Escrevendo o Futuro: Crie sua Campanha por uma Cidade Sustentável

Desenvolvida por: Natáli… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Língua Inglesa — Práticas de escrita, Interação discursiva, Estratégias de escrita
Temática: Sustainable Cities: escrita persuasiva e consciência socioambiental em inglês

Nessa atividade, os alunos do 9º ano viram criadores de campanhas publicitárias em inglês com foco em cidades sustentáveis. A proposta dura 60 minutos e conecta escrita argumentativa, vocabulário temático e posicionamento crítico de um jeito que faz sentido para quem está se preparando para o ENEM e para a vida.

A aula começa com uma apresentação rápida de exemplos reais: Curitiba e seu sistema de ônibus expresso, Copenhague e as ciclovias, Singapura e suas políticas de resíduos. Esses exemplos servem de ponto de partida para os alunos escolherem um problema urbano que querem enfrentar — mobilidade, lixo, energia, desigualdade de acesso a serviços. A escolha é deles, e isso já é parte da proposta.

Depois dessa introdução, cada aluno ou dupla recebe um guia com estruturas de debate language em inglês: expressões como 'We urge you to...', 'The data clearly shows...' e 'Therefore, we must...' viram ferramentas concretas de escrita. O professor mostra como essas estruturas funcionam em textos reais de campanhas e manifestos, e os alunos partem para a produção.

O produto final pode ser um slogan com justificativa, um post de campanha ou um mini-manifesto. Não existe um único formato certo — a ideia é que cada aluno encontre a forma que melhor representa o que quer dizer. Isso abre espaço para diferentes perfis de alunos, incluindo os que têm mais facilidade com textos curtos e impactantes e os que preferem desenvolver argumentos mais longos.

A atividade trabalha diretamente as habilidades EF09LI01, EF09LI10 e EF09LI12 da BNCC, integrando escrita persuasiva, argumentação estruturada e produção de texto com posicionamento crítico. Ao mesmo tempo, conecta o inglês a temas do mundo real — o que dá sentido ao aprendizado e estimula o engajamento genuíno dos alunos.

Objetivos de Aprendizagem

O foco principal aqui é fazer o aluno perceber que escrever em inglês não é só preencher exercício — é uma forma real de se posicionar no mundo. Quando o aluno escolhe um problema urbano e constrói um argumento para defendê-lo, ele está praticando escrita com propósito. O uso das estruturas de debate language não é decorativo: serve para dar consistência e clareza ao texto, algo que vai ser cobrado tanto no ENEM quanto em qualquer situação de comunicação formal. A atividade também estimula o aluno a buscar dados e exemplos reais para sustentar o que escreve, o que fortalece o pensamento crítico junto com a competência linguística.

  • Usar estruturas argumentativas em inglês ('We urge you to...', 'The data clearly shows...', 'Therefore, we must...') para construir textos persuasivos com coerência.
  • [{"item":"Usar estruturas argumentativas em inglês ('We urge you to...', 'The data clearly shows...', 'Therefore, we must...') para construir textos persuasivos com coerência.","detalhamento":"Esse objetivo será alcançado de forma progressiva ao longo da aula, começando pela apresentação contextualizada das estruturas no Momento 2, quando o professor distribui o guia de debate language. O ponto central aqui não é apenas apresentar as expressões como uma lista de vocabulário, mas demonstrar como cada uma delas cumpre uma função argumentativa específica dentro de um texto real. Por exemplo, ao mostrar um trecho de uma campanha ambiental autêntica em inglês, o professor pode apontar: 'Veja como 'The data clearly shows' aparece logo antes de um dado concreto — ela prepara o leitor para aceitar a informação como verdade verificável'. Esse tipo de explicação transforma a estrutura em uma ferramenta de convencimento, e não apenas em uma frase para copiar.

    Durante a produção escrita no Momento 4, o aluno coloca esse objetivo em prática ao escrever seu texto de campanha. O professor reforça o uso das estruturas circulando pela sala e fazendo perguntas orientadoras como 'How are you going to convince your reader? Which structure from the guide could help here?'. Se um aluno está escrevendo sobre a falta de ciclovias na cidade, por exemplo, o professor pode sugerir: 'Você poderia começar com 'The data clearly shows that...' e completar com um dado sobre acidentes de trânsito ou sobre o número de carros na cidade — isso torna seu argumento muito mais forte'. Esse tipo de intervenção individualizada ajuda o aluno a perceber que a estrutura não é um enfeite, mas o que dá credibilidade e força ao texto.

    Ao final da produção, o professor pede que cada aluno releia o próprio texto e marque as estruturas do guia que utilizou. Esse gesto simples tem um papel pedagógico importante: ele desenvolve a consciência metalinguística do aluno, ou seja, a capacidade de reconhecer as próprias escolhas de escrita e entender por que elas funcionam. No compartilhamento do Momento 5, quando o professor destaca publicamente um ponto forte de cada texto apresentado — como 'Você usou 'Therefore, we must' para conectar o problema à solução, e isso deixou seu argumento muito claro' — o objetivo se consolida de forma coletiva, beneficiando toda a turma ao mostrar exemplos concretos de uso bem-sucedido das estruturas argumentativas."}]

  • Escolher e delimitar um problema urbano real como tema central da campanha, justificando a escolha com dados ou exemplos concretos.
  • Produzir um texto em inglês — slogan com justificativa, post de campanha ou mini-manifesto — com posicionamento crítico claro.
  • Organizar os argumentos em sequência lógica, do problema à proposta de solução.
  • Reconhecer exemplos globais de cidades sustentáveis e relacioná-los ao contexto local e nacional.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF09LI01: Fazer uso da língua inglesa para expor pontos de vista, argumentos e contra-argumentos, considerando o contexto e os recursos linguísticos voltados para a eficácia da comunicação. Conheça mais sobre a EF09LI01
  • EF09LI10: Propor potenciais argumentos para expor e defender ponto de vista em texto escrito, refletindo sobre o tema proposto e pesquisando dados, evidências e exemplos para sustentar os argumentos, organizando-os em sequência lógica. Conheça mais sobre a EF09LI10
  • EF09LI12: Produzir textos (infográficos, fóruns de discussão on-line, fotorreportagens, campanhas publicitárias, memes, entre outros) sobre temas de interesse coletivo local ou global, que revelem posicionamento crítico. Conheça mais sobre a EF09LI12

Conteúdo Programático

O conteúdo programático dessa aula gira em torno de três eixos que se complementam: o temático, o linguístico e o discursivo. No eixo temático, os alunos trabalham com o conceito de cidades sustentáveis a partir de exemplos reais e verificáveis. No eixo linguístico, o foco está nas estruturas de debate language e no vocabulário específico do campo ambiental e urbano. Já no eixo discursivo, a atividade explora os gêneros textuais persuasivos — slogan, post de campanha e manifesto — mostrando como cada um funciona e para qual público se destina.

  • Vocabulário temático: sustainable cities, urban mobility, waste management, renewable energy, social inequality, green infrastructure.
  • Estruturas de debate language em inglês: 'We urge you to...', 'The data clearly shows...', 'Therefore, we must...', 'It is essential that...', 'Evidence suggests that...'.
  • Gêneros textuais persuasivos: slogan com justificativa, post de campanha publicitária e mini-manifesto.
  • Exemplos globais de cidades sustentáveis: Curitiba (BRT), Copenhague (mobilidade ativa) e Singapura (gestão de resíduos).
  • Organização argumentativa: problema → evidência → proposta de solução.
  • Leitura e análise breve de campanhas reais em inglês como modelo de escrita.

Metodologia

A aula é construída para que o aluno seja o protagonista desde o início. O professor não fica na frente explicando por 40 minutos — a introdução é curta e visual, com exemplos concretos que servem de trampolim para a produção. A escolha do tema pelo próprio aluno é intencional: quando ele decide o que quer defender, o engajamento aumenta e a escrita ganha autenticidade. O uso de um guia de estruturas linguísticas funciona como andaime — apoia sem engessar. Alunos com TDAH se beneficiam especialmente dessa estrutura clara e do tempo de produção ativo, que reduz a necessidade de manter atenção passiva por longos períodos.

  • Apresentação inicial (10 min): slides com imagens e dados rápidos sobre Curitiba, Copenhague e Singapura — o professor apresenta, faz 2 perguntas abertas para a turma e segue.
  • Distribuição do guia de debate language (5 min): folha impressa ou projetada com as estruturas e exemplos de uso em contexto real.
  • Escolha do tema pelo aluno ou dupla (5 min): o professor circula pela sala e confirma se a escolha está delimitada o suficiente para caber no texto.
  • Produção escrita individual ou em dupla (30 min): cada aluno ou dupla escreve seu texto no formato escolhido, usando o guia como apoio.
  • Compartilhamento rápido (10 min): 3 a 4 alunos leem ou mostram o que produziram; o professor faz comentários breves e positivos, apontando um ponto forte e uma sugestão de melhoria para cada.

Aulas e Sequências Didáticas

A aula de 60 minutos foi pensada para ter ritmo variado — começa com estímulo visual, passa por um momento de escolha autônoma e termina com produção ativa. Essa variação é especialmente importante para turmas com alunos com TDAH, já que evita longos blocos de atenção passiva. O tempo de produção é o mais extenso justamente porque é onde acontece o aprendizado mais significativo.

  • Aula 1 (60 min): Introdução ao tema com exemplos visuais de cidades sustentáveis (10 min) → apresentação e leitura do guia de debate language com exemplos contextualizados (5 min) → escolha do problema urbano pelo aluno ou dupla com apoio do professor (5 min) → produção escrita do texto de campanha no formato escolhido (30 min) → compartilhamento de 3 a 4 produções com feedback oral do professor e da turma (10 min).
  • Momento 1: Introdução ao Tema — Cidades Sustentáveis ao Redor do Mundo (Estimativa: 10 minutos)
    Inicie a aula projetando os slides com imagens impactantes e dados rápidos sobre Curitiba, Copenhague e Singapura. É importante que você selecione imagens visuais e contrastantes — por exemplo, uma foto do BRT de Curitiba ao lado de um congestionamento típico, ou uma ciclovia de Copenhague ao lado de uma avenida poluída. Esse contraste visual ajuda a capturar a atenção da turma logo de início e cria um ponto de entrada emocional para o tema.

    Apresente cada cidade em no máximo dois slides, destacando um dado concreto por exemplo: 'Curitiba transporta mais de 2 milhões de pessoas por dia com seu sistema de ônibus expresso' ou 'Copenhague tem mais bicicletas do que carros'. Após apresentar os três exemplos, faça duas perguntas abertas para a turma, como: 'Qual dessas cidades mais chamou sua atenção? Por quê?' e 'Você consegue pensar em algum problema parecido aqui na nossa cidade ou bairro?'. Permita que dois ou três alunos respondam brevemente, sem prolongar o debate — o objetivo é ativar o repertório e criar conexão com o tema, não esgotar a discussão. Observe se os alunos conseguem relacionar os exemplos globais ao contexto local, pois isso será retomado na produção escrita.

    Momento 2: Apresentação do Guia de Debate Language (Estimativa: 5 minutos)
    Distribua o guia impresso ou projete-o na tela. O guia deve conter as estruturas argumentativas em inglês — 'We urge you to...', 'The data clearly shows...', 'Therefore, we must...', 'It is essential that...', 'Evidence suggests that...' — acompanhadas de exemplos de uso em contexto real, como trechos de campanhas ambientais ou manifestos urbanos autênticos.

    Leia em voz alta cada estrutura e mostre rapidamente como ela aparece em um texto real. Por exemplo, projete um trecho curto de uma campanha real em inglês e aponte onde cada expressão aparece e qual função argumentativa ela cumpre. É importante que você não apenas liste as expressões, mas demonstre como elas funcionam como ferramentas de convencimento — isso dá sentido prático ao vocabulário. Incentive os alunos a circularem no guia as duas ou três estruturas que mais gostaram ou que acham que vão usar. Esse gesto simples aumenta o engajamento e a apropriação do material. Permita que algum aluno leia um dos exemplos em voz alta, caso queira — isso ajuda a fixar a pronúncia e cria um momento de participação coletiva.

    Momento 3: Escolha do Problema Urbano (Estimativa: 5 minutos)
    Oriente os alunos a escolherem individualmente ou em dupla o problema urbano que será o foco da campanha. Sugira temas como mobilidade urbana, descarte de lixo, energia renovável, desigualdade no acesso a serviços públicos ou falta de áreas verdes. É importante que a escolha seja deles — a autonomia nesse momento aumenta o engajamento na produção escrita.

    Circule pela sala durante esses cinco minutos e confirme se cada aluno ou dupla tem um tema delimitado o suficiente. Evite temas muito amplos como 'meio ambiente' — ajude o aluno a recortar: 'Você quer falar sobre o lixo no bairro? Sobre a falta de ônibus? Sobre a falta de parques?'. Caso algum aluno esteja travado na escolha, faça a pergunta orientadora: 'What bothers you most about your city?' — isso costuma destravar rapidamente. Observe se todos os alunos ou duplas chegaram a uma escolha antes de encerrar esse momento, pois sem tema definido a produção escrita fica comprometida.

    Momento 4: Produção Escrita da Campanha (Estimativa: 30 minutos)
    Oriente os alunos a produzirem seu texto no formato que escolherem: slogan com justificativa, post de campanha publicitária ou mini-manifesto. Reforce que não existe um único formato correto — o que importa é que o texto tenha um posicionamento claro, use ao menos duas estruturas do guia e apresente uma proposta de solução para o problema escolhido. Escreva no quadro ou projete os três critérios de avaliação de forma visível durante toda a produção: (1) clareza do posicionamento, (2) uso das estruturas do guia, (3) adequação ao gênero escolhido.

    Durante os 30 minutos, circule continuamente pela sala. Faça perguntas orientadoras individuais como 'What problem are you addressing?', 'Do you have an example to support this?' e 'What solution are you proposing?'. Essas intervenções são parte da avaliação formativa — observe se o aluno consegue responder oralmente antes mesmo de ter escrito, pois isso indica compreensão do tema. Para alunos que estiverem escrevendo muito pouco, incentive com 'You already have a great idea — now write it down using one of the structures from the guide'. Para alunos que estiverem escrevendo muito sem estrutura, ajude a organizar: 'Start with the problem, then add evidence, then your solution'.

    É importante que você não corrija erros gramaticais de forma direta durante a produção — o foco aqui é fluência argumentativa, não precisão formal. Sinalize erros com uma pergunta como 'Does this sentence make sense to you?' para estimular a autocorreção. Ao final dos 30 minutos, peça que os alunos releiam o próprio texto e marquem as estruturas do guia que usaram — isso reforça a consciência sobre o próprio processo de escrita.

    Momento 5: Compartilhamento e Feedback Coletivo (Estimativa: 10 minutos)
    Convide três ou quatro alunos voluntários — ou escolha com cuidado caso ninguém se voluntarie — para lerem ou mostrarem o que produziram. Permita que o aluno leia em voz alta ou que você leia por ele, caso prefira. Após cada apresentação, faça um comentário breve e positivo destacando um ponto forte específico, como 'I really liked how you used 'The data clearly shows' to introduce your argument — it made your text very convincing'. Em seguida, ofereça uma sugestão de melhoria concreta, como 'One thing you could add is a specific example to make your solution even stronger'.

    Abra brevemente para a turma: pergunte 'Did anyone else write about a similar problem? What was different in your approach?'. Isso cria um momento de troca genuína entre os alunos e amplia o repertório coletivo. É importante que o tom do compartilhamento seja de celebração do processo, não de julgamento do produto — reforce isso verbalmente antes de começar. Encerre a aula com uma frase de fechamento que conecte a produção dos alunos ao mundo real, como: 'Every campaign starts with someone deciding that something needs to change — and today, that was you'.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Esta turma conta com alunos com TDAH, e algumas adaptações simples podem fazer uma grande diferença sem sobrecarregar sua rotina de planejamento. Veja o que você pode fazer em cada momento da aula:

    Durante a introdução visual (Momento 1), prefira slides com poucas informações por tela — uma imagem grande e um dado por slide já é suficiente. Evite slides com muito texto corrido, pois isso pode dispersar a atenção de alunos com TDAH antes mesmo de a aula começar. As perguntas abertas que você faz à turma também funcionam como âncoras de atenção — use-as intencionalmente para trazer de volta alunos que possam ter se dispersado.

    No Momento 2, ao distribuir o guia, considere entregar uma versão com destaque visual nas estruturas principais — negrito, cores ou caixas ao redor das expressões. Isso facilita a localização rápida das estruturas durante a escrita, sem exigir que o aluno releia o guia inteiro toda vez que precisar de apoio.

    No Momento 3, alunos com TDAH podem ter dificuldade em delimitar o tema sozinhos. Esteja atento a esses alunos durante a circulação pela sala e priorize passar por eles primeiro, antes que a sensação de não saber o que fazer se transforme em bloqueio ou agitação. Uma lista curta com quatro ou cinco opções de temas já escritas pode ajudar esses alunos a fazer uma escolha rápida sem se perder em possibilidades infinitas.

    Durante a produção escrita (Momento 4), que é o momento mais longo e potencialmente mais desafiador para alunos com TDAH, considere combinar com antecedência uma estrutura mínima esperada — por exemplo, 'Escreva pelo menos três frases usando uma estrutura do guia'. Isso dá um objetivo concreto e alcançável, o que reduz a ansiedade e a procrastinação. Aceite textos mais curtos e densos como equivalentes a textos mais longos — um slogan bem argumentado com duas estruturas do guia tem o mesmo valor que um mini-manifesto extenso. Lembre-se: a rubrica já prevê isso, e você pode reforçar essa mensagem verbalmente para o aluno.

    No compartilhamento final (Momento 5), não force a leitura em voz alta para alunos que demonstrem resistência — ofereça a alternativa de mostrar o texto escrito ou de você ler por eles. O objetivo é a valorização do que foi produzido, não a exposição do aluno. Você está fazendo um trabalho importante ao criar um ambiente onde todos se sentem seguros para participar — e isso já é inclusão na prática.

Avaliação

A avaliação dessa atividade pode acontecer de formas diferentes, dependendo do que o professor quer priorizar. O mais importante é que o feedback chegue ao aluno de forma clara e útil — não só uma nota, mas uma orientação real sobre o que funcionou e o que pode melhorar. Para alunos com TDAH, vale considerar avaliações que valorizem o processo e não só o produto final, reconhecendo o esforço de manter o foco durante a produção.

  • Avaliação formativa durante a produção: o professor circula pela sala e faz perguntas orientadoras ('What problem are you addressing?', 'Do you have an example to support this?'). Critérios observados: uso de pelo menos uma estrutura de debate language, presença de argumento e proposta de solução, coerência temática. Exemplo: ao ver um aluno travado, o professor pergunta 'What bothers you most about your city?' para destravar a escrita.
  • Avaliação do texto produzido (rubrica simples): o professor avalia o texto final com três critérios — clareza do posicionamento (o leitor entende o que o aluno defende?), uso das estruturas linguísticas (usou ao menos duas expressões do guia corretamente?) e adequação ao gênero escolhido (o texto parece um slogan, post ou manifesto?). Cada critério vale de 0 a 2 pontos. Adaptação para TDAH: textos mais curtos com argumentação densa são aceitos como equivalentes a textos mais longos com argumentação superficial.
  • Autoavaliação rápida ao final (opcional): o aluno responde três perguntas curtas em português — 'O que eu quis defender?', 'Que estrutura em inglês eu usei?', 'O que eu mudaria no meu texto?'. Serve para o professor entender o processo de cada aluno e identificar quem precisou de mais suporte.

Materiais e ferramentas:

Os recursos foram escolhidos para serem simples de preparar e fáceis de usar em sala. A ideia é que o professor não precise de laboratório de informática nem de equipamentos sofisticados — um projetor e o guia impresso já dão conta. Se a escola tiver acesso a tablets ou celulares, o aluno pode pesquisar dados reais para enriquecer o argumento, mas isso é opcional e não muda a estrutura da aula.

  • Slides com imagens e dados sobre Curitiba, Copenhague e Singapura (pode ser feito no Canva ou Google Slides).
  • Guia impresso ou projetado com as estruturas de debate language e exemplos de uso em contexto.
  • Folha de papel ou caderno para a produção escrita — não é necessário computador.
  • Projetor ou TV para exibir os slides e o guia durante a aula.
  • Exemplos reais de campanhas publicitárias em inglês (2 a 3 imagens ou textos curtos) para mostrar como o gênero funciona na prática.
  • Celular ou tablet (opcional): para pesquisa rápida de dados sobre o problema urbano escolhido, caso a escola tenha acesso à internet.

Inclusão e acessibilidade

Trabalhar com alunos com TDAH numa atividade de escrita pede atenção ao ritmo e à estrutura da aula. O formato dessa atividade já ajuda bastante: tem momentos curtos e variados, uma tarefa com escolha autônoma e um produto concreto para produzir. Mesmo assim, vale ficar de olho em alguns sinais — aluno que fica trocando de tema sem conseguir decidir, que escreve muito pouco ou que se distrai com frequência pode precisar de um reforço de orientação individual. O guia de estruturas linguísticas funciona como âncora para esses alunos: reduz a ansiedade de 'não saber por onde começar'. Sentar próximo ao professor durante a produção também ajuda. Evite cobrar silêncio absoluto — um nível baixo de movimentação é esperado e saudável para essa turma.

  • Disponibilize o guia de debate language impresso para alunos com TDAH — ter o material físico na mesa reduz a necessidade de copiar do quadro e mantém o foco na escrita.
  • Divida a tarefa em etapas visuais no quadro: '1. Escolha o problema → 2. Escreva o slogan/manifesto → 3. Use 2 estruturas do guia'. Isso ajuda o aluno a saber onde está no processo.
  • Permita que alunos com TDAH trabalhem em dupla se preferirem — a interação pode ajudar a manter o foco e a organizar as ideias.
  • Ofereça um tempo extra de 5 minutos para finalizar o texto, se necessário, sem fazer disso um destaque negativo para o aluno.
  • Durante o compartilhamento final, dê a opção de o aluno mostrar o texto escrito sem precisar ler em voz alta, caso sinta desconforto.
  • Evite comparar produções publicamente — o feedback deve ser individual e focado no que o aluno conseguiu fazer, não no que faltou.

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