiasmo e seguir em frente, criando um ambiente seguro para tentar.
Momento 5: Roda de conversa final — Como está o tempo hoje? (Estimativa: 10 minutos)
Convide os alunos para se sentarem em roda no chão ou em suas cadeiras dispostas em círculo. Retome a pergunta do início da aula, agora em inglês: 'How's the weather today?' Aponte para a janela ou para o cartaz que representa o tempo do dia e diga a palavra correspondente como exemplo: 'Today is sunny!' (ou a condição real do dia). Em seguida, passe a palavra para cada criança, incentivando-a a dizer pelo menos uma palavra em inglês para descrever o tempo. Aceite respostas com apoio — se a criança hesitar, aponte para o cartaz correspondente e diga a palavra junto com ela. Não force a fala individual; permita que alunos mais tímidos apontem para o cartaz em vez de falar, valorizando igualmente essa forma de participação. Encerre a roda com uma frase coletiva: todos juntos dizem a palavra que descreve o tempo do dia, fazendo o gesto correspondente. Esse fechamento cria um senso de pertencimento e celebra o aprendizado coletivo. Observe se os alunos conseguem usar ao menos uma palavra aprendida, pois esse é o principal indicador de aprendizagem desta aula. Ao final, registre rapidamente em seu checklist informal quais palavras cada aluno demonstrou reconhecer, para orientar o planejamento das próximas aulas.
Estratégias de inclusão e acessibilidade:
Você está fazendo um trabalho incrível ao pensar em todos os seus alunos! Aqui vão algumas sugestões práticas e viáveis para tornar essa aula ainda mais acessível:
Para alunos com deficiência visual: Sempre que possível, providencie versões táteis dos flashcards — pequenos pedaços de algodão colados para representar nuvem, papel celofane amassado para chuva, papel liso e brilhante para sol, por exemplo. Esses materiais podem ser feitos com itens simples que você já tem em casa ou na escola. Durante a apresentação dos cartazes, descreva em voz alta o que está na imagem antes de dizer a palavra em inglês, por exemplo: 'Olha, aqui tem um sol bem grande e brilhante — isso é sunny!' Na roda de conversa, permita que o aluno com deficiência visual toque o flashcard tátil correspondente em vez de apontar para o cartaz na parede. A avaliação desse aluno deve considerar o reconhecimento auditivo e tátil, sem exigir identificação visual.
Para alunos com TDAH: Posicione esses alunos próximos a você durante as atividades expositivas, para que possam receber atenção e redirecionamento discreto quando necessário. Na roda de conversa final, chame esses alunos para participar nos primeiros turnos, aproveitando o momento em que o foco ainda está mais presente. As atividades de movimento do Momento 3 são especialmente benéficas para esses alunos — permita que se movimentem um pouco mais livremente, desde que dentro da proposta. Instruções curtas e sequenciais, como 'Agora vamos levantar. Agora vamos repetir. Agora vamos sentar', ajudam muito na organização e na transição entre os momentos.
Para alunos com TEA nível 1: Antecipe as mudanças de atividade com uma frase simples, como 'Daqui a pouco vamos fazer uma coisa diferente', para que a transição entre os momentos não cause desconforto. Durante o jogo de identificação e a roda de conversa, ofereça sempre a opção de apontar para o cartaz em vez de falar, sem pressionar para a resposta oral. Manter os cartazes fixados na parede durante toda a aula é especialmente importante para esses alunos, pois a referência visual constante oferece segurança e previsibilidade. Se possível, apresente a sequência da aula de forma visual no início — um pequeno roteiro com desenhos simples dos momentos ajuda esses alunos a se organizarem e se sentirem mais confortáveis com o que está por vir.
A avaliação nessa aula é formativa e acontece ao longo de toda a atividade, sem precisar de provas ou fichas. O professor observa a participação, a capacidade de associar as palavras às imagens e o uso oral do vocabulário na roda final. Três estratégias simples dão conta de avaliar o que os alunos aprenderam, respeitando o perfil da turma e as diferentes formas de participação.
Os recursos escolhidos para essa aula são simples, acessíveis e fáceis de preparar. A prioridade foi garantir que os materiais fossem visualmente atrativos para a maioria da turma e que tivessem versões adaptadas para os alunos com deficiência visual. Nada aqui exige tecnologia cara ou impressão sofisticada: cartazes feitos à mão com canetão funcionam muito bem.
Adaptar essa aula para uma turma diversa não precisa ser complicado. A maioria das estratégias já está embutida na proposta: gestos, imagens grandes, repetição e movimento naturalmente favorecem diferentes perfis de aprendizagem. O professor deve ficar atento a alguns sinais durante a aula — aluno que se isola na roda, que não responde aos estímulos visuais ou que apresenta agitação crescente — e ajustar o ritmo conforme necessário. A ideia não é ter um plano separado para cada aluno, mas garantir que a atividade principal já contemple diferentes formas de participar.
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