Histórias que Viajam: Criando Livros de Mão em Mão!

Desenvolvida por: Mercia… (com assistência da tecnologia Profy)
Área do Conhecimento/Disciplinas: Língua Portuguesa – Produção de Textos (escrita compartilhada e autônoma)
Temática: Suportes textuais, planejamento da escrita e circulação de textos

Nessa atividade, os alunos do 5º ano vão viver uma experiência completa de produção textual: do planejamento à circulação real do texto. A ideia central é que cada estudante escreva um conto curto em um caderninho artesanal feito na própria sala, e que esse livrinho passe pelas mãos dos colegas ao final da aula.

Tudo começa com uma roda de observação. O professor leva para a sala diferentes suportes impressos — um livro de histórias, uma revista, um folheto de supermercado, um jornal. Os alunos vão olhar, folhear e conversar sobre o que percebem: por que um livro tem capa dura? Por que o folheto usa letras grandes e coloridas? Quem escreveu isso? Para quem? Essa conversa abre o olho dos estudantes para algo que muitas vezes passa despercebido: o suporte diz muito sobre o texto antes mesmo de a gente ler uma palavra.

Depois dessa discussão, cada aluno recebe um caderninho artesanal — folhas A4 dobradas ao meio e grampeadas, formando um pequeno livro. Antes de escrever, o estudante preenche um cartão de planejamento com quatro perguntas simples: qual é o tema? Quem vai ler? Para que serve esse texto? Que linguagem vou usar — mais formal ou mais descontraída? Só depois de responder essas perguntas é que a escrita começa.

O conto pode ser sobre qualquer assunto que o aluno escolher: aventura, mistério, humor, fantasia, situações do cotidiano. Essa liberdade temática é intencional. Ela garante que cada estudante escreva sobre algo que faz sentido para ele, o que aumenta o engajamento e a qualidade do texto.

Ao final, os livrinhos são trocados entre os colegas em um circuito de leitura dentro da sala. Cada aluno lê o livrinho que recebeu e deixa um bilhetinho com uma palavra ou frase de resposta ao texto. Esse momento transforma a escrita em um ato real de comunicação — o texto não fica só na gaveta do professor, ele chega a um leitor de verdade.

A atividade não exige nenhum recurso digital e pode ser realizada com materiais simples disponíveis na escola. Os cadernos artesanais são confeccionados pelo próprio professor antes da aula, o que torna tudo acessível independentemente da condição socioeconômica dos alunos.

Objetivos de Aprendizagem

O foco dessa aula é fazer os alunos perceberem que escrever não é só colocar palavras no papel — é tomar decisões. Quem vai ler? Onde esse texto vai circular? Que tom usar? Essas perguntas guiam o planejamento e tornam a escrita mais consciente. Ao observar diferentes suportes no início da aula, os estudantes constroem uma referência concreta para entender como forma e função se relacionam. Quando chegam à escrita do próprio conto, já têm ferramentas para fazer escolhas mais intencionais. O circuito de leitura ao final fecha o ciclo: o texto cumpre sua função social de verdade, chegando a um leitor real.

  • Reconhecer que diferentes suportes textuais têm funções sociais distintas e atendem a públicos específicos.
  • Planejar a produção de um conto considerando tema, leitor imaginado, finalidade e linguagem adequada.
  • Escrever um conto curto com início, meio e fim, demonstrando coerência e progressão narrativa.
  • Participar de um circuito real de circulação textual, lendo o texto de um colega e respondendo a ele com um bilhete.

Habilidades Específicas BNCC

  • EF15LP01: Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam. Conheça mais sobre a EF15LP01
  • EF15LP02: Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas. Conheça mais sobre a EF15LP02
  • EF15LP05: Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. Conheça mais sobre a EF15LP05

Conteúdo Programático

O conteúdo dessa aula parte do concreto — objetos que os alunos já conhecem, como revistas e folhetos — e vai avançando para conceitos mais abstratos, como função social do texto e situação comunicativa. O cartão de planejamento é o elo entre a teoria e a prática: ele traduz conceitos da BNCC em perguntas simples que qualquer aluno de 10 anos consegue responder. O conto curto é o gênero escolhido por ser familiar para essa faixa etária e por permitir liberdade criativa dentro de uma estrutura clara.

  • Suportes textuais: livro, revista, folheto, jornal — características visuais e funções sociais.
  • Condições de produção do texto: quem escreve, para quem, com qual finalidade e em qual suporte.
  • Planejamento textual: uso de cartão de planejamento com tema, leitor, finalidade e linguagem.
  • Conto curto: estrutura narrativa básica (situação inicial, conflito e desfecho).
  • Circulação textual: troca de livrinhos e escrita de bilhete-resposta ao texto lido.

Metodologia

A aula combina observação ativa, discussão mediada, escrita autônoma e leitura compartilhada — tudo sem recursos digitais. A sequência foi pensada para que cada etapa prepare a seguinte: observar os suportes ajuda a planejar, o planejamento sustenta a escrita, e a escrita ganha sentido no circuito de leitura. O professor atua como mediador na roda inicial e como apoio circulante durante a produção, sem fazer pelo aluno, mas fazendo perguntas que ajudem cada um a avançar no próprio texto.

  • Roda de observação com suportes impressos reais: os alunos folheiam e comentam o que percebem sobre cada material antes de qualquer explicação formal.
  • Discussão mediada pelo professor com perguntas-guia: 'Quem escreveu isso?', 'Para quem?', 'Onde você encontraria esse texto?'
  • Preenchimento individual do cartão de planejamento antes de começar a escrever o conto.
  • Escrita autônoma do conto no caderninho artesanal, com o professor circulando e fazendo perguntas de apoio para alunos com dificuldade.
  • Circuito de leitura: troca dos livrinhos entre colegas e escrita de um bilhete-resposta colado na última página do caderninho recebido.

Aulas e Sequências Didáticas

A aula de 60 minutos foi organizada em blocos encadeados, com tempo calculado para que nenhuma etapa fique pela metade. Os primeiros minutos são de aquecimento e observação, o meio da aula é dedicado ao planejamento e à escrita — que é o coração da atividade — e os últimos minutos garantem o circuito de leitura, que dá sentido real ao que foi produzido. O professor deve ficar atento ao tempo da escrita: se os alunos precisarem de mais alguns minutos, o bilhete-resposta pode ser simplificado para uma única palavra.

  • Aula 1 (60 min): Início com roda de observação dos suportes impressos e discussão mediada (15 min) → Distribuição dos cadinhos artesanais e preenchimento do cartão de planejamento (10 min) → Escrita autônoma do conto curto (25 min) → Circuito de leitura com troca dos livrinhos e escrita do bilhete-resposta (10 min)
  • Momento 1: Roda de Observação dos Suportes Impressos (Estimativa: 15 minutos)
    Inicie a aula organizando os alunos em roda ou em grupos próximos, de modo que todos possam ver e tocar os materiais impressos que você trouxe: um livro infantil, uma revista, um folheto de supermercado e um jornal. Distribua os materiais entre os grupos e peça que os alunos folheiem com atenção antes de qualquer explicação sua. Permita que a curiosidade guie esse primeiro contato — deixe que comentem entre si livremente por dois ou três minutos.

    Em seguida, conduza uma discussão mediada usando perguntas-guia como: 'Quem vocês acham que escreveu isso?', 'Para quem esse texto foi feito?', 'Onde você encontraria esse material no seu dia a dia?', 'Por que o folheto usa letras grandes e coloridas e o livro não?'. É importante que você não dê as respostas de imediato — valorize as hipóteses dos alunos e construa o conceito de suporte textual a partir das falas deles. Observe se os estudantes percebem diferenças visuais entre os materiais e se conseguem relacionar essas diferenças a funções sociais distintas. Ao final desse momento, sistematize brevemente: explique que o suporte — o objeto físico que carrega o texto — já comunica algo antes mesmo de lermos uma palavra, e que cada suporte atende a um público e a uma finalidade específica.

    Momento 2: Distribuição dos Cadinhos e Preenchimento do Cartão de Planejamento (Estimativa: 10 minutos)
    Distribua os cadinhos artesanais (folhas A4 dobradas e grampeadas) e os cartões de planejamento para cada aluno. Explique que, antes de escrever qualquer palavra do conto, todos precisam responder as quatro perguntas do cartão: 'Qual é o tema?', 'Quem vai ler?', 'Para que serve esse texto?' e 'Que linguagem vou usar — mais formal ou mais descontraída?'. Deixe claro que esse planejamento é o ponto de partida da escrita e que não existe resposta certa ou errada — o que importa é que as escolhas façam sentido entre si.

    Circule pela sala enquanto os alunos preenchem o cartão e faça perguntas de apoio para quem demonstrar dificuldade, como: 'Se você fosse escrever para um amigo, como você falaria com ele?' ou 'Você gosta mais de histórias de aventura, de humor ou de mistério?'. É importante que você valorize qualquer escolha temática — a liberdade de tema é intencional e aumenta o engajamento. Observe se o aluno está conseguindo relacionar o leitor imaginado à linguagem que pretende usar, pois essa coerência é um dos critérios de avaliação do planejamento.

    Momento 3: Escrita Autônoma do Conto Curto (Estimativa: 25 minutos)
    Oriente os alunos a abrirem o caderninho e começarem a escrever o conto com base no que planejaram. Lembre-os de que a história precisa ter início (apresentação dos personagens e do cenário), meio (o problema ou conflito) e fim (a solução ou desfecho). Você pode escrever essas três partes no quadro como referência visual durante toda a atividade.

    Circule pela sala de forma contínua, observando o andamento das escritas. Para alunos que estiverem travados, faça perguntas orais que ajudem a desbloquear a narrativa: 'O que acontece com o seu personagem no começo?', 'Qual é o problema que ele precisa resolver?', 'Como a história termina?'. Evite reescrever pelo aluno — prefira fazer perguntas que o levem a encontrar a resposta sozinho. Permita que os alunos que desejarem ilustrem a capa do caderninho com lápis ou canetinhas coloridas, mas sinalize que a escrita tem prioridade. Observe se os textos apresentam progressão narrativa e se a linguagem escolhida no cartão de planejamento aparece de fato no conto — esse alinhamento é um indicador importante de aprendizagem.

    Momento 4: Circuito de Leitura e Escrita do Bilhete-Resposta (Estimativa: 10 minutos)
    Ao sinal de encerramento da escrita, peça que os alunos fechem os cadinhos e os troquem com um colega próximo — você pode organizar essa troca de forma circular para garantir que todos recebam um livrinho diferente do seu. Distribua as tiras de papel para o bilhete-resposta e oriente os alunos a lerem o conto que receberam com atenção e, em seguida, escreverem uma palavra, frase ou pequena mensagem reagindo ao texto: o que acharam da história, qual parte gostaram mais, o que sentiram ao ler. Explique que o bilhete deve mencionar algo específico do texto — um personagem, uma situação, um sentimento — para que o autor saiba que sua história foi realmente lida.

    É importante que você circule durante esse momento e incentive os alunos mais tímidos ou resistentes a escrever ao menos uma frase sincera. Ao final, peça que colem ou dobrem o bilhete na última página do caderninho e devolvam ao dono. Reserve um minuto para que dois ou três alunos compartilhem em voz alta o bilhete que receberam, celebrando o fato de que suas histórias chegaram a um leitor de verdade. Esse encerramento reforça o sentido real da escrita como ato de comunicação.

    Estratégias de inclusão e acessibilidade:
    Esta turma conta com alunos que enfrentam limitações de participação por fatores socioeconômicos, e é fundamental que a atividade seja estruturada de modo a não expor ou constranger esses estudantes. Veja algumas estratégias práticas e viáveis que você pode adotar sem necessidade de recursos extras:

    No Momento 1, caso algum aluno demonstre desconforto ao manusear os materiais impressos por não ter familiaridade com eles em casa, acolha sua fala sem julgamento e valorize o que ele conhece — um folheto de mercado, por exemplo, pode ser muito mais familiar para alguns do que um livro infantil, e isso é igualmente válido para a discussão.

    No Momento 2, se algum aluno tiver dificuldade para preencher o cartão de planejamento por escrito, sente-se ao lado dele por um momento e faça as perguntas oralmente, registrando as respostas junto com ele. Isso garante que o planejamento aconteça sem que a dificuldade de escrita seja um obstáculo para o pensamento.

    No Momento 3, para alunos que escrevem pouco ou que demonstram insegurança com a escrita, valide qualquer produção — mesmo que o conto seja curto, com poucas linhas. Se necessário, converse oralmente com o aluno sobre a história que ele imaginou e registre um resumo junto com ele no caderninho. O que importa é que a narrativa exista, independentemente da extensão.

    No Momento 4, certifique-se de que os bilhetes-resposta sejam escritos com cuidado e respeito. Oriente a turma, antes da troca, que o bilhete é uma mensagem carinhosa para o autor e que deve valorizar o esforço do colega. Isso protege especialmente os alunos mais vulneráveis de receberem respostas que os desmotivem. Você faz uma diferença enorme ao criar um ambiente de respeito e valorização mútua — e isso não custa nada além de intencionalidade.

Avaliação

A avaliação dessa atividade é principalmente formativa — o professor acompanha o processo, não só o produto final. Há três momentos claros de observação: durante a roda de discussão, durante o preenchimento do cartão de planejamento e durante a escrita. O livrinho produzido e o bilhete-resposta escrito ao final também funcionam como registros avaliativos. Para alunos que tiveram dificuldade de concluir o texto no tempo da aula, o professor pode recolher o caderninho e devolver com um comentário escrito antes da próxima aula, sem penalizar pela quantidade de texto produzido.

  • Avaliação do cartão de planejamento: verificar se o aluno identificou tema, leitor, finalidade e linguagem antes de escrever. Critérios: preenchimento dos quatro campos, coerência entre as escolhas feitas. Exemplo: um aluno que escreve 'leitor: crianças pequenas' e escolhe linguagem simples demonstra compreensão da situação comunicativa.
  • Avaliação do conto produzido: observar se o texto tem início, meio e fim identificáveis e se a linguagem escolhida no planejamento aparece no texto. Critérios: presença de estrutura narrativa básica, coerência interna e adequação ao leitor imaginado. Adaptação: para alunos que escreveram pouco, o professor pode conversar oralmente sobre a história e registrar o que o aluno narrou.
  • Avaliação do bilhete-resposta: verificar se o aluno leu o texto do colega e reagiu a ele de alguma forma. Critérios: o bilhete menciona algo específico do texto lido (personagem, situação, sentimento). Esse item avalia também a habilidade de leitura com atenção ao texto do outro.

Materiais e ferramentas:

Todos os materiais dessa aula são de baixo custo e não dependem de recursos digitais. Os cadinhos artesanais são o recurso central — o professor os prepara antes da aula dobrando e grampeando folhas A4. Os suportes impressos para a roda de observação podem ser trazidos de casa ou coletados na própria escola. O cartão de planejamento pode ser impresso ou desenhado à mão em tiras de papel. Nada aqui exige compra específica, o que garante que a atividade funcione em qualquer contexto.

  • Cadinhos artesanais: 4 folhas A4 dobradas ao meio e grampeadas, um por aluno — preparados pelo professor antes da aula.
  • Suportes textuais impressos variados: pelo menos um livro infantil, uma revista, um folheto e um jornal (podem ser usados, trazidos de casa ou da biblioteca).
  • Cartão de planejamento: tira de papel com as perguntas 'Qual é o tema?', 'Quem vai ler?', 'Para que serve?' e 'Que linguagem vou usar?' — um por aluno.
  • Lápis, canetas ou canetinhas coloridas para escrita e ilustração opcional da capa do caderninho.
  • Bilhetinhos de papel (tiras cortadas) para a resposta ao texto lido no circuito final.

Inclusão e acessibilidade

Trabalhar com alunos que enfrentam limitações socioeconômicas pede atenção e sensibilidade, mas não precisa ser complicado. O primeiro cuidado é garantir que nenhuma etapa da atividade dependa de material que o aluno precise trazer de casa — tudo é fornecido na sala. A liberdade temática do conto é estratégica: o aluno pode escrever sobre o que conhece e vive, sem precisar de referências que não fazem parte da sua realidade. Durante a roda de observação, o professor deve evitar perguntas que exponham diferenças de acesso a materiais em casa. Um sinal de alerta importante: aluno que fica parado na folha em branco pode estar com dificuldade de escrita, mas também pode estar com vergonha ou insegurança. Nesses casos, uma conversa rápida e discreta ao lado do aluno costuma desbloquear.

  • Todos os materiais são fornecidos pelo professor na sala — nenhum aluno precisa trazer nada de casa para participar plenamente da atividade.
  • O tema do conto é de livre escolha: o aluno pode escrever sobre situações do próprio cotidiano, sem precisar de referências culturais ou de consumo que não fazem parte da sua realidade.
  • Durante a roda de observação, o professor evita perguntas como 'vocês têm isso em casa?' e prefere perguntas sobre o que os alunos já viram em qualquer lugar — escola, rua, mercado.
  • Para alunos que demonstrarem dificuldade de iniciar a escrita, o professor pode sentar ao lado por um ou dois minutos e fazer perguntas orais sobre a história que o aluno quer contar, ajudando-o a organizar as ideias antes de escrever.
  • O circuito de leitura final valoriza todos os textos igualmente — não há classificação, nota pública ou comparação entre produções, o que reduz a pressão sobre alunos com menor fluência escrita.
  • O bilhete-resposta pode ser uma única palavra ou um desenho pequeno, o que garante que alunos com dificuldade de escrita também participem do momento de troca.

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